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MEIO AMBIENTE

Ações dos bombeiros previnem incêndios no sudoeste do Pará

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Foto: Reprodução /Fonte: Agência Pará

A Operação Fênix segue com as ações de combate a incêndios e focos de calor intensificadas na região sudoeste do Pará. Sob o comando do Corpo de Bombeiros, em Novo Progresso foram atendidas quatro ocorrências em áreas de vegetação do dia 5 ao dia 8 de setembro.

Ao todo, foram detectados oito focos de calor no município – quando não há presença de fogo, inclusive no Assentamento Nossa Terra e Fazenda Tarumã. Comumente, ocorrem quando restos de materiais, como vidro e metal, produzem calor em excesso.

Outros casos se devem a condições climáticas extremas, que favorecem o aparecimento de incêndios, podendo ser detectados por equipamento específico ou satélites que fazem alertas aos órgãos responsáveis por controlar a situação.

Altamira – No último sábado (7), a guarnição de combate a incêndios florestais (GCIF) do município foi acionada para apagar focos de queimadas em uma vegetação, localizada em um terreno baldio no bairro Boa Esperança.

Os militares usaram equipamentos específicos para a ocorrência, como abafadores e mochilas costais, além de mangueiras e mangotinhos (outro tipo de mangueira) de viaturas especializadas para o incêndio.

Também em Altamira, a corporação realizou uma palestra educacional com orientação e prevenção em casos de incêndios e queimadas, no Assentamento Rural Terra Nova. A intenção foi instruir os moradores da região sobre cuidados no combate a incêndios e o perigo das queimadas realizadas em plantações e áreas de pasto.

Os bombeiros distribuíram informativos didáticos com os números dos principais órgãos que acolhem denúncias de queimadas. Além disso, os panfletos continham informações a respeito do Decreto Presidencial que proíbe queimadas em todo o território nacional por um período de 60 dias – posteriormente alterado e abrangendo apenas a Amazônia Legal.

Terra Nova – A região foi destaque nos principais meios de comunicação do país por ter sido palco do “Dia do Fogo”, no início de agosto deste ano, quando houve um aumento substancial de focos de incêndios florestais, possivelmente provocados por produtores rurais. As ações estão sob investigação da Polícia Federal e Ministério Público Federal.

Os pequenos agricultores elogiaram a atuação da Corporação e a preocupação do Estado com os moradores que residem nessas áreas afastadas dos grandes centros urbanos do Pará. Segundo a líder da comunidade, Maria Márcia, “com a vinda de vocês, nos sentimos mais seguros, pois nós falamos para as pessoas não fazerem queimadas e muitas não ligam”.

Operação – As ações têm a finalidade de estabelecer os procedimentos básicos quanto aos serviços de combate a incêndio florestal e serão executadas pelo Corpo de Bombeiros Militar do Pará durante período provisório, com o intuito de fazer frente aos desastres e respostas às emergências provocadas pelas queimadas.

Esta atuação na prevenção de focos de calor, que podem produzir incêndios, é fundamental para atenuar a situação que se instalou e provocou alerta nos principais órgãos de proteção ambiental dentro e fora do país. Além disso, as ações diminuem as chances de degradação do meio-ambiente e o clima nessas regiões.

A Operação Fênix também atua na frente educacional com o Exército Brasileiro e Comando Militar do Norte, com orientações às populações locais, destacando a importância da diminuição de ocorrências e da degradação da fauna e flora local. Os bombeiros reforçam que contam também com a vigilância e denúncias da população.

Denuncie Queimadas

Ibama: 0800-61-8080

Corpo de Bombeiros: 193

Polícia Militar: 190

e-Ouv (Sistema de Ouvidorias do Poder Executivo Federal): basta acessar a página do e-Ouv; clicar em “Denúncia”; selecionar, no campo “órgão” o Ibama; e preencher os demais campos solicitados.

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MEIO AMBIENTE

Desmatamento na Amazônia cresce 29,5% em um ano, apontam dados do Inpe

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Foto: Reprodução / Fonte: *Estagiária sob a supervisão de Roberto Fonseca

destruição na Amazônia alcançou patamar inédito nos últimos 11 anos, conforme dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), divulgados nesta segunda-feira (18/11), pelos ministros do Meio Ambiente, Ricardo Salles, e da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Marcos Pontes. É o pior percentual de aumento em duas décadas, com avanço de 29,5%, atingindo 9.762 km², entre 1º de agosto do ano passado e 31 de julho deste ano, na comparação com os 12 meses anteriores. Em relação a agosto de 2017 e julho de 2018, a destruição da floresta atingiu 7.536 km².

A análise preliminar do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes) mostra que o avanço de 29,5% significa, em média, aumento de 1.500 km² em relação ao desmatamento que vinha sendo observado a partir de 2012. De acordo com técnicos do Inpe, se a taxa seguisse a tendência dos últimos anos, teria ficado em torno de 8.278 km². 


O Inpe utiliza os sistemas Prodes e o Deter para analisar a situação do desflorestamento da Amazônia. O Deter, que fornece imagens de satélite e dados concomitantes para a fiscalização, mostrou uma perda de 6.840 km² de floresta neste intervalo, ante 4.571 km² entre agosto de 2017 e julho de 2018.Continua depois da publicidade

O Deter não serve como taxa oficial do desmatamento, mas atua como um índice do que está ocorrendo em campo. A tendência que ele aponta é confirmada depois pelo Prodes, que, por ser de maior alcance, indica números ainda mais elevados.

Ritmo do desmatamento

monitoramento do desmatamento da Amazônia ocorre oficialmente pelo Inpe com o Prodes desde 1988, ano em que as críticas internacionais sobre a destruição da floresta começaram. A destruição na época atingia cerca de 20 mil km² por ano. A maior taxa foi registrada no primeiro ano do governo Fernando Henrique Cardoso, em 1995, quando chegou a 29,1 mil km². 

A reação do governo foi aumentar a Reserva Legal — áreas na Amazônia destinadas a propriedades privadas protegidas pelo Código Florestal. A medida fez com que a área aumentasse de 50% para 80% e reduziu a taxa de desmatamento. 

No começo dos anos 2000, a taxa voltou a subir. No segundo ano do governo Luiz Inácio Lula da Silva alcançou um novo pico em 2004, com 27,8 mil km² de área desmatada. 

O combate iniciou com uma série de ações do Ministério do Meio Ambiente, na época comandado por Marina Silva. As medidas foram o fortalecimento da fiscalização, a criação de unidades de conservação e o uso efetivo do Deter, que passou a fornecer os alertas, contribuindo com o Ibama.

O resultado foi positivo, pois, em 2012, o Prodes registrou 4,6 mil km², a menor da história. A meta estabelecida em 2009 de reduzir o desmatamento a 3,9 mil km² até 2020 parecia viável. No entanto, logo em 2013, com um novo Código Florestal menos rígido em vigor, a taxa de desmatamento da Amazônia avançou. Confira a evolução: 

  • De 2012 para 2013, aumentou 28,9%

  • De 2013 para 2014, caiu 14,9%

  • De 2014 para 2015, a taxa voltou a crescer: 23,8%

  • De 2015 para 2016, subiu novamente para 27,7%

  • De 2016 para 2017, diminuiu cerca de 11,9%

  • De 2017 para 2018, cresceu 8,5%

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MEIO AMBIENTE

Maia cria CPI para apurar vazamentos de óleo no NE e ES

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Presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia Foto: Agência Brasil/Marcelo Camargo

Nesta segunda-feira (18), o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), criou a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que irá investigar as manchas de óleo que atingiram o litoral dos estados do Nordeste e do Espírito Santo.

Ele atendeu a um requerimento do deputado João Campos (PSB-PE), que teve as assinaturas de 267 parlamentares.

A decisão será lida em plenário nos próximos dias, o que permitirá aos líderes partidários indicarem os integrantes da comissão, que será composta por 34 deputados titulares e outros 34 suplentes.

Em seu despacho, Maia afirma que a CPI terá a “finalidade de investigar as origens das manchas de óleo que se espalham pelo litoral do Nordeste, bem como avaliar as medidas que estão sendo tomadas pelos órgãos competentes, apurar responsabilidades pelo vazamento e propor ações que mitiguem ou cessem os atuais danos e a ocorrência de novos acidentes”.

A comissão terá um prazo de 180 dias para apresentar seu relatório final.

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MEIO AMBIENTE

Contra o desmatamento

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Foto: Lúcio Flávio Pinto / Fonte: O Estado Net

A operação de repressão ao desmatamento ilegal no Pará, líder na devastação da natureza, começou a atuar em agosto. Nesse período,  embargou 11 acampamentos clandestinos, que atuavam numa área de aproximadamente 2 mil hectares, situados na na Área de Proteção Ambiental Triunfo do Xingu, nos municípios de Altamira e São Félix do Xingu, uma das unidades de conservação mais devastadas da Amazônia. A área foi embargada. Só poderá ser utilizada depois de submetida a regularização fundiária e ambiental.

Na operação foram apreendidos quatro tratores do tipo escavadeira, seis armas de fogo, 14 motosserras e 19 motocicletas. As equipes percorreram 250 quilômetros alguns trechos dentro da floresta, para flagrar madeireiros em atividade ilegal. A força incluiu equipes da secretaria do meio ambiente, Iterpa, polícias militar e civil, Ibama e secretarias municipais de meio ambiente.

O resultado é bom ou não? Para apresentar a resposta à sociedade, o governo deveria promover uma audiência pública para fornecer as informações necessárias a uma avaliação correta da operação.

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