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Arrancada de Márcio Miranda lembra bólidos da F1 

Márcio Miranda era pouco conhecido, agora está erm pé de igualdade com o seu oponente que feaz campanha há quatro anos

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   Era pouco conhecido e saiu de 6% para 26% chegando em segundo lugar no 1º turno, contra um adversário que estava há quatro anos em campanha e que não sai da mídia desde sempre

 

Josué Silva Araújo/ Da Redação de A Província do Pará

 

Mesmo em segundo lugar no 1º turno da eleição para governador do Pará, o deputado Márcio Miranda (DEM) teve um desempenho extraordinário, apresentando um desempenho de carro de Fórmula 1, que sai do zero para 100 Km/h em fração de segundo. Márcio Miranda cresceu muito, saindo dos 6% no início da campanha para 30,21%, na apuração dos votos. Seu adversário, o ex-ministro Helder Barbalho (MDB), ficou patinando no mesmo patamar e, na última pesquisa, apresentou uma ligeira queda, o que não o impediu de chagar em primeiro lugar, no primeiro turno. Isso num cenário onde ainda prevalece (no Pará) a força da família Barbalho, política e economicamente.

Márcio Miranda teve 1.156.680 votos no primeiro turno, o que equivalente a 30,21% dos votos válidos.  O adversário, Hélder Barbalho (MDB), filhos do senador Jader Barbalho (MDB), obteve 1.825.708, o equivalente a 41,49% dos votos válidos.

 

Pouco conhecido, Marcio Miranda avançou muito no primeiro turno

A performance do candidato do DEM (Márcio Miranda) foi considerável por enfrentar de igual para igual um candidato da família Barbalho, que há décadas, vem fazendo política no Pará.

Jader foi duas vezes governador. Começou a carreira como vereador de Belém. Depois, deputado federal e senador.

A ex-mulher de Jader e mãe de Hélder, Elcione Barbalho, já há algum tempo exerce mandatos de deputada federal.

Elcione ficou conhecida ao presidir a Ação Social nos dois governos do então PMDB, no Pará.

A Ação Social foi uma fonte de alimentação do clientelismo praticado pelos Barbalho, com doação de cadeiras de roda, cestas básicas, lotes de terra urbanas, material de construção, etc. Até hoje Dona Elcione é benquista pelos cidadãos de baixa renda, em todo o Pará.

Jader é o grande mandatário (cacique) do MDB no Estado.

Por ele passam todas as decisões do partido, aqui – e em Brasília.

Mesmo nesse contexto político adverso, Márcio Miranda conseguiu ir para o segundo lugar e com chances de vencer o oponente no segundo turno. Agora, o jogo é diferente e começa com os dois  candidatos em igualdade em pé de condição, quanto ao conhecimento do eleitorado. Iguais inclusive na questão do tempo no rádio e na televisão. No primeiro turno, o tempo de Helder Barbalho era muito maior, mas isso não impediu Márcio Miranda de fazer conhecido e admirado em todo o Estado.

Vale lembrar que Márcio Miranda, um pouco antes do começar a campanha eleitoral, aparecia com apenas 6% das intenções de voto. Um índice baixo.

Hélder já estava à frente. E ele, Hélder Barbalho, era mesmo muito mais conhecido. Foi deputado estadual e vereador e duas vezes prefeito de Ananindeua; ocupou três ministérios, graças ao poder de pressão de seu pai.

A partir de 2014, quando disputou o governo com o atual governador, SimãoJatene (e foi derrotado), Hélder faz campanha, usando o Grupo RBA, império de comunicação de sua família, de olho no governo do Pará.

Muitos defendem que famílias de políticos não deveriam ser donas de TVs, jornais, rádios, portais online, para evitar o que acontece no Pará e em outros estados do Norte e Nordeste.

Helder Barbalho foi ministro de Estado nos governos Dilma Rousseff e Michel Temer – este envolvido em graves denúncias de corrupção, assim como o próprio ex-ministro e seu pai senador.

A principal arma da família Barbalho para se manter no poder no Pará são os meios de comunicação. O grupo RBA conta um canal de televisão, três emissoras de rádio – a Clube, Diário FM e 99 FM. Mais o Diário do Pará, o portal Dol.

Portanto os opoentes políticos dos Barbalho têm de enfrentar esse império, tanto econômico quanto de comunicação.

A mídia da família Barbalho faz campanha política através de seus meios todos os dias, nos 12 meses do ano.

Daí estarem à frente daqueles que não dispõem de acesso ao povo, como são os meios de comunicação de massa. Mas hoje, a redes sociais fazem a diferença e nelas Márcio Miranda tem se apoiado para divulgar seu nome e suas propostas de governo. O mesmo faz o governador Simão Jatene, que é quotidianamente atacado pelos Barbalhos, desde que rompeu com eles para seguir o saudoso ex-governador Almir Gabriel.

Apoiado pelo governador Simão Jatene (PSDB), Márcio Miranda era, indubitavelmente, menos conhecido por não ter exercido cargo no poder Executivo (governador ou prefeito).

Mas, como presidente da Assembleia Legislativa do Estado (Alepa), mostrou ser um parlamentar de visão: enxugou as contas daquele Poder, com drásticas redução dos gastos – um deles extinguindo os salários extras de deputados – ou seja, o 14º e 15º salários.

Márcio Miranda está convicto de que vence Hélder no segundo turno, até porque já é amplamente conhecido e o eleitorado também já conhece muito melhor o seu oponente e quando faz a comparação, verificar que o candidato do DEM, por seu passado limpo, é o melhor para o Pará.

 

O crescimento de Márcio Miranda tende a continuar. Até o dia 28 – data ds realização do 2º turno da eleição – a previsão é de ultrapasse o adversário, se realmente o eleitor levar em conta a ficha de cada concorrente.

Eleitores de Paulo Rocha (PT) têm grande rejeição a Helder Barbalho, que é filho da deputada Elcione, e eleitores estariam dispostos a votar em Márcio Miranda neste segundo turno, apesar do PT ter decidido, sem ouvir a base, apoiar o MDB.

 

Os indecisos, na grande maioria, igualmente rejeitam Hélder, por haver indícios de que ele esteja envolvido na Lava Jato.

Jader Barbalho tem carreira pública marcada por processos criminais. Entre eles os desvios na Sudam, no Ministério da Previdência, Ministério da Reforma Agrária (governo Sarney).

Como governador do Pará o mais conhecido – e escandaloso – foi o caso de dois cheques sacando considerável valor do Banpará.

O processo rola na Justiça. Ao que parece, foi engavetado.

E o (s) acusado (s) solto (s). Mas, recentemente, em entrevista, o governador Simão Jatene, disse que o senador ainda não está livre completamente dos problemas do Banpará. Terá que devolver tudo com juros e correção monetária, mesmo que tenha que se desfazer do seu império de comunicação.

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