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Economia

Anfavea vê alta de 11,4% nas vendas de veículos este ano

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Em 2018, avanço foi de 14,6%; produção cresceu 6,7%, mas ficou abaixo do esperado, em razão da queda nas exportações 

Cleide Silva, O Estado de S.Paulo

 

A indústria automobilística brasileira encerrou 2018 com produção de 2,88 milhões de veículos, alta de 6,7% em relação ao ano anterior. É o segundo crescimento anual seguido, mas o volume ficou abaixo do inicialmente projetado pelas montadoras, que era atingir 3 milhões de unidades.

 A queda da exportação, principalmente para a Argentina, foi apontada como responsável pelo desempenho inferior. Para este ano, o setor prevê crescimento de 9% na produção, para 3,14 milhões de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus.

As vendas externas somaram 629,2 mil unidades, 17,9% a menos em relação a 2017. O dado negativo ocorre após três anos de altas seguidas que culminaram com exportação recorde de 766 mil veículos no ano passado. Em valores, a queda foi de 8,6%, para US$ 14,5 bilhões.

 A Argentina fica com 70% das exportações brasileiras e enfrenta uma crise econômica, que deve continuar neste ano. Em razão disso, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) prevê nova baixa em 2019, para 590 mil unidades.

ctv-hzz-megalePresidente da Anfavea, Antonio Megale. Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

O principal dado positivo para a indústria automobilística veio do mercado interno, que cresceu 14,6% – acima dos 13,7% esperados inicialmente –, somando 2,566 milhões de veículos. Neste ano, a previsão é de novo aumento de 11,4%, para 2,86 milhões de unidades.

“Chegamos a essa conta com base nas premissas de que o PIB de 2019 deve ficar entre 2,5% e 3,0%, as condições de crédito, juros e inflação continuarão razoáveis e a confiança dos investidores e dos consumidores continuará crescente”, diz o presidente da Anfavea, Antonio Megale. Ele também coloca no cálculo, entre outros itens, a expectativa de aprovação de reformas, principalmente a da Previdência.

Mesmo com a produção maior esperada para este ano, o setor automotivo deve operar com alta ociosidade, perto de 40%, já que as fábricas estão preparadas para produzir até 5 milhões de veículos por ano. “O lado positivo é que, se precisarmos ampliar a produção, não serão necessários grandes investimentos”, afirma Megale. Segundo ele, na maioria dos casos será preciso apenas abrir novos turnos e fazer algumas contratações.

Empregos

O número de empregos também melhorou pelo terceiro ano seguido e cresceu 1,7%. Foram abertas 2.176 vagas nas fábricas de veículos e máquinas agrícolas. Só no último trimestre, porém, houve corte de 2 mil postos e o setor tem hoje 130,5 mil funcionários. Segundo Megale, foram cortes diluídos entre todas as empresas, a maioria oriundos de desligamentos voluntários e aposentadorias.

O presidente da Anfavea acredita que, nos próximos meses, algumas empresas deverão retomar turnos de trabalho suspensos durante a crise brasileira – entre 2014 e 2016 – e certamente haverá contratações.

Ele ressalta, porém, que a “inevitável” adoção de novas tecnologias, como a da chamada indústria 4.0, o número de vagas não será como no passado. Em 2013, o setor empregava 157 mil pessoas, 26,5 mil a menos que hoje.

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Economia

BNDES apresenta nova linha de crédito para micros e pequenas empresas

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Alana Gandra /Agência Brasil  

Rio de Janeiro- O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) lançou hoje (22) nova linha de financiamento, a BNDES Crédito Pequenas Empresas, voltada para micro e pequenos empreendimentos.

Segundo o presidente da instituição, Joaquim Levy, o banco está atento aos sinais de retomada da economia e decidiu criar uma linha de crédito mais simples e mais ágil para que micro e pequenas empresas tenham condições de tocar novos empreendimentos. “Não [é] só para comprar máquinas, mas para todas as atividades necessárias para ampliar, renovar ou melhorar seus serviços”, disse Levy. “As micro e pequenas empresas são fundamentais para a economia. São o melhor sinal de saúde de uma economia”, acrescentou.O novo instrumento de financiamento tem como foco a geração de postos de trabalho e a ampliação da concessão de crédito para empresas de menor porte, responsáveis por mais de 50% dos empregos formais no Brasil. O trabalho será feito pelo BNDES em parceria com os bancos comerciais, de desenvolvimento e cooperativos, que operam na ponta da cadeia financeira, em todas as regiões brasileiras.Levy disse ainda que a nova linha de crédito“é uma contribuição do BNDES para dar mais competitividade ao segmento que mais gera emprego. “E emprego é o que o Brasil mais precisa”, afirmou. De acordo com o BNDES, as micro e pequenas empresas respondem pela criação de 18 milhões de empregos formais no Brasil, o equivalente a 55% do total de empregos formais existentes no país.

Novas perspectivas

Levy ressaltou que o crédito para esse segmento de empresas caiu 44% de dezembro de 2014 até janeiro deste ano, mas disse acreditar que, com as novas perspectivas na economia, há chance de crescimento. O saldo de crédito sobre o Produto Interno Bruto (PIB, soma de todos os bens e serviços produzidos no país) para as micro e pequenas empresas atingiu 7,3% em janeiro de 2019. “Acho que podemos aumentar isso e dar maior vitalidade para esse setor.”

Ele reforçou que o setor é importante para o BNDES que, no ano passado, repassou quase R$ 15 bilhões para micro e pequenas empresas. Foram 242 mil operações, equivalentes a 79% do total registrado pela instituição em 4.581 municípios, somando 136 mil clientes. Levy, que espera aumentar esses números, informou que o percentual de clientes com faturamento até R$ 4,8 milhões correspondeu a 90% dos clientes do banco em 2018.

O investimento pode ser financiado até 100%, limitado a R$ 500 mil por beneficiário, a cada cinco anos. O cliente contará com três opções de juros de referência: taxas de Longo Prazo (TLP), Selic (TS), ou Fixa do BNDES (TFB). A taxa vai resultar de negociação com o banco agente financeiro do BNDES.

Demanda

A esses juros serão acrescidas a remuneração do BNDES, de 1,45% ao ano, e a remuneração do agente financeiro, que é negociada diretamente com o cliente final. Segundo o BNDES, com isso, na maior parte dos casos, os juros do financiamento devem ficar em torno de 1,3% ao mês, ou cerca de 15% ao ano. A nova linha de crédito será ofertada somente na modalidade indireta, ou seja, os recursos são emprestados pela rede de bancos credenciados pelo BNDES.

Para Levy, a demanda vai chegar rapidamente a R$ 1 bilhão. Ele disse, entretanto, que se for necessário, o banco disponibilizará mais crédito para as micro e pequenas empresas. ”O BNDES tem recursos para isso. Estamos deixando de investir nas grandes [empresas] para ter mais recursos para esse tipo de atividade. Se a gente chegar a R$ 3 bilhões ou R$ 4 bilhões, melhor ainda”, afirmou.

As empresas interessadas podem ir diretamente aos bancos credenciados ou acessar o Canal MPME do BNDES, que repassa os pedidos de financiamento e as informações à central de riscos dos bancos parceiros. O superintendente da Área de Operações e Canais Digitais do BNDES, Marcelo Cordeiro, lembrou que as garantias das pequenas empresas para os empréstimos poderão ser complementadas pelo Fundo Garantidor criado pelo banco recentemente.

O BNDES anunciou também a realização de um estudo de efetividade, que será feito mais à frente, para avaliar a geração e a manutenção de empregos nas micro e pequenas empresas.

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Economia

Dólar fecha em R$ 3,90 e bolsa tem maior queda semanal desde agosto

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Moeda norte-americana teve maior alta diária desde 2017

Por Agência Brasil  

Brasília- Em um dia de fortes turbulências no mercado financeiro, o dólar teve a maior alta diária desde maio de 2017 e a bolsa de valores despencou. O dólar comercial encerrou esta sexta-feira (22) vendido a R$ 3,902, com alta de R$ 0,102 (2,69%). A divisa fechou no valor mais alto desde 26 de dezembro (R$ 3,922).

Desde 18 de maio de 2017, dia seguinte à divulgação de gravações do empresário Joesley Batista, a moeda norte-americana não subia tanto em um dia. Naquela sessão, o dólar comercial valorizou-se 8,15%. Nesta  semana, a divisa acumulou alta de 2,14%.

O dia também foi marcado pela tensão no mercado de ações. O Ibovespa, índice principal da B3 (antiga Bolsa de Valores de Sâo Paulo), encerrou a sexta-feira com queda de 3,1%, aos 93.735 pontos. O indicador, que bateu recorde e encostou nos 100 mil pontos na última segunda-feira (18), fechou a semana com queda de 5,45%. Esse foi o pior desempenho semanal desde agosto de 2018.

A turbulência no mercado financeiro ocorre no dia seguinte à prisão do ex-presidente Michel Temer e ao adiamento da escolha do relator da reforma da Previdência na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados. No exterior, as tensões em torno do Brexit –saída do Reino Unido da União Europeia – e a divulgação de dados econômicos mais fracos que o esperado na zona do euro afetaram o mercado global.

Nos Estados Unidos, a curva de juros dos títulos do Tesouro norte-americano inverteu-se pela primeira vez desde 2007. A última vez em que isso ocorreu foi um ano antes da recessão global provocada pela crise no mercado de hipotecas imobiliárias, em 2008.

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Economia

Governo reduz previsão de crescimento da economia para 2,2% neste ano

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Kelly Oliveira /aAgência Brasil  

Brasília- O governo espera que a economia apresente crescimento de 2,2%, neste ano. A previsão para o Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, está no Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas, divulgado hoje (22) pelo Ministério da Economia.

Na Lei Orçamentária deste ano, a previsão de crescimento do PIB era maior: 2,5%.

Também foi alterada a projeção para a inflação, calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que passou 4,2% na Lei Orçamentária para 3,8%, no relatório.

O relatório, que orienta a execução do Orçamento, contém previsões para a economia, a receita e a despesa. Dependendo dos números, o governo corta ou libera recursos para cumprir a meta de déficit primário e o teto de gastos federais. Neste primeiro relatório divulgado hoje, o governo bloqueou R$ 29,792 bilhões do orçamento.

O mercado financeiro prevê que o PIB cresça 2,01%, neste ano, e a inflação fique em 3,89%.

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