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Advogados ajudam Dom Azcona acriar cineclube no Marajó

primeiro cineclube do arquipélago do Marajó, doados pelo escritório Silveira, Athias, Soriano de Mello, Guimarães, Pinheiro e Scaff

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Os advogados Jorge Alex Athias, Reinaldo Silveira, Ricardo Soriano de Mello, João Addario e Danielle Mello entregaram ao bispo emérito da Prelazia do Marajó, Dom José Azcona, os equipamentos que permitirão a criação do primeiro cineclube do arquipélago do Marajó, doados pelo escritório Silveira, Athias, Soriano de Mello, Guimarães, Pinheiro e Scaff, do qual são os sócios. O jornalista Augusto Pacheco e o cinéfilo Marco Antonio Moreira, parceiros do projeto, participaram da reunião, que enveredou no debate pela necessidade de um olhar mais acurado dos governos, da Academia e da sociedade como um todo para a gente marajoara. Jorge Alex Athias pontuou o dever da iniciativa privada assumir protagonismo nessas questões e Reinaldo Silveira enfatizou que o escritório está disposto a colaborar em outros projetos da Prelazia do Marajó. Dom Azcona mal cabia em si de tão feliz, por encontrar um grupo tão especial. Ao fazer os agradecimentos, abençoou a todos e ao local de trabalho, pregando os valores cristãos de amor e bondade.
DVDs de Crime e Castigo, de Lev Kulidzhanov; Ricardo III, de Lawrence Olivier; a animação O Pequeno Príncipe; Villa-Lobos – Uma Vida de Paixão, de Zelito Viana; O Mágico de Oz, de Victor Fleming, e os documentários Semente de Ouro Negro – A História de Francisco de Melo Palheta, de Nélio Palheta; Belém 400 Anos: A Influência Francesa na Capital Paraense, de Fábio Ávila & Aliança Francesa, já foram doados por Guto Pacheco, que nasceu em Soure e vai ajudar com muita propriedade na exibição dos títulos e nos necessários debates, que serão levados em itinerância.

Primeiro cineclube do Marajó recebe equipamentos doados pelo escritório Silveira, Athias, Soriano de Mello, Guimarães, Pinheiro e Scaff

Carências marajoaras

No Marajó, Melgaço e Curralinho se revezam no triste título de município com o menor IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) do Brasil. A sofrida gente marajoara não dispõe de defensores públicos nem centro de cidadania para obter os documentos civis que necessariamente devem ser portados, tal o isolamento do arquipélago. Só há um hospital regional para atender mais de meio milhão de habitantes. Por causa da enorme dificuldade de acesso, tudo custa pelo menos três vezes mais caro lá. São muito frequentes – e impunes – os casos de abusos contra crianças, adolescentes e idosos. Meninas cujas famílias vivem abaixo da linha da miséria são exploradas sexualmente em troca de um prato de comida ou um litro de óleo diesel. Falta emprego, falta o Estado em seus Poderes e nos três âmbitos – federal, estadual e municipal, para garantir a dignidade humana.
O primeiro cineclube do arquipélago marajoara servirá como importante instrumento de transformação social, promovendo a educação e a cidadania, em reforço às atividades culturais e educativas que já funcionam no Centro Social da Prelazia, fruto do altruísmo e luta incansável de Dom Azcona, do bispo Dom Evaristo Spengler, dos padres José Otávio, José Antonio, Manoel Maria; e da Comissão Justiça e Paz da CNBB.
Fonte: Uruatapera/ Franssinete Floremzano
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