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ECONOMIA

13,5 milhões de famílias terão direito ao crédito do Bolsa Família em outubro

Foto: Reprodução / Fonte: Agência Brasil

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O ministério da Cidadania anunciou que 13,5 milhões de famílias terão direito ao crédito do programa Bolsa Família no mês de outubro. Beneficiários do programa que estão em situação regular de cadastro têm até 90 dias para efetuar o saque.

O Bolsa Família é um programa de transferência direta de renda para as famílias registradas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico). A iniciativa é voltada para famílias pobres ou extremamente pobres, que ocupam uma faixa de renda mensal de até R$ 178 por pessoa.

As regras do programa exigem, ainda, que crianças de 0 a 7 anos estejam com o cartão de vacinação em dia. Para famílias com adolescentes, a frequência na escola também é um requisito. Pelo menos 85% de presença nos dias letivos para a faixa etária de 6 a 15 anos, e 75% para jovens de 16 a 17 anos.

O presidente Jair Bolsonaro enviou ao Congresso uma medida provisória (MP) no dia 15 de outubro que prevê o pagamento de uma 13ª parcela do benefício – uma de suas plataformas de campanha em 2018 -. “Nós sabemos que pode ser até pouco para quem recebe, mas pelo que eles têm, é muito bem-vindo esse recurso”, relatou o presidente durante a assinatura da MP.

De acordo com o ministro da Cidadania, Osmar Terra, o benefício será fixo a partir do ano que vem, onde deverá ser previamente alocado na previsão do Orçamento.

É possível tirar dúvidas e se informar sobre o programa através do telefone 0800 707 2003, serviço mantido pelo ministério da Cidadania.

ECONOMIA

FGTS: 36 milhões de trabalhadores não fizeram o saque imediato

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Fonte: Noticias R7 Foto: Reproducao

Um total de R$ 15 bilhões estão parados nas contas até o dia 31 de março, o que equivale a cerca de 35% dos R$ 42,6 bilhões previstos

Cerca de 36 milhões de trabalhadores, de um total de 96 milhões com direito ao benefício, não retiraram o dinheiro liberado pelo FGTS para o saque imediato. Essa modalidade liberou até R$ 998 por conta ativa ou inativa no ano passado. Mas quem ainda não sacou poderá fazê-lo até 31 de março.

Um total de R$ 15 bilhões estão parados nas contas, o que equivale a cerca de 35% dos R$ 42,6 bilhões inicialmente previstos para serem liberados. 

Segundo estimativa do Ministério da Economia, uma parte de trabalhadores pode não ter realizado o saque imediato para não reduzir o valor de sua poupança em caso de demissão sem justa causa. 

Mas o ministério acredita que muitos trabalhadores deixaram de pegar o recurso por achar que estarão optando automaticamente pelo saque-aniversário. Essa modalidade é direrente do saque imediato, que só vigorou no ano passado.

Já o saque-aniversário vai permitir, a partir deste ano, a retirada de parte do saldo da conta do FGTS no mês do aniversário todos os anos, em alternativa à sistemática de saque por rescisão do contrato de trabalho sem justa causa.

Essa opção não é automática. O trabalhador deve se cadastrar nos seguintes canais: app FGTS, fgts.caixa.gov.br, internet banking Caixa ou agências.

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AGRONEGÓCIO

Pivô salva lavoura de soja e produtividade chega a 85 sacas por hectare

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Fonte: canalrural Foto: Reproducao

Nas áreas de sequeiro, produtor de Santo Ângelo deve produzir no máximo 45 sacas da oleaginosa por hectare. Expectativa antes da seca era conseguir 66 sacas 23 de fevereiro de 2020 às 14h10 Por Daniel Popov, de São Paulo

O Rio Grande do Sul ainda permanece sem chuvas significativas. A estiagem tem prejudicado a produção nas lavouras de soja na região. Para driblar a falta de chuvas, produtores estão investindo em irrigação.

No ano passado, a lavoura de soja do produtor Júnior Milanesi, localizada em Santo Ângelo, região noroeste do estado, atingiu cerca de 70 sacas por hectare e bateu o próprio recorde de produtividade dos últimos 60 anos. Para esta safra, a expectativa inicial era conseguir pelo menos 66 sacas de média, mas as longas estiagens (de quase 30 dias) prejudicou o desenvolvimento dos grãos.

“Neste ano, com essa estiagem, restrição hídrica e altos índices de radiação solar, teremos 45 sacas, 50 sacas sendo otimista”, diz Milanesi.

A quebra na safra só não foi maior por conta de uma tecnologia aplicada em 900 hectares, que representa quase 15% das áreas totais plantadas por Milanesi.

“Esse sistema de irrigação controlada gera esse alívio na produção da safra deste ano. A expectativa aqui é colher 85 sacas por hectare. Quase o dobro do restante da área”, conta.

O projeto futuro é tentar ampliar as áreas com pivôs para 30% da propriedade. O investimento já começará a ser realizado na próxima safra, com aquisição de mais um equipamento.

“O pivô garante a certeza da primeira safra, que normalmente a gente planta milho e temos alta produtividade, e ainda conseguimos garantir que nasça a soja, por mais que esteja na estiagem. Garantimos a germinação uniforme e, com potencial elevado, mesmo na safrinha”, diz Milanesi.

Para quem não pode contar com a irrigação, o prejuízo deve ser ainda maior. Em alguns talhões, no município de Santo Ângelo, a queda da produtividade já chegou em 40% e pode aumentar até a colheita.

“O município é embasado na agricultura e essa quebra dará uma queda de receita dos produtores. Mas temos que seguir em frente, focar na próxima safra. Temos anos bons e anos não tão bons assim, mas a agricultura é assim mesmo, é uma indústria a céu aberto”, diz o presidente do Sindicato Rural, Laurindo Nikititz.

Nas áreas de sequeiro, produtor de Santo Ângelo deve produzir no máximo 45 sacas da oleaginosa por hectare. Expectativa antes da seca era conseguir 66 sacas 23 de fevereiro de 2020 às 14h10 Por Daniel Popov, de São Paulo

O Rio Grande do Sul ainda permanece sem chuvas significativas. A estiagem tem prejudicado a produção nas lavouras de soja na região. Para driblar a falta de chuvas, produtores estão investindo em irrigação.

No ano passado, a lavoura de soja do produtor Júnior Milanesi, localizada em Santo Ângelo, região noroeste do estado, atingiu cerca de 70 sacas por hectare e bateu o próprio recorde de produtividade dos últimos 60 anos. Para esta safra, a expectativa inicial era conseguir pelo menos 66 sacas de média, mas as longas estiagens (de quase 30 dias) prejudicou o desenvolvimento dos grãos.

“Neste ano, com essa estiagem, restrição hídrica e altos índices de radiação solar, teremos 45 sacas, 50 sacas sendo otimista”, diz Milanesi.

A quebra na safra só não foi maior por conta de uma tecnologia aplicada em 900 hectares, que representa quase 15% das áreas totais plantadas por Milanesi.

“Esse sistema de irrigação controlada gera esse alívio na produção da safra deste ano. A expectativa aqui é colher 85 sacas por hectare. Quase o dobro do restante da área”, conta.

O projeto futuro é tentar ampliar as áreas com pivôs para 30% da propriedade. O investimento já começará a ser realizado na próxima safra, com aquisição de mais um equipamento.

“O pivô garante a certeza da primeira safra, que normalmente a gente planta milho e temos alta produtividade, e ainda conseguimos garantir que nasça a soja, por mais que esteja na estiagem. Garantimos a germinação uniforme e, com potencial elevado, mesmo na safrinha”, diz Milanesi.

Para quem não pode contar com a irrigação, o prejuízo deve ser ainda maior. Em alguns talhões, no município de Santo Ângelo, a queda da produtividade já chegou em 40% e pode aumentar até a colheita.

“O município é embasado na agricultura e essa quebra dará uma queda de receita dos produtores. Mas temos que seguir em frente, focar na próxima safra. Temos anos bons e anos não tão bons assim, mas a agricultura é assim mesmo, é uma indústria a céu aberto”, diz o presidente do Sindicato Rural, Laurindo Nikititz.

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ECONOMIA

“País tem potencial para ser líder em finanças verdes”, afirma Sylvia Coutinho

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Fonte: Info Money Foto: Reproducao

A presidente do banco suíço UBS no Brasil, Sylvia Coutinho, avalia que o País tem todas as condições para assumir protagonismo mundial na questão das “finanças verdes”. No momento em que aumentam as cobranças internacionais e dos próprios agentes econômicos por políticas ambientais sustentáveis, ela diz que o Brasil “tem os maiores ativos ambientais do planeta” e pode conseguir atrair investimentos externos se souber aproveitar essa oportunidade.

Sylvia é otimista com as possibilidades da retomada do crescimento econômico do País. Mas admite que o efeito coronavírus deve reduzir o ritmo dessa retomada. Ela diz que o UBS já reviu sua previsão para o crescimento do PIB em 2020 – de 2,5% “para algo em torno” de 2,1%. A seguir, os principais trechos da entrevista.

Qual é a sua avaliação do cenário econômico do Brasil?

O Brasil está vivendo um ciclo meio clássico de recuperação econômica. Este ano, a princípio, seria o quarto ano de um período de dez anos de crescimento. Porque a gente tem uma visão que prevê dez anos de crescimento sustentado. E esperamos que 2020 seja o primeiro ano, desses primeiros quatro anos dessa retomada, em que a gente veja um crescimento um pouco mais robusto. Apesar, claro, dos impactos causados pelo coronavírus, que deve derrubar um pouco o crescimento. A gente estimava que o PIB deste ano seria na ordem de 2,5%. E estamos revendo para algo em torno de 2,1%.

Qual é a importância das reformas para essa recuperação?

Uma coisa que acho positiva quando a gente olha o Brasil é que é um dos poucos mercados que está encarando de frente as reformas necessárias. Obviamente, a reforma da Previdência foi um marco importante. Então, você olha aí e tem uma série de mercados, incluindo desenvolvidos, que estão tendo de passar pelas mesmas difíceis reformas e que não estão conseguindo. O Brasil está aí, não só fazendo a sua lição de casa, como há a sinalização de que vai continuar fazendo. A nossa visão de um ciclo positivo de dez anos para frente também pressupõe, claro, que essas reformas sigam acontecendo. O Brasil continua naquele famoso ranking do Doing Business (os melhores países para se fazer negócios) com um score bastante ruim. E a gente espera que isso, ao longo desse período, contribua para melhorar significativamente a posição do País no ranking.

O governo está tentando reduzir a participação do Estado e atrair o setor privado para os investimentos. Como a sra. vê isso?

O fechamento do PIB do ano passado, que será anunciado em março, está estimado em torno de 1,0%, 1,1%. Quando a gente olha o número resultante, não é tão robusto como esperaríamos. Mas quando você desconstrói esse 1,0%, você teve o Estado recuando algo em torno de 0,6% e o setor privado crescendo 2,0%, o que resultou no 1,1% que veremos em março. A resultante pode ter sido menor do que desejava o mercado. Mas, qualitativamente, é bastante saudável. E mais sustentável do que crescimentos anteriores, que foram muitas vezes artificialmente inflados por ações governamentais e consumo de curto prazo.

O que mais tem chamado a atenção da senhora?

Outras ações que me animam bastante é o que está acontecendo no setor de infraestrutura, no agronegócio, que, além de serem pilotados por pessoas que realmente entendem do negócio, estão se reformulando para se tornarem cada vez mais competitivos globalmente. O Banco Central também está com uma forte agenda para aumentar a competição. Eu diria que tudo isso está convergindo para um maior crescimento estrutural da economia.

A epidemia do coronavírus deve atrapalhar o crescimento?

O cenário externo até abriu o ano de maneira bastante benigna. Tirando o coronavírus e a situação no Oriente Médio, eu diria que o arrefecimento da guerra comercial entre China e Estados Unidos deu uma acalmada nos mercados, e a gente percebeu, paulatinamente, uma retomada no apetite pelos mercados emergentes. Especialmente quando se pensa que você tem lá fora os mercados desenvolvidos com taxas de juros baixíssimas e muitas vezes até negativas. Invariavelmente, quando você tem um cenário de risk on, em que os mercados lá fora estão mais calmos, você tem, naturalmente, um fluxo de capitais que deveria vir para os mercados emergentes onde está o crescimento, onde há perspectiva de crescimento de médio e longo prazos, até por questão da demografia. Mas o coronavírus teve um impacto global e, como falei, já se refletiu na previsão do crescimento do PIB.

Os juros baixos facilitam para o Brasil?

Quando a gente pensa num dia a dia mais doméstico, em curto, médio e longo prazos, a taxa média dos juros no Brasil nos últimos 20 anos foi de 13,1%. A gente espera que ela seja por volta de 5,5% nos próximos dez anos. Isso tem várias implicações. Nunca vimos no mercado, por um período mais longo, juros baixos, inflação baixa. E a economia brasileira, tradicionalmente, é pouco alavancada. Seguimos a tradição de juros altíssimos ao longo de tantos anos. Vamos pegar como exemplo o mercado do crédito imobiliário no Brasil. Temos aí um mercado com um potencial de alavancagem enorme, que ainda está na sua infância, até por conta dos instrumentos para fazer isso. Acho que ainda não vimos os efeitos de uma taxa de juros baixa por um período prolongado na economia brasileira. Isso também é um ponto bastante interessante.

A sra. cita a importância das reformas, mas existe dificuldade política nessas negociações entre governo e Congresso…

Esses cenários que falei pressupõem que as reformas seguirão caminhando. A gente estima que vai haver, de alguma maneira, esse diálogo de maneira construtiva e que vão conseguir aprovar algumas dessas reformas importantes. Fora as propostas microeconômicas, que seguem caminhando também. O BC está com muitas coisas que podem ser encaminhadas pelo Executivo. Apesar de algumas dificuldades de vez em quando, estimamos que o Brasil siga de maneira construtiva, aprovando as reformas. Temos um Congresso bastante reformista e uma pressão para que as coisas sigam caminhando para que o crescimento não arrefeça.

O ritmo das privatizações tem sido menor do que se esperava?

Essa não é uma agenda fácil. Acho que todos os agentes envolvidos estão caminhando no sentido de avançar de uma maneira bastante construtiva nessa agenda. Mas isso era esperado. Acho difícil julgar se poderia estar indo num ritmo muito mais rápido em função do contexto no qual elas se encontram.

No Fórum Econômico Mundial, em Davos, o Brasil foi cobrado para ter melhores práticas ambientais. E ficou claro que uma política ambiental ruim poderá afastar investidores. Qual sua avaliação?

O Brasil, para mim, tem potencial para se tornar o líder mundial em finanças verdes. Temos os maiores ativos ambientais do planeta. Toda a nossa agenda de infraestrutura é verde. Esse é o tipo de capital que temos condição de atrair. Então, essa agenda é muito importante. Existe hoje, globalmente, uma demanda tremenda de toda essa agenda de ESG, de investimento sustentável. E é o capital que está buscando esses ativos ambientais. Então, é uma oportunidade imensa. Para os setores de agronegócio, de infraestrutura, para todas as áreas. A impressão é que o governo acordou para isso. Acho que tem todo um discurso para melhorar a nossa imagem. Para o nosso agronegócio, é fundamental esse selo verde. Crescemos com produtividade e tem um estoque de cobertura nativa que é um dos mais elevados do planeta. Temos de aprender a monetizar os nossos ativos ambientais.

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