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Economia

Bolsonaro derruba em 15% as ações da Petrobrás

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Candidato fez ressalvas ao processo de privatização e a reforma da Previdência; com cautela sobre nova pesquisa eleitoral, Bolsa cai e dólar volta a subir

Silvana Rocha e Fabiana Holtz/ O Estado de S.Paulo

 As declarações pouco animadoras do candidato à Presidência pelo PSL, Jair Bolsonaro, sobre privatização e a reforma da Previdência pesam nos negócios desta quarta-feira, 10, sobre ações de empresas que integram o conhecido ‘kit eleições’.  As ações da Eletrobrás chegaram a recuar 14,64% após o candidato  criticar o processo de privatização da elétrica. “A gente vai vender para qualquer capital do mundo? Você vai deixar a nossa energia na mão da China? A gente pode conversar sobre distribuição, mas sobre geração não”, afirmou em entrevista à TV Bandeirantes na noite nessa terça (9).

 As ações da estatal praticamente zeram os ganhos acumulados no cenário pós primeiro turno das eleições, com as preferenciais a R$ 23,16, e as ON registrando declínio expressivo, a R$ 19,57. Na sexta-feira, 5, Eletrobrás PNB encerrou o pregão cotada em R$ 22,61 e a ON em R$ 19,34.

Outras empresas que têm seus papéis penalizados no pregão desta quinta são a Petrobrás, com recuo de 3,84% (PN) e 4,14% (ON). Do setor elétrico, caíam Cemig PN -4,03% e Copel PNB -2,09%, já Sabesp ON cedia 3,75%. Entre os bancos, Banco do Brasil ON registrava baixa de 4,03%, seguido pelos concorrentes Itaú PN -2,53%, Bradesco PN -2,56% e Santander Unit -2,97%.

Entre as siderúrgicas, Usiminas PNB registrava forte queda de 5,29%, seguida por CSN ON -5,25%, Metalúrgica Gerdau PN -3,44% e Gerdau PN -2,68%. Segundo Vitor Suzaki, analista da Lerosa Investimentos, a maior aversão ao risco tende a atingir com mais força ações consideradas mais arriscadas. Vale ON, por sua vez, recuava 1,73%.

Os investidores também repercutem  declarações do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) sobre a reforma da Previdência. O candidato disse nessa terça que a reforma da Previdência será tratada “vagarosamente, embora depois tenha recuado dizendo que, se eleito, irá procurar a equipe de Michel Temer para fazer proposta sobre o tema “já para o corrente ano”. Uma das ideias seria reduzir a idade mínima de 65 para 61.

Diante das declarações, o mercado passa por ajustes que impulsionam o dólar, após a moeda americana ter acumulado perdas de mais de 8% no mês e caído na terça para R$ 3,7155, refletindo expectativas de investidores de vitória de Jair Bolsonaro (PSL) no segundo turno da eleição presidencial e de andamento das reformas. Às 13h02, o dólar à vista estava em alta de 1,13%, a R$ 3,7574. A Bolsa segue o mesmo tom de cautela com a cena eleitoral e recua mais de 2%, em torno dos 84 mil pontos. No mês, o Ibovespa acumula ganhos de 8,50%.

A cautela justifica-se ainda pela expectativa por pesquisa Datafolha, que será divulgada nesta quarta-feira, e de uma definição pela equipe médica se Jair Bolsonaro terá alta para viajar pelo País e participar de debates. O primeiro debate da disputa presidencial no segundo turno está marcado para esta quinta, 11, na Bandeirantes, embora os médicos de Bolsonaro tenham barrado a participação do presidenciável.

Economia

Nascidos em março e abril começam a receber abono salarial do PIS 2017

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 Agência Brasil  

Brasília- O abono salarial do Programa de Integração Social (PIS), ano-base 2017, começa a ser pago esta semana para os trabalhadores da iniciativa privada nascidos em março e abril.

O crédito em conta para os correntistas da Caixa Econômica Federal será realizado amanhã. Os demais beneficiários podem sacar o benefício a partir de quinta-feira (21).

Brasília - Brasileiros aproveitam o sábado para sacar o FGTS inativo durante a segunda etapa do liberação do FGTS nas agências da Caixa Econômica (José Cruz/Agência Brasil)

Abono salarial do PIS começa a ser pago esta semana a trabalhadores da iniciativa privada nascidos em março e abril. Crédito em conta para correntistas da Caixa será feito amanhã   (José Cruz/Agência Brasil)

De acordo com a Caixa, estão disponíveis mais de R$ 2,7 bilhões para 3,7 milhões de trabalhadores.

Os servidores públicos com inscrição no Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep), finais 6 e 7, também recebem o abono salarial a partir de quinta-feira (21).

Os valores variam de R$ 84 a R$ 998, de acordo com o tempo trabalhado formalmente em 2017. Os pagamentos são realizados conforme o mês de nascimento do trabalhador e tiveram início em julho de 2018. Os recursos de todos beneficiários ficam disponíveis até 28 de junho de 2019.

Para os trabalhadores da iniciativa privada, beneficiários do PIS, o valor do abono salarial pode ser consultado no site da Caixa ou pelo telefone 0800 726 0207.

Para servidores públicos, a referência é o Banco do Brasil, que também fornece informações pessoalmente, pela internet ou pelo telefone 0800-729 00 01.

Tem direito ao benefício o trabalhador inscrito no PIS ou no Pasep há pelo menos cinco anos e que tenha trabalhado formalmente por pelo menos 30 dias em 2017 com remuneração mensal média de até dois salários mínimos. Também é necessário que os dados estejam corretamente informados pelo empregador na Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), ano-base 2017.

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Economia

Mattar: BB, Caixa e Petrobras não serão vendidos, mas ficarão ‘magrinhos’

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Secretário de Desestatização do Ministério da Economia, Salim Mattar, diz que essas empresas serão preservadas, mas terão subsidiárias privatizadas. Intenção do governo é arrecadar US$ 20 bilhões ainda este ano com venda de estatais

Simone Kafruni
BRASÍLIA – Ao participar de um evento em Brasília, nesta quarta-feira (13/2), o secretário geral da Secretaria de Desestatização do Ministério da Economia, Salim Mattar, afirmou que o objetivo do governo, até o fim do ano, é vender US$ 20 bilhões em estatais. Segundo ele, Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil e Petrobras serão preservados, mas com funções redirecionadas e “mais magrinhos”, com a privatização de subsidiárias.
“As subsidiárias de Caixa, Banco do Brasil e Petrobras serão as primeiras, mas essas empresas, pelos seus tamanhos, serão preservadas. Mas terão seu papel redesenhados. Não vão competir com o mercado. Serão mais direcionadas às políticas de governo”, destacou.
Mattar defendeu que o governo não tem que competir com o setor privado. “Deve focar em saúde, defesa, educação. Por isso temos um programa de privatização muito forte. A Petrobras tem 36 subsidiárias, mas o Judiciário está retendo a possibilidade dessas privatizações”, destacou, ao participar do Seminário de Abertura do Ano de 2019, realizado nesta quarta-feira (13/2) pela revista Voto, com apoio do Financial Times. No mesmo evento, ele afirmou que o governo deve “reprivatizar a Vale”.

Gastos de R$ 15 bilhões

O secretário geral destacou que o governo quer realocar os R$ 15 bilhões gastos com a folha de pagamento de 70 mil funcionários públicos de estatais deficitárias. “Você daria R$ 15 bilhões para estatais ou para o armamento da polícia? Pagaria R$ 15 bilhões para 70 mil servidores ou para melhorar o salário dos professores e dar condições às escolas? Qual seria sua opção?”, indagou.
O secretário lembrou que o país foi conduzido pela social democracia nos últimos anos, mas que as eleições mostraram que a população quis mudar isso. “O eleitor nem sabe o que é liberalismo, mas quer mudança. Então o governo tem obrigação de fazer uma disrupção”, assinalou. Segundo ele, o modelo passado trouxe insatisfação porque criou um Estado gigantesco, pesado, uma máquina terrivelmente onerosa para o pagador de impostos. “Vamos quebrar o modelo anterior, burocrático, que é um inferno para o empreendedor”, prometeu.
“Estou no governo para convencer vozes que destoam da minha, quero vender a minha ideia, a ideia do ministro Paulo Guedes (Economia) e do presidente (Jair Bolsonaro). É uma batalha difícil”, disse. As empresas diretamente ligadas ao Ministério da Economia, como Serpro, Dataprev, Casa da Moeda e Instituto de Resseguros do Brasil (IRB) serão privatizadas, assegurou.
“As que estão em outros ministérios, são de responsabilidade dos ministros, como Correios, EPL (Empresa de Planejamento e Logística). Eu fico aporrinhando esses ministros para poder privatizar. Esse é o meu papel”, acrescentou.

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Economia

Banco do Brasil é considerado o mais sustentável do mundo

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Alocação de R$ 193 bil na economia verde impulsionou classificação do BB no ranking - Arquivo/Agência Brasil

BB foi o primeiro do setor financeiro no ranking Global 100 de 2019

Agência Brasil

  Brasília – O Banco do Brasil foi considerado a instituição financeira mais sustentável do mundo e está entre as top 10 Corporações Mais Sustentáveis no ranking Global 100 de 2019, da Corporate Knights. O anúncio foi feito hoje (22), no Fórum Mundial Econômico em Davos, na Suíça.

Dentre as mais de 7.500 empresas avaliadas, o BB ficou em primeiro lugar no segmento financeiro e em oitavo no ranking mundial.

Segundo o BB, um dos destaques do banco para a classificação na lista de 2019 foi a alocação de R$ 193 bilhões em setores da chamada economia verde, que tem como caraterísticas a baixa emissão de carbono, eficiência no uso de recursos e busca pela inclusão social.

O Global 100 é um índice que classifica as empresas pela excelência em sustentabilidade, considerando as dimensões econômica, social e ambiental. A metodologia de avaliação é baseada em 21 indicadores de desempenho como: práticas de governança corporativa; racionalização de recursos naturais, resíduos e emissões; gestão de fornecedores; boas práticas com funcionários; capacidade de inovação; receita obtida de produtos ou serviços com benefícios sociais ambientais, entre outros.

Para determinar o ranking, foram analisadas 7.536 empresas de 21 países diferentes com base em dados públicos (dados financeiros e relatórios de sustentabilidade, dentre outros) e por meio do contato direto com empresas com ações negociadas em bolsas de valores, com receita bruta anual superior a US$ 1 bilhão e questionário específico, onde as empresas selecionadas são convidadas a complementar suas informações.

Economia Verde

Segundo o Banco do Brasil, integram essa carteira as operações de crédito relacionadas a investimentos e empréstimos para energias renováveis, eficiência energética, construção sustentável, transporte sustentável, turismo sustentável, água, pesca, floresta, agricultura sustentável e gestão de resíduos. Para fomentar uma economia inclusiva também fazem parte da carteira áreas de cunho social, como educação, saúde e desenvolvimento local e regional.

A metodologia foi desenvolvida pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e considera setores de acordo com a classificação do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e também produtos temáticos e específicos de atividades relacionadas à economia verde.

São as seguintes as 10 corporações mais sustentáveis no ranking Global 100 de 2019:

1. Chr Hansen Holding – Dinamarca
2. Kering – França
3. Nestle Corporation – Finlândia
4. Orsted – Dinamarca
5. GlaxoSmithKline – Reino Unido
6. Prologis – Estados Unidos
7. Umicore – Bélgica
8. Banco do Brasil – Brasil
9. Shinhan Financial Group – Coreia do Sul
10. Taiwan Semiconductor – Taiwan

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