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‘A palavra golpe é usada quando a esquerda perde’, diz Bolsonaro sobre renúncia de Evo Morales à presidência da Bolívia

Gustavo Maia/ Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil / Agência O Globo

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Em entrevista, presidente diz que episódio é um sinal para que Brasil mude seu sistema de votação por urnas eletrônicas

BRASÍLIA — Momentos após o presidente da Bolívia, Evo Morales , anunciar sua renúncia em pronunciamento pela TV, o presidente Jair Bolsonaro concedeu entrevista exclusiva ao GLOBO, por telefone, em que disse não considerar positivo o que ocorreu no país vizinho. Instado a opinar se Morales foi vítima de um golpe, como denunciou seu vice, Álvaro García Linera, que também anunciou sua renúncia, Bolsonaro inicialmente disse que não entraria em detalhes, mas acabou respondendo:

— A palavra golpe é usada muito quando a esquerda perde, né? Quando eles ganham, é legítimo. Quando eles perdem, é golpe. Eu não vou entrar nessa narrativa deles aí. A esquerda vai falar que houve golpe agora.

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Ao dizer que não considera positivo o que ocorreu com a Bolívia, ele mencionou os problemas inerentes à segurança em eleições:

— Não é bom acontecer esse tipo de movimento. Eu sei que lá foi contra a esquerda, mas a gente não quer nem contra a esquerda nem contra a direita. A gente quer que, acabou, tem dúvida, vai lá e conta, abre a urna lá, o voto impresso e conta — comentou.

Bolsonaro disse que o episódio é um sinal de que o Brasil precisa alterar seu sistema de votação, hoje por meio de urnas eletrônicas, sem explicar que paralelo traçou com a Bolívia, onde o voto é manual. No país vizinho, de acordo com a Organização dos Estados Americanos (OEA), houve “manipulações do sistema de informática” na contabilização das atas eleitorais.

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