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SAÚDE

Autismo: desinformação e mitos alimentam preconceito

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Paula Laboissière /Agência Brasil  

Brasília- Muitas pessoas ainda acreditam que o autismo representa uma espécie de condenação sem volta e que o diagnóstico significa uma vida sem oportunidades – e é exatamente esse tipo de desinformação e mito que alimenta o preconceito. A avaliação é do pediatra e neurologista infantil, Clay Brites.

Para o especialista, o Dia Mundial da Conscientização sobre o Autismo, lembrado hoje (2), ajuda a sociedade a refletir melhor acerca dos avanços e, principalmente, do que ainda precisa melhorar para dar suporte amplo e transdisciplinar e esse grupo de pessoas e suas famílias. A data é reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

“Muitos casos são severos e passam essa impressão mesmo, mas a maioria, não. Ainda vemos muitos casos graves, inclusive, porque estamos assistindo a uma geração passada, em que o diagnóstico foi tardio. Espero que, com as informações recentes, a nova geração tenha outra evolução, bem mais satisfatória, e derrube muitos mitos.”

Em entrevista à Agência Brasil, Brites lembrou que o transtorno atinge 1% das crianças no mundo e leva a prejuízos na percepção e na capacidade de interação social adequada. Isso faz com que a criança com autismo perca boa parte da capacidade de interagir socialmente de forma construtiva, coerente, com reciprocidade, atenção concentrada e compartilhada.

O autismo, segundo o pediatra, também pode levar a comportamentos repetitivos e interesses excessivamente restritos a determinados objetos, contextos e até pessoas. A criança diagnosticada geralmente não apresenta bom contato visual, não olha nos olhos e tem dificuldade para perceber mudanças de comportamento de grupos e de ambientes.

“Essas crianças costumam ter reações corporais anormais frente a situações emocionais ou induzidas pelo grupo como, por exemplo, movimentos de mãos repetitivos. Elas têm muita dificuldade em conversar, só falam aquilo que lhes interessa – qualquer coisa induzida por terceiros ela simplesmente ignora, não dá continuidade.”

“Elas têm uma hiper preferência por objetos, têm distúrbios de sensibilidade, costumam ter medos inexplicáveis ou desproporcionais ao que está acontecendo”, acrescentou.

Os sintomas começam a aparecer nos primeiros três anos de vida e o ideal é que o diagnóstico seja feito o quanto antes, abrindo caminho para modelos de intervenção comportamentais ou desenvolvimentais – de preferência, abordagens que tenham fundamentação cientifica e um grande número de pesquisa com amostragem populacional significativa.

“A importância está em ajudá-los a adquirir competências suficientes e a tempo de poderem ser mais funcionais e socialmente melhores adaptados nos anos mais difíceis que se seguirão, ao adentrarem na escola ou no trabalho.  Nesse processo, a intervenção precoce e a oportunidade de oferecer os melhores modelos auxilia na preservação ou até no ganho de capacidade intelectual e de linguagem social verbal e não verbal.”

Livro

Clay Brites e a esposa, a psicopedagoga Luciana Brites, são autores do livro Mentes Únicas. A proposta é colocar à disposição informações que ajudem a nortear a família, a escola, os profissionais e as instâncias de gestão e de Justiça sobre como proceder com pessoas com autismo.

Com linguagem acessível, a publicação, segundo ele, mostra que o autismo, ao contrário do que muito pensam, não é o fim de tudo e que, apesar de todas as dificuldades, o conhecimento é fator fundamental para que crianças dentro do espectro tornem-se seres humanos realizados dentro de suas particularidades.

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SAÚDE

Seis exercícios para quem não quer saber de musculação

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Corridas ajudam na perda de peso e aumento da resistência - Divulgação Fonte: correiodoestado Foto: Reproducao
Profissional de educação física traz dicas para abandonar o sedentarismo de vez e adotar hábitos mais saudávei

Na busca por uma vida mais saudável, o exercício físico está no topo da lista de cuidados essenciais, mas que nem todo mundo consegue colocar em prática. Entre as principais reclamações está a falta de afinidade com determinado exercício e principalmente com as academias tradicionais, voltadas para a musculação. 

De acordo com o profissional de educação física, professor e personal trainer, Geovany Rafael Bisol, se sentir deslocado na academia é comum. “Muitas pessoas dizem que não se sentem bem, que não conseguem se sentir fazendo parte de algo interessante ao frequentar uma academia”, explica. 

Porém, isso ainda não é desculpa para abraçar o sedentarismo, que segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), é o quarto maior fator de risco de mortes no mundo. Praticar exercícios físicos é fundamental para prevenir as chamadas Doenças Crônicas Não Transmissíveis, como hipertensão, diabetes, patologias cardiovasculares e até câncer.

O profissional de educação física explica que a melhor saída para abandonar de vez o sedentarismo é encontrar uma atividade que realmente traga prazer. “Nós costumamos observar o perfil da pessoa e o que ela está necessitando no momento para poder escolher a melhor atividade. Às vezes se ela apenas sair do ambiente da academia tradicional já ocorre uma mudança”, esclarece. 

Outro ponto importante antes de começar a praticar é ter em mente que o resultado não é automático. “Os exercícios resultam em benefícios para a saúde, principalmente, e também a estética. O que a pessoa precisa ter é uma boa avaliação física e médica, que pode dar os parâmetros de como está o seu físico atualmente e assim observar o resultado ao longo do tempo”, frisa. Além dos números da balança observe outras mudanças no corpo, como a resistência durante os exercícios, a flexibilidade, a perda de gordura e o aumento da massa muscular. 

Com todas essas dicas em mente, confira seis exercícios que podem te ajudar a deixar de lado o sedentarismo: 

1. Corrida

Bisol explica que a corrida é um excelente exercício, aeróbico e que possibilita a queima de gordura. Para ajudar no processo é interessante integrar algum grupo de corrida. Há vários na cidade. 

2. Funcional 

Famoso na contemporaneidade, os exercícios funcionais auxiliam muito na perda de peso e no ganho de músculo. Bisol explica que, apesar da fama recente, as atividades sem o auxílio de uma máquina são bem antigas. “O treinamento funcional é uma grande modalidade para quem não quer fazer o trabalho de força dentro da academia de musculação. O funcional trabalha com o peso do corpo, é calistênico e é uma modalidade bem antiga, popular na década de 50, por exemplo”, ressalta.

3. Crossfit

Crossfit é uma marca registrada nos Estados Unidos, sendo que a série de exercícios foi criada por Greg Glassman. “O crossfit é um dos esportes que mais cresceu nos últimos anos, justamente pela questão de ter vários exercícios integrados. O Crossfit tem a questão da coletividade, da pessoa se sentir parte de um grupo, o que ajuda a continuar com as atividades”, afirma.

4. Natação

Um dos treinos mais completos do universo fitness, a natação é ótima para aumentar a resistência e proporcionar perda de peso. “Ela melhora o condicionamento físico absurdamente. Há várias academias na cidade que oferecem aulas em piscinas adequadas. Claro que precisa ter a roupa antes, o óculos e outros acessórios, mas ao mesmo tempo é um excelente esporte”, frisa Bisol. 

5. Lutas

As lutas estão crescendo muito entre pessoas de todos os gêneros e idades. “Hoje há mais opções para praticar judô e jiu jitsu, por exemplo. A luta melhora o condicionamento físico e tem locais que mesclam as lutas com treinamento funcional, oferecendo exercícios mais integrais para o corpo”, indica o professor. 

6. Esportes coletivos e individuais

Seja o futebol ou o tênis, praticar esportes também vale a pena e está em alta, segundo o professor. “O tênis, por exemplo, é dinâmico e traz um condicionamento físico bem legal. O futebol é popular por uma questão cultural. Tem crescido muito entre o público feminino. Vejo em quadras que há horários específicos para jogos femininos e as meninas vão parar praticar e confraternizar, como os homens fazem há algum tempo”, diz. 

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SAÚDE

Novo coronavírus: Brasil monitora cinco casos suspeitos

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Foto: Reprodução / Fonte: Agência Brasil

O Ministério da Saúde acompanha cinco casos de pacientes com suspeita de infecção pelo novo coronavírus, sendo uma criança de dois anos. O boletim divulgado nesta terça-feira (18) traz dois casos a mais que o de ontem. Todos estiveram na China, mas nenhum deles na cidade de Wuhan, epicentro da doença. 

“Entraram mais dois casos de São Paulo, então permanecem os dois de ontem e dois novos em São Paulo e o do Rio Grande do Sul permanece desde a semana passada”, disse em coletiva à imprensa o secretário executivo do Ministério da Saúde, João Gabardo.

Segundo o secretário, o paciente do Rio Grande do Sul foi testado para os vírus mais comuns, como H1N1, e os testes deram negativo. Agora, uma amostra está sendo enviada para o Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen) para análise específica quanto ao novo coronavírus. Três dos pacientes ainda serão testados para vírus gripais.

Gabardo enfatizou que a mobilização para prevenir e conter o vírus continua pelo menos até o começo do inverno. “Nós não vamos reduzir todas essas ações feitas, toda mobilizações feita antes da chegada do inverno, independentemente de até lá nós termos casos confirmados no Brasil”.

Repatriados

A pasta deve divulgar amanhã (19) o resultado dos exames dos brasileiros resgatados da China e dos tripulantes da Força Aérea Brasileira que estiveram envolvidos na ação. No total, 58 pessoas estão em quarentena na Base Aérea de Anápolis (GO) para descartar o risco de contaminação pela doença no Brasil.

Por: Aline Leal

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SAÚDE

Ter uma irmã te deixa mais feliz e otimista, revela estudo

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Fonte Metrópoles

As pessoas que cresceram com as irmãs foram incentivadas a se comunicar abertamente sobre sentimentos, o que lhes deu visão mais positiva

A maioria das pessoas provavelmente vai descrever que irmãos são irritantes, mas que é emocionante crescer ao lado de alguém que compartilha as mesmas experiências. E, embora muitos digam que amem igualmente irmãos e irmãs, uma nova pesquisa descobriu que as pessoas que cresceram com uma irmã têm mais probabilidade de serem felizes e otimistas.

Pesquisadores das universidades De Montfort, no Reino Unido, e Ulster, na Irlanda do Norte, fizeram o estudo com mais de 570 pessoas, com idades entre 17 e 25 anos. Foram feitas perguntas psicológicas sobre vários tópicos diferentes, incluindo saúde mental.

A pesquisa mostrou que os participantes que cresceram com as irmãs foram incentivados a se comunicar abertamente sobre seus sentimentos, o que por sua vez lhes deu uma visão mais positiva da vida.

Um dos responsáveis pela pesquisa, o professor Tony Cassidy, afirmou que irmãs parecem incentivar uma comunicação mais aberta e coesão nas famílias.

“A expressão emocional é fundamental para a boa saúde psicológica e ter irmãs promove isso nas famílias.

Já no caso de irmãos, isso parecem ter um efeito bem diferente. “Pode ser que os meninos tenham uma tendência natural a não falar sobre coisas. Com os meninos juntos, trata-se de uma conspiração de silêncio para não conversar. As meninas tendem a quebrar isso”, demonstrou.

Segundo ele, as descobertas poderão ser muito úteis para famílias que enfrentam situações complicadas, como a separação dos pais, por exemplo.RODOVIÁRIAESTUDOFAMÍLIAIRMÃSIRMÃOSEXPERIÊNCIASFELIZESOTIMISTAS


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