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Temer, “padrinho” de Helder Barbalho, é indiciado pela PF por corrupção passiva e lavagem de dinheiro

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PGR tem até 15 dias para se pronunciar. Michel Temer e Rocha Loures foram indiciados por suspeita de organização criminosa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro

 

A Polícia Federal entregou na tarde desta terça-feira (16) ao Supremo Tribunal Federal (STF) o relatório final do inquérito dos Portos, que indicia o presidente Michel Temer por organização criminosa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Michel Temer apoia o seu ex-ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho (MDB), para o governo do Pará. Helder Barbalho também está na mira da Lava Jato, por recebimento de propina da Odebrecht e da da Camargo Correa, segundo depoimentos em delações premiadas. O pai do candidato,  o senador reeleito, Jader Barbalho também é acusado de ter recebido propina das mesmas empreiteiras.

A pergunta que não quer calar é: o eleitor paraense vai votar em candidato envolvido com falcatruas e maracutaias? O oponente de Helder Barbalho, Márcio Miranda, já demonstrou diversas vezes que a Justiça o considera ficha limpa, pois não houve irregularidade nenhuma na sua aposentadoria como capitão da Polícia Militar. Helder Barbalho traiu o PT duas vezes. Uma quando saiu do governo de Dilma Rousseff, legitimamente eleito, para participar do golpe que a derrubou, em 2013, e assumir, em seguida, o ministério da Integração Nacional. A segundo foi referida  por Paulo Rocha, em entrevista ao Portal Roma News, reproduzida nouto canto desta página. Mas, mesmo assim, Paulo Rocha, sem ouvir a base petista, decidiu apoiar o candidato do MDB que, agora, pode ser indiciado a qualquer momento pela Lava Jato, por seu envolvimento com propina, ou seja, crime igual ao cometido por Michel Temer:corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Quem garante que, se ganhar a eleição, Helder Barbalho não vai recompensar as empreiteiras que lhe deram propina, com obras no Pará?

Helder Barbalho foi ministro de Temer, traiu o PT,  e agora pode ser a bola da vez, mas tem também apoio de Paulo Rocha

Junto com Temer, padrinho de Helder Barbalho, outra dez pessoas foram  indiciadas no relatório, incluindo a filha do presidente, Maristela Temer. No caso de Maristela, o indiciamento se dá apenas por lavagem de dinheiro. (Veja lista de nomes de indiciados ao final da reportagem)

A PF também pediu sequestro e bloqueio de bens de todos os suspeitos, e a prisão de quatro deles.

O caso foi encaminhado pelo ministro do Supremo Luís Roberto Barroso para a Procuradoria Geral da República (PGR), que tem até 15 dias para se pronunciar por meio de parecer. O ministro chegou a prorrogar a conclusão do inquérito por quatro vezes.

A conclusão do delegado da PF Cleyber Malta Lopes, que comandou a investigação, é que o presidente editou decreto de acordo com interesses do setor portuário, em troca de benefícios ilícitos. Para o delegado, Temer possui influência no Porto de Santos há mais de 20 anos.

Em maio de 2017, Temer ampliou de 25 para 35 anos o prazo de contratos de concessões de empresas portuárias, podendo chegar a até 70 anos.

A defesa do presidente Michel Temer informou que não teve acesso ao relatório da Polícia Federal. Veja o que afirmaram os demais indiciados ao final desta reportagem.

Bloqueio de bens

Barroso afirmou que vai esperar manifestação do MP sobre pedidos de bloqueio de bens e pedidos de prisão, mas já determinou que os quatro que tiveram pedidos de prisão sejam impedidos de deixar o país (veja lista de alvos de pedido de prisão ao final da reportagem).

“Aguardarei a manifestação do Ministério Público quanto aos requerimentos de sequestro e bloqueio de bens, assim como do pedido de prisão preventiva. Determino, no entanto, desde logo, a proibição de se ausentarem do país aos investigados que tiveram sua prisão processual solicitada pela autoridade policial.”

O principal articulador do decreto, que serviu de ponte entre as empresas do setor portuário e Temer, foi Rodrigo Rocha Loures. Ele é ex-deputado federal e ex-assessor especial da Presidência, homem de confiança de Temer.

Rocha Loures e Michel Temer fazem parte do núcleo político do esquema, segundo o inquérito, e foram denunciados por organização criminosa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

O presidente nega que o decreto tivesse essa finalidade desde o início das investigações. Empresas alvo do inquérito também negam o pagamento de propina.

Já o Coronel João Batista Lima Filho, foi indiciado pela PF por organização criminosa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Ele também foi alvo de pedido de prisão.

Lima é amigo do Presidente há mais de 30 anos, desde que foi assessor militar de Temer, na época em que ele era Secretário de Segurança Pública de São Paulo, na década de 1980, e também sócio da empresa de arquitetura Argeplan.

A suspeita da PF é a de que a empresa tenha sido usada para receber propina do setor portuário, pelo Coronel Lima e seu sócio, Carlos Alberto Costa, em nome do presidente Michel Temer. Carlos Alberto Costa também foi denunciado por organização criminosa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

O filho de Costa e diretor da Argeplan, Carlos Alberto Costa Filho, foi indiciado por lavagem de dinheiro, assim como o contador da empresa, Almir Martins Ferreira.

Antônio Celso Grecco, sócio do Grupo Rodrimar, segundo a PF, também faz parte do esquema e foi indiciado por organização criminosa, corrupção ativa e lavagem de dinheiro. O diretor do grupo, Rodrigo Mesquita foi indiciado por lavagem de dinheiro.

Outro empresário do setor portuário também fazia parte do núcleo empresarial, segundo a PF. O sócio do Grupo Libra, Gonçalo Borges Torrealba foi indiciado por organização criminosa, corrupção ativa e lavagem de dinheiro.

Reforma na casa da filha de Temer

Além dos envolvidos na edição do decreto, o delegado responsável pela investigação também indiciou a filha do Presidente, Maristela Temer por lavagem de dinheiro.

A reforma na casa dela, em São Paulo, entre 2013 e 2015, virou alvo de investigações depois que empresários do grupo J&F relataram repasse de 1 milhão de reais ao Coronel Lima, na sede da Argeplan, em 2014.

A arquiteta responsável pela obra e mulher do Coronel Lima, Maria Rita Fratezi, também foi denunciada por lavagem de dinheiro.

Lista de indiciados:

  1. Michel Miguel Elias Temer Lulia
  2. Rodrigo Santos da Rocha Loures
  3. Antônio Celso Grecco
  4. Ricardo Conrado Mesquita
  5. Gonçalo Borges Torrealba
  6. João Baptista Lima Filho
  7. Maria Rita Fratezi
  8. Carlos Alberto Costa
  9. Carlos Alberto Costa Filho
  10. Almir Martins Ferreira
  11. Maristela de Toledo Temer Lulia

Indiciados alvos de pedido de prisão preventiva

  1. João Baptista Lima Filho
  2. Carlos Alberto Costa
  3. Maria Rita Fratezi
  4. Almir Martins Ferreira

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Facebook e Twitter dizem que Bolsonaro não impulsionou publicações

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O Facebook e o Twitter informaram ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que as páginas oficiais do presidente eleito Jair Bolsonaro não contrataram o impulsionamento de mensagens durante a campanha eleitoral, entre 16 de agosto e 28 de outubro. A Google Brasil informou ainda que a campanha de Bolsonaro gastou R$ 1 mil com propaganda eleitoral, pagos pelo PSL.

No comunicado enviado ao TSE, o Facebook informou que o impulsionamento também não foi contratado no Instagram, plataforma controlada pelo Facebook Brasil. Também notificado, o WhatsApp ainda não respondeu.

As informações foram encaminhadas pelas plataformas ao relator da prestação de contas de Bolsonaro no TSE, ministro Luís Roberto Barroso, que por meio da área responsável do tribunal notificou as empresas “com o objetivo de identificar a contratação de impulsionamento de conteúdos na rede mundial de computadores em favor do candidato eleito à Presidência da República”.

Neste ano, pela primeira vez, foi permitido e regulamentado o impulsionamento de conteúdos para campanhas eleitorais. A regras preveem que esse tipo de serviço somente pode ser contratado por partidos, coligações e candidatos. O gasto deve ser identificado na prestação de contas. Mensagens impulsionadas por apoiadores não foram permitidas.

Em outubro, o TSE abriu ações de investigação judicial eleitoral (aijes) para apurar informações, publicadas pelo jornal Folha de S. Paulo, de que empresários contrataram o envio de mensagens em massa via WhatsApp para beneficiar Bolsonaro. A campanha nega conhecimento. Caso comprovada, a prática pode vir a caracterizar doação de campanha não declarada.

*texto de Felipe Pontes, da Agência Brasil

O Facebook e o Twitter informaram ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que as páginas oficiais do presidente eleito Jair Bolsonaro não contrataram o impulsionamento de mensagens durante a campanha eleitoral, entre 16 de agosto e 28 de outubro. A Google Brasil informou ainda que a campanha de Bolsonaro gastou R$ 1 mil com propaganda eleitoral, pagos pelo PSL.

No comunicado enviado ao TSE, o Facebook informou que o impulsionamento também não foi contratado no Instagram, plataforma controlada pelo Facebook Brasil. Também notificado, o WhatsApp ainda não respondeu.

O TSE aumentou o esquema de segurança para acessar o prédio do tribunal neste domingo – José Cruz/Agência Brasil

As informações foram encaminhadas pelas plataformas ao relator da prestação de contas de Bolsonaro no TSE, ministro Luís Roberto Barroso, que por meio da área responsável do tribunal notificou as empresas “com o objetivo de identificar a contratação de impulsionamento de conteúdos na rede mundial de computadores em favor do candidato eleito à Presidência da República”.

Neste ano, pela primeira vez, foi permitido e regulamentado o impulsionamento de conteúdos para campanhas eleitorais. A regras preveem que esse tipo de serviço somente pode ser contratado por partidos, coligações e candidatos. O gasto deve ser identificado na prestação de contas. Mensagens impulsionadas por apoiadores não foram permitidas.

Em outubro, o TSE abriu ações de investigação judicial eleitoral (aijes) para apurar informações, publicadas pelo jornal Folha de S. Paulo, de que empresários contrataram o envio de mensagens em massa via WhatsApp para beneficiar Bolsonaro. A campanha nega conhecimento. Caso comprovada, a prática pode vir a caracterizar doação de campanha não declarada.

Fonte: Agência Brasil

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Esportes

Dudu x Gabigol,  duelo de carrascos no clássico

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FLÁVIO PRADO

Contra o Palmeiras, Gabigol marcou seis gols em 16 jogos. Desde que voltou ao Peixe, apesar de ser o artilheiro do time na temporada e da atual edição do Campeonato Brasileiro, o camisa 10 não anotou diante do Alviverde em 2018. Nas três partidas disputadas neste ano, o jogador passou em branco em todas, e esteve longe de brilhar.

Em 2014, fez dois no Pacaembu, na vitória do Santos por 3 a 1. No ano seguinte, voltou a anotar no primeiro jogo da final da Copa do Brasil, em que o Verdão se sagrou campeão. Por fim, no ano de 2016, fez dois no empate em 2 a 2 na Vila Belmiro, em jogo válido pela semifinal do Paulista, em que o Peixe avançou nas penalidades máximas. Voltou a marcar em mais uma igualdade: 1 a 1, no Brasileirão daquele ano.

Na semifinal do Paulista desse ano, Gabigol perdeu algumas oportunidades claras, e o Santos acabou perdendo por 1 a 0. No duelo de volta, o Peixe até venceu o jogo, mas caiu nos pênaltis. Mais uma vez, Gabriel Barbosa não jogou bem.

Assim que o Campeonato Brasileiro voltou da pausa da Copa do Mundo, Santos e Palmeiras duelaram no Pacaembu. Ainda sob os comandos de Jair Ventura e Roger Machado, respectivamente, o empate por 1 a 1 prevaleceu no duelo, com direito a gol de Lucas Lima, que deixou o Alvinegro no ano passado.

Acostumado a ser decisivo diante do Palmeiras, Gabigol ainda não balançou as redes conta o rival neste ano. Porém, a fase melhorou muito desde a chegada de Cuca, e o atacante tem a chance de voltar a brilhar neste sábado no Allianz Parque.

apresenta dados mais modestos. Nos 14 clássicos que disputou com o rival santista, o camisa 7 do Verdão marcou apenas três gols. No entanto, se numericamente os índices não são impressivos, a importância desses tentos supera, e muito, o do rival.

Isso porque dois desses três gols foram marcados na partida de volta da finalíssima da Copa do Brasil 2015, vencida pelo Alviverde. Após ser derrotado por 1 a 0 na Vila Belmiro na primeira partida, o Verdão decidiu a competição diante de sua torcida, que viu Dudu marcar duas vezes, além de Ricardo Oliveira descontar para o Santos, e o time ser campeão após decisão nos pênaltis.

Os dois gols marcados pelo atacante na decisão serviram como uma redenção. Já que alguns meses antes o jogador foi um personagem negativo da final do Campeonato Paulista, também decidido em um embate contra o Peixe. Na ocasião, Dudu perdeu um pênalti na primeira partida e foi expulso na segunda decisão após empurrar o árbitro Guilherme Ceretta de Lima.

O outro gol de Dudu contra o rival santista aconteceu no intervalo dessas duas decisões, pelo Campeonato Brasileiro daquele ano. Na oportunidade, o Santos acabou vencendo o rival alviverde na partida da Vila Belmiro pelo placar de 2 a 1, e o camisa sete foi o responsável por balançar as redes em favor dos visitantes quando o placar já estava 2 a 0.

Um clássico que teve sua rivalidade acentuada nos últimos anos pelas decisões de 2015, briga pelo título brasileiro em 2016 e a transferência de Lucas Lima para o Alviverde. Palmeiras x Santos entram mais uma vez em campo para um grande confronto e com cada equipe brigando por algo. Gabigol e Dudu, prometem mais um duelo à parte no Allianz Parque.

Números dos jogadores nos confrontos diretos (Arte: Gazeta Esportiva)

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Esportes

Por vaga na final da Copa Libertadores, Palmeiras recebe o Boca

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Foto: Reprodução
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Para voltar à final da Copa Libertadores depois de 18 anos, o Palmeiras terá de buscar inspiração nas últimas vezes em que esteve na decisão. Nesta quarta-feira, às 21h45, contra o Boca Juniors, a equipe tentará repetir os feitos de 1999 e 2000, quando conseguiu viradas épicas na semifinal, a exemplo do que precisa fazer no estádio Allianz Parque, em São Paulo, neste jogo da volta.

Depois de perder por 2 a 0 em Buenos Aires, no primeiro confronto, na semana passada, será preciso devolver o resultado para levar a disputa aos pênaltis ou ganhar por três ou mais gols de diferença para garantir a vaga no tempo normal. Ao menos no comando do Palmeiras há quem tenha experiência para virar marcadores adversos em semifinais: Luiz Felipe Scolari.

O comandante estava à frente do time tanto em 1999 como em 2000. Na primeira ocasião, a equipe perdeu para o River Plate por 1 a 0, na Argentina, e depois foi à decisão ao bater o rival por 3 a 0 em São Paulo, com dois gols do meia Alex e um do zagueiro Roque Junior.

No ano seguinte, a virada teve contornos ainda mais dramáticos. O oponente era o Corinthians, para quem havia perdido por 4 a 3 na ida. O Palmeiras conseguiu, porém, ganhar de virada por 3 a 2 na volta e obteve nova vitória nos pênaltis, por 5 a 4. A partida é uma das mais marcantes da história do clube, especialmente pela defesa do goleiro Marcos na cobrança de Marcelinho Carioca.

Felipão retornou ao Palmeiras em agosto para arrumar a casa e vivenciar momentos decisivos, como o de agora. A expectativa do jogo não o fez mudar o jeitão. O experiente treinador pregou tranquilidade para os seus jogadores e conseguiu fazer o elenco não se abalar após a derrota da última quarta-feira. Três dias depois, enfrentou o Flamengo no estádio do Maracanã lotado, no Rio de Janeiro, pelo Campeonato Brasileiro, e empatou por 1 a 1.

“Se tomamos dois gols, se não criamos, se não fizemos o que normalmente fazemos, vamos tentar fazer no segundo jogo”, comentou o técnico após a derrota em Buenos Aires.

Pelo menos o Palmeiras não tem problemas para escolher os titulares. Como não há desfalques por suspensão, o treinador deve fazer alterações apenas para se adequar à estratégia de jogo. A principal dúvida é na montagem do setor ofensivo.

O meia Lucas Lima deve ser uma das novidades, por estar mais descansado. Outra aposta provável é em Deyverson. Como não foi titular contra o Flamengo, o atacante deve entrar em campo e ganhar a confiança do técnico pelo potencial no jogo aéreo e para conter os zagueiros na briga por espaço.

Dono de 22 títulos em mata-matas e duas conquistas de Libertadores, Felipão leva para o estádio Allianz Parque a experiência da sua carreira e a vivência no próprio Palmeiras para fazer da noite desta quarta-feira uma jornada histórica.

Fonte: Estadão Conteúdo

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