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Bolsonaro já está em Brasília pela primeira vez como presidente eleito para trabalhar

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Jair Bolsonaro e sua comitiva foram recebidos pelo tenente-brigadeiro do ar Bermudez, comandante-geral de Pessoal da Aeronáutica.
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Brasília – O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) já está em Brasília, onde participa, às 10h, de cerimônia comemorativa dos 30 anos da Constituição, no Congresso Nacional. A agenda é intensa e inclui encontros com o presidente Michel Temer, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, além de reuniões com comandantes militares.

O avião da Força Aérea Brasileira (FAB), que trouxe Bolsonaro a Brasília pousou na Base Aérea por volta das 8h55. Acompanhava o presidente eleito o seu vice, general Hamilton Mourão. Esta é a primeira viagem dele à capital federal como presidente eleito. Bolsonaro passou 28 anos em Brasília como deputado federal sem muita expressão e com raros trabalhos apresentados. .Jair Bolsonaro e sua comitiva foram recebidos pelo tenente-brigadeiro do ar Bermudez, comandante-geral de Pessoal da Aeronáutica.Assim que pousou, a FAB, publicou em seu Twitter a seguinte mensagem para o presidente eleitor: “Jair Bolsonaro acaba de realizar o primeiro voo com a Força Aérea Brasileira como presidente eleito”.Bolsonaro deixou a base por volta das 9h30, em vários carros, sob a segurança de policiais federais, em direção ao Congresso Nacional.

Para amanhã (7) está previsto café da manhã com o comandante da Aeronáutica, o brigadeiro Nivaldo Luiz Rossato. Haverá ainda encontro com os presidentes do STF, Dias Toffoli, e do Superior Tribunal de Justiça (STJ), João Otávio de Noronha.

SINAIS PARTICULARES – EUNÍCIO OLIVEIRA
ILUSTRAÇÃO: KLÉBER SALES/ O Estado de S. Paulo

Eunício libera acesso de jornalistas em cerimônia com Bolsonaro

O presidente do Congresso, Eunício Oliveira (MDB-CE), deu uma contraordem nesta manhã e determinou a liberação da entrada de jornalistas no plenário da Câmara dos Deputados no momento em que o presidente eleito Jair Bolsonaro visitará o local nesta terça-feira.

Ontem, a direção-geral do Senado, um órgão técnico, informou que a presença dos jornalistas estava vetada. Alegou que não haveria espaço para a imprensa devido a segurança do local, uma vez que o plenário estará lotado pelos convidados do presidente eleito. Bolsonaro vai acompanhar cerimônia que comemora os 30 anos da Constituição.

 Questionado pela Coluna, Eunício disse que não tinha conhecimento da determinação e informou que iria revogar a ordem. “Nunca faria isso”, disse sobre vetar a imprensa. (Andreza Matais)

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Quem tem problemas com a Justiça não entrará no governo, diz Bolsonaro

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 Bolsonaro diz que não escolherá para seu governo quem tiver problemas com a Justiça - Valter Campanato/Agência Brasil
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Por Wellton Máximo e Pedro Rafael Vilela /Agência Brasil  

Brasília – O presidente eleito Jair Bolsonaro descartou a possibilidade de que pessoas com problemas com a Justiça integrem seu governo. Ao apresentar o futuro chanceler, o embaixador Ernesto Araújo, o futuro mandatário negou que esteja negociando indicações para embaixadas ou ministérios com qualquer integrante do atual governo.

“Quem estiver devendo para a Justiça não terá a mínima chance de continuar num governo meu. Quem não estiver devendo, podemos até conversar”, declarou Bolsonaro. Ele disse que pretende concluir a definição dos nomes para ocupar o primeiro escalão até 30 de novembro.

Sobre o futuro ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, Bolsonaro declarou que ele está isento de acusações e tem qualidades para ocupar o cargo. O presidente eleito disse que as indicações não estão levando em conta critérios políticos.

“O Onyx é a pessoa mais adequada para responder a essa pergunta para vocês. Pelo que eu saiba, ele não é réu em nada. Não tem critério político [nas indicações]”, acrescentou Bolsonaro.

O ministro extraordinário da transição, Onyx Lorenzoni, negou hoje (14) que tenha sido beneficiado com um segundo repasse da JBS, em 2012. Ele reconheceu que houve, sim, um repasse em 2014, e disse ter admitido o erro publicamente. De acordo com o ministro, a informação veiculada na imprensa nesta quarta-feira (14) tem a intenção de desestabilizar o governo eleito Jair Bolsonaro.

Perguntado se confiava plenamente na isenção de Lorenzoni, o futuro presidente respondeu: “Cem por cento da minha confiança, ninguém tem. Só meu pai e minha mãe”. Neste momento, Bolsonaro foi aplaudido por populares que acompanhavam a entrevista na porta do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), em Brasília, local onde está a equipe de transição.

Depois de sair do CCBB, Bolsonaro dirigiu-se ao Aeroporto de Brasília, de onde voltou para o Rio de Janeiro.

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Guedes promete dividir com Estados recursos do megaleilão do pré-sal

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Jair Bolsonaro, presidente eleito do Brasil Foto: Adriano Machado/Reuters
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União espera levantar mais de R$ 100 bi com oferta de blocos, mas não há hoje nenhuma obrigação de repartir o dinheiro com governos regionais; segundo o presidente do Senado, projeto que destrava leilão deve ser votado na semana que vem

O Estado de S.Paulo

 

BRASÍLIA – O futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, fez o primeiro aceno aos governadores eleitos e prometeu dividir os recursos que devem ser obtidos no megaleilão do pré-sal com Estados e municípios. A arrecadação com a venda dos blocos é estimada em R$ 100 bilhões, dinheiro que é considerado importante para reduzir o déficit das contas federais e agora é cobiçado pelos Estados em tempos de grave c

rise fiscal e de cofres vazios.

Eunício prometeu colocar em votação na semana que vem o projeto que abre caminho para a realização do leilão da cessão onerosa. O texto já foi aprovado na Câmara. Otimista, ele chegou a dizer que a medida pode render ainda mais, até R$ 130 bilhões. Parte do dinheiro, no entanto, é devida à Petrobrás por conta da renegociação do contrato de cessão onerosa firmado com a União em 2010.

O governador eleito do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), afirmou que ainda não há definição sobre qual fatia dos recursos seria repassada aos Estados e municípios, mas assegurou que não se trata de mera promessa do futuro governo. “Houve compromisso (de Guedes), ficou muito claro”, disse.

Não há hoje nenhuma regra ou lei que vincule o ingresso desses recursos a um repasse obrigatório a Estados e municípios. Segundo apurou o Estadão /Broadcast, há o temor no governo de que o Senado tente alterar o texto atual para destinar parte do dinheiro aos fundos de participação de Estados (FPE) e Municípios (FPM), o que atrasaria a tramitação, uma vez que levaria a uma nova votação na Câmara.

Apesar do aceno positivo, o presidente eleito avisou que será preciso adotar “medidas amargas” para evitar que o País passe pelos mesmos problemas da Grécia. O país europeu precisou cortar aposentadorias e benefícios após uma grave crise.

Um dos idealizadores do fórum realizado na quarta-feira, 14, o governador eleito de São Paulo, João Doria (PSDB), disse que o apoio dos Estados à reforma da Previdência “é integral”. Quando o atual presidente Michel Temer tentou emplacar sua proposta, parte dos governadores trabalhou contra a aprovação. O futuro governador paulista avisou, porém, que a União “não pode virar as costas aos Estados” e afirmou que a renegociação das dívidas será parte do pacto selado com os governos regionais.

Reeleito por um partido da oposição, o governador do Piauí, Wellington Dias (PT), também reconheceu a necessidade de mudar as regras de aposentadoria e pensão no Brasil e defendeu que Bolsonaro apresente uma nova proposta. “A eleição terminou, os governadores do Nordeste vão trabalhar com Bolsonaro.”

Colaboraram : IDIANA TOMAZELLI, ADRIANA FERNANDES, ANNE WARTH, EDUARDO RODRIGUES, VERA ROSA, JULIA LINDNER, LEONENCIO NOSSA, LORENNA RODRIGUES, TÂNIA MONTEIRO

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Posse de Bolsonaro será às 15h de 1º de janeiro

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 Agência Brasil 

Brasília – O presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), confirmou que a solenidade de posse do presidente eleito Jair Bolsonaro foi antecipada em duas horas e ocorrerá às 15h, em 1º de janeiro. Segundo ele, a mudança foi para atender a um pedido do próprio Bolsonaro.

O presidente do Senado, Eunício Oliveira, participa no Congresso Nacional da sessão solene em comemoração aos 30 anos da Constituição Federal.

O presidente do Senado, Eunício Oliveira – Pedro França/Agência Senado

A cerimônia está sendo organizada por uma equipe multidisciplinar com integrantes do Congresso Nacional, da Presidência da República e do Ministério das Relações Exteriores. Há solenidades nos três locais.

Orçamento

Eunício disse ainda que pretende se reunir com os integrantes da área econômica do governo eleito. De acordo com ele, na pauta está a possibilidade de mudanças na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2019.

O senador afirmou que está à disposição para colaborar com a nova equipe. Segundo ele, é importante que o governo eleito tenha ciência do orçamento que vai implementar.

 

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