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Política

Apagão atrapalha abastecimento de água e venezuelanos recorrem a rio poluído

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O autodeclarado presidente da Venezuela, Juan Guaidó.

Sem energia elétrica desde o apagão de quinta-feira e agora também sem água potável, dezenas de venezuelanos recorreram ao Rio Guaire, um dos mais poluídos do país, mas foram dispersados pela Guarda Nacional Bolivariana

Redação, O Estado de S.Paulo

CARACAS – Dezenas de moradores de Caracas recorreran nesta segunda-feira, 11, ao Rio Guaire, um dos mais poluídos da Venezuela, para buscar água devido aos problemas no abastecimento provocados pelo apagão que afeta a capital e várias regiões do país desde a quinta-feira.

O Rio Guaire, que corta Caracas de leste a oeste, recebe os resíduos produzidos por quase toda a cidade. O alto nível de poluição da água é conhecido em todo o país.

Venezuelanos coletam água do Rio Guaire, um dos mais poluídos do país, em razão do desabastecimento causado pelo apagão que afeta o país há mais de quatro diasVenezuelanos coletam água do Rio Guaire, um dos mais poluídos do país, em razão do desabastecimento causado pelo apagão que afeta o país há mais de quatro dias Foto: JUAN BARRETO / AFP

A Guarda Nacional Bolivariana (GNB) foi até a região quando os venezuelanos começaram a se aglomerar perto do rio e cruzar a avenida Francisco Fajardo, a principal via da capital.

“Estamos há quatro dias sem água, sem luz, sem nada. Precisamos pelo menos de água”, disse Mary Medrano, uma das venezuelanas que levou baldes para o rio poluído no oeste da cidade.

Morador de San Agustín, no oeste de Caracas, Jesús Contreras foi ao rio com duas bacias, mas acabou impedido de pegar água pelos agentes da GNB. Ele criticou os policiais e disse que seus filhos já não têm água para beber em casa devido ao problema no a.

A agonia da espera na Venezuela

“Eles devem ter onde pegar água ou têm água todos os dias em casa”, desabafou, indo embora com os recipientes vazios.

A mesma reclamação foi feita por Alberto Briceño, que disse precisar da água do rio para tomar banho e fazer comida para seus filhos. “A luz vem e volta, aqui nada funciona”, afirmou.

O fornecimento de energia foi parcialmente restabelecido em Caracas nesta segunda-feira após o blecaute maciço ocorrido na quinta-feira. Várias regiões da Venezuela, porém, seguem sem luz.

Após se aglomerar perto do Rio Guaire e cruzar a avenida Francisco Fajardo, a principal via de Caracas, população foi dispersada por membros da Guarda Nacional BolivarianaApós se aglomerar perto do Rio Guaire e cruzar a avenida Francisco Fajardo, a principal via de Caracas, população foi dispersada por membros da Guarda Nacional Bolivariana Foto: JUAN BARRETO / AFP

Algumas regiões da capital sofrem cortes intermitentes de luz e outras estão no escuro desde às 17 horas (18 horas em Brasília) de quinta-feira, quando ocorreu o blecaute.

Por outro lado, em áreas em que o serviço foi restabelecido, como Baruta, na região metropolitana de Caracas, os moradores sofreram com outro problema: a explosão de transformadores.

O governo de Nicolás Maduro atribui a crise a uma sabotagem na principal usina de Guri, a maior hidrelétrica do país, responsável por fornecer energia para 70% da população venezuelana. A oposição nega e coloca a culpa na incompetência do chavismo. / EFE

Guaidó marca manifestação  contra apagão para esta terça-feira

Em meio ao apagão que atinge a Venezuela há cinco dias, Juan Guaidó, autodeclarado presidente venezuelano, convocou hoje (11) a população para manifestações amanhã (12) a partir das 15h. Em discurso na Assembleia Nacional, ele defendeu a união de forças em busca da conslidação dos “direitos”. Guaidó lembrou que, em janeiro, havia avisado que “dias duros” viriam.

O interino responsabilizou o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, pelo apagão. “O regime usurpador tenta confundir a todos aproveitando-se da falta de esperança. Nesta etapa, nosso êxisto será a união de todos os fatores do país, a exigência dos nossos direitos e a mobilização em nível nacional.”

O autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, fala durante encontro com o presidente Jair Bolsonaro, no Palácio do Planalto.

O autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, durante visita a Brasília. – Antonio Cruz/Agência Brasil

O apagão é tema principal da sessão desta segunda-feira na Assembleia Nacional. “Continuamos monitorando a situação. Nosso povo continua a viver com a preocupação de novos apagões, enquanto os cínicos mentem e zombam da dor e da morte”, afirmou Guaidó na sua conta no Twitter.

A Assembleia Nacional deve analisar hoje a proposta de Guaidó para declarar estado de emergência em todo território venezuelano devido aos impactos causados pelo colapso no setor elétrico. Há informações de organizações não-governamentais que, pelo menos, 17 pessoas morreram nos últimos dias porque hospitais e clínicas não tiveram condições de prestar atendimento.

Guaidó lembrou que, em 2009, o governo venezuelano decretou emergência elétrica e que, em 2013, as instalações de energia do país passaram a ser controladas por forças públicas. Ao comparar o apagão com a falta de luz e alimentos, ele foi aplaudido pelos presentes.

“O ditador bloqueia a água e a luz como bloqueiou a ajuda humanit´[aria. Bloqueia comida, medicamentos e a prosperidade da Venezuela. Quem rouba Miraflores [em referência à sede do governo da Venezuela] e queima oportunidades somente quer agravar a tragédia do dia a dia do venezuelano.”

 

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Política

Brasil dispensa visto de entrada para Canadá, Austrália, EUA e Japão, mas sem reciprocidade

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Medida será anunciada pelo presidente Bolsonaro durante visita aos EUA

Por Marcelo Brandão e Pedro Rafael Vilela /  Agência Brasil  

Brasília – O governo federal publicou hoje (18), no Diário Oficial da União, um decreto dispensando o visto de entrada no Brasil para canadenses, australianos, japoneses e norte-americanos. A medida será anunciada oficialmente pelo presidente Jair Bolsonaro amanhã (19), durante visita oficial aos Estados Unidos. O presidente, acompanhado de sua comitiva, chegou ontem (17) à tarde em Washington.

A dispensa de visto valerá para entrada no país para fins turísticos, de negócio, esportivos ou artísticos, sem intenção de estabelecer residência. As novas regras serão aplicadas para quem permanecer em território brasileiro por até 90 dias, prorrogáveis pelo mesmo período, desde que não ultrapassem 180 dias a cada 12 meses. A dispensa de visto, conforme disposto no decreto, passará a valer a partir de 17 de junho.Atualmente, os cidadãos desses quatro países utilizam um sistema eletrônico para a obtenção de vistos (E-visa) para entrar no Brasil. Por meio deste programa, os turistas desses países podem fazer a solicitação pela internet. O tempo de análise e entrega do documento dura três dias. No procedimento normal, o prazo chegava a 40 dias.De acordo com o Ministério do Turismo, a adoção do visto eletrônico já aumentou em 35,2% a emissão de vistos. A expectativa é que, se todos os pedidos de visto feitos em 2018 forem convertidos em viagens, serão 217,8 mil turistas a mais no Brasil. A intenção do governo brasileiro é chegar a 12 milhões de turistas por ano até 2022. Caso consiga, praticamente terá dobrado o número de visitantes em comparação com o número atual, de 6,6 milhões.A medida é unilateral. Dessa forma, os brasileiros que desejarem visitar esses países precisam solicitar visto de entrada, conforme as regras vigentes em cada país.

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Política

Bolsonaro tem reuniões com ex-secretário do Tesouro e empresários em Washington

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É a segunda viagem internacional do presidente; primeira foi a Davos

Agência Brasil  

Brasília – Em Washington (EUA), o presidente  Jair Bolsonaro tem reuniões hoje (18) com o ex-secretário do Tesouro norte-americano Henry “Hank” Paulson, participa de cerimônia de assinatura de atos e janta com executivos do Conselho Empresarial Brasil-Estados Unidos. É a primeira viagem internacional com caráter bilateral. Antes, o presidente foi a Davos, na Suíça, para o Forum Econômico Mundial.

Às 15h30, Bolsonaro se reúne com Henry “Hank” Paulson. No final da tarde, participa da cerimônia de assinatura de atos. As atenções estão voltadas para o Acordo de Salvaguardas Tecnológicas entre o Brasil e os Estados Unidos.A medida permitirá o uso comercial da Base de Lançamentos Aeroespaciais de Alcântara (MA). Estima-se que, em todo o mundo, exista uma média de 42 lançamentos comerciais de satélites por ano.

Blair House

O presidente da República está hospedado na Blair House, um palácio no qual ficam os convidados do governo norte-americano.  A construção, de meados do século XIX, fica próxima à Casa Branca.

O prédio foi comprado em 1942 pelo governo dos Estados Unidos e tornou-se um complexo formado por quatro casas interligadas, incluindo o edifício original.

Amanhã (19) está previsto o encontro de Bolsonaro com o presidente Donald Trump. Haverá uma declaração à imprensa no Rose Garden. Em seguida, ele irá ao cemitério de Arlington.

Bolsonaro deve chegar a Brasília na quarta-feira (20). Em seguida, no dia 21, irá para o Chile onde participa da Cúpula do Prosur, grupo que se destina a implementar medidas de interesse dos países da América do Sul.

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Política

Bolsonaro chega aos Estados Unidos em busca de parcerias

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“É o começo de uma parceria pela liberdade e prosperidade”, disse

 Ana Cristina Campos/ Agência Brasil 

 Brasília – O presidente Jair Bolsonaro disse, em sua conta no Twitter, que sua visita aos Estados Unidos representa o começo de uma parceria pela “liberdade e prosperidade”. Bolsonaro já posou neste domingo (17) na Base Aérea de Andrews, em Washington.

“Pela primeira vez em muito tempo, um presidente brasileiro que não é anti-americano chega a Washington. É o começo de uma parceria pela liberdade e prosperidade, como os brasileiros sempre desejaram”, afirmou na rede social.

O avião presidencial decolou da Base Aérea de Brasília por volta das 8h de hoje (17). Antes do embarque, Bolsonaro transmitiu o cargo ao vice Hamilton Mourão. O presidente brasileiro ficará hospedado na Blair House, palácio que faz parte do complexo da Casa Branca.

“Nos hospedaremos na Blair House. É uma honraria concedida a pouquíssimos chefes de Estado, além de não custar um centavo aos cofres públicos. Agradecemos ao governo americano a todo respeito e carinho que nos está sendo dado”, acrescentou.

Ainda segundo o presidente brasileiro, Brasil e Estados Unidos “juntos assustam os defensores do atraso e da tirania ao redor do mundo”.

 Bolsonaro e o presidente norte-americano Donald Trump devem assinar na próxima terça-feira (19) o Acordo de Salvaguardas Tecnológicas entre o Brasil e os Estados Unidos. A medida vai permitir o uso comercial da base de lançamentos aeroespaciais de Alcântara, no Maranhão. Estima-se que, em todo o mundo, ocorra uma média de 42 lançamentos comerciais de satélites por ano.

Base de Alcântara é reconhecida internacionalmente como ponto estratégico para o lançamento de foguetes, por estar localizada em latitude privilegiada na zona equatorial, o que permite uso máximo da rotação da Terra para impulsionar os lançamentos.

Segundo a Agência Espacial Brasileira (AEB), o uso da base brasileira pode significar uma redução de 30% na utilização de combustível, em comparação a outros locais de lançamentos em latitudes mais elevadas.

Integram a comitiva brasileira os ministros Ernesto Araújo (Relações Exteriores), Paulo Guedes (Economia), Sergio Moro (Justiça e Segurança Pública), Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional), Tereza Cristina (Agricultura) e Ricardo Salles (Meio Ambiente), além do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP)

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