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EDUCAÇÃO

Professores da rede estadual apresentam estratégias para alfabetização

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Um gato, um sapo ou uma palmeira de açaí pode servir como ponto de partida para a alfabetização de crianças em escolas estaduais, como mostraram  professores da Secretaria de Estado de Educação (Seduc).  Eles participaram de uma roda de conversa sobre ações pedagógicas na Escola Estadual Deodoro de Mendonça, no Bairro de Nazaré, em Belém. E essa é uma proposta de Paulo Freire, pensador brasileiro mundialmente famoso que  querem suprir no Brasil. São aplicadas palavras-chaves ,  retiradas do cotidiano do educando e aplicado como palavra-geradora, para facilitar o aprendizado

A roda de conversa contou com a participação de professores que atuam em escolas da Região Metropolitana de Belém (RMB), todos participantes do programa federal Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa (Pnaic), que tem como meta a alfabetização de crianças até o 3º ano do ensino fundamental, na faixa de 8 anos de idade. Com a implementação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) da Educação Infantil e Ensino Fundamental, a ênfase será na alfabetização dos alunos até o 2º ano.

No Pará, o Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa é desenvolvido desde 2013, capacitando professores e técnicos da educação infantil e do ensino fundamental das redes estaduais e municipais, além de articuladores do Programa Mais Educação. Mil professores da Seduc já foram capacitados pelo Pnaic de 2013 até agora, mas esse ciclo formativo alcança mais de 30 mil professores em todo o Pará.

Conhecimentos

A professora Jaqueline Gomes, da Escola Estadual Mário Carneiro de Miranda, localizada no Bairro da Sacramenta, na capital, leciona para alunos do 1º ano do ensino fundamental, na faixa de 5 e 06 anos de idade. Integrada ao Pnaic, Jaqueline contou que o plano possibilita reuniões periódicas dos professores com formadores.

Nesses encontros, professores da mesma escola constroem conhecimentos e reformulam metodologias para utilização em sala de aula. “Tudo o que a gente aprende no Pnaic aplica na escola. Um exemplo: eu apresentei aqui na roda de conversa a sequência didática (atividade em várias aulas) do sapo, porque eu tenho um aluno que adora imitar sapo, fica pulando. Aproveitei esse comportamento do aluno de 06 anos para trabalhar com ele a leitura da cantiga do sapo. Apresentei vídeos e, depois, discuti com ele o comportamento do ser humano e do sapo, com impacto positivo, sem contar que a gente ampliou a leitura, a escrita”, relatou a professora.

Na Escola Estadual Maria Luiza Vella Alves, no Bairro do Jurunas, o professor Ronaldo Lobato é uma referência para alunos do 3º ano do ensino fundamental. Ele, que trabalha como professor em sala de aula há seis anos, apresentou na roda de conversa a ação pedagógica “Era uma vez um gato xadrez”, baseada na obra literária de Bia Villela, que segundo ele “foi adaptada para o livro de Matemática para uma sequência didática para se trabalhar  com unidade, dezena, centena, números ímpares e pares, formas geométricas, cores primárias e a valorização dos números”.

Já na Escola Estadual Rodolfo Tourinho, no Distrito de Icoaraci, foi criada uma sequência didática a partir do açaizeiro. A ida dos alunos até coletores e batedores de açaí, para conhecer e entender até o processamento do fruto, foi relacionada à Matemática, Língua Portuguesa, História e Cultura. “O açaí serviu de mote para esse trabalho, intitulado ‘A Árvore Generosa”, disse Marizete Martins, diretora de Educação Especial e Ensino da Seduc.

Por Eduardo Rocha

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