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Advogado nega impugnação de Mario Couto, mas vai recorrer ao pleno do TRE e até ao STF

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Como já anunciara logo depois do julgamento, o advogado Inocêncio Mártires vai recorrer mesmo à instâncias superiores da Justiça Eleitoral – primeiro ao Tribunal Regional Eleitoral (TER) e, se necessário, ao Superior Tribunal Eleitoral (TSE) –  da impugnação da candidatura do senador Mário Couto (PP). por decisão do juiz eleitoral, Altemar Paes.  De acordo com o advogado não há ação de impugnação do registro de candidatura de Mário Couto. Além disso, afirma que o juiz julgou muito além do que a ação pretendia, que era apenas a exclusão da coligação para o Senado Federal. Segundo a defesa, o juiz não teria tido a acesso a todos os documentos da convenção realizada pelo PP, que aprovou a candidatura de Couto para concorrer ao Senado.

O magistrado impugnou também as candidaturas de Anivaldo Vale (PR) e José Francisco, mantendo apenas as candidaturas de Jader Barbalho (MDB) e Zequinha Marinho (PSC) para as duas vagas ao Senado. Isto pela coligação “O Pará Daqui pra Frente”, eu presentou mais candidatos que o número fixado pela legislação eleitoral: 2;

Idas e vindas

A candidatura Mário Couto, depois de idas e vindas, foi atingida pelos efeitos de uma ação de impugnação, movida pela coligação Em Defesa do Pará, liderada pelo candidato ao governo. Márcio Miranda (DEM), contra a chapa de Jader Barbalho e Zequinha Miranda. Mas essa coligação de Márcio Miranda visa apenas excluir Mário Couto (PP), Anivaldo Vale e José Francisco Alves da coligação em torno do MDB para o Senado. Não esperava, por exemplo, que o juiz fosse entender que o PP coligou para o Senado com Jader e Zequinha Marinho e que não podendo, por isso, lançar candidatura avulsa.

Candidatura a avulsa foi recurso do qual se valeu o ex-senador, depois de ter sido retirado a fórceps da chapa do MDB, momentos 24 horas depois de ter sido nela incluído. Furibundo. Mario Couto disseminou aos quatro ventos que fora vítima de uma traição perpetrada pelo Barbalho (Jader e Helder), com a anuência dos dirigentes do seu próprio partido, o ex-prefeito de Marabá, João Salame Neto, e o seu irmão, deputado Beto Salame.

Entrevista x Pesquisa

Mário Couto dizia que a causa da sua exclusão fora uma entrevista à TV Liberal, em que disse que queria voltar ao Senado para combater a corrupção que devasta o Brasil. Os Barbalho não teriam gostado de saber dessa sua disposição e teriam cuidado para que não tivesse seu nome confirmado perante o TRE. “Eles não podem ouvir a palavra corrupção. São investigados pela Lava Jato e vão ser presos ou vão usar tornozeleiras eletrônicas, porque as investigações estão adiantadas”, dizia nas suas entrevistas.

Couto depois ficou sabendo, mas fechou-se em copas, que a principal causa da sua exclusão foi uma pesquisa encomendada por um candidato sangue novo ao Senado, e que indicava que ele poderia criar tremendas dificuldades para a reeleição do senador Jader Barbalho. N pesquisa, Jader apareceria com 10,3 pontos percentuais na intenção de voto; e Mário Couto com 8,2%, uma diferença muito pequena, que se manteve nos quesitos seguinte, como no primeiro voto, Jader teria 17,8% e Coutio15.4; no segundo voto. Jáder teria a preferência de 7% e perderia para Couto, com 9,6%. Quando o assunto é rejeição, Jáder ganha disparado (22%), ficando ameaçado apenas pelo deputado Wladmir Costa (Solidadriedade), com 15,1%. Mário Couto teria só 5.9%. O menos rejeitado nesse detalhe é Jarbas Vasconcelos (PV), com 1,8%.

“A candidatura do Mário Couto não foi impugnada. Vamos recorrer e pedir que seja anulada essa decisão do juiz, que não se estende para o registro de candidatura”, afirmou Inocêncio Mártires, lembrando que a convenção do PP foi no ia 4 de agosto e  que o nome de Mário Couto constou na ata como candidato ao Senado Federal.

Explica o jurista que a primeira ata da convenção constou os nomes de Mário Couto, como candidato ao Senado, sendo suplentes Eslon Martins e Fabrícia Barrudada. Mas, no dia seguinte ela informou que não havia se desincompatibilizado de função pública em tempo hábil, portanto estaria impedido. Seu nome foi trocado e surgiu a segunda ata da convenção. Um terceira ata foi apresentada à justiça eleitoral, já com os nomes de Eslon Martins e Roberto Pena como primeiro e segundo suplentes.

“Eles se aproveitaram da redação conturbada da ata do PP. Mas, o que deve prevalecer é que os convencionais não delegaram poderes para excluir Mário Couto da lista dos candidatos”, assegura

“Estamos muito tranquilos porque o nome do Mário Couto consta em todas as atas do PP. Temos até o dia 31 deste mês, quando começa a propaganda eleitoral gratuita na TV e rádio para reverter essa decisão”, informada Inocêncio.

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