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Aproximação do dia D ativa trauma do 2º turno de 2014 no MDB

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Com o visível crescimento da candidatura de Márcio Miranda (DEM),  a aproximação do 2º turno, dia 28,  remete o candidato do MDB, Helder Barbalho, a dolorosas  recordações

 

Nos arraias do MDB  instalou-se um verdadeiro  pânico, provocado pela possibilidade, cada vez mais real, de o candidato Márcio Miranda (DEM), virar o rogo nos minutos finais da corrida eleitoral para o governo do Pará, neste 2º turno. O próprio Márcio Miranda, com base nas sondagens científicas e nas adesões que tem recebido, já considera que há um empate técnico, Por isso, o trauma de 2014, quando Helder |Barbalho (MDB) havia vencido o primeiro turno com relativa folga contra o atual governador, Simão Jatene (PSDB), perdeu por uma pequena diferença o 2º turno. Agora, esse fantasma é cada vez mais evidente, como se pode notar  pelo tom gressivo do candidato e a  baixaria que a sua campanha  passou a exibir e que  Helder Barbalho assumiu nas últimas horas, temendo ser novamente derrotado, E o pior é que agora dificilmente ganhará um ministério.  Ex-ministro de de Dilma Rousseff e de Michel Temer, além de confidente de muitas maracutaias do padrinho golpista, Helder Barbalho  sabe que não suportará nova derrota num segundo turno depois de ter vencido o primeiro. Mas desta vez cometeu os mesmos erros: aceitou adesão esdrúxula. No caso, Paulo Rocha (PT).

E seu padrinho Michel Temer foi indiciado pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Temer é alvo de um inquérito aberto no ano passado para investigar supostas irregularidades na edição de um decreto sobre o setor de portos. A suspeita é que o decreto foi editado para favorecer empresas específicas que atuam no porto de Santos (SP), o que o presidente sempre negou. Os fatos mostram que Helder Barbalho, quando foi  secretário dos Portos – Temer era só vice-presidente, mas já controlava os negócios na zona portuária- apresentou um interesse incomum pela situação do porto de Santos

No dia 11 de abril passado, o ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a abertura de um inquérito sobre o então ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho . Ele era e é suspeito de receber R$ 1,5 milhão não contabilizado durante sua campanha ao governo do Pará em 2014. O senador Paulo Rocha (PT-PA), que hoje está apoiando a candidatura de Helder Barbalho ao governo, também é citado no mesmo inquérito. Paulo Rocha foi candidato ao governo, masa teve uma votação pífia, e isso mesmo graças à popularidade de  sua vice, Sandra Batista (PC do B).

O pedido de inquério sobre Helder Barbalho faz parte de investigações solicitadas  pela Procuradoria-Geral da República (PGR) com base nas delações premiadas de executivos e ex-executivos da Odebrecht. Segundo o Ministério Público, Fernando Luiz Ayres da Cunha Santos Reis e Mário Amaro da Silveira relatam que Helder Barbalho recebeu R$ 1,5 milhão durante sua campanha ao governo do Pará em 2014 ( quando perdeu de virada para o atual governador Simão Jatene), pagos em três parcelas. A Odebrecht desejava atuar como concessionária da área de saneamento básico no Pará, caso Helder Barbalho vencesse a eleição.

O próprio Helder Barbalho, Paulo  Rocha e o prefeito de Marabá, João Salame, que esta no PROS, e que foi preso na semana  passada em Brasília, teriam solicitado o dinheiro, repassado através do Setor de Operações Estruturadas do grupo Odebrecht. O então candidato era conhecido pelo apelido de Cavanhaque.

Em nota, como fizeram todos os políticos alcançados pela Lava Jato. o então  ministro negou que tivesse cometido ilegalidades. “Todos os recursos que recebeu como doações para sua campanha em 2014 foram devidamente registradas junto ao TRE-PA, que aprovou todas as suas contas”, afirmou, como afirmaram todos os outros.  O texto, inclusive, da nota é o mesmo usado por todos.

Mas o  caso é que o seu adversário, o deputado Márcio Miranda, resolveu também expor as mazelas de Helder Barbalho. No programa da televisão, desta quarta-feira (24), Márcio Miranda mostrou, mais uma vez, que é ficha limpa e que Helder Barbalho, por onde passa deixa um rastro de malfeitos. Citou obras inacabadas do tempo que Helder Barbalho foi prefeito de Ananindeua; das promessas que fez como ministro e não cumpriu. A maior deles foi a relacionada aos aeroportos de Itaituba, Santarém, Breves, Redenção, Cametá etc., que prometeu liberar recursos e não liberou um centavo, embora tenha feito a maior propaganda. Claro que a festa toda já fazia parte da campanha para o governo do Estado. Se formos medir direito, ele está em campanha há oito anos e usou os ministérios que ocupou, graças ao pode de barganha do pai, o senador Jader Barbalho, cujo nome está ligado aos escândalos financeiros do Banpará e da Sudam, e que também foi citado pelos delatores da Odebrecht e do frigorífico  JB&S.

O paraense Jader Barbalho, segundo o jornal O Globo, de 28 de dezembro de 2011, foi do paraíso ao inferno no cenário político brasileiro: um dos homens mais poderosos da República, ministro duas vezes no governo José Sarney, envolveu-se em cabeludos escândalos de corrupção nos cargos públicos que ocupou, presidiu o Senado, foi algemado e preso.

Acusado de desviar recursos da Sudam e do Banpará, protagonizou casos rumorosos como o do projeto do ranário fantasma da mulher com recursos públicos. Em certo momento alçou o posto de vilão número um do país.

As denúncias contra Jader continuaram mesmo depois que ele assumiu a presidência do Senado em 2001. Com isso, ele foi obrigado a renunciar para escapar de um processo de cassação do mandato.

Já sem mandato, em fevereiro de 2002, Jader foi preso pela Polícia Federal, em Belém, pelo envolvimento no escândalo da Sudam.

Mesmo assim, os veículos de comunicação do senador ainda são usados como arma contra aqueles que elegem como inimigo ou deixam de rezar pela sua cartilha, Um levantamento da história da família Barbalho, salvo honrosas exceções, poderia levar o eleitor a pensar se vale à pena votar num Barbalho para governador, quando há opções mais adequadas para o cargo. E é por isso que os arraias da campanha de Helder estão alvoroçados, e atirando para todo lado e recorrendo a “pesquisas” já desmoralizadas  no primeiro turno para tentar manter o ânimo e a esperança de que 2014 não se repitada domingo.

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