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CIDADE

APPD repudia campanha de empresas de ônibus de Belém contra idosos e defientes

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A propósito da manchete aqui desta A PROVÍNCIA DO PARÁ, de sexta-feira passada, dando conta que o Sindicato das Empresas de Transporte de Belém lançara uma campanha odiosa contra os usuários com direito a gratuidade, sob o título “Se todos pagassem a passagem de ônibus, a tarifa seria menor”, a Associação Paraense das Pessoas com Deficiência (APPD), que tem entre seus dirigentes e colaboradores a ex-deputada Regina Barata, e o vereador Amaury da APPD, lançou, ainda no sábado uma veemente nota de repúdio. Veja a transcrição:

NOTA DE REPÚDIO 

SETRANSBEL MENTE PARA A POPULAÇÃO

A APPD- ASSOCIAÇÃO PARAENSE DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA vem a público manifestar seu REPÚDIO à propaganda MENTIROSA do Setransbel – Sindicato das Empresas de Transporte de Belém, que tem como tema: “Se todos pagassem a passagem de ônibus, a tarifa seria menor”.
A propaganda induz à sociedade a achar que as gratuidades dos idosos, das pessoas com deficiência e a meia passagem dos estudantes são a causado alto valor da tarifa, e que se todos pagassem passagem, a tarifa seria menor.
A APPD alerta a sociedade que as pessoas com deficiência, foram por anos um segmento à margem da sociedade, onde a própria causa da maioria das deficiências advém da falta de políticas públicas do Estado. A partir de 1997, as pessoas com deficiência começaram um processo de resgate da sua dignidade e cidadania, com as leis que foram criadas em seu benefício, assim com muita luta, o passe livre nos transportes coletivos foi aprovado, o que gerou um pequeno ponto na conta do saldo devedor do Estado para com o segmento. De lá pra cá muitos políticos e órgãos da justiça já quiseram usurpar esse direito, mas a APPD junto com o movimento organizado derrotou os golpistas da cidadania.
A APPD informa também que, no início do ano de 2018 solicitou a intervenção do Ministério Público junto à Setransbel e Semob, a fim de fazer cumprir a Lei de Acessibilidade nos ônibus de Belém, que deu prazo de 10 anos para a acessibilidade total nos transportes coletivos no Brasil, sendo que o número de queixas e reclamações e denúncias na entidade mostraram, que em Belém a Lei não é cumprida. Todos os envolvidos assinaram o termo de acordo, mas até hoje o que vemos são ônibus velhos, sucateados, sem ar condicionado, e com os elevadores sem funcionar (uma tecnologia aliás que a APPD já esclareceu que não funciona na nossa realidade, e que aqui deveria ser usado ônibus com as plataformas móveis, que são mais baratas e tem maior durabilidade), mas como alógica é o lucro, pessoas com deficiência são esquecidas nas paradas a fora dessa imensa Belém, assim como idosos e estudantes são desrrespeitados todos os dias nos transportes, sendo que o Transporte público é Concessão do Governo, por isso tem função social a cumprir.
Essa propaganda é mentirosa, falaciosa e engana a sociedade de Belém para ocultar os verdadeiros culpados pelo péssimo transporte coletivo que temos hoje, e conclama a sociedade a reagir contra esse absurdo, pedindo providências ao Ministério Público do Estado do Pará e à Semob para que essa propaganda seja retirada imediatamente dos meios de comunicação, e para que haja uma retratação pública junto aos segmentos de pessoas com deficiência, idosos e estudantes.
A APPD em seus 37 anos de atuação conseguiu junto com os movimentos sociais muitas conquistas para as pessoas com deficiência, e sempre estará na fronteira de luta contra os usurpadores da cidadania, pois um Estado Democrático só existe com inclusão social e com direitos respeitados.
Belém, 18 de agosto de 2018. 18/08/2018
DIRETORIA EXECUTIVA APPD

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