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PARÁ

Aquário do Museu Goeldi ganha versão virtual

Fonte: O Liberal Foto: Reproducao

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O aquário reúne hoje em seu plantel vivo cerca de 40 espécies de peixes e répteis de grande importância cultural e econômica para a Amazônia.

110 anos após sua fundação, o aquário público mais antigo do Brasil, localizado no Parque Zoobotânico, vai ganhando corpo no mundo virtual. A partir de hoje, o Museu Goeldi apresenta aos internautas a primeira etapa do Aquário Digital. A visita on-line é um dos resultados do Trabalho de Conclusão de Curso de Débora Blois, museóloga pela Universidade Federal do Pará.

Pequeno e diverso, o Aquário reúne hoje em seu plantel vivo cerca de 40 espécies de peixes e répteis de grande importância cultural e econômica para a Amazônia. É a atração mais popular do Parque do Goeldi e permite ao público mergulhar no mundo dos animais cuja vida está relacionada aos ambientes aquáticos regionais. As mudanças na estrutura do prédio buscaram oferecer melhor conforto aos animais e ao público visitante, tendo os anos de 2017 e 2019 como dois marcos recentes de destaque.

O aquário do Museu Goeldi foi inaugurado em 1911 pelo naturalista suíço Jacques Huber (1867-1914), então diretor do Museu Goeldi. Huber concebeu o projeto arquitetônico do espaço, em parceria com o desenhista Ernst Lohse (1873-1930), para integrar o complexo de pesquisa e estudo do Parque Zoobotânico da instituição.

Virtualização

A apresentação do Aquário Jacques Huber, do Museu Goeldi, na web vai acontecer em etapas. E inicia com a apresentação dos produtos desenvolvidos no Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) da agora museóloga Débora Cristiane Blois Nascimento, que contou com a orientação da professora Drª Carmen Silva, e foi defendido no Curso de Museologia da Universidade Federal do Pará (UFPA) no final de 2019.

Em sua monografia, Débora foca as diferentes tipologias de museus no ciberespaço, objetivando o debate acadêmico entorno da mediação e a relação de patrimônio com seus usuários através da rede de computadores, e indo a campo com um trabalho experimental com o Aquário Jacques Huber. A museóloga convida o internauta para uma viagem nesse espaço, usando como bilhete de passagem o seu celular, computador, uma smart tv ou tablet. O cais do porto é a área externa do aquário, já dentro do Parque Zoobotânico do Goeldi, em Belém. Tudo em suaves movimentos e até em ângulos que a vista humana não alcançaria sem ajuda para alçar voo, onde se nota uma representação da vegetação do Parque, uma simulação em que não se veem as espécies originais, mas o som das aves, sim, este é original. Ele foi captado para situar o ambiente sonoro. E, claro, é possível dimensionar a arquitetura do atual do aquário.

Inspiração

A relação de afeto de Debora Blois, atualmente mestranda em Antropologia e Arqueologia (UFPA), com o Museu Goeldi inspirou seu projeto de pesquisa e os critérios acadêmico-científicos lhe ajudaram a dar forma necessária para a conclusão de seu curso em Museologia, na UFPA. “A experiência imersiva no virtual jamais supera a presencial. O museu digital é feito para instigar os visitantes a irem ao museu físico”, garante.

O Parque Zoobotânico, e consequentemente o Aquário Jacques Huber, do Museu Goeldi, permanecem fechados para visitação pública, em respeito ao isolamento social exigido no enfrentamento à pandemia do novo coronavírus e enquanto a instituição se organiza para adotar medidas para garantir uma frequência segura do ponto de vista sanitário. Mas o Aquário está de portas abertas aos internautas a partir de hoje (29) com acesso livre e gratuito no portal da instituição.

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