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POLÍCIA

‘Atiraram para dentro do quarto do meu filho’, relata candidata a vice-prefeita de Belém alvo de atentado

Fonte/Foto: O Liberal

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Patrícia Queiroz teve a casa na mira de disparos na madrugada desta sexta-feira (23). Dois deles atingiram o quarto de uma criança de cinco anos.

Candidata a vice-prefeita de Belém, Patrícia Queiroz prestou depoimento na Delegacia Geral de Polícia Civil do Estado do Pará, após ser alvo de um atentado na madrugada desta sexta-feira (23). Concorrendo pela chapa do candidato José Priante (MDB) na corrida eleitoral de 2020 pela Prefeitura de Belém, ela teve a casa atingida por quatro disparos, segundo a perícia criminal. Do total de tiros, dois atingiram o quarto do filho de cinco anos.

Abalada com a situação, Patrícia Queiroz relatou ter vivido momentos de pânico, pouco depois da meia-noite. “Eu não estava dormindo. Meu filho estava no quarto comigo quando passou um pouco da meia-noite e ouvi os disparos. Na hora não identifiquei, mas foi tudo muito rápido. Como estou tendo acompanhamento, liguei logo para o coronel para que fosse resolvido”, relembrou.

Apesar do susto, ninguém ficou ferido. Entretanto, de acordo com a candidata, a situação poderia ter evoluído da pior forma possível.  “Poderia ter sido muito grave porque atiraram para dentro do quarto do meu filho. E ele dorme sempre nesse quarto. Só peço muito amor, que Deus possa realmente conseguir adentrar nos corações porque não está fácil, não foi fácil. Nunca passei por essa situação, mas eu sei que Deus está no controle de tudo”, detalhou.

Patrícia Queiroz afirma que não recebeu qualquer tipo de ameaças antes do atentado, mas que confia nos órgãos de segurança para a resolução do caso. “Há uma necessidade de saber o porquê, o que motiva. Não tem necessidade (…). Não mexeram com uma candidata, mexeram com uma mãe e feriram no coração de uma mãe”, aponta.

Responsável pelo caso, o delegado-geral da Polícia Civil no Pará, Walter Rezende, afirma que as investigações ainda estão na fase inicial, mas que o depoimento de Patrícia Queiroz foi crucial para o início das diligências. “Assim que tomamos conhecimento, os órgãos de segurança pública do Estado se mobilizaram, realizamos as perícias necessárias no local. Hoje a Patrícia foi ouvida e nos deu detalhes importantes para a investigação. Eu determinei que a Divisão de Homicídios conduza a investigação e que busque de todas as formas trazer um esclarecimento o quanto antes para a sociedade paraense”, ressaltou.

Ainda segundo Rezende, o crime ocorreu em um horário de pouca circulação de pessoas no local. “Estamos buscando filmagens e fazendo diligências no local todo. Era um horário de pouca movimentação e em um momento de absoluto silêncio”, acrescentou. Questionado sobre as motivações políticas para o caso, o delegado-geral não descarta a possibilidade. “Inicialmente não se pode descartar qualquer possibilidade e tudo será analisado cuidadosamente”, declarou.

Este é o terceiro atentado a candidatos a cargos políticos no Pará em 15 dias. O delegado-geral da Polícia Civil no Pará informou que, por conta disso, uma comissão da Polícia Civil também foi formada para apurar com prioridade máxima estes casos e “que vai direcionar todas as ações com relação a esses delitos”. Ainda segundo Rezende, trata-se de “uma força tarefa para dar prioridade absoluta a casos que envolvam um ente público ou candidato e que possa influenciar, de alguma forma, nas eleições”.

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