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Anatel muda regras e pode dificultar a aquisição de planos pré-pagos no país

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Foto: Reprodução / Fonte: Folha de São Paulo

Se você possui um plano pré-pago, deve lembrar como foi fácil sair da loja com o novo chip, certo? Hoje, basta apenas informar o número do CPF para habilitar uma linha. Contudo, essa situação está prestes a mudar. Isso porque a Anatel vai exigir mais rigor das operadoras no uso do CPF dos usuários para a habilitação de planos pré-pagos a partir do ano que vem.

De acordo com informações divulgadas pelo jornal Folha de São Paulo, essa exigência teria sido proposta pelas próprias operadoras depois que uma auditoria da Anatel encontrou problemas graves no registro de linhas pré-pagas. Em 2017, o órgão regulador analisou mais de 157 milhões de linhas pré-pagas e identificou CPFs inválidos, cadastros incompletos ou sem dado algum e, até mesmo, casos com mais de 50 linhas registradas em um único CPF.

Ao que tudo indica, hoje, o número do CPF dos clientes do pré-pago não é sequer validado pelas operadoras, visto que, de acordo com a declaração do gerente de Controle de Obrigações de Qualidade da Anatel, Gustavo Santana Borges, só depois de implementado, “o novo sistema vai identificar se o CPF é válido, se é de alguém que ainda está vivo ou algum de falecido”. Ou seja, conforme ocorre na análise dos dados para registro de linhas pós-pagas.

Outro ponto de mudança da regra está no fato de que, antes de habilitar uma linha pré-paga, serão necessárias mais informações sobre os usuários. Ainda não ficou claro quais dados e documentos serão exigidos, porém, com a criação da ICN (Identificação Civil Nacional), um documento único digital criado em cima da unificação de informações em torno do CPF, os usuários poderiam utilizar apenas a impressão digital para habilitar uma nova linha, pois todas as outras informações seriam obtidas junto aos bancos de dados do governo.

Por fim, a Anatel também quer criar um sistema de consulta fácil, no qual todas as linhas habilitadas em nome de uma pessoa estejam reunidas em um só local, identificando a quais operadoras pertencem. Logo, assim como é possível hoje verificar quais dispositivos estão utilizando o seu cadastro no Netflix, por exemplo, seria mais simples verificar todas as linhas que você possui em seu nome (ou CPF). Desta forma, você saberia que não está sendo vítima de uma fraude.

Segundo um levantamento da Polícia Civil de São Paulo, com base em dados de seis grandes operações realizadas desde 2016, mais de 90% das linhas telefônicas usadas pelos criminosos destas operações estavam registradas em nome de terceiros, que nada tinham a ver com os crimes investigados. Estas informações foram reunidas pelo delegado Éverson Contelli, e mostraram o caso de uma fisioterapeuta de Florianópolis que teve o CPF utilizado para registrar 42 celulares em todo o país. Em outras situações, pessoas inocentes já foram, inclusive, presas por conta disso.

É claro que, com a importância cada vez maio do CPF, enquanto documento único no país, órgãos públicos e privados precisam criar cada vez mais formas de proteger os dados das pessoas e garantir que fraudes como o registro de linhas telefônicas em nome de terceiros não aconteçam. Contudo, para alguns especialistas, exigir muitos dados na hora de habilitar uma linha do pré-pago vai contra a ideia central do serviço.

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Este tablet Android baratinho tem tela de 10” e 128 GB memória

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Camila Cassia da Silva/TecMundo

Tablets são dispositivos móveis muito úteis para quem gosta de ver vídeos, jogar e ficar conectado em qualquer lugar. Esses aparelhos também podem ser uma mão na roda para determinados tipos de tarefas profissionais e atividades diárias, por ser mais leve e, às vezes, mais funcional do que um notebook. Quando o assunto é qualidade e alta performance, o iPad da Apple surge como uma das melhores opções. Contudo, seu ponto negativo está no fato de ter um preço bem salgado — o iPad Air mesmo custa mais de R$ 4.000 no Brasil. Felizmente existe no mercado o Teclast M20, um tablet com tela grande, boa performance e preço baixo que pode ser comprado na GearBest.

O Teclast M20 chama a atenção imediata para seu amplo display de 10,1 polegadas com resolução 1920 x 1200, ideal para quem gosta de ver muitos vídeos e jogar. Por falar nisso, ele é equipado com processador ARM Mali-T880 de 2,3 GHz e memória RAM de 4 GB, o que lhe confere considerável desempenho multitarefa e até mesmo com games de gráficos um pouco mais pesados. Já sua bateria de 4.500 mAh promete notável autonomia de até 8 horas longe da tomada.

O tablet ainda vem de fábrica com Android 8.0, Bluetooth 4.0 e amplo armazenamento interno de 128 GB. Mesmo que seja bem barato, o Teclast M20 tem visual premium com seu corpo revestido de alumínio prateado. Aproveite e compre o seu com mais de 30% de desconto:

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TECNOLOGIA

NASA começa a industrialização do espaço por um fio

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Julia Marinho/TecMundo

A startup Made in Space ganhou atenção quando recebeu da NASA, sua principal cliente e investidora, US$ 74 milhões para colocar em órbita, em 2022, um satélite-robô que montará no espaço sua própria fonte de energia. Mas foi outra invenção que alvoroçou o mercado: o ZBLAN.

O composto de fluoretos de metais pesados em vez da sílica usual foi descoberto na década de 1970 e tem propriedades de absorção e dispersão que podem torná-lo excelente em aplicações que vão de lasers de ponta a cabos submarinos. O problema é que, por conta das diferentes densidades dos elementos que o compõem, ao ser fabricado o ZBLAN desenvolve microcristais à medida que esfria, arruinando seu potencial.

Sem outro jeito, os fabricantes até agora se conformavam com sua fragilidade. Porém, produzir o fio na microgravidade da Estação Espacial Internacional (ISS) evita que os materiais se separem e aconteça a cristalização indesejada.

Unidade de produção sobe e desce da órbita terrestre

A unidade de produção na qual o ZBLAN é feito tem o tamanho de um forno de micro-ondas e já foi enviada ao espaço em lançamentos anteriores da SpaceX, subindo à ISS carregada com o material necessário. Ao terminar a produção, foi mandada de volta com a fibra acabada dentro.

Por enquanto, apenas pequenas quantidades de fibra são produzidas no espaço por vez. Segundo o CEO da Made in Space, Andrew Rush, o plano é ter uma unidade de produção maior em órbita, então somente o material (por fazer e pronto) viajaria.

Mesmo com altos custos de lançamento e retorno, a conta fecha com lucro: 1 quilo de matéria-prima resulta em milhares de metros de ZBLAN, e cada metro é vendido por mais de US$ 100. Rush afirma que a empresa investiu milhões no desenvolvimento do fio, e nem 1 tostão veio da NASA.

Aberta para negócios lucrativos

Esse pode ser o momento de ruptura que a agência espacial espera há tempos: em junho deste ano, a NASA declarou a ISS aberta para negócios. A ideia é, no futuro, entregar o laboratório de pesquisa (com custo anual de US$ 3 bilhões) a parceiros do setor privado ou mesmo desativá-lo.

Em suma, a NASA não quer mais pagar pela ISS, redirecionando sua verba para projetos como colonizar a Lua ou ter sua própria estação orbital. Para isso, ela precisa provar que há dinheiro a ser ganho em órbita e clientes além dela mesma. Há muitos envolvidos na operação a serem convencidos, afinal as tentativas de se fabricar algo no espaço remontam à Era Reagan. Para a ISS, o relógio está correndo: com 21 anos de atividade, ela começa a mostrar sua idade e deve ser aposentada em 2025.

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“O botão ‘X’ une a indústria”, ressalta time do Xbox na Microsoft

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Douglas Viera da Silva/TecMundo

Por mais que existam preferências no que diz respeito aos consoles, todos os jogadores devem concordar com o fato de que, de uma forma ou outra, as empresas estão unidas de alguma maneira – e a Microsoft fez questão de relembrar isso em uma mensagem publicada no Twitter. O post veio após a Sony revelar que o botão “X” do PlayStation não é um “xis”, e sim uma “cruz”.

A mensagem que você confere abaixo foi divulgada para celebrar o National Videogames Day (comemorado em 12 de setembro), e mostra que seja qual for a plataforma todos os jogadores estão unidos por meio da tecla ou botão “X”, presente em todos os controles das plataformas da geração atual.

“Não importa como você o chama, uma coisa que une todos nós é o botão ‘X’”, ressalta a mensagem da empresa.

A Sony ganhou atenção nos noticiários ao informar que, para ela, o botão em questão deveria ser conhecido como “cruz”. Entretanto, acreditamos que mudar esse conceito será bem difícil agora que todos já se habituaram a chamar a tecla em questão de “X”.

“O botão ‘X’ une a indústria”, ressalta time do Xbox na Microsoft via Vox

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