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Nosso adeus a André Costa Nunes, o velho comunista

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Perdemos todos um dos melhores seres humanos da paisagem urbana de Belém, do Xingu e da Terra do Meio. Sua ausência está sendo lastimada por quantos o conheciam ou tiveram o privilégio de bater um papo com ele, lá no Restaurante Rural Terra do Meio , em meio a um almoço com os pratos típicos da melhor culinária paraense e generosas doses de licor de jambu. E, sobretudo, de seus relatos de causos e crônicas sobre o Xingu ou sobre os bons combates que sempre travou contra os predadores sociais e ambientais. Por sinal, a Academia da Jamburana também perde seu fundador e emérito presidente. A cultura paraense perde uma de suas maiores expressões. Escritor, poeta, filósofo, cronista e guru do Xingu, ele era grande justamente na dimensão de sua simplicidade. No traço genial de seu grande parceiro J.Bosco, ele vai continuar navegando e espalhando sua alegria e bem querer. Aonde agora estiver.

O texto acima é do jornalista Francisco Sidou quem assim como muitos profissionais da imprensa e escritores, lamenta a morte do companheiro André Costa Nunes. É o caso do poeta Antônio Juraci Siqueira: “E como fará falta! Ontem , comentando o romance “Memória de minhas putas tristes”, de Gabriel García Márquez, com a poeta Telma Cunha, falamos nele e no seu “Minha doce puta”, que ganhamos quando estivemos com ele na Terra do Meio. Havíamos prometido voltar lá pra tomar mais umas talagadas da melhor jamburana com ele… poxa!!!”.

O engenheiro Hernan Souza Filho escreveu no FB: “O pensamento do dia vai acompanhar o amigo ANDRÉ NUNES que partiu para outras plagas.
Conheci Andre faz muito tempo, no Colegio Nazaré creio que ja se passaram mais de 60 anos. Pessoa simples, amiga, excelente papo e emerito contador de “causos” desde aqueles tempos de colegio.
Portanto André ao invez de chorar tua partida vou agradecer o privilégio de te-lo como amigo e saudar vc com a voz do meu coração que diz simplesmente
Até Breve Amigão”

Também no FB, a jornalista Franssinete Florenzano postou:

“Lamento muitíssimo informar que o velho comunista raiz Andre Costa Nunes, escritor, pajé Xipaia, marqueteiro, ambientalista e sobretudo uma pessoa de bem e do bem, amado por todos, se foi, aos 79 anos. Estou triste. André era um camarada ímpar, Dom Quixote tupiniquim que vivia na beira do rio Uriboca, em plena região metropolitana de Belém do Pará, onde criou um restaurante e para lá transferiu um pedacinho da sua “Terra do Meio”, a mesopotâmia entre os rios Xingu e Iriri. André lutou todas as boas lutas, e embarca nessa sua última viagem pelo riozinho do Anfrísio, cenário que povoou a sua imaginação a vida inteira. Ficará encantado agora junto aos caruanas e personagens míticos amantes da floresta. Que Deus o receba na Luz eterna e conforte sua família: esposa, filhos, noras, netos, netas, Manoel, Gilmara, Graça, Ian e todos do restaurante Terra do Meio.

O velório está sendo (foi) realizado no Memorial Max Domini (Sala Master A), na Av. José Bonifácio (em frente ao Cemitério Santa Isabel) e às 15h30 sairá para o Complexo Crematório do Max Domini, na BR.”

 

 

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