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POLÍTICA

Apoio à soltura de Lula é menor entre aposentados

Foto: Reprodução / Fonte: *Folhapress

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Pesquisa Datafolha que mostrou aprovação majoritária da população à soltura do ex-presidente Lula também apontou que o apoio ao petista cai em segmentos como aposentados e moradores de grandes cidades.

Levantamento do instituto, realizado quinta-feira (5) e sexta-feira, da semana passada, mostrou que 54% da população considerou justa a libertação do ex-presidente após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), ante 42% que a consideraram injusta. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

O petista deixou a cadeia no dia 8 de novembro, beneficiado por decisão do Supremo que passou a considerar inconstitucional a prisão de condenados que ainda têm recursos pendentes nas instâncias superiores, como é o caso do petista.

A reprovação à soltura de Lula na mais recente pesquisa é maior entre eleitores com alta renda. Na faixa dos que possuem renda familiar mensal acima de dez salários mínimos, 70% disseram que nunca confiam em declarações do ex-presidente. Na população em geral, essa taxa é de 37%. A reprovação também ultrapassa a aprovação no segmento dos aposentados (49% a 45%), dos que têm escolaridade de nível superior (52% a 45%), eleitores que consideram que a crise econômica do país já acabou (55% a 42%) e entrevistados que se declaram brancos (51% a 45%).

Entre os moradores de municípios com mais de 500 mil habitantes, o apoio a Lula também é menor: 50% a 45%.

Desde que deixou a cadeia, Lula retomou a agenda de eventos políticos, fez viagens ao Nordeste e ao Rio de Janeiro e deu uma série de declarações críticas ao governo de Jair Bolsonaro.

Os números do Datafolha mostram uma guinada a favor do ex-presidente em relação a outros levantamentos do instituto, feitos em julho deste ano e em abril do ano passado, em que pese a formulação das perguntas ter mudado.

Na pesquisa mais recente, o instituto mencionou a soltura após a decisão do Supremo e perguntou se a libertação foi justa ou injusta. Em julho, 53% dos jovens de 16 a 24 anos aprovavam a condenação do ex-presidente no caso tríplex de Guarujá (SP), ante 61% que agora consideram a libertação justa.

Entre o eleitorado com renda familiar mensal de até dois salários mínimos, 49% classificaram a prisão de Lula como injusta em abril de 2018, enquanto na pesquisa da semana passada 63% dessa faixa do eleitorado disseram que a saída do petista da cadeia é justa.

No recorte regional, o Nordeste, única região do país onde o PT foi mais votado na eleição presidencial de 2018, continua com as taxas mais elevadas de apoio ao ex-presidente.

Consideram justa a soltura do petista na região 71% dos entrevistados -eram 56% os críticos à condenação no caso tríplex em julho nessa parte do país.

O apoio também se mantém elevado entre quem declarou voto no ex-presidenciável Fernando Haddad em 2018 e cai para 28% entre aqueles que declararam como partido de preferência o PSL, ex-sigla de Bolsonaro.

POLÍTICA

Paulo Guedes negocia acordos em Davos com Reino Unido

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Foto: Reprodução / Fonte: *Folhapress/Alexa Salomão e Luciana Coelho

O ministro Paulo Guedes, da Economia, se reuniu nesta quarta-feira (22) com o chanceler do Erário do Reino Unido, Sajid Javid, posto correlato ao de ministro da área econômica. O ponto central do encontro foi a negociação do acordo para evitar bitributação entre os dois países.

– Taxa sobre serviços técnicos e preços de transferência são dois últimos obstáculos a serem removidos – disse Guedes a jornalistas.

Negociação com representantes de governos faz parte da agenda da equipe econômica durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, que ocorre até sexta-feira (24).

OUTROS ACORDOS
Na terça (21), Guedes também se reuniu com representantes da EFTA, associados de livre comércio que reúne Finlândia, Noruega, Suíça e Liechtenstein, para alinhar pontos do acordo comercial.

– Queremos acordo com Coreia do Sul, Japão e Canadá. Tudo gradual, para dar tempo de conseguirmos juros baixos, desregulamentação, simplificação e redução de impostos. Tudo gradual, para assegurar competitividade da indústria brasileira – disse o ministro.

Também está em discussão a adesão do Brasil ao GPA (Government Procurement Agreement) da OMC (Organização Mundial do Comércio) que, pelos cálculos da equipe econômica, abre mercado de US$ 1,7 trilhões (R$ 7,1 trilhões) para empresas brasileiras e impede a corrupção em compras do Governo.

A adesão ao GPA é considerado passo importante para a ambição do governo Jair Bolsonaro de colocar o Brasil na OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico).

– Temos trabalhado em busca de melhores práticas, mais transparência, combate à corrupção, abertura da Economia – disse Guedes.

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GOVERNO FEDERAL

Bolsonaro dará carta branca para Regina Duarte rever nomeações

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Regina Duarte pode assumir a Secretaria de Cultura nesta quarta Foto: Reprodução

Prestes a assumir a Secretaria Especial da Cultura, atriz vai a Brasília nesta quarta conhecer a estrutura da pasta

BRASÍLIA – Prestes a assumir a Secretaria Especial da Cultura, a atriz Regina Duarte recebeu carta branca do presidente Jair Bolsonaro para fazer eventuais trocas no comando do departamento. Apesar da liberdade, a atriz avisou ao presidente que não pretende neste momento fazer mudanças drásticas na estrutura que já funciona na pasta.

Nesta quarta-feira, Regina fará uma primeira reunião com os servidores para entender sobre a tramitação, serviços e burocracia da pasta. A atriz teve uma conversa considerada produtiva com o presidente na última segunda-feira, quando sinalizou que aceitará comandar a Secretaria da Cultura.

Nas redes sociais nesta terça-feira, a atriz avisou que terá “muito trabalho pela frente”. Foi cogitada a possibilidade de se criar um Ministério da Cultura, mas a ideia acabou descartada pelo governo. A nomeação dela, porém, só deve ser publicada no Diário Oficial da União após o presidente voltar da viagem à Índia.

Regina Duarte foi convidada após Roberto Alvim, dramaturgo com experiência em direção teatral, ter sido demitido na semana passada após copiar frases de um discurso nazista em um pronunciamento oficial da Secretaria. Ele fazia a divulgação de um prêmio quando adotou falas e estética polêmicas, que faziam alusão ao estilo do ministro da propaganda de Hitler, Joseph Goebbels.

O nome dela foi sugerido pelo próprio presidente Jair Bolsonaro em reunião com os ministros Jorge Oliveira (Secretaria Geral da Presidência), Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo) e Augusto Heleno (GSI) no momento da demissão de Alvim. Bolsonaro perguntou aos aliados o que achavam de convidá-la e lembrou da atuação dela durante a campanha presidencial de 2018.

Defensora do governo Bolsonaro, a atriz é amiga da primeira-dama Michelle Bolsonaro. Regina é uma das conselheiras do Pátria Voluntária, programa de Michelle para fomentar a prática do voluntariado no país.

Alvim foi o terceiro titular da Cultura no governo Bolsonaro. Em agosto, o então secretário Henrique Pires deixou o cargo após polêmica envolvendo o cancelamento de um edital para TVs públicas que incluía séries com temática LGBT. Depois, o economista Ricardo Braga foi alçado ao cargo, mas acabou sendo indicado para chefiar uma secretaria do Ministério da Educação após cerca de dois meses.

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POLÍTICA

Bolsonaro cria Conselho da Amazônia e Força Nacional Ambiental

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(foto: Mariane Silva/Esp. CB/D.A Press)

O conselho será um grupo de trabalho específico para coordenar as ações de proteção, defesa e desenvolvimento sustentável da Amazônia

O presidente Jair Bolsonaro criou nesta terça-feira (21) o Conselho da Amazônia que será um grupo de trabalho específico para coordenar as ações de proteção, defesa e desenvolvimento sustentável da Amazônia. Além disso, também foi criada a Força Nacional Ambiental. O Vice-Presidente da República, Hamilton Mourão, coordenará o grupo na própria estrutura do Palácio do Planalto e emitirá nos próximos dias as diretrizes. 

Em coletiva no Ministério do Meio Ambiente, o ministro Ricardo Salles afirmou que as medidas foram debatidas na 26ª reunião do Conselho do Governo, ocorrida hoje pela manhã. A informação havia sido comunicada pelo presidente Jair Bolsonaro nesta terça-feira (21) pelas redes sociais. Continua depois da publicidade

A estrutura da Força Nacional Ambiental será semelhante à Força Nacional de Segurança Pública, que ficará voltada à proteção do meio ambiente da Amazônia. A Força Nacional, por sua vez, é composta por policiais militares, policiais civis, bombeiros militares e profissionais de perícia dos estados e do Distrito Federal. Não se sabe, contudo, os responsáveis que integrarão o quadro do futuro órgão. Salles também não precisou qual será o orçamento total, o prazo para o início da ação e de quanto será o efetivo da nova força. Mas sinalizou que poderão ser empregados parte dos R$ 425 milhões provenientes da recuperação do fundo Lava Jato e Petrobrás. Os Estados deverão obrigatoriamente utilizar o recurso para a preservação da região.

Em nota, Mourão afirmou que “a decisão do Presidente Bolsonaro denota a excepcional importância que ele concede à Amazônia, não somente à sua preservação, como ao seu desenvolvimento de forma sustentada, beneficiando, em particular, os brasileiros que lá habitam e ao País, de uma maneira geral, sempre de acordo com as responsabilidades assumidas soberanamente pelo Brasil nos fóruns internacionais.”,apontou.

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