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ENTRETENIMENTO

Merecida homenagem a Ó de Almeida

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Da Redação

Num sábado como o hoje, Emanoel Ó de Almeida, chefe do setor fotográfico de A Província do Pará, era muito assediado na redação por pessoas que subiam a velha e imponente escada do prédio da Campos Salles para lhe pedir um auxílio financeiro. Pipira, como lhe chamavam os colegas de redação, dono de um coração maior que o mundo, atendia a todos. Metia a mão nos bolsos da calça – ele nunca usava carteira – de onde tirava uns trocados e atendia aos pedintes. Emanoel foi vereador de Belém e marcou sua atuação parlamentar na linha assistencialista, buscando sempre ajudar os mais necessitados. Lembrei dele ao ver, na hemeroteca do Centur, esta caricatura, publicada em 1978, no jornal “O Estado do Pará”, assinada por um dos grandes do humor gráfico, o cartunista Félix.

A nota é professor e historiador Walter Pinto, que foi, nos anos 1970/80, um dos astros do jornal, primeiro como cartunista, ao lado de Biratan Porto, J. Bosco e Teônio Gomes da Silva, ajudava a alegrar as edições, ironizando situações ou governos.

Já Emanuel Ó de Almeida, além de chefe do Departamento Fotográfico, eram o porto seguro de todos em qualquer circunstância, inclusive quando havia conflito com a diretoria, emprestava dinheiro a todos e não cobra, Mas 99% o procuravam para resgatar a dívida.

Foi também padrinho de casamento da maioria dos repórteres – de alguns até por mais duas, três vezes. Emanuel tinha uma agência de propaganda, em sociedade com Euclides Bandeira. Trazia os rascunhos dos anúncios rabiscado numa folha amassada de papel e dizia para o primeiro que encontrasse na redação: “Olha aqui, fulano, “Coisa logo aqui pra mim, que pra sair amanhã”. Ninguém lhe dizia não.

 

Foi realmente amigo de todos, razão pela qual reproduzimos aqui o post de Walter Pinto e charge de Felix em homenagem a esse grande jornalista. Emanuel produzia excelentes pautas e ajudava os jovens repórter a executá-las. Fundou a revista Gol, uma exclene publicação, para ajudar companheiros. Foi presidente do Sindicato dos Jornalistas, e vereador de Belém, presidiu a Cãmara Municipal e chegou a ser prefeito da cidade, enquanto o então governador Jader Barbalho decidia sobre quem nomearia para o cargo, numa época em que o prefeito da capital não era eleito pelo povo.

Como disse o Walter Pinto, tinha um coração maior que o mundo, Fora do jornalismo, ajudava a Fundação Pestalozzi, a Apae, hoje presidida por seu filho, Emanoel Filho; Casa Pão de Santo Antonio e Educandário Eunice Weaver

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