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POLÍCIA

Acusados na Chacina do Guamá vão a júri

Decisão de pronúncia foi tomada na noite da última segunda-feira 16, após 12 horas seguidas de audiência

Foto: Reprodução / Fonte: TJPA

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Após 12 horas seguidas de audiência, realizada no Fórum Criminal de Belém, o juiz Edmar Silva Pereira, titular da 1ª Vara do Tribunal do Júri da Capital, encerrou nesta segunda-feira, 16, a instrução do processo conhecido como “Chacina do Guamá”, que vitimou 11 pessoas.

A instrução processual foi concluída com a pronúncia de todos os oito acusados, que serão submetidos a júri popular por homicidos qualificados. A pena prevista é de 12 a 30 anos por cada vítima.

Os advogados podem recorrer da decisão de pronúncia em instâncias superiores.  Caso não haja recursos, o júri dos acusados poderá ser incluído na pauta do primeiro semestre de 2020.

A decisão acatou parcialmente a manifestação do promotor de justiça do caso, José Rui Barbosa, que pediu para impronunciar Jaison Serra, um dos acusados, proprietário da panificadora onde o grupo se reuniu para tramar a empretada criminosa,

O juiz acolheu a acusação e impronunciou os réus em relação ao crime conexo de lesão corporal que vítimou Anderson Gonçalves dos Santos, atingido por disparo de arma de fogo, mas sobreviveu aos ferimentos. A vítima, mesmo com encaminhamento policial para ser periciado, não compareceu ao IML, não podendo comprovar a materialidade do crime. 

No final da audiência o juiz decidiu manter os decretos de prisão preventiva dos pronunciados, considerando a decisão de pronúncia e pela gravidade e violência do crime que “causou repercussão local e nacional”, visando  assegurar a aplicação da lei penal.

Essa foi a segunda audiência de instrução do processo. A primeira, realizada dia 27/11, ouviu seis testemunhas de acusação, entre elas familiares das vítimas. Também compareceu para prestar informações o delegado Glauco Valetin, que relatou sobre a linha de investigação e como chegou aos indiciados.   

Pela defesa dos réus foram ouvidas na fase preliminar de instrução mais 19 pessoas, a maioria colegas de farda e familiares dos acusados. Em seguida os réus foram interrogados ocasião em que negaram participação no crime.

A chacina aconteceu às 15h40, do dia 19 de maio deste ano, em um bar localizado na passagem Jambu, no Guamá, em Belém. Onze pessoas morreram, sendo cinco mulheres e seis homens.

Os acusados e advogados habilitados são: 1 – Pedro Josimar Nogueira da Silva, cabo Nogueira, advogado Jáder Benedito Ribeiro; 2- José Maria da Silva Noronha, cabo Noronha, advogado Jander Helson Vale; 3 – Leonardo Fernandes de Lima, cabo Leo, advogados Arlindo de Jesus Costa e Andressa Lima; 4  – Ian Novic Correa Rodrigues, Japa, advogados Ivanildo e Carlos Felipe Guimarães; 5 – Wellington Almeida Oliveira, cabo Wellington, advogados Viviane e Vinícius das Neves; 6- Edvaldo dos Santos Santana, advogado  Valeria Lima de Moraes; 7 – Jailson Costa Serra, advogados Lucas Sá Souza e Luana Hage Leal Viegas; 8 – Jonatan Albuquerque Marinho, Diel, advogado Agnaldo Souza Correa.  

As vítimas são: Márcio Rogério Silveira Assunção, 36 anos; Samira Tavares Cavalcante, 36 anos; Leandro Breno Tavares da Silva, 21 anos; Meire Helen Sousa Fonseca, 35 anos; Paulo Henrique Passos Ferreira, 24 anos; Flávia Teles Farias da Silva, 32 anos; Sérgio dos Santos Oliveira, 38 anos; Tereza Raquel Silva Franco, 33 anos; Maria Ivanilza Pinheiro Monteiro (dona do bar), 52 anos; Samara Silva Maciel, 23, e Alex Rubens Roque Silva, 41.

O sobrevivente, identificado como Anderson dos Santos, que ficou lesionado, não compareceu. Por telefone, informou à Pormotoria de Justiça que mesmo com encaminhamento da delegacia de homicidios não compareceu ao Centro de Pericias Renato Chaves e nem compareceria à Justiça por temer por sua vida.

Fonte: Coordenadoria de Imprensa
Texto: Glória Lima

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