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Baile de Carnaval faz parte de terapia no Caps Grão-Pará

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O baile de Carnaval serve para promover a reinserção social das pessoas com transtorno mental e a integração entre usuário.

O Centro de Atenção Psicossocial Grão-Pará (Caps) da Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará (Sespa) realizou, nesta quarta-feira (12), um baile de Carnaval, para promover a reinserção social das pessoas com transtorno mental e a integração entre usuários, familiares e profissionais do serviço que integra a Rede de Atenção Psicossocial do Sistema Único de Saúde (Raps) no Pará.

Com 20 anos de funcionamento, o Grão-Pará está inserido na Raps como Caps tipo III porque dispõe de nove leitos, que funcionam 24 horas, para o acolhimento de pacientes com maior necessidade de cuidados, que podem permanecer por um período de até 15 dias.

O baile de Carnaval contou com a animação da banda do Rancho Não Posso me Amofiná e apresentação do personagem Epaminondas Gustavo, criado pelo juiz Cláudio Rendeiro, que entraram como parceiros na programação. Os participantes também tiveram direito a um lanche especial.

A decoração da festa e todos os acessórios carnavalescos foram confeccionados pelos próprios usuários do serviço nas oficinas, como o colar havaiano feito de EVA.

Carnaval Caps Grão Pará Foto: José Pantoja/Sespa

No Caps, o indivíduo com transtorno mental é acolhido e inserido em atividade que compõem o seu Projeto Terapêutico Singular (PTS), que também inclui a família para serem trabalhadas as questões inter-relacionais que envolvem o adoecimento mental.

Além do atendimento individual por equipe multidisciplinar, composta por médicos psiquiatras, enfermeiros, assistentes sociais, psicólogos, terapeutas ocupacionais, nutricionistas, educadores físicos, técnicos de enfermagem e agentes administrativos, o usuário participa de diversas atividades tais como Educação em Saúde, oficinas terapêuticas (tapetes, beleza, leitura, informativa, pintura e croché, criativa), grupos (vivências, expressivo, de famílias, de jovens) e atividade esportiva e projetos.

Epaminondas Gustavo em uma performance de Carnaval.Foto: José Pantoja/Sespa

Participação

A diretora do Caps Grão-Pará, Dineuza Veiga, informou que toda primeira segunda-feira de cada mês acontece uma assembleia geral com a participação de usuários, familiares e servidores, na qual é discutido todo o planejamento e processo de trabalho. Na assembleia, os usuários dão sugestões e são eles que escolhem as datas comemorativas que desejam fazer programação ao longo do ano. “Nós avaliamos o mês que passou e planejamos as atividades do mês que está iniciando. É uma assembleia bem democrática, até porque o trabalho do Caps é pautado na democracia e participação coletiva”, disse a diretora do Caps Grão-Pará.

Dineuza Veiga, diretora do Caps Grão-Pará.Foto: José Pantoja/Sespa

Segundo a enfermeira e vice-diretora do Caps Grão-Pará, Marisa Santos, ao promover a ressocialização do usuário em tratamento, o Caps visa a mostrar que o transtorno mental não inviabiliza a vida em sociedade e que as oportunidades de acesso aos direitos e à dignidade precisam ser garantidas. “Ressocializar o usuário é reinseri-lo na sociedade. Quantas pessoas hoje ainda tem o preconceito e desprezam a pessoa que tem um transtorno mental? Então, o Caps vem para mostrar que a pessoa é um ser humano como qualquer outro. Elas têm uma debilidade que pode ser tratada e o Caps oferece essas atividades para que elas se sintam úteis para a sociedade, sintam-se parte dela, recebam a dignidade delas de volta e o tratamento humanizado. Tudo o que o Caps puder fazer para atender às necessidades desses usuários, o Caps vai fazer”, afirmou a vice-diretora.

Marisa Santos, vice-diretora do Caps Grãos-ParáFoto: José Pantoja/Sespa

A usuária do Caps Grão-Pará, Rose Ellen Carvalho, dona de casa de 39 anos, que faz acompanhamento há 17 anos, afirmou que a importância do Caps na sua vida foi fundamental. Ela contou que descobriu a bipolaridade em 2001 e passou a se tratar no Caps em 2002, quando estava com nível de euforia elevado, o que a deixava sem equilíbrio para comer, dormir e se comunicar. No entanto, apesar de o psiquiatra prescrever medicamentos controlados, ela relutava em aceitar que necessitava desse tipo de medicação para se tratar. “Então, eu passei relutando por dez anos. Até que eu entendi que me faria bem e desde que passei a tomar corretamente a medicação, acho que de 2012 para cá, eu tive uma melhora grandiosa e consigo viver uma vida normal”, relatou a usuária do serviço.

Atualmente, ela frequenta o Caps duas vezes por semana e elogia os profissionais que a atendem. “Eles te acompanham de perto, sabem como é a tua rotina e em que precisam te ajudar, eles têm um diálogo aberto contigo”, disse Rose Ellen.

Estágio

O Caps Grão-Pará também é campo de estágio para estudantes dos cursos da área de Saúde da Universidade do Estado do Pará (Uepa) e Universidade Federal do Pará (UFPA).

A estudante do último ano de Medicina da Uepa, Lavínia Tavares, começou o estágio em Saúde Mental nesta semana no Caps juntamente com outros colegas do curso. Ela disse que espera ter uma experiência boa e aprender um pouco mais sobre outras abordagens profissionais na atenção ao paciente com transtorno mental, porque, muitas vezes os estudantes ficam restritos à consulta médica. “Porém, aqui, conseguimos ver algo que ajuda muito o paciente, que é a abordagem multidisciplinar e diversas atividades, que talvez sejam mais importantes do que o uso de medicamentos. A gente aprende que tal doença deve ser tratada com tal medicamento e mais “medidas terapêuticas”, mas na universidade, nós não temos contato com essas “medidas terapêuticas” porque é competência de outros profissionais”, explicou Lavínia Tavares.

Além do trabalho dos outros profissionais no tratamento de pacientes com transtorno mental, Lavínia destacou a importância do suporte social que é oferecido a eles. “Aqui no Caps, a gente consegue ver que, inclusive pacientes que não têm o apoio da família e dos seus entes queridos, têm aqui por parte dos profissionais de saúde. Isso influencia muito no bom prognóstico e na melhora deles. Eles se sentem acolhidos verdadeiramente, eles sentem que não estão sendo tratados apenas por conta do problema de saúde, mas também estão sendo vistos e tratados como pessoas pelos profissionais de saúde”, argumentou a estudante de medicina.

Serviço 

No Pará, além de diversos Capss instalados em todos os municípios das 13 Regiões de Saúde, a população conta com seis Centros que estão sob gestão estadual localizados em Belém e Santarém. O usuário pode ir diretamente ao mais próximo da sua casa, não precisa de encaminhamento. Acesse o link a seguir e veja qual o Caps mais perto da sua casa: http://www.saude.pa.gov.br/cidadao/hospitais/centros-de-atencao-psicossocial-caps/

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Mototaxistas de Marituba ganham novo prazo para regularização

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Crédito: Fernando Nobre

A Prefeitura de Marituba deu novo prazo para autônomos que residam no município possam se cadastrar para atuar nas vias públicas como mototaxistas legalizados. O cadastro poderá ser feito a partir de segunda, 17, das 8h às 14h, na Diretoria de Transportes, localizada na sede da Prefeitura de Marituba, na rodovia BR-316, Km 12, s/n – Bairro Novo, Marituba.

O prazo tinha se encerrado no final de janeiro, mas foi reaberto para atender a uma solicitação da categoria. No dia 5 de fevereiro, o prefeito Mário Filho recebeu uma comissão formada por 30 mototaxistas que solicitaram da gestão municipal um novo prazo para poderem organizar as documentações junto aos órgãos fiscalizadores do município.

O cadastro tem base na lei federal nº 12.009, de 29 de julho de 2009, que regulamenta o exercício da atividade dos mototaxistas e na lei municipal nº 302, de 23 de dezembro de 2014, sobre o regulamento de transporte no município, incluindo a prestação do serviço na modalidade mototaxi.

Até o momento, apenas 240 mototaxistas apresentaram documentação e estão legalizados, utilizando como identificação o veículo na cor branca, com placa vermelha e camisa amarela com brasão do sindicato e da prefeitura. Em março de 2019, a Prefeitura Municipal abriu o processo de regularização com mais de 800 vagas para a categoria, e os prazos foram estendidos por duas vezes.

Para se regularizar, é necessário ser maior de 21 anos, possuir carteira de habilitação nas categorias A, B, C, D ou E, CRVL, declaração do sindicato e certificado de conclusão do curso de mototaxista, além de comprovante de residência, RG, Carteira de Trabalho, antedecentes criminais, entre outros.

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Agendamento eletrônico garante organização e segurança nas visitas às casas penais do Pará

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Fonte: Agência Pará

Sistema regulamenta o acesso de advogados para realização de entrevista pessoal e reservada nas unidades prisionais

A portaria n° 164/2020, divulgada no último dia (10), no Diário Oficial do Estado, pela Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), regulamenta o acesso de advogados para realização de entrevista pessoal e reservada nas unidades prisionais do Pará. Na prática, o documento, estabelece o agendamento eletrônico – um formato já utilizado no Estado desde setembro do ano passado – de acordo com determinação da Justiça orientada pela resolução n° 7, do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária (CNPCP).

O sistema de agendamento de visitas surgiu no Brasil como solução para a longa espera que advogados e internos enfrentavam para manter contato, além de otimizar o trabalho dos agentes penitenciários. O Pará segue um modelo nacional implantado no Distrito Federal.

“Nós estudamos muito para saber qual o sistema de agendamento eletrônico que nós usaríamos no Estado e o modelo que adotamos foi o implantado pela OAB do Distrito Federal, conhecido como ´Planner OAB´, que já é utilizado há vários anos” – Jarbas Vasconcelos, secretário de Administração Penitenciária do Pará.

Atualmente, há 1.227 advogados cadastrados nesse sistema, no Estado.

Jarbas garante que o agendamento eletrônico é eficiente. “O advogado registra o dia e a hora em que ele quer falar com seu cliente. Quando ele chega na unidade, seu cliente já está esperando. O advogado fica registrado no sistema e isso é uma proteção para esse profissional”, ressaltou o titular da Seap.

O advogado criminalista Rodrigo Godinho avalia de forma positiva a implantação do agendamento, um pleito que, segundo ele, era reivindicado desde 2013 pelos profissionais da área à Ordem dos Advogados do Brasil (AOB/PA). “A questão do agendamento para o advogado faz com que ele possa ter uma organização maior, perca menos tempo. O sistema penal já vai estar preparado para retirar o presos naquele horário, então isso é muito benéfico pra todos nós”, comentou Godinho.

Documento também regulamenta a necessidade de revistas para a entrada nas unidadesFoto: Marco Santos / Ag. ParáOutro ponto da portaria trata sobre procedimentos rotineiros de revistas que os advogados devem ser submetidos nas casas penais. “De acordo com a resolução do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária (CNPCP), a revista que nós fazemos é a de pertences que é feita com qualquer autoridade, em mim, nos diretores da Seap, nos juízes, promotores de Justiça, delegados, etc. Se aplica à todas as autoridades, inclusive aos advogados. Não é uma revista invasiva, é protocolar”, reforçou o secretário Jarbas Vasconcelos.

Para o advogado criminalista Clodomir Araújo Jr., a portaria veio estabelecer algumas regras, disciplinar algumas questões que, na prática, já vinham sendo aplicadas no sistema penal. De acordo com ele, a atual gestão está passando por um processo de “mudança de paradigma” em relação à organização.

“Há sim uma melhora de tratativa em relação ao que antes acontecia. O que é preciso frisar é que há mais organização. Eu analisei a portaria e posso dizer que em nenhum momento autoriza ou determina qualquer tipo de revista vexatória, seja em um advogado ou em qualquer outra autoridade” – Clodomir Araújo Jr., advogado criminalista.

Já o criminalista Rodrigo Godinho analisa que a vistoria protocolar é um importante mecanismo que garante segurança para todos. “Como está na portaria, entendo que a revista está sendo feita a todas as autoridades, nada viola a prerrogativa dos advogados até porque nós temos que nos submeter a algumas regras de determinadas instituições e, por uma questão de segurança nossa e das pessoas que ali trabalham, temos também que nos submeter a essas revistas”, afirmou o advogado.

Medida aumentou ainda o horário de atendimento, estudos e refeições de 16h para até às 18hFoto: Marco Santos / Ag. ParáA portaria também ampliou das 16h para às 18h os horários para atendimentos, estudos e refeições nas unidades prisionais. Essa ampliação é a única novidade dentro do escopo das regras que já estavam sendo adotadas.

“Em relação ao horário estendido isso beneficiou muito e faz com que o advogado, dentro de seu dia, flexibilize ainda mais a possibilidade de falar com seus clientes que estejam em casas penais diversas e não em um só complexo. Isso melhora muito pro advogado, não restringindo o horário dele até às 16h, visto que o expediente forense vai até às 14h” – Rodrigo Godinho, criminalista.

O secretário de Estado de Administração Penitenciária do Pará, Jarbas Vasconcelos, considera a implementação da portaria como um importante avanço no sistema prisional do Estado. “Traduz na verdade não um retrocesso, mas um avanço, uma conquista para o preso e para os profissionais, especialmente os advogados que os atendem, ampliando o horário de atendimento”, frisou.

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Superintendência Regional do Oeste do Pará do BASA terá novo gestor

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Fonte: Ze Dudu Foto: Reproducao

O novo gestor é graduando em Marketing, casado, natural de Capitão Poço-PA e há 08 anos faz parte do Banco da Amazônia, 07 deles ocupando funções de Gestão.

Um orçamento de R$ 400 milhões para aplicar em negócios produtivos apoiados pelo Banco da Amazônia em 2020, na Região Oeste do Estado do Pará. Esse é o tamanho do desafio que terá pela frente o Sr. Daniel Bozza Moura, que assume, nesta segunda-feira, dia 17 de fevereiro, a Superintendência Regional do Oeste do Pará, que estava sob o comando da bancária Shirley dos Santos Lima e posteriormente, por um menor tempo, devido transferência da mesma, de Lidiane Souto Maior Tenório. A posse está marcada para às 09h00, na sede da Super PA II, localizada no bairro da Prainha, na Av. Nazaré, 75-A, praça Barão de Santarém, em Santarém do Pará. Estarão presentes na solenidade a Diretoria Executiva, colaboradores, parceiros e convidados.

Bozza é graduando em Marketing, casado, natural de Capitão Poço do Estado do Pará, há 08 anos fazendo parte do Banco da Amazônia, 07 deles ocupando funções de Gestão. Iniciou sua carreira bancária na cidade de Jacundá, sul do Pará. Foi Gerente da Carteira de Alta Renda na Agência Belém-Centro, Gerente Geral em Itaituba-PA e Gerente Geral em Boa Vista-RR. Em 2019 conduziu o Banco da Amazônia a um crescimento de 18% para 54% de participação de mercado no Estado de Roraima.

A Super PA II possui 10 agências e 01 Posto Avançado, que atendem 32 municípios do Oeste do Pará. “Vamos atuar alinhados ao planejamento estratégico e ao Plano de Negócios 2020 do banco, onde consta o Plano de Aplicação do FNO”, salienta Daniel Moura.

No Pará, o Banco da Amazônia tem mais duas superintendências, cujas sedes estão localizadas nos municípios de Marabá e Belém, que abrange o Estado do Amapá. Em conjunto com a Super PA II, essas três unidades e o Estado do Amapá, são responsáveis pelo orçamento disponível para o estado este ano, orçado em R$ 3,35 bilhões para serem aplicados ao longo de 2020.

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