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ALTAMIRA

Áreas de desmatamento e grilagem é identificado pela Polícia Federal em Altamira

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Foto: Reprodução / Fonte: Parazão tem de tudo

A Polícia Federal identificou, nos últimos dias, áreas de desmatamento (cerca de 15 mil hectares) e iminente processo de grilagem no município de Altamira/PA.

Os policiais, através do uso de recursos tecnológicos, como geoprocessamento, imagens de satélite e outras ferramentas disponíveis, localizaram as áreas degradadas, o que possibilitou o deslocamento até a região e a chegada às localidades de difícil acesso.

Foram realizadas incursões no interior de Terras Indígenas, sendo constatado desmatamentos na Terra Indígena Ituna Itatá, e exploração seletiva de madeira na Terra Indígena Arara e Terra Indígena Cachoeira Seca.

Outras ações estão sendo desenvolvidas no âmbito da Operação VerdeBrasil.

Um grupo de peritos da PF também identificou, planejou e conduziu a equipe policial para as ações realizadas no garimpo Ressaca, dia 30 de agosto. No interior desse garimpo foram encontradas e destruídas 2 máquinas PC e diversos equipamentos/motores/ acampamentos.

Foram realizados voos, em parceria com a Marinha do Brasil e com o Ibama, para registro de imagens e outras ações sobre os acampamentos no interior das áreas desmatadas.

Paralelamente, estão sendo elaborados laudos dessas situações, especialmente dos desmatamentos na TI Ituna Itatá.

Foi identificada, pela equipe de polícia judiciária, a possível autoria desses desmatamentos e grilagem de terras na localidade.

Além disso, uma equipe pericial segue desenvolvendo trabalhos específicos relativos à investigação do chamado “Dia do Fogo”.

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Celpa corta energia de prédios da Prefeitura de Altamira

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Foto: Reprodução / Fonte: Por Wilson Soares – A Voz do Xingu

Na manhã desta quinta-feira, 10 de outubro, equipes da concessionária de energia CELPA cortaram o fornecimento de energia de pelo menos dois prédios ligados a Secretaria de Saúde do Município. O CAPS Adulto e a Central de Regulação do Município.

A ação da Celpa é um reflexo do não pagamento de contas de energia por parte da Prefeitura de Altamira. O caso veio à tona na semana passada, durante uma sessão ordinária da Câmara, quando a concessionária de energia respondeu a um oficio solicitado pela Casa de Leis em que consta débitos acumulados de 12 meses das contas de energia da Prefeitura. O valor informado ultrapassa R$ 3 milhões de reais, sendo um débito de R$ 1.836.776,62 de reais do Fundo Municipal de Saúde e R$ 1.373.138,89 de outros departamentos do município.

Tanto a Câmara Municipal de Altamira quanto o Ministério Público Estadual já se manifestaram e solicitaram informações do município sobre esses débitos, já que a PMA tem uma receita estimada para este ano de 2019 de cerca de R$ 370.000.000,00 (trezentos e setenta milhões de reais).

As imagens dos funcionários da Celpa já ganharam as redes sociais e tem gerado muitos comentários. Até agora a Assessoria de Comunicação da PMA não se manifestou sobre o assunto.

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Índios vão fornecer merenda escolar para escola da aldeia em Altamira

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Foto: Reprodução / Fonte: Portal Roma News

Índios da etnia Arara, da Terra Indígena Cachoeira Seca, em Altamira, na região da Transamazônica, no Pará, vão começar a abastecer a merenda da escola pública que existe na própria aldeia. Os indígenas vão fornecer produtos frescos e da cultura ancestral, como farinha d´água, cará, banana e tapioca para a merenda das crianças.

A expectativa é que 28 famílias participem, já no ano que vem, das seleções do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) pela Prefeitura de Altamira e, inclusive, de editais exclusivos para povos tradicionais.

A mobilização e preparação dos indígenas vêm ocorrendo ao longo deste semestre, com o apoio do escritório local da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater) e a coordenação da Frente de Proteção Etnoambiental Médio Xingu (FPEMX), da Fundação Nacional do Índio (Funai).

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DSEI de Altamira cria força-tarefa de combate a tuberculose em aldeias indígenas

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Foto: Avener Prado/Repórter Brasil

Uma força-tarefa composta por médicos e enfermeiros foi montada na zona rural de Altamira, sudoeste do Pará, para prevenir e combater um surto de tuberculose em aldeias indígenas na região do médio Xingu. A medida foi proposta durante uma reunião do Conselho de Saúde Indígena realizada na última semana. De acordo com o distrito sanitário especial de saúde indígena (DSEI) do município, sete casos da doença já foram registrados esse ano em aldeias da região

Ainda segundo o levantamento, dois indígenas morreram em decorrência de complicações da tuberculose. Em fevereiro, a vítima foi uma índia de 23 anos. A segunda morte foi registrada na última terça feira (17). Um indígena de 65 anos também morreu por conta da tuberculose. Ambos eram da etnia Parakanã.

Na reunião, as lideranças pediram medidas urgentes das autoridades e disseram que estão em alerta por causa do risco de disseminação da doença. “Propomos a força-tarefa dentro das comunidades para que possamos combater esse surto que está levando os nossos indígenas a morte”, disse o presidente do conselho Conselho de Saúde Indígena, Léo Xipaia.

Segundo o DSEI, a força-tarefa é composta por quatro médicos e enfermeiros. Eles realizam uma triagem nos pacientes que estão em tratamento na casa de saúde indígena de Altamira. Os índios da etnia Parakanã foram os primeiros a serem atendidos.

“O tratamento é iniciado aqui na casa. Fazemos um cuidado especial no primeiro mês. A partir desse momento, como a pessoa não está mais transmitindo a doença, ela pode voltar a aldeia e iniciar o tratamento assistido”, afirmou o médico Mateus Polesso.

De acordo com a força-tarefa, a partir da próxima semana, cerca de 85 aldeias na região do médio Xingu serão atendidas. Será realizado um trabalho de busca ativa por indígenas que precisam de tratamento.

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