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INTERNACIONAL

Assessor da Casa Branca diz que EUA responderão intimidação de Maduro

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Foto: Reprodução /Fonte: Agência Brasil

O assessor de segurança nacional da Casa Branca, John Bolton, usou as redes sociais para avisar que os Estados Unidos (EUA) darão uma “resposta significativa” à violência e intimidação por parte do governo do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. Ele não detalhou que medidas poderão ser adotadas.

Bolton mencionou a intimidação contra o corpo diplomático, a Assembleia Nacional Constituinte (Parlamento) e o presidente interino, Juan Guaidó.

“Qualquer violência e intimidação contra o corpo diplomático dos EUA, o líder democrático da Venezuela, Juan Guiado, ou a Assembleia Nacional representaria um grave ataque ao Estado de Direito e será recebido com resposta significativa”, afirmou Bolton em sua conta no Twitter.

Maduro determinou que o Ministério das Relações Exteriores do país iniciasse negociações com os EUA, no prazo de 30 dias, para a criação dos chamados escritórios de interesses mútuos. Antes, ele expulsou os diplomatas norte-americanos da Venezuela.

Estados Unidos, Brasil, Israel, Argentina, Chile, Paraguai, Canadá, Austrália, Israel e entidades, como a Organização das Nações Unidas (ONU) e Organização dos Estados Americanos (OEA) manifestaram apoio a Guaidó e a novas eleições.

“Os Estados Unidos estão ajudando a recuperar um futuro brilhante para a Venezuela. Estamos aqui para pedir a todas as nações que apoiem as aspirações democráticas do povo venezuelano”, disse Bolton, no Twitter, chamando Maduro de “ilegítimo”.

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INTERNACIONAL

EUA querem saída de Maduro e Juan Guaidó diz que regime se contradiz

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Foto: Reprodução / Fonte: *Agência pública de televisão de Portugal

Após a confirmação de que conversações vem sendo mantidas com a Venezuela, os Estados Unidos esclarecem que o diálogo apenas visa à saída de Nicolás Maduro do poder e a convocações de eleições livres no país.

As declarações do Conselheiro de Segurança Nacional da Casa Branca foram reiteradas por Juan Guiadó, o auto-proclamado presidente Interino da Venezuela.

Na última terça-feira (20), o presidente Nicolás Maduro admitiu a existência de contatos entre membros de seu governo e altos funcionários de Washington, confirmando declarações dadas antes pelo presidente norte-americano, Donald Trump.

“Confirmo que há meses existem contatos de altos funcionários do governo dos EUA, de Trump, e do governo bolivariano que presido, sob minha autorização expressa direta, vários contatos, vários meios, para tentar regular esse conflito”, disse Maduro em discurso em rede nacional.

“Se um dia o presidente Trump quiser conversar seriamente e traçar um plano para regularizar e resolver esse conflito, estaremos sempre preparados para dialogar”, acrescentou o líder venezuelano.

 

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INTERNACIONAL

Trump cancela viagem à Dinamarca após recusa sobre a venda da Groenlândia

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A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump - AFP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, cancelou uma reunião com a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, prevista para dentro de duas semanas, pela falta de interesse de Copenhague em vender a Groenlândia, um território com abundantes recursos naturais.

A visita à Dinamarca do presidente americano foi simplesmente “cancelada”, informou à AFP uma fonte da Casa Branca após a publicação de várias mensagens de Trump no Twitter.

A Casa Real da Dinamarca, responsável pelo convite a Trump, expressou “surpresa” em uma mensagem divulgada pelo canal público DR.

Os políticos dinamarqueses manifestaram espanto com a decisão do presidente americano.

“A realidade transcende a ficção, este homem é imprevisível”, tuitou Martin Østergaard, líder da esquerda radical, que integra a maioria parlamentar.

“Sem nenhuma razão, Trump considera que uma parte (autônoma) de nosso país está à venda. Depois cancela de maneira insultante uma visita que todos estavam preparando. Há alguma parte dos Estados Unidos à venda? Alasca?”, reagiu indignado no Twitter o líder conservador Rasmus Jarlov.

“Por favor, mais respeito”, completou Jarlov.

“A Dinamarca é um país muito especial, mas baseado nos comentários da primeira-ministra Mette Frederiksen sobre o fato de não ter nenhum interesse em discutir a venda da Groenlândia, adiarei para outro momento nossa reunião prevista para dentro de duas semanas”, tuitou Trump.A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump – AFP

“A primeira-ministra foi capaz de poupar um grande volume de gastos e esforços tanto dos Estados Unidos quanto da Dinamarca ao ser tão direta. Agradeço a ela e espero reprogramar (a reunião) para algum momento no futuro”, escreveu o presidente a respeito da visita.

O anúncio foi feito às vésperas da viagem do presidente americano à França para participar na reunião de cúpula do G7 em Biarritz, de 24 a 26 de agosto.

Existe o temor de que Trump atue como um ‘estraga prazer’ na reunião, que deve abordar vários temas nos quais Washington tem divergências com seus aliados tradicionais.

– “Grande negócio” –

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Estados Unidos testam míssil após deixar tratado nuclear

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Foto: Reprodução /Fonte: Agência Brasil

Os Estados Unidos (EUA) anunciaram nessa segunda-feira (19) que realizaram teste com um míssil de cruzeiro. É o primeiro teste feito pelo país desde que deixou oficialmente o Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermediário (INF) no início do mês.

Segundo o Pentágono, o míssil foi lançado às 14h30 de domingo (18), a partir da ilha de San Nicolás, na Califórnia, e percorreu mais de 500 quilômetros antes de cair no mar. “Os dados coletados e as lições aprendidas com esse teste auxiliarão o Departamento de Defesa no desenvolvimento de capacidades futuras de alcance intermediário”, informou em nota.

Caso o tratado INF, assinado em 1987 pela Rússia e os EUA para eliminar mísseis de curto e médio alcance, ainda estivesse em vigor, o teste teria violado o acordo, já que o projétil percorreu uma distância superior a 500 quilômetros.

Tendo vigorado por mais de 30 anos, o INF foi um dos mais importantes acordos do final da Guerra Fria. Sob ele, pela primeira vez as superpotências concordaram em eliminar armas nucleares e submeter-se a extensas inspeções para assegurar que ambos os lados seguissem as regras do tratado.

Há algum tempo os EUA acusavam a Rússia de descumprimento do acordo, com base em relatórios de inteligência. Washington argumentou que o míssil russo 9M729 violaria o INF. Moscou negou as alegações: com um alcance máximo de 480 quilômetros, ele estaria abaixo dos limites do tratado.

Especialistas temem que o fim do INF possa prejudicar outros acordos de controles de armas, além de acelerar a erosão de sistema global projetado para conter a disseminação de armas nucleares, levando a uma nova corrida armamentista.

Além do teste dessa segunda-feira, os Estados Unidos planejam testar um míssil balístico de alcance intermediário em novembro. Washington também já expressou a intenção de enviar novos mísseis à Ásia.

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