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Explosões em hotéis e igrejas matam pelo menos 187 pessoas no Sri Lanka

Foto: Reprodução /Fonte: Agência Brasil

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Uma série de explosões simultâneas em três igrejas e três hotéis de luxo no Sri Lanka provocou a morte de mais de 150 pessoas neste domingo (21). Entre os mortos, há pelo menos 35 estrangeiros, segundo balanços iniciais. Cerca de 500 pessoas ficaram feridas.

Segundo as autoridades do Sri Lanka, os primeiros seis ataques ocorreram por volta das 8h45 (horário local, 2h30 em Brasília). No momento das explosões, os templos católicos estavam celebrando o Domingo da Ressureição, uma das datas mais importantes do calendário cristão.

A capital, Colombo, foi alvo de pelo menos quatro explosões: em três hotéis de luxo e uma igreja. As outras duas igrejas atingidas ficam em Negombo, no oeste do país (região que abriga uma grande população católica); e em Batticaloa, no leste.

Poucas horas depois das seis explosões simultâneas iniciais, foram registrados mais dois atentados. Uma explosão atingiu um pequeno hotel em Dehiwala, um subúrbio de Colombo. Uma oitava explosão foi registrada em Dematagoda, outro subúrbio da capital, e atingiu uma residência.

Sete pessoas foram presas por suspeita de participação nos ataques. A rede BBC informou que o governo disse que a maioria das explosões foi provocada por terroristas suicidas.

Nenhum grupo reivindicou a autoria das ações até o momento. Em resposta aos ataques, o governo impôs toque de recolher em toda a ilha, com início às 18h (horário local) até as 6h do dia seguinte. O governo determinou ainda um bloqueio temporário às redes sociais para impedir a difusão “de informações incorretas”.

“O governo decidiu bloquear todas as plataformas de redes sociais para evitar a disseminação de informações incorretas e falsas. Essa é apenas uma medida temporária”, afirmou a Presidência do país em comunicado.

Segundo as autoridades, pelo menos 45 pessoas morreram em Colombo, 67 em Negombo, 25 em Batticaloa e 2 em Dehiwala.

O presidente do Sri Lanka, Maithripala Sirisena, pediu calma ao país após a série de atentados.

“Por favor, fiquem calmos e não sejam enganados por rumores”, declarou Sirisena em mensagem à nação. O presidente, que se mostrou “em ‘choque’ e triste com o que ocorreu”, esclareceu que “as investigações estão em curso para descobrir que tipo de conspiração está por trás desses atos cruéis”.

*Com informações da Deutsche Welle (agência pública da Alemanha)

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HSBC vai demitir 35.000 nos próximos três anos após queda no lucro

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foto: Loic VENANCE / AFP)

Banco tenta reduzir custos pois enfrenta incertezas causadas pela guerra comercial EUA-China, a saída da Grã-Bretanha da União Europeia e agora o novo coronavírus na China

O banco britânico HSBC, com forte presença na Ásia, planeja cortar 35.000 postos de trabalho, muito acima do esperado, após a queda expressiva em seu lucro.
PUBLICIDADEAds by TeadsCom sede em Londres, mas com presença em boa parte do mundo e particularmente na Ásia, o grupo, que iniciou um ambicioso plano de redução de custos, pretende eliminar 15% de sua força de trabalho.
“Esperamos que o número atual de 235.000 funcionários diminua para algo próximo de 200.000 até 2022”, afirmou o CEO interino do banco, Noel Quinn.
Quinn, à frente do HSBC desde a saída surpreendente de John Flint em agosto, não revelou as regiões que serão afetadas, mas destacou que o número de demissões será considerável no Reino Unido.
Continua depois da publicidadeO grupo anunciou no ano passado a redução de 2% de sua força de trabalho, o que representa 4.700 funcionários.
O HSBC planeja uma reorganização profunda, com o reforço das atividades na Ásia e Oriente Médio, considerados mais rentáveis, em detrimento do banco de investimentos na Europa e Estados Unidos.
“Projetamos reduzir nosso capital e nossos custos nas atividades com resultados decepcionantes para poder prosseguir com os investimentos naquelas com melhores perspectivas de rendimento e de crescimento”, anunciou o banco em um comunicado. Queda no lucroNesta terça-feira, o HSBC anunciou uma queda de 53% em seu lucro líquido em 2019, a 5,97 bilhões de dólares.
“Alguns setores de nossas atividades não geram resultados aceitáveis”, declarou o CEO interino. 
“Elaboramos um plano revisado para melhorar o rendimento de nossos investidores (…) e estabelecer as bases de um crescimento futuro sustentável. Já começamos a aplicá-lo”, completou.
A depreciação das aquisições, no valor de US$ 7,3 bilhões, vinculada principalmente às atividades de investimento e às operações de banco comercial na Europa, também contribuiu para os resultados anuais.
Enquanto na Ásia, as atividades registram bons resultados graças à China, o banco está sob forte pressão nos Estados Unidos e na Europa, sobretudo pela guerra comercial China-EUA e pela saída do Reino Unido da União Europeia.
Nos Estados Unidos, o banco planeja reduzir sua rede em 30%, consolidar as atividades e reduzir custos operacionais em 10-15%. 
Na Europa, sem contar o Reino Unido, o banco “reduzirá suas vendas e atividades de mercado e suas atividades de pesquisa”.
A Ásia continua sendo a região crucial para o HSBC, responsável por metade de seu volume de negócios.
Mas a epidemia de coronavírus pode abalar as perspectivas do banco por gerar turbulências econômicas em Hong Kong e na China continental, com possíveis efeitos para os resultados de 2020.

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UE acorda nova missão para controlar embargo de armas na Líbia

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foto: Kenzo TRIBOUILLARD / AFP)

Chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell, havia descartado um eventual acordo em sua chegada à reunião de chancelers em Bruxelas

Os países da União Europeia (UE) chegaram a um acordo nesta segunda-feira (17/2)sobre uma nova missão para controlar o embargo de armas à Líbia, para substituir a operação Sophia ativada em 2015 pela crise migratória, afirmaram vários ministros.
O chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell, havia descartado um eventual acordo em sua chegada à reunião de chancelers em Bruxelas, dada a posição de alguns países para dar novo impulso à operação naval Sophia.
“Acordamos (…) criar uma missão que bloqueie a entrada de armas na Líbia”, disse o chanceler italiano Luigi di Mario após a reunião. Seu colega alemão, Heiko Mass, afirmou que esta “nova missão terá um componente naval”.
Continua depois da publicidadeA missão Sophia, que nasceu em 2015 para combater os traficantes de migrantes, opera desde 2019 sem barcos e com um reforço de meios aéreos em razão da oposição do governo italiano anterior em receber migrantes resgatados no mar.
Ao longo dos anos, os europeus acrescentaram novas funções à operação, que passou a treinar a Guarda Costeira da Líbia e controlar a aplicação do embargo de armas imposto pela ONU à Líbia e o tráfico ilegal de petróleo.
Viena e Budapeste temem que o retorno da mobilização de embarcações faça com que os migrantes voltem a tentar a perigosa travessia do Mar Mediterrâneo, mesmo que as áreas de operações para controlar o embargo não sejam necessariamente as mesmas que as das rotas migratórias.
Di Mario explicou que “a UE enviará barcos para a zona leste da Líbia para impedir o tráfico de armas”. “Mas se essa missão causar um afluxo de embarcações de migrantes, iremos parar”, destacou.
“Estou muito feliz. Sophia está encerrada”, declarou o ministro austríaco, Alexander Schallengerg.
Líbia está mergulhada no caos desde que uma revolta apoiada pela Otan conduziu em 2011 à derrubada e ao assassinato do ditador Muammar Khadafi. Atualmente, duas autoridades rivais e grupos armados disputam o controle do país.
Desde abril de 2019, o Governo de União Nacional (GNA), reconhecido pela ONU, enfrenta a ofensiva do marechal Khalifa Haftar, que tem o apoio da Rússia, Egito e Emirados Árabes Unidos, para assumir a capital do país, Trípoli.
Na semana passada, o Conselho de Segurança da ONU aprovou, pela primeira vez desde abril, quando começou a ofensiva de Haftar contra Trípoli, uma resolução pedindo um “cessar-fogo duradouro”, após a trégua declarada em janeiro.
A resolução pede para que continuem as negociações da comissão militar conjunta criada em janeiro. Este painel reúne os dois lados, com o objetivo de chegar a um “cessar-fogo permanente” que inclua um mecanismo de controle, uma separação de forças e medidas de confiança.
A situação na Líbia pode levar mais residentes e deixar o país em caso de deterioração, alertou o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) na quinta-feira. Em 2019, a violência levou 177.000 pessoas a deixar suas casas.

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Brasil se alinha a Israel em corte internacional

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Foto: EFE/EPA/ABIR SULTAN / Fonte: FolhaPress

O governo brasileiro se alinhou a Israel e encaminhou ao TPI (Tribunal Penal Internacional) argumentos que favorecem o estado judeu em um procedimento que investiga possíveis crimes cometidos em território ocupado da Palestina.

Em um documento datado da última sexta-feira (14), a embaixadora do Brasil na Holanda, Maria Regina Cordeiro Dunlop, encaminhou ofício ao TPI informando que o país quer participar como “amicus curiae” (amigo da corte) na apuração preliminar “A Situação no Estado da Palestina”.

O procedimento -iniciado a pedido dos palestinos -trata de “supostos crimes cometidos em território da Palestina ocupado [por Israel]”.

Israel afirma que o processo não tem validade jurídica. No entanto, segundo interlocutores ouvidos pela Folha de S.Paulo, o resultado da ação preocupa os israelenses, porque um desfecho desfavorável seria uma derrota política para Tel Aviv.

No documento encaminhado ao TPI, com sede em Haia (Holanda), a embaixadora brasileira diz que a corte internacional não deveria dar prosseguimento à apuração.

Segundo a diplomata, a situação da questão Israel-Palestina é complexa e precisa ser endereçada por meio do diálogo político, e não num processo criminal internacional, “o que seria prejudicial tanto para a justiça quanto para a paz”.

– Iniciar uma investigação sobre ‘a situação do Estado da Palestina’ não serviria aos ‘interesses da Justiça’, uma condição estabelecida pelo artigo 53 do Estatuto de Roma [tratado que estabeleceu o TPI] – afirma Maria Regina.

E continuou.

– O Brasil acredita que, se o Promotor abrir uma investigação, o procedimento criminal não será propício para facilitar a retomada do diálogo, algo que pela sua natureza é altamente político, entre israelenses e palestinos. Pelo contrário, o início de uma investigação iria prejudicar a busca por uma justa e negociada solução política no sentido de alcançar uma duradoura paz no Oriente Médio – conclui.

Procurado, o embaixador da Palestina no Brasil, Ibrahim Alzeben, afirmou que não comenta a decisão do Brasil de defender os interesses de Israel no procedimento. No entanto, ele afirmou que a Autoridade Palestina continuará a recorrer a todos as instituições e foros internacionais para denunciar a ocupação.

– [O procedimento no TPI] é parte do procedimento legal e político que o Estado da Palestina está levando a cabo para obter a sua independência com aval do direito internacional. Por isso nós recorremos a todas as instituições e foros internacionais, porque consideramos que a solução é política e jurídica. E seguiremos trabalhando nesse sentido – disse Alzeben à Folha de S.Paulo.

Questionado, o Itamaraty disse que o Brasil é “contra qualquer politização do TPI”. “Na visão do Brasil, a questão entre Israel e Palestina deveria ser tratada por meio de diálogo político entre as partes e não em processo criminal internacional”.

Desde o início do governo Bolsonaro, a chancelaria brasileira mudou sua postura em relação ao conflito no Oriente Médio e passou a defender os interesses israelenses.

Recentemente, o Ministério das Relações Exteriores defendeu o plano de paz para a região apresentado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A proposta foi elaborada sem a participação dos palestinos, o que contraria a posição histórica do Brasil de que uma solução para o problema só pode ser validada a partir de conversas entre as duas partes.

Em outro gesto, durante a cúpula dos Brics em novembro, a chancelaria atuou para fosse retirada da declaração final uma defesa da UNWRA, a agência da ONU para refugiados palestinos.

Apesar do alinhamento, a principal ação prometida por Bolsonaro no âmbito da nova aliança com Israel ainda não se concretizou.

Ainda na campanha o presidente disse que transferiria a embaixada brasileira de Tel Aviv para Jerusalém, a exemplo dos EUA.

No entanto, pressões da ala militar do governo e do agronegócio travaram a mudança de endereço, que até o momento não se concretizou.

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