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EDUCAÇÃO

Tema da redação do Enem foi decidido no meio do ano, diz ministro. Prova foi tranquila em todo o país

O Enem abordou as fake news em sua prova, ao mesmo tempo em que foi alvo delas

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Por Marcelo Brandão/ Agência Brasil

Brasília – O tema da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deste ano, “Manipulação do comportamento do usuário pelo controle de dados na internet”, foi escolhido há cerca de quatro meses pelos técnicos do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). A afirmação foi do ministro da Educação,

. Com isso, a escolha do tema não foi influenciada pelos recentes episódios envolvendo notícias falsas nas eleições.

“É um tema muito atual, não foi uma escolha de agora. Foi uma escolha dos técnicos daqui do Inep em torno de junho, julho. O tema é extremamente atual e relevante. Para os jovens estudantes que estão informados da discussão de fake news, do papel da internet na informação, é muito importante o debate”, disse Soares na tarde de hoje (4), no Inep, após reunião com o presidente Michel Temer e o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann.

O tema, inclusive, foi elogiado por Temer após a reunião. “Cumprimentei os organizadores pelo título da prova [redação]. Trata das notícias falsas, é um tema atualíssimo”. O tema foi trabalhado em muitas escolas, segundo professores de redação entrevistados pela Agência Brasil.

O Enem abordou as fake news em sua prova, ao mesmo tempo em que foi alvo delas. Circulou nas redes sociais uma notícia falsa de que o exame foi cancelado e o Inep teve que ir a público desmentir a informação. O ministro da Educação afirmou que as redes sociais já estavam sendo monitoradas.

“Estamos o tempo todo monitorando as redes, 24 horas por dia todas as redes sociais com apoio da Polícia Federal. Estamos sempre prontos para tomar as providências e quando for o caso de responsabilização, será tomado. E estamos combatendo as notícias falsas.”

 

Provas do Enem ocorrem com tranquilidade em todo o País, diz Jungmann

Alguns locais de prova registraram falta de água e energia devido a fortes chuvas 

O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, afirmou na tarde deste domingo, 4, que não há registro sobre nenhum problema grave em relação ao início da aplicação das provas do Enem neste primeiro.

 “Em todo o País, o Enem transcorre na mais absoluta tranquilidade e segurança e espero que assim seja”, afirmou. O ministro afirmou que mais de 5 milhões de alunos prestam a prova.

enemEstudantes chegam para realizar a primeira prova do Enem no Colégio Objetivo da Avenida Paulista Foto: Helvio Romero/Estadão

 Jungmann afirmou que todos os malotes de provas foram entregues em 1725 municípios que realizaram provas. De acordo com ele, são 10.718 locais de aplicação de provas em todo o País e 30 mil homens e mulheres fazem a segurança do exame nacional, com 2.189 escoltas de segurança pública.

O ministro relatou que alguns locais registraram falta de água e de energia devido a fortes chuvas, mas não especificou onde seriam. Ele também contou sobre o registro de um roubo em um caixa eletrônico próximo a um local de prova, mas que não que não teve impacto na realização das provas.

Jungmann acompanhou o início dos trabalhos no Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Anísio Teixeira (Inep) acompanhado pelo presidente Michel Temer e pelo ministro da Educação, Rossieli Soares.

Ao sair do instituto, Temer elogiou o tema escolhido para a prova, que trata de notícias falsas, as chamadas fake news. Ele também desejou sorte aos alunos.

“Tive o prazer de acompanhar o início dos trabalhos dessa grande prova nacional. (…) Especialmente, cumprimentei os organizadores pela oportunidade do título da prova, que trata das notícias falsas, da utilização pelos usuários da internet. É um tema, portanto, atualíssimo”, disse.

Notícias falsas

Jungmann afirmou que quem se sentir prejudicado pela circulação de notícias falsas que diziam que as provas haviam sido canceladas, precisam procurar a polícia e a Justiça. Neste ano, o tema da redação do Enem é “manipulação do comportamento do usuário pelo controle de dados na internet”.

“No caso de ser um crime federal, a Polícia Federal tomará as providências”, disse Jungmann, ressaltando que uma investigação só pode ser aberta se houver uma demanda de alguém que se sentiu prejudicado. “Se houver a reclamação, sim. Não podemos fazer de ofício”, completou.

O ministro disse ainda que não há anonimato nas redes sociais. “Não cometam a irresponsabilidade em rede social porque, se cometer e isso for um crime, não tenha dúvida que nós vamos achar quem cometeu isso, como já fizemos no passado. Não há impunidade”, afirmou.

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