Conecte-se Conosco

Cidade

Obras em prédios públicos beneficiam servidores e melhoram atendimento à população paraense

Publicado

em

Após três anos de obras que garantiram uma reforma minuciosa, o Arquivo Público do Estado do Pará (Apep) foi entregue oficialmente no dia 24 de outubro de 2017

O Governo do Estado entrega,  ainda neste dezembro 2018, mais dois prédios públicos. As reformas na Secretaria de Estado de Planejamento (Seplan) e na Casa da Organização das Nações Unidas (ONU), que funcionará no antigo Centro Integrado de Governo (CIG), são mais obras executadas ao longo dos últimos oito anos pela gestão Simão Jatene para beneficiar o servidor público e a população. O investimento da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano e Obras Públicas (Sedop) foi de mais de R$ 70 milhões.

Novas instalações do IGPREV

Além de proporcionar melhores condições de trabalho para o servidor público instalado nesses órgãos, as reformas garantem qualidade e agilidade do atendimento prestado ao público. “A gestão está deixando o Estado todo aparelhado nos seus princípios básicos de necessidade. Cada órgão está tendo sua estrutura mobiliária não só adequada como equipada para dar prosseguimento ao seu objetivo final, que é a população”, afirmou o diretor de obras da Sedop, Sérgio Paixão.

Entre as principais obras realizadas em prédios públicos estão o novo Instituto da Gestão Previdenciária do Estado do Pará (Igeprev) e o Instituto de Terras do Pará (Iterpa). O investimento alto de recursos do tesouro estadual nestes órgãos se deve, especialmente, ao alto volume diário de atendimento. “Eles trabalham com um recebimento de público alto, então, sem dúvida, essas duas obras foram consideravelmente importantes”, concluiu o servidor.

O aposentado Clóvis da Conceição, de 80 anos, já conhece o novo espaço do Igeprev e diz que o atendimento melhorou 100%. “Na verdade, tudo está melhor, o tempo de espera, o espaço. Agora também é legal que já tem atendimento em Castanhal, a moça me informou aqui. Então como me mudei, é bom que a gente não precisa se deslocar tantas vezes”, analisou.

Também usuário do Igeprev, Heitor Raiol (foto a baixo) é militar aposentado pela Polícia Militar. Durante muito tempo, frequentou o antigo prédio do órgão e destacou que a estrutura oferece muito mais qualidade no atendimento à população. “Além de que lá demorava mais, porque não tinham tantos funcionários quanto tem aqui. O prédio é grande, confortável”, concluiu.

Image description

 

Mais prédios públicos reformados

Os servidores da Fundação Paraense de Radiodifusão (Funtelpa) também mudaram de endereço. Agora, contam com um moderno espaço na Rua dos Pariquis. E mais, importantes reformas foram feitas no Centro Socioeducativo Masculino (CSEM) em Belém, Centro de Integração do Adolescente Masculino em Marabá e no bairro do Sideral, ligados à Fundação de Atendimento Socioeducativo do Pará (Fasepa); além de melhorias na estrutura do prédio da Imprensa Oficial do Estado (Ioepa) e Procuradoria Geral do Pará (PGE).

A presidente da Funtelpa, Adelaide Oliveira, ressalta que essa é a primeira vez, em mais de 30 anos, que a Rede Cultura tem uma sede própria. Antes, o espaço era dividido com a Ioepa, o que dificultava a interação entre os setores do jornalismo e administração. O parque de transmissão e a torre foram mantidos no antigo prédio.

“Agora o jornalismo está 100% integrado. No prédio anterior, você tinha três redações dispersas só de jornalismo. Então, de imediato, para essa equipe de jornalismo, você trouxe muito mais integração. Isso ajuda no processo até de pensar pautas”, avalia a jornalista. O sexto andar também é integrado, onde todos os servidores do administrativo trabalham. No sétimo andar, há um espaço para interação e descanso dos servidores. “Essas melhorias refletem na produção dos servidores. O resultado final disso é um produto na TV, na rádio e no portal com muito mais qualidade”, assegurou.

Mas outro passo importante nessa mudança de endereço da Funtelpa foi a melhora da qualidade tecnológica dos equipamentos. Na redação, os computadores são todos novos, assim como os funcionários do portal e das ilhas de edição contam com equipamentos ágeis para que a entrega do produto final seja mais rápida.

“Hoje nós temos dois estúdios de televisão que são 100% motorizados, ou seja, equipamentos, grides de iluminação modernos, como vários outros estúdios fora do Brasil, luz quente e fria, e essa luz você não precisa mais de escada para ficar afinando, então você dá muito mais segurança e muito mais uma sintonia nessa iluminação, mais qualidade nessa transmissão que você está fazendo”, explica Adelaide.

Por fim, um diferencial da Funtelpa também é o kit de acessibilidade que já foi adquirido, uma exigência legal que agora será 100% cumprida. Servidores estão em fase de treinamento para estarem aptos a inserir o closed caption e áudio descrição nas produções realizadas pela equipe de jornalismo.

“Os próximos trabalhos da Cultura já vão oferecer para esse telespectador uma acessibilidade que antes ele não tinha. Isso é um investimento de tecnologia que é um pouco invisível, mas que existe uma parcela do telespectador que precisa disso e a gente ainda não tinha. É uma demanda legal”, concluiu.

Image description

Nova redação da TV Cultura

Funtelpa

O único veículo de comunicação pública do Pará, com alcance nos 115 municípios do Estado, inaugurou no dia 24 de outubro, a sua primeira sede. O novo edifício tem 1.262 m² de área, sete andares, e conta com modernos estúdios para os programas da rádio, TV e portal Cultura, ilhas de edição, biblioteca, salas de reuniões, setores administrativos, além de redações para os programas e espaço de convivência para os funcionários no último andar.

A nova sede recebeu projeto de ambientação dos espaços e prioriza o aproveitamento da iluminação natural, já que algumas salas contam com vista panorâmica. Para dar um ar mais informal aos setores, cada andar do prédio ganhou uma cor de identidade. Além disso, os corredores contam com elementos de paisagismo artificial como plantas, quadros e texturas naturais. As salas receberam placas de identificação e novos mobiliários, além de equipamentos de segurança e sinalização.

Image description

Nova Funtelpa

Igeprev

A nova sede do Igeprev está localizada na Avenida Alcindo Cacela, no Bairro de São Brás, em Belém, e tem uma área de 10.825,8 m², o que possibilitou a implantação de novos padrões de atendimento. Entre os avanços com a nova sede estão a ampliação da central de atendimento e redução do tempo de espera; implantação do posto de atendimento nas Estações Cidadania; ampliação do quadro de pessoal e investimento em tecnologia, tanto em equipamento quanto em sistemas.

Iterpa

Localizado na avenida Augusto Montenegro, foi inaugurada a sede própria do Instituto de Terras do Pará (lterpa). É um prédio amplo e moderno, preparado para receber as tecnologias que o setor fundiário precisa. São quatro blocos, dos quais três foram ampliados e reformados, e o quarto, totalmente construído para receber a cartografia e o arquivo fundiário.

A obra foi ao encontro do processo de modernização do Iterpa e caminhou em consonância com o projeto Pará 2030, plano estratégico de desenvolvimento sustentável do Governo do Pará. A mudança no prédio era uma antiga reivindicação dos servidores, já que o antigo local não atendia mais às demandas do setor.

 

Fasepa

O Centro Socioeducativo Masculino (CSEM), ligado à Fundação de Atendimento Socioeducativo do Pará (Fasepa), também passou por reforma de ampliação. Em uma das novas salas, os jovens internados se dedicam ao curso de panificação e confeitaria. O curso é uma das opções para adolescentes que estão em processo de ressocialização em uma das 15 unidades da Fasepa. Assim, novas oportunidades de capacitação voltadas para o mercado de trabalho estão constantemente disponíveis.

No CSEM, as obras começaram no final de 2015 e a inauguração oficial do centro reestruturado no final do ano de 2017. A reforma estrutural cumpre o que determina o Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (Sinase) e o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), garantindo a segurança dos adolescentes e servidores, ao oferecer atividades pedagógicas, cursos profissionalizantes e oficinas culturais, além de buscar a ressocialização dos internos em um ambiente arejado e confortável.

Com a ampliação, o Centro Masculino passou a ter 74 vagas para socioeducandos, distribuídas em três alas. Antes, eram 30 vagas em uma ala. Todas as acomodações contam com beliches e janelas com tubos em ferro galvanizado, o que proporciona mais segurança, iluminação e ventilação aos alojamentos.

No projeto também constou a ampliação de áreas urbanizadas e verdes nas dependências da unidade, que conta com uma quadra poliesportiva coberta.

Também foi entregue nessa gestão o novo Centro de Integração do Adolescente Masculino (CIAM), no município de Marabá. De 30 vagas, o CIAM Marabá passou a oferecer 44 vagas. Já no bairro do Sideral, em Belém, o novo CIAM passou a ter um novo bloco com três alojamentos protetivos. A entrega das obras de reforma e ampliação começaram em julho de 2017 e foram concluídas neste ano. No CIAM, o adolescente é acolhido durante 45 dias, até ser decidida a medida para o cumprimento de sua pena.

Arquivo Público

Após três anos de obras que garantiram uma reforma minuciosa, o Arquivo Público do Estado do Pará (Apep) foi entregue oficialmente no dia 24 de outubro de 2017. O prédio histórico de estilo neoclássico no Centro de Belém e inaugurado em 1884, guarda a memória não só do povo paraense, mas de toda a região amazônica e de estados como Tocantins e Maranhão.

Instituição ligada à Secretaria de Estado de Cultura (Secult), o espaço possui mais de quatro milhões de documentos, entre escrituras, inquéritos e iconografias, produzidos a partir do século XVII. Seu acervo possui também documentos referentes às áreas limite ao atual estado brasileiro, incluindo os países da pan-amazônia.

Durante os três anos de obras, todos os documentos foram retirados do local para que a integridade pudesse ser mantida e o trabalho realizado de forma completa. Toda a fiação hidráulica e elétrica foi refeita, a refrigeração modernizada e levada para todas as áreas do prédio, além da instalação de móveis novos, reforma de espaços e a aquisição de aparelhos modernos que ajudam no trabalho do Arquivo, desde a identificação até a restauração e manutenção de documentos.

Semas

Restaurante self service, rampa de acesso, nova fachada, câmeras de vigilância e elevadores elétricos. O prédio-sede da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) teve sua fachada revitalizada, com rampa de acesso para deficientes e bicicletário. Instalação de elevadores e câmeras de vigilância, novas impressoras e modernos produtos de informática também estão entre as melhorias, que se estenderam às unidades regionais sediadas em outros municípios, ao Centro Integrado de Monitoramento Ambiental (Cimam) e ao prédio da Semas no Parque Estadual do Untiga.

Além do self service, foi criado um outro espaço coletivo no 2º andar, equipado com microondas e outros equipamentos, para servidores que preferem levar a própria alimentação. Os dois elevadores instalados, um na sede da Semas e no outro no Cimam, são elétricos, não emitem ruídos e têm custo mais baixo, tanto no preço da compra quanto na manutenção e rapidez no deslocamento de até sete pessoas.

Por Natália Mello/ Agência Pará

Continue lendo
Clique para comentar

Cidade

Cristina Serra lança nesta terça-feira (11), no Pátio Belém, “Tragédia em Mariana”

Publicado

em

Cristyina Serra também indica outros autores ao distinto público

A história dramática vivida pelos moradores de Mariana, em Minas Gerais, e observada de perto pela jornalista Cristina Serra, ganhou as páginas do livro “Tragédia em Mariana – A história do maior desastre ambiental do Brasil” (462 páginas, R$ 59,90, Editora Record), que a jornalista lança em Belém  nesta terça-feira (11), na Livraria Leitura, no shopping Pátio Belém, na trav, Padre Eutiquio,  a partir das 19h,

As noites de autógrafo da jornalistas são sempre concorridas

 O desastre ambiental completou  três anos no dia 5 de novembro passado. Na época do rompimento da barragem da Samarco em Mariana, em 2015, Cristina Serra era repórter do Fantástico, da TV Globo, e fez diversas reportagens para o programa.

O volume de informações e os recorrentes relatos de descaso impulsionaram Cristina a escrever o livro, para que as pessoas pudessem entender não apenas o episódio, mas também como funciona o licenciamento ambiental no Brasil, que a autora trata como “irresponsável”. Hoje, ela alerta para possibilidade de novas catástrofes.

“As histórias dos personagens dessa tragédia são o fio-condutor. As pessoas se interessam por histórias, é isso que o leitor quer ler. Mas o livro mistura toda essa dimensão humana impactante com a questão dos impactos ambientais, e o cenário institucional, que permitiu que a barragem fosse construída”, conta Cristina.
A imagem pode conter: Cristina Serra, sorrindo

Falta de perspectiva para desfecho da tragédia

 Para escrever o livro-reportagem, a jornalista precisou se dedicar integralmente ao projeto, durante esses três anos. “Precisava mergulhar nesse caso, estudar a deficiência no processo de licenciamento da barragem, as normas que não foram seguidas, as falhas. Também houve problemas na construção com troca de materiais, uma série de decisões graves”, acrescenta a autora.

Cristina afirma que teve a ideia do livro quando passou em natal de 2015 com vítimas da tragédia. “Estar tão próxima, vendo o drama daquelas pessoas, arrancadas de forma abrupta do seu local de nascença, e tentando, com todas as forças, superar aquela dor e aquelas perdas, aquilo me deu o estalo. Era uma história tão incrível e precisava ser contada. Ao mesmo tempo, a investigação já havia começado e os primeiros elementos mostravam que havia, no mínimo, negligência na operação da barragem. Então, eu juntei essas dus coisas e pensei: ‘Isso merece um livro”, lembra.

A imagem pode conter: Cristina Serra

Cristina Serra já lançou o seu livro em quase todo o Brasil e o sucesso foi sempre espantoso. Em Belém não será diferente

A falta de perspectiva para um desfecho da tragédia ainda intriga a jornalista. “O processo criminal se arrasta. Inicialmente, eram 22 réus, hoje são 21. São 400 testemunhas, foram 19 mortes, e ainda não existe uma expectativa para que isso seja resolvido, uma tragédia que envolve drama humano, impactos ambientais, erros dos diretores da empresa, falta de fiscalização e cenário político”, explica.

De tudo que pôde ouvir e apurar dos moradores e trabalhadores da região, Cristina destaca algumas histórias em seu livro. O drama de Romeu Arlindo é uma delas.

“Romeu era um empregado da mineradora Samarco, estava no alto da barragem quando ela se rompeu. Ele foi arrastado pela lama, até que alcançou um terreno e conseguiu se salvar. É uma história milagrosa”, destaca a jornalista.

A auxiliar de serviços gerais Paula Geralda Alves também ganha um capítulo especial. Segundo Cristina, foi ela que funcionou como “alarme”, salvando tantas vidas no povoado da região.

“Antes, não era lei essas empresas terem sirenes para uma situação de emergência. O gesto da Paula foi muito importante nessa questão. Foi ela quem viu a lama descendo e saiu correndo com sua moto para avisar as pessoas do povoado, que puderam se deslocar a tempo. Paula foi incansável, funcionou como um alarme até a gasolina de sua moto acabar”.

Fonte: G1

Continue lendo

Cidade

Centro de Reabilitação faz mutirão para diagnóstico de problemas auditivos em Belém

Publicado

em

Serão oferecidas oito consultas por dia, de 10h às 13h. Ao ser atingido o número previsto de atendimentos, os demais pacientes serão agendados para os dias subsequentes.

Proporcionar um atendimento rápido pela equipe multifuncional às pessoas com deficiência auditiva. É o principal objetivo do mutirão “Saúde Auditiva”, que será realizado de hoje (10)  a até quinta-feira (14) , pelo Centro Integrado Inclusão e Reabilitação (CIIR), visando a detecção precoce de problemas relacionados, como: perda de audição, barulho no ouvido, surdez, dor, secreção no ouvido, coceira e tontura.

Serão oferecidas oito consultas por dia, de 10h às 13h. Ao ser atingido o número previsto de atendimentos, os demais pacientes serão agendados para os dias subsequentes.

De acordo com o otorrino do CIIR, Murilo Lobato, o mutirão vai alertar para a importância do diagnóstico precoce dos problemas de surdez. “O paciente que sente dificuldades de audição tem que nos procurar, mesmo quem não tenha sido anteriormente diagnosticado. Basta trazer RG, comprovante de residência e cartão do SUS (Sistema Único de Saúde). O acesso comum é via posto de saúde, mas estaremos recebendo esse período aqui”, afirma o médico.

A gerente assistencial do Centro, Paola Reys, reforça a importância de as pessoas procurarem o serviço no CIIR. “É importante trabalhar a conscientização da população, para que elas cheguem até o serviço de reabilitação. As pessoas têm que saber que o serviço existe”, frisa

A gerente assistencial do Centro, Paola Reys, reforça a importância de as pessoas procurar o serviço no CIIR. “É importante trabalhar a conscientização da população, para que elas cheguem até o serviço de reabilitação. As pessoas têm que saber que o serviço existe”, frisa a gerente.

Aos pacientes com outros sintomas, será entregue uma Ficha de Referência/Contra-Referência pelo otorrino, que encaminhará para atendimento referenciado no Sistema Único de Saúde (SUS). Neste caso, o paciente é orientado a encaminhar-se à Unidade de Saúde mais próxima, onde irá marcar consulta com otorrinolaringologista.

Paola Reyes explica ainda que, aos pacientes com sintomas auditivos, serão entregues Autorização de Procedimentos de Alta Complexidade (Apac) para abertura de prontuário. “Após essa fase, o usuário será direcionado para otorrino e fonoaudiologista e realização dos exames”, explicou.

Murilo Lobato alerta que a principal causa da perda auditiva é a idade, normalmente ocorrendo a partir dos 40 anos, mas o número de jovens com a deficiência é cada vez maior. Os sinais podem ser diversos, mas o mais comum é perceber que não está escutando ou ouvir sons e não compreendê-los.

De acordo com pesquisa realizada pelo IBGE, em 2010, atualmente no Brasil, as pessoas com deficiência auditiva somam 9,8 milhões de indivíduos, o que representa 5,2% da população brasileira. Deste total, 2,6 milhões são surdos e 7,2 milhões apresentam grande dificuldade para ouvir.

É importante frisar que, fora do mutirão “Saúde Auditiva” , os usuários só podem ter acesso aos serviços por meio de encaminhamento das Unidades de Saúde, acolhido pela Central de Regulação de cada município, que por sua vez encaminhará à regulação estadual, onde o pedido será analisado, conforme perfil do usuário, através do Sistema de Regulação (Sisreg). É importante ressaltar que não há atendimento espontâneo ou qualquer tipo de inscrição ou cadastramento. O CIIR funciona em um prédio na Rodovia Arthur Bernardes, 1000. Mais informações: 4042-2157/58/59.

Vera Rojas/Agência Pará

 

Continue lendo

Cidade

Militantes do MST são mortos a tiros por encapuzados em acampamento na Paraíba

Publicado

em

Os dois militantes assassinados eram coordenadores do acampamento D. José Maria Pires, em Alhambra, na Paraíba. Foto: Divulgação/MST

Polícia investiga assassinatos e trata caso como execução; movimento afirma que vítimas eram coordenadores do acampamento

José Maria Tomazela/  O Estado de S.Paulo

SOROCABA – Dois militantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) foram mortos a tiros, na noite deste sábado, 8, no interior de um acampamento, no município de Alhambra, a 45 km da capital da Paraíba. De acordo com testemunhas ouvidas pela Polícia Civil, criminosos encapuzados invadiram o acampamento D. José Maria Pires, foram ao local e assassinaram os dois homens que estavam jantando.

A Polícia Militar informou que realizava buscas neste domingo, 9, na tentativa de prender os suspeitos. Até a tarde, ninguém tinha sido preso.

De acordo com a 1ª. Companhia da PM de Alhambra, foram recolhidas no local cápsulas de espingarda calibre 16 e de revólver calibre 38. Outros acampados estavam no local, mas os tiros foram direcionados para as duas vítimas, segundo as testemunhas. A Polícia Civil informou que trata o caso como execução, pois os homens renderam os dois líderes e mandaram os outros acampados se afastarem, antes de fazer os disparos.

O acampamento fica na Fazenda Garapu, que foi ocupada pelos sem-terra em julho de 2017.  Conforme o MST, as terras estavam abandonadas. Atualmente, no local vivem 450 famílias que fazem cultivo de subsistência.

Os corpos das vítimas passaram por necropsia no Instituto de Criminalística de João Pessoa. O corpo de Orlando será sepultado no município de Pari (PB), neste domingo. Ele era irmão de Odilon da Silva, do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), também assassinado, há 9 anos, na Paraíba. O corpo de Celestino será sepultado na capital também neste domingo.

Em nota, o MST pediu a punição dos assassinos dos trabalhadores rurais. “Nestes tempos de angústia e de dúvidas sobre o futuro do Brasil, não podemos deixar os que detêm o poder político e econômico traçar o nosso destino. Portanto, continuamos reafirmando a luta em defesa da terra como central para garantir dignidade aos trabalhadores e trabalhadoras do campo e da cidade.”

Dados da Comissão Pastoral da Terra (CPT) divulgados em abril indicam aumento da violência no campo. Em 2017, houve 70 assassinados relacionados a disputas de terra no Brasil, o maior número desde 2003, quando houve 73 mortes. Em 2016, tinham sido registradas 61 e, no ano anterior, 50 mortes.

Continue lendo

Facebook

Propaganda

Destaques