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TECNOLOGIA

Ana Luisa Albernaz assume direção do Museu Goeldi

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A bióloga tomou  posse nesta terça-feira (28) na  mais antiga instituição científica da Amazônia, tendo  o desafio de um trabalho marcado pela complexidade das questões socioambientais que envolvem a região e um cenário de grandes dificuldades para a ciência brasileira. É a quarta vez que uma mulher assume a direção do Museu

Agência Museu Goeldi / Phillippe Sendas e Joice Santos.

A bióloga Ana Luisa Albernaz estará à frente do Museu Paraense Emílio Goeldi pelos próximos quatro anos (2018-2022). A pesquisadora tomou  posse na manhã desta terça-feira (28), tornando-se a quarta mulher a dirigir a instituição. A solenidade será realizada no Parque Zoobotânico e no Campus de Pesquisa do Museu Goeldi, em Belém (PA), com a participação de autoridades, cientistas, técnicos e colaboradores.

A cerimônia começou  às 8h30, em frente ao Castelinho, no Parque Zoobotânico da instituição. Na ocasião, o Diretor de Gestão das Unidades de Pesquisa e Organizações Sociais do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Gustavo Zarif Frayha, representando o ministro Gilberto Kassab, empossou  Albernaz como a nova diretora do Museu Emílio Goeldi. Também participa da solenidade o Coordenador das Unidades de Pesquisa do MCTIC, Sanderson Medeiros Leitão.

 

Num gesto simbólico, de acordo com a tradição do Museu Goeldi, e que marca o início da gestão e reforça o compromisso da nova diretora com a missão institucional, Ana Luisa Albernaz plantou  um pé de de ipê-amarelo, também conhecido como pau d’arco. Os participantes também foram  convidados a acompanhar o gesto,  plantando nos canteiros,  dez mudas de neve tropical (Aglaonema dieffenbachia). Um café da manhã no mirante do Castelinho encerrou  as atividades no parque.

A segunda parte da solenidade foi no Campus de Pesquisa, no Auditório Paulo Cavalcante, onde  Albernaz apresenta a equipe de gestão com a qual trabalhará nos próximos quatro anos.

Plano de gestão – O plano da nova gestora que assume agora foi estruturado em cima de oito áreas estratégicas que constam do Plano Diretor do Museu Emílio Goeldi: pesquisa, inovação, comunicação científica, coleções científicas, pós-graduação, políticas públicas, tecnologia da informação e comunicação e gestão organizacional.

Haverá incentivo ao desenvolvimento de pesquisas em áreas de interesses nacional e internacional, com a busca de uma ampliação da participação do MPEG em redes de pesquisa, e o fomento às parcerias na área de biotecnologia.

O Museu Emílio Goeldi possui um dos maiores conjuntos de coleções do Brasil, com mais de 4,5 milhões de itens tombados. Além da proteção e preservação desse patrimônio com a realização de obras de infraestrutura, a nova gestão se propõe a dar continuidade ao processo de informatização das coleções científicas. A ampliação e manutenção dos sistemas de gerenciamento de dados de biodiversidade e de informações institucionais constituem uma das principais metas.

Além de pensar em planos educativo e museológico para o Parque Zoobotânico, a nova gestora se propõe a aprimorar a infraestrutura de visitação pública, com a criação de novos recintos, a acessibilidade e a sinalização. Em sua gestão, também estão previstas a conclusão em 2019 do Centro de Exposições Eduardo Galvão e do Espaço de Atividades Educativas (anteriormente conhecido como Raízes).

De modo geral, Ana Luisa Albernaz se propõe a executar seu plano levando em consideração quatro tendências mundiais da ciência: o trabalho com grandes conjuntos de dados, conhecidos como Big Data; a interdisciplinaridade; a sustentabilidade; e a busca pela melhoria da interface entre ciência, tecnologia, política e democratização do conhecimento.

Perfil 

Ana Luisa Kerti Mangabeira Albernaz é bióloga, com mestrado e doutorado em Ecologia, pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), com período sanduíche na University of Canberra, na Austrália, durante a sua formação, e pós-doutorado na University of East Anglia, no Reino Unido. Desde 2002, integra o grupo de pesquisadores da Coordenação de Ciências da Terra e Ecologia, do Museu Paraense Emílio Goeldi.  Atua também como professora e orientadora na Pós-Graduação do Museu Goeldi, já tendo sido colaboradora em cursos conveniados com a Universidade Federal do Pará (UFPA) e Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA).

Museu Goeldi 

Fundado em 1866, o Museu Paraense Emílio Goeldi é uma das 16 unidades do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações. É a mais longeva instituição científica da região amazônica. Tem como missão realizar pesquisas, promover a inovação científica, formar recursos humanos, conservar acervos e comunicar conhecimentos nas áreas de ciências naturais e humanas relacionados à Amazônia.

Sucedendo o linguista Nilson Gabas Jr., diretor por duas gestões seguidas, Ana Luisa Albernaz teve sua nomeação publicada no Diário Oficial da União no dia 29 de junho, conforme Portaria nº 3.374. Em quase 152 anos de história, essa é a quarta vez que uma mulher assume a direção do MPEG. A pesquisadora ocupará o lugar que já foi da ornitóloga Emilie Snethlage (1914-1917 e 1919-1921), da antropóloga Adélia de Oliveira Rodrigues (1995-1999) e da ecóloga Ima Célia Guimarães Vieira (2005-2009).

 

 

 

 

 

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