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Economia

Banpará vai operar FNO em parceria com Banco da Amazônia

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Parceria foi formalizada em cerimônia no Palácio do Governo. Banpará passará a agir como agente de desenvolvimento.

O Banco do Estado do Pará (Banpará) vai ser parceiro do Banco da Amazônia nas operações financeiras do Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO) no Estado. O anúncio foi feito

pelo governador Helder Barbalho e pelo presidente regional do Banco da Amazônia, Valdecir Tose, em reunião que formalizou a assinatura de protocolo de intenções entre as duas instituições para reunir esforços na ampliação dos investimentos do FNO no Estado.

Operado pelo Banco da Amazônia, o FNO financia crédito a projetos de pequenos, médios e grandes empreendimentos, da pequena à grande produção, nos setores de agricultura, serviço, indústria e comércio. O fundo reserva R$ 2,7 bilhões para serem investidos no Pará em 2019. Segundo Tose, a ideia é destinar um limite desse crédito ao Banpará para a geração de novos negócios importantes ao Estado. Com isso, o banco do Estado será a primeira instituição financeira a firmar parceria nesse tipo de operação.

Ainda não há data prevista para o início dos trabalhos no banco estadual, mas a documentação referente ao contrato e norma de repasse já está sendo adequada ao sistema tecnológico da instituição financeira. “É uma parceria importante que vai ajudar a ampliar o volume de financiamento do fundo no Pará, seja para pessoa física ou jurídica”, comentou o presidente.

O governador Helder Barbalho elogiou a iniciativa, afirmando que o que se espera do Banpará a partir de agora é que ele seja muito mais do que um banco que opera a folha de pagamento do Estado. “Fortaleceremos também esta ação porque acreditamos que o Banpará pode ser uma força importante em prol do desenvolvimento do Pará”.

Para o presidente do Banpará, Braselino Assunção, a parceria vai beneficiar a população do Estado em larga escala, já que o banco está presente em todas as regiões paraenses. “Levaremos todas as linhas de crédito, desde a agricultura familiar passando pelo microcrédito até o crédito mais especializado de forma que o Banpará passa a ter uma vasta linha de operação”, detalha.

Inauguração – O governador Helder Barbalho, o vice-governador, Lucio Vale, e o presidente do Banpará, Braselino Assunção, entregam, neste sábado (9), a mais nova agência do banco, na cidade de Mocajuba, no nordeste paraense. Com mais de 30.730 habitantes, o município tem nas indústrias, agricultura e serviços os setores econômicos mais fortes. Moradores das cidades vizinhas Baião, Cametá e Moju também serão beneficiados.

O Banpará de Mocajuba é a 120ª agência existente no Estado e a 105ª presente em cidades do interior. O novo prédio recebeu investimento de R$ 350.327 e foi todo construído dentro dos padrões e requisitos de acessibilidade. Dentre os serviços a serem ofertados estão abertura de contas, produtos de investimento e serviços de crédito, além do atendimento ao público em geral.

Serviço: O Banpará de Mocajuba fica na Rua Manoel de Souza Furtado, 872, Centro.

Economia

Cielo desaba 7% após Rede zerar antecipação no cartão de crédito à vista

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Cielo: decisão da Rede afetou as ações da empresa (Cielo/Divulgação)

São Paulo — As ações da Cielo eram a maior queda do Ibovespa nesta quinta-feira, após a rival Rede, do Itaú Unibanco, zerar taxa de antecipação de recebíveis de lojias no cartão de crédito à vista, acirrando o ambiente de competição no setor de meios de pagamentos no país.

– Os lojistas clientes da Rede também receberão os valores depositados em dois dias.

– Às 10:25, os papéis da Cielo caíam 7 por cento, a 8,26 reais, enquanto o Ibovespa subia 0,5 por cento.

– “A notícia é negativa para todos os adquirentes listados, Cielo, Stone e Pagseguro, em diferentes magnitudes, já que devem reagir ao movimento agressivo da Rede”, destacou a equipe da XP Investimento em relatório a clientes.

– De acordo com cálculos dos analistas, assumindo que as transações à vista representem de 30 a 40 por cento do volume total de crédito, a Cielo poderia ter seu lucro líquido de 2019 reduzido em 10 a 20 por cento. No caso da Stone, eles avaliam que deve ser mais impactada, uma vez que a empresa atua principalmente no mercado de pequenas e médias empresas e possui maior exposição relativa ao pré-pagamento em seus resultados.

– “A iniciativa da Rede, apesar de agressiva, faz parte do processo de corte de preços pelo qual a indústria vem passando nos últimos seis meses. Continuamos cautelosos com a Cielo e os adquirentes puros em geral, uma vez que os grandes bancos têm espaço significativo para abrir mão de receita nesse segmento a fim de reter e atrair clientes PMEs para sua base”, disseram os analistas da XP.

Por: Reuters

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Economia

Petrobras permite alta do Ibovespa, mas Previdência e feriado podem conter avanço

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Foto: Reprodução / Fonte: Estadão Conteúdo

O último dia útil para a B3 sugere ser de alta do seu principal índice à vista, sobretudo pelo noticiário doméstico, ainda que com certa cautela. No entendimento do mercado, o fato de a Petrobras ter definido ontem o reajuste nos preços do diesel – ainda que este tenha ficado aquém do proposto anteriormente – é um ponto positivo, pois sinaliza que a independência da estatal de certa forma está mantida. Além disso, apesar do adiamento da votação da admissibilidade da proposta de reforma da Previdência para terça-feira, a visão é de que o governo conseguirá avançar no assunto.

Conforme um operador, o governo sinaliza que pode ceder um pouco para tentar avançar na reforma. “Está tendo uma movimentação para aliar os partidos. O governo parece que entendeu que sozinho não conseguirá aprovar a reforma. Está se movimentando. Mas temos de acompanhar”, afirma. A dúvida, pondera, é quanto ao que pode ser desidratado do texto original da reforma.

“Permanece a incerteza em torno da reforma da Previdência, pois o governo pode ter que ceder muito para garantir sua aprovação na CCJ”, pondera a MCM Consultores em nota.

Às 10h36, o Ibovespa subia 0,62%, aos 93.859,04 pontos. Ontem, fechou com queda de 1,11%, aos 93.284,75 pontos. O papel ON da Petrobras tinha ganho de 2,84% e o ON, de 2,55%.

Além disso, novos temos de desaceleração global e a semana mais curta devem deixar o investidor mais cauteloso, observa o operador.

Outra questão, diz uma fonte, é sobre a possibilidade de greve dos caminhoneiros, já que o aumento do diesel não foi bem visto por toda a categoria. Mas esse assunto, acrescenta, pode não ter força para afetar os negócios hoje, já que muitos investidores já devem estar pensando na folga de Páscoa, o que tende a deixar o volume de negócios reduzido nesta quinta-feira na B3.

De todo modo, acrescenta o operador, o governo não deve ficar baixando a cabeça toda hora para o setor de transportes do País. “Não tem de ficar aquém de uma categoria. Isso reajustes não é um problema deste governo, vem de outras gestões”, observa.

Ainda quanto à Petrobras, o governo estuda antecipar recursos que serão recebidos com o leilão de excedente da cessão onerosa para Estados e municípios se houver indicação que a reforma da Previdência será aprovada. Em mais um aceno para angariar o apoio de governadores e prefeitos para a reforma, o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que uma das linhas que o governo trabalha para ajudar os governos regionais é antecipar esses recursos.

Apesar do noticiário interno considerado favorável à alta do Ibovespa, o exterior está um pouco mais devagar, com os índices futuros de Nova York com altas modestas e, na Europa, da mesma forma. Entretanto, por lá, saíram novos indicadores de atividade reforçando o temor de desaceleração econômica mundial.

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Usiminas tem lucro líquido de R$ 76 milhões no 1º trimestre

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Foto: Reprodução / Fonte: Estadão Conteúdo

A Usiminas reportou lucro líquido de R$ 76 milhões no do primeiro trimestre do ano, resultado 51,6% inferior ao lucro de R$ 157 milhões informado um ano antes. Nos últimos três meses de 2018, o lucro da companhia havia sido de R$ 401 milhões. No comparativo entre mesmos trimestres, a margem líquida recuou de 4,9% para 2,2%. No quarto trimestre, esse indicador atingiu 11,7%.

O lucro atribuível aos acionistas da Usiminas chegou a R$ 46,8 milhões no primeiro trimestre, 66,6% abaixo do reportado um ano antes e 87% inferior ao do quarto trimestre de 2018.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) atingiu R$ 474 milhões, apontando queda de 24% ante o visto um ano antes e retração de 29% na comparação trimestral. Na mesma base de comparação, a margem Ebitda ficou em 13,4%, ante 19,2% um ano antes e 10,7% no quarto trimestre de 2018.

No critério ajustado, o Ebitda somou R$ 487,5 milhões, recuo de 24%. Na relação trimestral, a retração foi de 41%. A margem Ebitda, nesse critério, passou de 19,8% para 13,8% no comparativo anual. No quarto trimestre, a margem era de 24,2%.

A receita líquida da siderúrgica mineira totalizou R$ 3,5 bilhões no período analisado, aumento de 9% na relação anual. No comparativo trimestral, a expansão foi de 3,1%. A performance é atribuída principalmente aos maiores preços e volumes de venda de minério de ferro no período.

Entre janeiro e março, a companhia obteve um resultado financeiro negativo de R$ 135,8 milhões, resultado bem próximo do informado um ano antes, de R$ 133,7 milhões negativos. No quarto trimestre, a siderúrgica informou um resultado financeiro positivo de R$ 637,8 milhões.

No informe de resultados, a empresa destaca que além dos efeitos não recorrentes contabilizados no quarto trimestre (créditos Eletrobras e correção sobre ICMS na base de cálculo do PIS/COFINS), a principal variação deve-se ao resultado cambial no período.

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