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Bolsonaro afirma desconhecer investigação da PF sobre Paulo Guedes, seu superministro

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Presidente eleito também comparou o caso com o processo aberto contra ele no Supremo Tribunal Federal (STF) por apologia ao crime de estupro e injúria

Constança Rezende/O Estado de S.Paulo

REZENDE (RJ) – O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) disse desconhecer o inquérito aberto pela Polícia Federal sobre o seu futuro Ministro da Economia, Paulo Guedes.  Após participar de uma formatura de cadetes aspirantes a oficial do Exército, na Academia Militar das Agulhas Negras (Aman), em Resende, no Sul Fluminense, ele respondeu com irritação a questão. A Polícia Federal analisa se Guedes cometeu irregularidades na gestão financeira de fundos de investimento.

Ao ser questionado sobre a condição de Paulo Guedes, que está sendo investigado pela Polícia Federal por fraudes em fundos de pensão, o presidente eleito Jair Bolsonaro indicou que ele pode vir a ser afastado. “Como conversado com o (Sergio) Moro, qualquer robustez em denúncia, nós afastaremos o respectivo ministro independente de quem ele seja”, afirmou Bolsonaro.

 “As investigações miram supostos crimes cometidos em transações relacionadas a fundos de pensão e tiveram início há um mês, a pedido do Ministério Público Federal (MPF), que também apura o caso. A Polícia Federal apura transações da ordem de R$ 1 bilhão feitas por Guedes. O ponto de partida da investigação é um relatório da Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) – órgão que regula os fundos de pensão – que levantava suspeitas sobre as operações analisadas”, informa reportagem de Dimitrius Dantas.

Guedes é investigado por um investimento que deu prejuízo ao fundo de pensão dos funcionários da Caixa, a Funcef. O órgão apontou em relatório a suspeita do investimento de R$ 112,5 milhões feitos pelo FIP Brasil Governança na empresa Enesa Participações. Gerido pela BR Educacional, empresa ligada a Paulo Guedes, o FIP causou perda total aos seus cotistas, entre eles a Funcef, que detinha 20% de suas ações.

O futuro ministro da Economia já era investigado em outro procedimento investigatório criminal por suspeita de ter cometido os crimes de gestão fraudulenta e temerária à frente de outro fundo de investimento (FIP), o BR Educacional.

Bolsonaro também comparou o caso com o processo aberto contra ele no Supremo Tribunal Federal (STF) por apologia ao crime de estupro e injúria. O processo foi aberto após o presidente eleito ter dito que a deputada Maria do Rosário (PT-RS) não merecia ser estuprada porque ele a considera “muito feia” e porque ela “não faz” seu “tipo”.

“Eu sou réu no STF, e daí? Vão me questionar agora? Eu defendi uma condenação para estuprador e acabei sendo réu no processo. É justo isso? O povo entendeu que era uma injustiça que estavam fazendo comigo, tanto é que votou em mim”, alegou.

O presidente eleito, no entanto, afirmou que qualquer robustez em denúncias contra ministros levará ao afastamento deste, “ independentemente de quem seja”.

Questionado, Bolsonaro disse também que fará o máximo possível para que não haja o contingenciamento de verbas para as Forças Armadas. “O que eu e muita gente entendemos é que Forças Armadas não é despesa, é investimento”, declarou.

 

​Direitos Humanos

Mais cedo, Bolsonaro disse que a advogada e pastora Damares Alves “está na frente” para chefiar o novo Ministério de Direitos Humanos, Família e Direitos da Mulher. O presidente eleito disse que o assunto foi conversado “muito por alto” com ela. “Não foi prometido nada, mas seria do meu entender uma pessoa extremamente qualificada para desempenhar a função”, afirmou.

GUEDES VIRA REFÉM DE MORO

Fernando Brito/ editor do Tijolaço

Sérgio Moro acaba de ganhar um ‘presente de natal’ antecipado. O ‘Posto Ipiranga’ de Jair Bolsonaro é, agora, oficialmente alvo de um inquérito da ‘superpolícia’ federal que vai apurar possíveis operações irregulares de fundos de investimentos controlados por ele envolvendo recursos oferecidos por fundos de pensão de servidores de empresas estatais – Previ (Banco do Brasil), Petros (Petrobras), Funcef (Caixa) e Postalis (Correios) – e do BNDES

As acusações são, resumidamente, as seguintes:

1- o Fundo de Investimento em Participações (FIP) BR Educacional, pertencente a Guedes, recebeu R$ 400 milhões para investir em projetos educacionais não avaliados devidamente e que teriam dado “lucros excessivos” à empresa de Guedes;

2- no negócio, de tacada, o fundo de Guedes embolsou toda a ‘comissão’ sobre o total de investimentos previstos, uma bolada de R$ 6.6 milhões antes mesmo de qualquer operação.

3- a seguir, a parte mais “cabeluda”: o fundo controlado por Guedes investiu em uma única empresa, de propriedade do próprio Guedes, a HSM Educacional que, por sua vez, comprou com um ágio estimado em R$ 16,5 milhões outra HSM, esta argentina, que nem tinha funcionamento no Brasil. A HSM passou a dar prejuízo – logo, o investimento virou negativo – mas pagou a bagatela de R$ 12 milhões em palestras, muitas delas dadas por…Paulo Guedes.

Estas são as acusações formalizadas pela Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) do – adivinhe – Ministério da Fazenda, ao qual a previdência privada está subordinada. Como esse pessoal não é bobo, a Previc hoje já soltou nota, claro, dizendo que todos os negócios com Guedes “carecem de avaliação conclusiva de mérito”.

Vai ser muito curioso ver como Sérgio Moro vai orientar a PF neste caso e como vai reagir, quando vierem, as pressões de Bolsonaro.

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Ex-secretário de Alckmin será o ministro do Meio Ambiente

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O advogado Ricardo Salles, ex-secretário estadual do Meio Ambiente de São Paulo Foto: Pedro Calado/Secretaria do Meio Ambiente

Jair Bolsonaro escolheu Ricardo Salles para assumir a pasta; o advogado já foi secretário do Meio Ambiente em São Paulo durante a gestão de Geraldo Alckmin

Daniel Weterman, O Estado de S.Paulo

SÃO PAULO – O presidente eleito, Jair Bolsonaro, confirmou a escolha do advogado Ricardo Salles para ser ministro do Meio Ambiente. Ele informou a indicação através de publicação em sua conta oficial no Twitter. Após ser eleito, Bolsonaro cogitou extinguir a pasta. A informação foi antecipada pelo BR18.

Filiado ao partido Novo, Ricardo de Aquino Salles lidera o movimento Endireita Brasil e foi secretário estadual do Meio Ambiente em São Paulo na gestão de Geraldo Alckmin (PSDB). Neste ano, candidatou-se a deputado federal, porém, não conseguiu ser eleito.

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Moro anuncia nomes para a PRF e Secretaria de Defesa do Consumidor

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Sergio Moro anunciou mais dois nomes para compor a equipe do Ministério da Justiça   (Valter Campanato/Agência Brasil)

 Andreia Verdélio –  Agência Brasil  

O atual superintendente da Polícia Rodoviária Federal (PRF) no Paraná, Adriano Marcos Furtado, será o novo diretor da PRF.

Segundo Moro, o policial de carreira tem uma gestão muito elogiada à frente da PRF no Paraná e nas parcerias com a Polícia Federal.

“É uma pessoa absolutamente habilitada, técnica, em condições de fazer continuar a integração das atividades da segurança pública”, disse o futuro ministro.

Para a Secretaria Nacional de Defesa do Consumidor, Moro indicou o advogado do Rio Grande do Sul Luciano Beneti Timm.

“É uma pessoa que tem qualidade acadêmica indubitável nessa área, mestrado nessa área, vários cursos no exterior na área jurídica, aprofundamento em Direito e Economia, um advogado bem-sucedido”, disse, sobre o currículo do novo secretário.

Para o futuro ministro, embora os Procons tenham uma atuação muito importante na defesa do consumidor, Timm terá o desafio de atuar preventivamente.

“Diminuindo os conflitos individuais, isso representa um ganho não só para consumidores e fornecedores, mas igualmente os custos de resoluções desses conflitos diminuem”, disse.

Na próxima semana, Sergio Moro deve anunciar os nomes dos últimos secretário e diretores de departamento do novo ministério, incluindo o secretário Nacional de Justiça.

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Guedes define dois novos nomes para Ministério da Economia

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Paulo Guedes anunciou dois novos nomes para o Ministério da Economia Foto: Adriano Machado/Reuters

Futuro ministro deve criar Secretaria de Previdência para deputado Rogério Marinho (PSDB-RN), relator da reforma trabalhista

Adriana Fernandes e Idiana Tomazelli / O Estado de S.Paulo

 

BRASÍLIA – O futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, deve indicar Waldery Rodrigues Junior para a Secretaria de Fazenda, segundo apurou o Estadão/Broadcast. Ele teria como adjunto o atual ministro do Planejamento, Esteves Colnago, de acordo com o desenho que está sendo montado para a pasta. Waldery hoje é coordenador-geral na Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda. Colnago é servidor de carreira do Banco Central.

O relator da reforma trabalhista, deputado Rogério Marinho (PSDB-RN), deve ser indicado para a secretaria de Previdência dentro da estrutura do novo ministério. Deputado federal pelo PSDB, Marinho não foi reeleito nas eleições passadas, mas Guedes, segundo apurou a reportagem, com a nova indicação, quer dar mais destaque à reforma da Previdência dentro da estrutura do ministério da Economia para sinalizar a importância da aprovação da reforma.

Como relator da difícil reforma trabalhista, Marinho tem experiência para ajudar nas negociações com o Congresso Nacional que serão necessárias para aprovar a reforma da Previdência. Com uma nova secretaria, o ministério da Economia terá sete secretarias.

A ideia inicial era que a Previdência ficasse numa secretaria de Previdência e Arrecadação, comandada por Marcos Cintra.

Para a Secretaria de Planejamento, Guedes deve indicar o advogado Paulo Uebel, especialista em direito tributário e financeiro. Uebel foi CEO do LIDE e é ex-secretário de Gestão do governo João Doria, em São Paulo. Seu adjunto deve ser o atual secretário-executivo do Ministério do Planejamento, Gleisson Rubin. Segundo apurou o Estadão/Broadcast, o desenho atual do Ministério da Economia contempla a indicação de apenas um secretário-executivo, mas Guedes ainda não bateu o martelo sobre quem seria o titular.

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