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POLÍTICA

Ação anti-Lava Toga racha PSL e senadora ameaça deixar sigla

Foto: Reprodução / Fonte: Estadão Conteúdo

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O movimento da cúpula do PSL, articulado pelo senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), para abafar a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Senado que tenha como foco ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) provocou um racha no partido e até uma ameaça de baixa nesta terça-feira, 10. Diante da pressão partidária pela chamada CPI da Lava Toga, a senadora Juíza Selma (PSL-MT) disse que pode deixar a sigla.

Filho do presidente Jair Bolsonaro, Flávio é o único dos quatro senadores do PSL que não apenas não assinou a petição pela abertura da comissão como agiu para enterrá-la. Tanto no Congresso como no Palácio do Planalto as investigações da CPI são vistas como perigosas, com potencial para afetar a relação entre os Poderes. O presidente do PSL, deputado Luciano Bivar (PE), admitiu que Flávio foi chamado para convencer seus pares a retirar assinaturas do pedido de abertura da CPI.

A preocupação é porque o objetivo da comissão é apurar o que parlamentares chamam de “ativismo judicial” de magistrados, incluindo ministros do Supremo. A crítica de senadores favoráveis à CPI é de que a Corte muitas vezes toma decisões sobre assuntos ainda em discussão no Congresso, sobrepondo a atribuição dos parlamentares de legislar. Também questiona inquérito aberto pelo ministro Alexandre de Moraes para apurar ataques virtuais contra integrantes do tribunal.

A CPI tem sido defendida principalmente por parlamentares classificados como “lavajatistas”, que se elegeram com a bandeira do combate à corrupção. O Supremo se tornou alvo do grupo após atuar como um contraponto à operação e rever decisões tomadas em primeira instância.

Ao ameaçar deixar o partido, a senadora Juíza Selma – magistrada aposentada que foi eleita com a alcunha de “Moro de Saias” – apontou desavenças políticas. “A senadora Juíza Selma esclarece que devido a divergências políticas internas, entre elas a pressão partidária pela derrubada da CPI da Lava Toga, está avaliando a possibilidade de não permanecer no PSL”, diz nota divulgada pela assessoria da parlamentar.

O líder da legenda no Senado, Major Olímpio (SP), que na semana passada também já havia ameaçado deixar o partido, foi outro a se manifestar contra a articulação para derrubar a CPI.

“Não adianta pressão não porque vamos para cima”, afirmou Olímpio em vídeo divulgado pelas redes sociais. Na postagem, ele convoca uma manifestação para o dia 25, na Praça dos Três Poderes, para pressionar senadores pela criação da CPI.

A quarta integrante da bancada do PSL, Soraya Thronicke (MS) minimizou a ação partidária. “O Bivar e nenhum outro dirigente do partido nunca me pressionou para nada”, afirmou. Ela disse manter seu apoio à comissão.

Esta é a terceira tentativa para emplacar a comissão no Senado. As outras duas foram enterradas pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), que já classificou a medida como inconstitucional. “Se há entendimento de que a comissão não pode investigar decisão judicial, como vou passar por cima disso?”, questionou.

Para ser criada, a CPI precisa da assinatura de ao menos 27 dos 81 senadores. O número, segundo o senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE), autor do requerimento de criação da CPI já havia sido atingido, mas sua colega Maria do Carmo (DEM-SE) anunciou que vai retirar o nome na lista. Segundo ela, atendendo a Alcolumbre.

O presidente do Senado, por sua vez, negou ter pedido diretamente a senadores que retirassem assinaturas, mas admitiu que tentou convencer parlamentares sobre seu posicionamento contrário à Lava Toga.

Articulação pretende ‘aparar arestas’ com STF

A ação de Flávio para derrubar a CPI no Senado é parte de uma estratégia para aparar arestas com o Supremo. Nos últimos dias, o filho “01” do presidente iniciou uma aproximação até pouco tempo inimaginável entre o presidente da Corte, Dias Toffoli, com parlamentares do partido, incluindo um jantar conjunto no dia 21 de agosto. A deputada Carla Zambelli (PSL-SP), que já levou um boneco do presidente do STF a manifestações, não compareceu.

Flávio também tem mantido contato com o ministro Gilmar Mendes, que já o recebeu em casa. No Supremo, o ministro é o principal crítico do que chama de “abusos” da Lava Jato e tratado como inimigo por defensores da operação. Procurado, Flávio não se manifestou.

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POLÍTICA

Datena: ‘É muito provável que eu seja candidato este ano’

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Apresentador José Luiz Datena confirma que se filiará ao MDB após o Carnaval Foto: Fábio Vieira / Agência O Globo

Depois de dizer que pode ser candidato a governador e senador em 2022, apresentador sugere, pela primeira vez, que pode ser candidato a vice-prefeito de Bruno Covas

SÃO PAULO – Com a filiação ao MDB prevista para acontecer após o Carnaval, o apresentador de TV José Luiz Datena disse nesta quinta-feira que a chance de ele ser candidato na eleição municipal de São Paulo é maior do que a de ficar de fora da disputa. Nesta tarde, Datena declarou, pela primeira vez, que não descarta a possibilidade de ser vice do prefeito Bruno Covas (PSDB).

— É muito provável que eu seja candidato este ano. Tem mais chance de ser do que de não ser — afirmou Datena, em entrevista ao GLOBO.

Desde o fim do ano passado, Datena é mencionado como um potencial candidato a prefeito. O MDB já garantiu a ele a cabeça de chapa para a disputa. O apresentador confirmou que se filiará à sigla depois do Carnaval. Ele também disse que as negociações políticas avançaram para que esteja na eleição este ano. Datena referiu-se a esse assunto como uma questão “praticamente resolvida”.

— Só resta decidir para quê cargo — afirmou, deixando em aberto a escolha: — Posso ser vice do Bruno. Por quê não? A gente se dá muito bem — declarou.

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POLÍTICA

Em sua live semanal: “Não tenho habilitação para dirigir retroescavadeira”

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Foto: Reprodução / Fonte: FolhaPress

O presidente Jair Bolsonaro criticou indiretamente nesta quinta-feira (20) o senador Cid Gomes (PDT), baleado ao investir com uma retroescavadeira contra um quartel tomado por policiais militares amotinados no Ceará, e disse não ter habilitação para dirigir o veículo.

As declarações foram feitas durante transmissão ao vivo pela internet em uma rede social. Bolsonaro citou o episódio envolvendo o irmão do ex-candidato Ciro Gomes (PDT) em duas ocasiões durante a live, que contou com a participação do ministro Onyx Lorenzoni (Cidadania) e do secretário da Pesca, Jorge Seif Jr.

Na primeira menção, criticou reportagem que diz que um vereador bolsonarista liderou o motim no quartel no Ceará. Alfinetando a imprensa, Bolsonaro questionou a matéria.

– Olha só, hein, o motim lá se deve a um vereador bolsonarista. Eu queria só que vocês me apresentassem ele, me apresente o vereador aí – indagou.

Em seguida, perguntou a Onyx o que se ele achava que “aquele cara lá, não fala o nome dele não, que subiu no trator e foi empurrar o portão lá com crianças, com mulheres, ele agiu corretamente ou não, não fala o nome dele não?”. O ministro concordou.

– Evidente que não, né presidente. Aí é uma irresponsabilidade, um desequilíbrio, um ato que colocou em risco a vida de muitas e muitas pessoas. E é evidente que quando tu tem tua vida em risco, tu tem o direito à legítima defesa – respondeu o ministro.

Cid Gomes, que tem 56 anos e está licenciado do Senado desde dezembro para atuar nas eleições municipais no Ceará, dirigia a retroescavadeira e tentou investir contra o portão do batalhão tomado por PMs. O trator foi alvejado e teve os vidros estilhaçados.

Cerca de cinco minutos depois, Bolsonaro chamou para o vídeo o deputado Hélio Lopes (PSL-RJ) e comentou que deve passar o Carnaval no Guarujá (SP). Em seguida, afirmou que, por segurança, precisa ficar em lugares reservados. Ainda assim, continuou, disse que sempre procurar “dar uma fugidinha”.

– Na penúltima vez eu dei uma fugida de moto lá pela cidade. A imprensa foi logo atrás para saber se eu tinha habilitação ou não (…) Olha, eu não tenho habilitação para dirigir retroescavadeira, isso eu posso garantir para vocês. Mas motocicleta, eu tenho. – apontou.

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Aliados do governo convocam manifestação para março

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Apoiadores de Bolsonaro convocam manifestação para 15 de março Foto: Agência Brasil/ Fabio Rodrigues Pozzebom

O ministro Augusto Heleno, do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), sugeriu na última quarta-feira (19) que o povo deveria ir às ruas contra a chantagem do Congresso, segundo o jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo.

Aliados do presidente Jair Bolsonaro estão convocando uma grande manifestação em apoio ao mandatário. O ato deve acontecer no dia 15 de março e é puxado por diversos líderes conservadores.

Usuários de redes sociais já levantaram a tag #Dia15PeloBrasil, em demonstração de apoio ao chefe do Executivo.

Aliados do governo convocam manifestação para março
Aliados do governo convocam manifestação para março / Foto: Reprodução
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Aliados do governo convocam manifestação para março / Foto: Reprodução
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Aliados do governo convocam manifestação para março / Foto: Reprodução
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Aliados do governo convocam manifestação para março / Foto: Reprodução
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Aliados do governo convocam manifestação para março / Foto: Reprodução

A data da manifestação marca o mesmo dia em que, há cinco anos, aconteceu o maior protesto contra a ex-presidente Dilma Rousseff.

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