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Artur Brito contrata perícia para abrir caixa preta das contas da Prefeitura de Tucuruí

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Foto: Reprodução / Fonte: Blog Ze Dudu

A empresa Engenho Assessoria Contábil tem até o final deste ano para periciar praticamente toda a estrutura administrativa e financeira da Prefeitura de Tucuruí, uma das mais ricas do Pará, com receita de R$ 305,5 milhões por ano. É que o prefeito Artur de Jesus Brito a contratou em janeiro deste ano, por R$ 441 mil em processo de inexigibilidade, para consubstanciar tomadas de decisão em nível administrativo, financeiro e jurídico, já que, segundo consta, a prefeitura não possui quadro técnico para tal empreitada — conta apenas com um contador concursado.

As informações foram publicadas ontem (15) no mural de licitações do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) e podem ser conferidas aqui. No entanto, a ideia de contratação de uma pessoa jurídica para o serviço começou no dia 7 de janeiro deste ano e, 18 dias depois, já no dia 25, foi dada a publicidade da contratação em alguns meios, como o Diário Oficial da União (DOU).

De acordo com parecer da Secretaria Municipal de Fazenda de Tucuruí, o procedimento visa ao levantamento, ao exame, à investigação, à indagação e à avaliação da aplicação de receitas e da execução de despesas da estrutura da Prefeitura de Tucuruí para “embasamento de procedimentos administrativos e ou processos judiciais em que o município figure e ou figurará como parte”.

Brito ressuscita gestão Jones

No texto de justificativa para endossar a contratação da assessoria jurídica, a atual gestão faz acusações contra a administração de Jones William, prefeito eleito de Tucuruí assassinado no dia 25 de julho de 2017. “Faz-se necessário dar continuidade aos trabalhos de perícia iniciados durante o período de 2017, nos quais ficaram claramente demonstradas situações de dilapidação do erário municipal”, diz trecho do parecer, que é assinado por Jaqueline Rodrigues, titular da pasta da Fazenda.

Segundo a atual administração, foram identificadas “situações de prováveis desvios do erário e outros que levam prejuízo ao município” entre 1º de janeiro e 27 de julho de 2017, período da gestão de Jones, e entre 14 de novembro de 2017 e 4 de maio de 2018, período durante o qual o vereador Bena Navegantes, então presidente da Câmara de Tucuruí, ocupou o comando do Poder Executivo local.

No entendimento da gestão de Artur Brito, a investigação é necessária porque, ainda em 2017, foi identificada “assinatura do então prefeito Jones William, falsificada, constatação verificada e descrita em laudo grafotécnico”, e a perícia contábil pode revelar “quais pessoas poderiam estar vinculadas nessas operações, bem como seus beneficiários e montantes financeiros apropriados de forma indevida”. Além disso, a Prefeitura de Tucuruí diz querer evitar demandas trabalhistas e judiciais com erros em cálculos de direitos, daí por que contratar uma assessoria contábil para tal finalidade.

A escolha da Engenho Assessoria Contábil deu-se, segundo a Prefeitura de Tucuruí, pela qualificação de seu técnico responsável, Kleber da Cunha Ota, que, na visão da administração de Artur Brito, é “o único profissional contábil do Pará com notória especialização em prestação de contas e contas públicas dos municípios do estado”.

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Igeprev prepara segundo Censo Previdenciário do Pará

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Foto: Reprodução / Fonte: Blog Ze Dudu

O Instituto de Gestão Previdenciária (Igeprev) começou a preparar o segundo Censo Previdenciário do Pará, previsto para o período de janeiro a abril de 2020, com as primeiras reuniões marcadas para serem realizadas em outubro deste ano, conforme cronograma do Termo de Referência que visa à contratação de empresa para a realização do censo, que vai usar cadastro biométrico.

O Censo será de caráter obrigatório a todos os servidores inativos e pensionistas, civis e militares, inclusive aos que obtiveram a concessão de benefício previdenciário por força de decisões judiciais, em caráter provisório ou definitivo, vinculados ao Regime Próprio de Previdência do Pará (RPPS).

Até julho deste ano, o Estado somava 46.592 aposentados e pensionistas, dos quais 717 são de Marabá; 238, de Conceição do Araguaia; 124, de Redenção; e 95, de Parauapebas. Em Curionópolis, até julho passado o Estado contava com apenas 18 servidores inativos e, em Canaã dos Carajás, 12.

Devido à grande extensão territorial do Pará, foram escolhidos 13 municípios para sediar o Censo “levando-se em conta a infraestrutura disponibilizada pela cidade, sua localização e acesso aos municípios de entorno”, diz o Termo de Referência, que divide os municípios em quatro grupos.

O Grupo I é formado por Santarém, Altamira, Itaituba e outros dez municípios da região e devem receber os recenseadores em janeiro de 2020. Marabá, Parauapebas, Redenção, Tucuruí, Canaã, Eldorado dos Carajás e outros seis munícios da região fazem parte do Grupo II, onde o Censo irá chegar em fevereiro.

Quem não comparecer para atualizar os dados, terá a aposentadoria ou pensão suspensa por 90 dias e, posteriormente, cancelado se definitivamente o beneficiário não atender a convocação para o seu comparecimento.

Previdência no vermelho

Saber quantos aposentados e pensionistas o Estado tem é importante para o planejamento do governo, mais ainda agora com a reforma previdenciária no Brasil, que está perto de ser aprovada e que no Pará, como em outros Estados, tem provocado uma certa correria de servidores aos pedidos de aposentadoria, aumentando o déficit previdenciário no Estado.

No Pará, o número de servidores aposentados, entre civis e militares, vinha se mantendo em torno de 35,5 mil até o primeiro semestre de 2018, quando a folha de pagamento não passava de R$ 190 milhões, segundo os dados do Igeprev. De lá para cá, a folha só tem crescido. Já no final de dezembro de 2018, o Estado contava com 35.949 aposentados e uma folha de R$ 211,3 milhões.

Em julho deste ano, a folha contabilizou 36.604 aposentados e R$ 228,4 milhões em proventos. Foram R$ 26,7 milhões a mais que doze meses atrás. Quanto ao número de pensionistas, subiu de 10.448, em julho de 2018, para 10.643, em julho deste ano, o que gerou uma despesa de R$ 38,1 milhões na folha de pessoal.

“Todo mês o Estado tem que aportar um complemento de recurso do Tesouro para poder honrar a folha dos inativos”, informou a secretária de Estado de Planejamento e de Administração, Hana Ghassan, em audiência pública realizada pela Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária (CFFO) da Assembleia Legislativa, em abril deste ano, quando também informou que, no Pará, as despesas previdenciárias ultrapassam R$ 1,1 bilhão.

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Oportunidades: No topo em julho, Parauapebas se mantém entre campeões de empregos no Brasil

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Parauapebas segue de vento em popa gerando oportunidades de trabalho formais. Nesta sexta-feira (23), o Ministério da Economia liberou dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de julho e destacou a capital do minério entre os dez municípios que mais empregam no país. Com saldo de 1.310 novos trabalhadores com carteira assinada adicionados ao seu estoque, Parauapebas só ficou atrás de São Paulo-SP (6.327), Belo Horizonte-MG (3.829), Curitiba-PR (2.684), Brasília-DF (1.921), Sousa-PB (1.738), Manaus-AM (1.694), Cristalina-GO (1.550) e Rio Paranaíba-MG (1.329).

No acumulado do ano, Parauapebas é o 13º do país em abertura de postos de trabalho, com 3.660 empregos criados, segundo o Ministério do Trabalho. O município paraense já gerou mais vagas para pais de família este ano que as metrópoles Rio de Janeiro, Salvador, Fortaleza, Recife, Porto Alegre, Goiânia e Belém, todas as quais com população superior a 1 milhão de habitantes.

Em sete meses deste ano, os setores que mais contribuíram para a alavancagem da capital do minério no mapa das oportunidades são a construção civil, que abriu 1.944 vagas, e serviços, que contrataram 1.550 trabalhadores. O comércio também reforçou, com a geração de 271 postos e a indústria mineral, com 31. Já a indústria de transformação fechou 107 postos, seguida pelo setor de serviços de utilidade pública, que demitiu 22, ao passo que a agropecuária contabilizou sete baixas.

Melhor julho dos últimos 5 anos

Julho trouxe, também, o Pará de volta à cena da geração de empregos no país. O estado registrou 2.998 empregos líquidos, o 5º melhor resultado do país. Há quase dez anos o Pará não se posicionava entre os cinco estados que mais abrem oportunidades em determinado mês. Esse, aliás, foi o melhor julho dos últimos cinco anos.

Além do saldo retumbante de Parauapebas, os municípios que mais criaram empregos foram Marabá e Barcarena, empatados com 218 oportunidades; Castanhal, com 212; Santarém, com 201; Benevides, com 186; Belém, com 116; Itaituba, com 113; Tomé-Açu, com 107; e Salinópolis, com 106. No extremo oposto, Tucuruí e Santa Bárbara do Pará dividem o cetro dos que mais desempregaram no mês passado, com 67 demissões cada. São seguidos por Ourilândia do Norte, com 61 distratos; Mocajuba, com 50; São Félix do Xingu, com 49; Acará, com 44; Almeirim, com 41; e Vitória do Xingu, com 40.

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Consórcio vence licitação de R$ 20 milhões para asfaltar Tropical, em Parauapebas

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Com proposta de trabalho R$ 1 milhão mais em conta que a das concorrentes, o consórcio formado pelas empresas Horizonte Construtora e MSL Construções venceu a licitação de número 3/2018-020, da Prefeitura de Parauapebas, que, por meio da Secretaria Municipal de Obras (Semob), pretende levar serviços de drenagem e pavimentação asfáltica ao Bairro Tropical 1, na periferia da cidade. O processo licitatório foi iniciado um ano atrás.

O anúncio da vencedora foi feito nesta sexta-feira (23) em publicação do Diário Oficial da União (DOU), em que foi apresentado o resultado do julgamento das propostas comerciais . O consórcio se dispõe a executar os serviços por R$ 19.097.271,58, valor bem abaixo da estimativa inicial da licitação, de R$ 20.219.857,03. A proposta quebrou as pernas das outras quatro concorrentes, uma das quais garantia os serviços por mais de R$ 21 milhões.

O Blog do Zé Dudu folheou as 120 páginas do edital de licitação e constatou que a Semob pretende drenar e asfaltar 40 ruas e seis avenidas do Bairro Tropical 1, totalizando 13 quilômetros de vias públicas. A medida vai beneficiar cerca de 6 mil moradores. Outra parte do complexo Tropical (o Bairro Tropical 2) também passará por obras de infraestrutura, sendo que a Laca Engenharia é quem vai tocar os serviços, conforme o Blog do Zé Dudu anunciou na semana passada em primeira mão.

O secretário municipal de Obras, Wanterlor Bandeira, destaca a importância de mais esta ação de serviços públicos em Parauapebas, que deve gerar uma centena de postos de trabalho na construção civil. Ele ressalta que, quando concluída, a obra vai pôr fim aos problemas no sistema de drenagem, que, por conseguinte, geram desgaste prematuro do asfalto e causam pontos de alagamento. “Esses serviços vão levar dignidade e bem-estar à população do Tropical 1 e, após finalizados, vão resolver o transtorno que acontece a cada inverno, quando a rede existente não consegue drenar o volume alto de água da chuva”, esclarece.

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