Conecte-se Conosco

Internacional

Americanos precursores do crescimento ‘verde’ vencem o Nobel de Economia

Publicado

em

Os economistas americanos William Nordhaus e Paul Romer aparecem em um telão durante o anúncio dos vencedores do Nobel de Economia de 2018 - TT News Agency/AFP

O 50º prêmio Nobel de Economia foi atribuído nesta segunda-feira aos americanos William Nordhaus e Paul Romer, por integrarem a mudança climática e a inovação tecnológica ao crescimento econômico, aliando assim clima, inovação e economia.

Os dois premiados “desenvolveram métodos que abordam alguns dos desafios mais fundamentais e prementes de nosso tempo: combinar o crescimento sustentável a longo prazo da economia global com o bem-estar da população do planeta”, afirmou a Academia Real de Ciências.

O anúncio do Nobel coincide com um relatório de especialistas da ONU sobre as mudanças climáticas (IPCC), que defendem transformações “rápidas e sem precedentes” em setores como energia, indústria ou infraestruturas para limitar o aquecimento global.

Os economistas compartilharão o prêmio de 9 milhões de coroas (987.000 dólares). Também receberão uma medalha de ouro e um diploma.

Paul Romer, 62 anos, ex-economista chefe do Banco Mundial e professor na Stern School of Business da Universidade de Nova York, estabeleceu as bases do “crescimento endógeno” desde 1986.

Com seus estudos, ele demonstra como a inovação e o progresso técnico influenciam de forma importante o crescimento econômico.

“Muitos acreditam que a proteção do meio ambiente é tão cara e difícil de realizar que preferem ignorar o problema, ou inclusive negar sua existência”, declarou Romer à Academia.

“Podemos realmente fazer progressos substanciais para proteger o meio ambiente sem por isto renunciar a garantir um crescimento duradouro”, completou.

Romer pediu demissão no início do ano do posto de economista chefe do Banco Mundial por uma divergência com o presidente da instituição.

– Clima e economia –

Seu compatriota William Nordhaus, 77 anos, professor na Universidade de Yale, se especializou na pesquisa das consequências econômicas do aquecimento global.

Nordhaus foi o primeiro, nos anos 1990, a estabelecer o modelo sobre o vínculo entre atividade econômica e clima, introduzindo teses e experiências procedentes da Física, Química e Economia, segundo o júri.

Ele “integrou a mudança climática na análise macroeconômica a longo prazo”, destacou a Academia.

Estas pesquisas servem atualmente para prever ou quantificar as consequências das políticas climáticas, por exemplo a taxa de carbono.

Nordhaus defende em particular uma taxa de carbono uniforme, cobrada a todos os países para reduzir as emissões de gases que provocam o efeito estufa na atmosfera.

Os dois economistas apareciam há vários anos na lista de possíveis vencedores do Nobel.

O favoritismo de Nordhaus era particularmente grande. O professor universitário, famoso por seus estudos sobre as consequências econômicas do aquecimento global, apresenta as características típicas dos premiados com o Nobel de Economia: é homem e americano, como 70% dos premiados.

No entanto, ele tem 10 anos a mais que a média dos premiados.

No ano passado, o prêmio foi atribuído ao americano Richard Thaler por seus estudos sobre a influência de certas características humanas, como a racionalidade limitada, as preferências sociais e a falta de autocontrole, nos comportamentos dos consumidores ou investidores.

O Nobel da Economia celebra este ano o 50º aniversário. Criado em 1968 por ocasião do aniversário de 300 anos do Banco da Suécia é o prêmio mais importante para um pesquisador na área de Ciências Econômicas.

Este prêmio fecha a temporada de 2018 no Nobel, que não teve a categoria Literatura, adiada para o próximo ano pela Academia Sueca, afetada por um escândalo de agressões sexuais e fortes divisões internas.

Fonte: ISTOÉ

Continue lendo
Clique para comentar

Internacional

Missão espacial chinesa desvenda segredos do lado oculto da Lua

Publicado

em

Foto: Reprodução /Fonte: Agência Brasil

A missão chinesa Chang’e-4 foi a primeira a chegar ao lado mais afastado da Lua, assim como a primeira a descobrir a presença de olivina. A sonda tem investigado a composição do manto lunar, de forma a explicar a evolução e formação da Lua. Com as recentes descobertas, especula-se que a origem da Lua esteja relacionada com a colisão da Terra com um corpo celeste.

A sonda Chang’e-4 pousou na cratera lunar Vón Kármán no dia 3 de janeiro, e instalou o rover Yutu-2 para explorar a Bacia do Polo-Sul-Aitken, a maior e mais velha cratera do lado oculto da Lua. O rover colecionou algumas amostras e as suas descobertas foram divulgadas no Jornal Nature, nessa quarta-feira (16).

As amostras revelaram vestígios de olivina, o que levou os investigadores a especular que o manto poderá conter olivina e piroxena em iguais quantidades, ao invés do domínio de um desses minerais. A olivina é um dos principais componentes do manto terrestre, o que poderá confirmar a teoria de que a Lua se formou com algum material que a Terra perdeu apos o choque com um corpo celeste. Os minerais encontrados são, por sua vez, distintos das amostras da superfície lunar.

Uma vez que as caraterísticas e composição do subsolo permanecem desconhecidas, esta descoberta é considerada importante.

De acordo com a hipótese mais aceite, quando a Terra sofreu o impacto da colisão com um corpo celeste, Theia, algum material terá se desprendido, aglomerando-se e formando a Lua. Os elementos mais leves ficaram na superfície, mas os minerais mais densos, como é o caso da olivina, caíram no manto lunar.

Desde então, a origem e estrutura da Lua têm sido temas de debate entre a comunidade científica. Dessa forma, a investigação chinesa poderá conduzir a um maior conhecimento acerca da evolução lunar e à confirmação da existência de um oceano de magma, teoria que ainda não foi confirmada.

A missão espacial faz ainda parte da ambição da China no espaço, iniciada nos anos 70.

O rover continuará a explorar o local e retirará mais material do solo, e, em 2020, a China planeia enviar a sonda Chang’e 5, com o objetivo de regressar à Terra com as amostras recolhidas na Lua.

Continue lendo

Internacional

Trump pede que banco central americano reduza taxas de juros

Publicado

em

Foto: Reprodução /Fonte: Agência Brasil

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, está pedindo novamente que o Federal Reserve, o banco central americano, reduza as taxas de juros. Desta vez, ele disse que a medida iria ajudar o país a vencer a guerra comercial com a China.

Nessa terça-feira (14), Trump publicou no Twitter que a China vai “provavelmente reduzir as taxas de juros” para compensar o fardo das tarifas adicionais dos EUA, anunciadas na segunda-feira. Ele acrescentou que se o Federal Reserve tomar uma medida parecida, eles com certeza vencerão.

Trump pediu diversas vezes que o banco central americano reduza as taxas de juros para estimular o crescimento e dar a seu governo uma posição de vantagem nas negociações com Pequim. A continuidade do atrito comercial entre os dois países tem aumentado as preocupações com as perspectivas da economia americana.

Continue lendo

Internacional

China reage a Trump e aumenta tarifas sobre produtos dos EUA

Publicado

em

Foto: Reprodução /Fonte: Agência Brasil

Em resposta à mais recente taxação sobre produtos chineses anunciada pelos Estados Unidos (EUA), a  China afirmou ontem (13) que vai aumentar de 5% para 25% as tarifas sobre mais de 5 mil produtos americanos com valor equivalente a 60 bilhões de dólares e que vão de baterias a espinafre e café.

A medida, que deve entrar em vigor em 1º de junho, agrava a guerra comercial entre os dois países. Uma tarifa adicional de 25% será imposta sobre mais de 2.400 produtos, incluindo gás natural liquefeito, e outra de 20% sobre cerca de mil produtos, afirmou o Ministério das Finanças chinês.

“O ajuste feito pela China em tarifas adicionais é um a resposta ao unilateralismo e protecionismo dos EUA. A China espera que os EUA voltem para o caminho correto do comércio bilateral”, disse o ministério.

O porta-voz do Ministério do Exterior chinês, Geng Shuang, afirmou que “a China jamais se renderá a pressão externa”.

Na última sexta-feira, o presidente americano, Donald Trump, elevou para 25% as taxas alfandegárias sobre o equivalente a 200 bilhões de dólares de bens importados da China, atingindo mais de 5 mil itens. Trump argumentou que Pequim recuou em relação a compromissos alcançados em meses de negociações.

O presidente americano alertou via Twitter seu homólogo chinês, Xi Jinping, de que a China “será fortemente ferida” se não aceitar um novo acordo comercial. Pequim tinha “um grande acordo, quase completo e recuou”, escreveu.  “A China não deveria retaliar ou só ficará pior.”

O presidente insistiu que as tarifas impostas pelos EUA a milhares de produtos chineses não prejudicam os consumidores americanos. O assessor econômico da Casa Branca Larry Kudlow contradisse o presidente ao afirmar que tanto consumidores quanto empresas dos EUA arcam com as tarifas. “Ambos os lados vão pagar”, disse à emissora Fox News.

Na última sexta-feira, o governo chinês já havia prometido adotar “contramedidas necessárias” em resposta à escalada do conflito comercial provocada por Trump. O cenário de incerteza provocou queda em ações mundo afora nesta segunda.

As novas tarifas devem prejudicar exportadores de ambos os países, assim como empresas europeias e asiáticas que comercializam produtos entre os EUA e a China ou fornecem componente e matérias-primas para que os bens sejam fabricados.

Continue lendo

Destaques

Social Media Auto Publish Powered By : XYZScripts.com