Conecte-se Conosco

CIDADE

Belém é a 2ª capital mais violenta do Brasil, aponta levantamento

Publicado

em

Foto: Reprodução / Fonte: Blog Ze Dudu

Se, com 1,49 milhão de habitantes, a capital paraense assistiu ao assassinato de 1.022 pessoas em 2018, imagine se tivesse o tamanho da cidade de São Paulo, a maior das Américas, com 12,25 milhões de moradores: Belém veria morrer anualmente cerca de 8.400 pessoas vítimas da criminalidade. Sim: da forma como a violência prosperou no Pará, se Belém tivesse o tamanho da cidade de São Paulo, sepultaria uma quantidade de pessoas superior à população inteira de 2.190 municípios brasileiros.

As informações foram levantadas pelo Blog do Zé Dudu, que cruzou números do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) com os do 13° Anuário Brasileiro de Segurança Pública divulgados ontem (10) pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Os dados desta edição do estudo do Fórum são de 2018. As mais de mil pessoas mortas na capital do Pará totalizam mais vítimas que a população atual inteira dos municípios de Serra da Saudade (MG), com 781 moradores; Borá (SP), com 837; e Araguainha (MT), com 935.

No ano passado, Belém foi a segunda capital mais violenta do Brasil, com taxa de 68,8 assassinatos em cada grupo de 100 mil habitantes. Só a vizinha Macapá (AP) conseguiu números ainda piores: 70,1 mortes violentas por 100 mil. A proporcionalidade da violência na capital paraense é comparável à dos países que mais matam no mundo e superior à de nações em guerra.

Terceira vergonha no ano

Recentemente, Belém viu seu nome estampado numa pesquisa liderada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o “Atlas da Violência”, em que aparece como um dos municípios mais letais do Brasil, ao lado dos vizinhos Ananindeua e Marituba. No começo do ano, a organização não governamental mexicana Seguridad, Justicia y Paz já assinalava a capital do Pará como uma das 20 cidades mais mortais do mundo.

Além disso, o empobrecimento progressivo da metrópole preocupa e rouba a cena, junto com a criminalidade que prospera. Belém ocupa a lanterna do saneamento básico nacional, conforme o Instituto Trata Brasil e a Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (Abes); é um dos lugares do país com proporcionalmente mais novos desempregados, de acordo tanto com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério da Economia, quanto com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), do IBGE. E mais: iniciou este semestre com 560 mil habitantes de baixa renda, de acordo com o Ministério da Cidadania, entre os quais 316 mil vivendo em pobreza extrema.

Todos esses fatores, aliados à baixa atratividade para negócios e à pífia capacidade de geração de emprego e renda, são uma plataforma para a criminalidade que consolidam a capital paraense — outrora uma das cidades mais ricas e prósperas do mundo — um dos maiores arranha-céus de subdesenvolvimento do país.

Continue lendo
Clique para comentar

CIDADE

Prevenção às drogas é tema de sessão especial na Alepa

Publicado

em

Foto: Reprodução / Fonte: Prefeitura Municipal de Belém
Neste quinta-feira, 7, foi realizado no auditório da Assembleia Legislativa do Estado (Alepa), o segundo dia da “Semana de Políticas de Prevenção às Drogas Pacto Belém Pela Vida”. O objetivo, além de informar a população, é dar oportunidade para que a população se manifeste e diga o que espera do poder público, fazendo valer seus direitos.

Pela manhã, uma sessão especial no Plenário da Alepa, com o tema a “Nova Política Sobre Drogas”, contou com a presença de representantes da Prefeitura de Belém, do deputado Pastor Fábio Freitas e de representantes de autoridades nacionais.

“Essa é uma sessão especial em que é exposta um pouco da nova política sobre álcool e outras drogas do governo federal. Essa política traz uma mudança de rumos muito voltada à redução de danos. Agora tem como foco a abstinência, não excluindo que se possa trabalhar no sentido de minimizar os danos e trazer bem-estar e qualidade de vida”, explicou o coordenador do Pacto Belém pela Vida, Nelcy Colares.

Conhecimento – Durante a tarde, a política de prevenção às drogas também foi abordada, mas com outro viés: em uma audiência pública, momento de diálogo e debate entre a população e autoridades. “O objetivo da audiência é, além de informar a população, dar oportunidade para que as pessoas se manifestem e digam o que esperam das políticas e assim o Estado e seus representantes possam dar encaminhamento para que essas políticas sejam melhor executadas”, ressaltou Nelcy. 

Alunos de várias escolas públicas de Belém participaram da audiência pública. Para o  gestor geral da Federação Brasileira de Comunidades Terapêuticas (Febract), Pablo Kurlander, a iniciativa é de grande importância.”É um evento muito importante para transmitir para os jovens uma noção sobre as políticas de drogas. Esse momento é importante para dividir esses conhecimentos com a população, pois com a população conhecendo as políticas é mais fácil de colocá-las em prática”, disse Pablo. Os usuários Centro de Referência Especializado em Situação de Rua (Centro Pop) fizeram uma apresentação cultural para mostrar a importância de espaços e profissionais na ajuda da recuperação de usuários de drogas.

O Centro Pop disponibiliza serviços assistenciais, como acesso a higiene e alimentação, triagem, investigação social, encaminhamento para a rede de proteção social e de saúde e emissão de documentos, além de proporcionar os serviços de vivência e oficinas para fortalecimento de vínculos.

Pesquisa – De acordo com a última pesquisa da Fundação Oswaldo Cruz, 3,5 milhões de brasileiros consumiram drogas ilícitas em período recente. Os números mostram como o trabalho de profissionais é difícil, necessário e importante para a orientação da população.

“É um trabalho árduo. A droga vem evoluindo e junto com tudo isso o tratamento também tem que evoluir. E a gente precisa dessa ajuda dos profissionais para orientarem tanto a população quanto os profissionais da área”, disse a terapeuta em dependência química da coordenadoria Pacto pela Vida, Gisele Souza.

Texto:Andrey Araújo
Prefeitura Municipal de Belém
Coordenadoria de Comunicação Social – COMUS

Continue lendo

CIDADE

Val-de-Cans é bem avaliado pelos passageiros

Publicado

em

Foto: Assessoria de Imprensa – Infraero / Fonte: A Província do Pará

O Aeroporto Internacional de Belém/Val-de-Cans (PA) foi avaliado com índices máximos pelos passageiros que utilizaram o terminal paraense no terceiro trimestre deste ano, alcançando conceitos “bom” e muito bom”. O dado é da Pesquisa de Satisfação de Passageiros e de Desempenho Aeroportuário, divulgada nesta quinta-feira (7/11), pela Secretaria Nacional de Aviação Civil do Ministério da Infraestrutura.  Clique aqui para acessar a pesquisa. 

O resultado da pesquisa mostra uma evolução da média de satisfação geral do passageiro 5,8% superior à sondagem realizada no mesmo período de 2018. Os indicadores que mais progrediram, em relação ao ano anterior, foram: qualidade do Wi-Fi (43,5%), custo-benefício do estacionamento (12,5%), conforto térmico do aeroporto (17,3%), tempo de fila check-in (10%), disponibilidade de tomadas (26,3%), limpeza geral (6,9%) e preço dos alimentos em lanchonetes e restaurantes (12,5%).  

De acordo com o levantamento, que avalia os 20 aeroportos mais movimentados do País, o Aeroporto de Belém recebeu notas superiores à meta de qualidade do Governo Federal, que é 4,0 (“bom”), em 46% dos 38 indicadores analisados. Já a média de satisfação geral ficou em 4,23.   

O aeroporto da capital paraense também apresentou 14 itens com pontuações acima da média da categoria (4,40), com destaque para o tempo de fila no check-in, que conferiu ao terminal o segundo lugar (4,90) no ranking geral.  Outros quesitos bem avaliados pelos usuários, foram: 

– tempo de fila na emigração (4,70); 

– cordialidade e prestatividade dos funcionários do check-in (4,73);

– confiabilidade da inspeção de segurança (4,62);

– tempo de fila na inspeção de segurança (4,59);

– integridade da bagagem (4,53). 

Para o superintendente de Val-de-Cans, Fábio Rodrigues, os dados mostram que as ações desenvolvidas em Val-de-Cans estão sendo percebidas e bem avaliadas pelos passageiros. “Nós melhoramos processos, o custo de alimentação e estacionamento, fizemos ajustes pontuais em infraestrutura, e passamos a oferecer também mais comodidade com wi-fi gratuito por até uma hora. A disponibilidade de internet, por exemplo, fez com que ficássemos em segundo lugar entre os aeroportos da Rede Infraero analisados na pesquisa”, pontuou.

O aeroporto

A Infraero realizou, recentemente, uma série de melhorias no Aeroporto Internacional de Belém para garantir mais conforto, fluidez e segurança aos passageiros, são elas: a revitalização das pontes de embarque, esteiras de bagagens e sistema de climatização; instalação de novas opções de alimentação na sala de embarque e novo canal de inspeção doméstico.

Desde setembro deste ano, o terminal belenense passa por obras de reforma do Canal de Inspeção Internacional e do Embarque Remoto Doméstico, que ampliarão às áreas garantindo mais agilidade e fluidez nos processos de embarque de passageiros. Estão sendo realizadas também melhorias na sinalização das vias de acesso e cobertura do terminal.  Até o final do ano, estão previstas intervenções associadas à mudança dos forros e a revitalização dos elevadores.

Com capacidade para receber até 7,7 milhões de passageiros por ano, o Aeroporto Internacional de Belém movimentou, até setembro deste ano, quase 2,63 milhões de viajantes – aumento de 1,4% no fluxo em relação ao mesmo período de 2018, que registrou 2,59 milhões.    

Operam diariamente, em Val-de-Cans, uma média de 100 voos comerciais regulares de seis companhias aéreas – Azul, Gol, Latam, MAP, Surinam e TAP. As rotas interligam Belém a diversos destinos brasileiros – Guarulhos e Campinas (SP); Recife (PE); Brasília (DF); Macapá (AP); Altamira, Marabá e Santarém (PA); Rio de Janeiro (RJ); Confins (MG); Manaus (AM); Fortaleza (CE); São Luís (MA); Cuiabá (MT). Já os voos internacionais ligam a capital paraense à Europa, aos Estados Unidos, ao Suriname e à Guiana Francesa.   

Por: Assessoria de Imprensa – Infraero 

Continue lendo

CIDADE

Protesto na BR 316, moradores do Carlos Marighella reivindica obras de saneamento.

Publicado

em

Moradores do conjunto Carlos Marighella, em Ananindeua, interditam na manhã desta segunda-feira (4) um trecho da BR-316, sentido de entrada da capital paraense. O protesto se concentra em frente a Prefeitura de Ananindeua, na região metropolitana. De acordo com testemunhas, o protesto reivindica obras de saneamento no conjunto.

Em protesto, os manifestantes usam cavaletes, pneus queimados e pedaços de madeira para impedir a passagem dos veículos. Apesar de estar concentrada apenas em uma sentido da rodovia, o protesto causa lentidão no trânsito para quem quer sair de Belém. Agentes do Departamento de Trânsito do Pará (Detran-PA) estão no local para organizar o tráfego de veículos na região.

Em nota, a Secretaria de Saneamento e Infraestrutura (Sesan) de Ananindeua informou que vai enviar uma equipe técnica até o local para realizar um levantamento de quais obras podem ser feitas na comunidade.

Continue lendo

Facebook

Propaganda

Copyright © 2018. A Província do Pará Todos Direitos Reservados . Desenvolvido por Corpes Digital