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POLÍTICA

Ministro da Educação de Bonsonaro já foi monarquista e marxista. É instável!

Posição política de Ricardo Vélez Rodriguez varia ao sabor do vento

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O futuro ministro da Educação do governo de Jair Bolsonaro, o colombiano naturalizado brasileiro Ricardo Vélez Rodriguez, tem ideias que vão além da implantação do projeto Escola sem Partido. Vélez, que já afirmou que a ditadura militar no Brasil deve ser comemorada, se define como um antipetista convicto e já foi defensor do retorno da monarquia e do marxismo, defende ainda a criação de Conselhos de Ética, para zelar pela “reta educação moral dos alunos” e, também a privatização do que foi possível.

“Menos ingerência estatal e mais competitividade. Essa é a fórmula liberal que muitos países ocidentais parecem ignorar. O Brasil da ‘petralhada’, com ministérios e ‘bolsas-sei-la-o-quê’ sem fim, ocupa o lugar da lanterninha no trem do descalabro econômico”, escreveu o futuro ministro da Educação em seu blog, o Rocinante.

Em outra postagem, ele ataca até mesmo programa Mais Médicos. “Está claro que a prioridade do PT é ele mesmo. Não o país. No caso do programa ‘Mais Médicos’, há um segundo objetivo partidário: dar uma ajudinha aos irmãos Castro para que se mantenham na satrapia que governam há mais de quatro décadas, lhes repassando uma graninha saída dos bolsos de todos nós. É o espírito do patrimonialismo que privatiza o estado em benefício de uma patota!”, ressaltou.

GOLPE DE 1964 DEVE SER COMEMORADO, DIZ RODRIGUEZ

O blog tem o nome de Rocinante (o cavalo de Quixote de La Mancha universal de Miguel de Cervantes). Em outro trecho do artigo, o novo ministro ataca o PT e defende o golpe e o regime militar: “nos treze anos de desgoverno lulopetista os militantes e líderes do PT e coligados tentaram, por todos os meios, desmoralizar a memória dos nossos militares e do governo por eles instaurado em 64.” –aqui o blog do novo ministro.

E acrescenta, em outro trecho: “a malfadada ‘Comissão da Verdade’ que, a meu ver, consistiu mais numa encenação para ‘omissão da verdade’, foi a iniciativa mais absurda que os petralhas tentaram impor.”

Em outro artigo no blog, de 7 de novembro, o novo ministro já reconhecia-se candidato ao cargo. No texto, intitulado “Um roteiro para o MEC”, Vélzes Rodiguez anunciava ter sido “indicado para a possível escolha, pelo Senhor Presidente eleito Jair Bolsonaro, como ministro da Educação” a agradecia seu padrinho, “o professor e amigo Olavo de Carvalho”.

Trata-se de um breve programa para o Ministério da Educação, e indica que o cenário é de obscurantismo à frente. Eis como ele apresentou a educação pública no país: “um sistema de ensino alheio às suas vidas e afinado com a tentativa de impor, à sociedade, uma doutrinação de índole cientificista e enquistada na ideologia marxista, travestida de ‘revolução cultural gramsciana’, com toda a coorte de invenções deletérias em matéria pedagógica como a educação de gênero, a dialética do ‘nós contra eles’ e uma reescrita da história em função dos interesses dos denominados ‘intelectuais orgânicos’, destinada a desmontar os valores tradicionais da nossa sociedade, no que tange à preservação da vida, da família, da religião, da cidadania, em soma, do patriotismo”. Em linha com Bolsonaro, ele usou o texto para desferir pesados ataques ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Em outro artigo, posicionou-se “contra o globalismo politicamente correto que adotou a maluca proposta da ‘educação de gênero'”. E defendeu abertamente o movimento Escola sem Partido.

Há enorme preocupação no universo da Educação com a futura nomeação de Vélez Rodriguez. A jornalista Daniela Lima resgatou uma entrevista de 2004 na qual ele defendeu que “todas as escolas deveriam ter Conselhos de Ética que zelassem pela reta educação moral dos alunos” -um projeto sem precedentes de estabelecer verdadeiros “tribunais” de moral e costumes no ambiente escolar, dando asas a todo tipo de repressão. Leia aqui o texto de Lima na coluna Painel da Folha de S.Paulo.

Mas não é só. Seus posts no Facebook são de uma agressividade ímpar. Num deles, qualificou estudantes que mobilizam-se de “fascistas leninistas”. Veja mais dois deles:

 

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