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Eleições 2018

Bolsonaro tem 58% dos votos válidos no 2º turno, diz primeira pesquisa do Instituto DataFolha

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Datafolha mostrou ainda que o apoio a Bolsonaro cresce de acordo com a renda e a escolaridade. Com Haddad ocorre o contrário.
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Fernando Haddad aparece com 42%, segundo o Datafolha; é o primeiro levantamento realizado no segundo turno da eleição

Daniel Bramatti, O Estado de S.Paulo

Com 16 pontos porcentuais de vantagem sobre o adversário, o candidato Jair Bolsonaro(PSL) largou como favorito na primeira pesquisa eleitoral do segundo turno da eleição presidencial, feita pelo instituto Datafolha. Ele aparece com 58% das preferências, contra 42% de Fernando Haddad (PT), quando se consideram apenas os votos válidos, sem contar indecisos, nulos e brancos.

Quando se analisa o eleitorado total, a distância entre os dois é menor: 49% para Bolsonaro e 36% para Haddad. Brancos e nulos somam 8%, enquanto 6% disseram estar indecisos.

 A vantagem do candidato do PSL se deve primordialmente ao eleitorado masculino, no qual vence por 63% a 37% dos válidos. No feminino, o placar é apertado: 52% a 48% – empate técnico no limite da margem de erro.

No primeiro turno, Bolsonaro teve 46% dos votos válidos e 42% dos totais. Já Haddad conquistou 29% dos válidos e 27% dos totais.

Como ainda há eleitores indecisos, e como os nulos e brancos podem migrar para os dois candidatos, é possível a ocorrência de oscilações fortes nos resultados até o dia da eleição. Qualquer transferência direta de eleitores de um candidato para outro tem impacto duplo: a perda ou ganho de um ponto significa alteração de dois pontos na distância entre os dois.

Vantagem de Bolsonaro é a maior desde 2002

A pesquisa foi divulgada nesta quarta-feira, 10, pelo jornal Folha de S.Paulo, um dos contratantes do levantamento. A vantagem de Bolsonaro é a maior na largada de um segundo turno desde 2002, quando a primeira pesquisa Datafolha da reta final mostrou 64% dos votos válidos para o então candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ante 36% para José Serra (PSDB). No final, Lula venceu por pouco mais de 61%.

No atual Datafolha, a única região em que o candidato do PT fica à frente de Bolsonaro é o Nordeste (62% x 38% dos votos válidos). No Sudeste, região mais populosa do País, o candidato do PSL vence por 63% a 37%. No Sul e no Centro-Oeste, Bolsonaro teria as maiores vantagens se a eleição fosse hoje: 70% a 30% e 69% a 31%, respectivamente.

Na região Norte, onde o PT costumava ficar à frente nas disputas presidenciais anteriores, haveria uma vantagem de onze pontos porcentuais para Bolsonaro: 56% a 44%.

Votos do 1º turno x pesquisa do segundo turno

Comparando-se os votos válidos da pesquisa com o resultado registrado nas urnas no último domingo, Haddad avançou 18 pontos porcentuais no Sudeste, e o adversário, 10 pontos. No Nordeste, ambos subiram 12 pontos cada. Tanto no Norte quando no Centro-Oeste, o avanço de Bolsonaro foi de 13 pontos, e o de Haddad, de 8. No Sul, o candidato do PSL teve crescimento de 13 pontos, e o petista, de 10.

No recorte do eleitorado por região, a maior vantagem de Bolsonaro se dá entre os evangélicos: 70% a 30%. Entre os católicos, a disputa está mais parelha: 53% para o capitão reformado, 47% para o ex-prefeito de São Paulo.

O Datafolha mostrou ainda que o apoio a Bolsonaro cresce de acordo com a renda e a escolaridade. Com Haddad ocorre o contrário.

A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-00214/2018 e foi contratada pelo jornal Folha de S. Paulo e pela Rede Globo. Foram ouvidas 3.235 pessoas em 227 municípios do País.

A margem de erro é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos, e o grau de confiança é de 95% — o que quer dizer que há 95% de chance de os resultados representarem a realidade.

Eleições 2018

Bolsonaro agradace a Haddad votos de sucesso

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Fernando Haddad candidato do PT à presidência, fala para apoiadores após derrota para Jair Bolsonaro  Foto: FOTO: JF DIORIO / ESTADÃO
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Depois do resultado de que Bolsonaro foi eleito presidente, na noite de domingo, o petista havia dito que não ligaria para ele, mas mudou de ideia e se manifestou na rede social; novo presidente usa twitter para agradecer

Elizabeth Lopes / O Estado de S.Paulo

Depois das críticas de que não havia dado o telefonema de praxe ao adversário Jair Bolsonaro (PSL), para cumprimentá-lo pela vitória na corrida à Presidência da República nas eleições 2018, neste segundo turno, Fernando Haddad (PT) usou as redes sociais na manhã desta segunda-feira, 29, para cumprimentá-lo.

Usando do mesmo expediente de se comunicar pelas redes sociais, largamente utilizado pelo capitão da reserva nessa disputa, Haddad disse em sua conta pessoal no Twitter que deseja sucesso ao presidente eleito.

Elizabeth Lopes, O Estado de S.Paulo

 

EMB2959 SÃO PAULO 28/10/2018 NACIONAL ELEIÇÃO Fernando Haddad candidato do Partido dos Trabalhadores a presidencia da República durante entrevista coletiva apo´s a divulgação do resultado da apuração das urnas no hotel Pestana, rua Tutóia, 77. FOTO: JF DIORIO / ESTADÃO

“Presidente Jair Bolsonaro. Desejo-lhe sucesso. Nosso país merece o melhor. Escrevo essa mensagem, hoje, de coração leve, com sinceridade, para que ela estimule o melhor de todos nós. Boa sorte!”, disse Haddad.

Fernando Haddad 13

@Haddad_Fernando

Presidente Jair Bolsonaro. Desejo-lhe sucesso. Nosso país merece o melhor. Escrevo essa mensagem, hoje, de coração leve, com sinceridade, para que ela estimule o melhor de todos nós. Boa sorte!

Agradecimento

Também pelo Twitter, Bolsonaro agradeceu a mensagem do concorrente Fernando Haddad (PT) nesta manhã. “Senhor Fernando Haddad, obrigado pelas palavras! Realmente o Brasil merece o melhor”, escreveu o presidente eleito.

Jair Bolsonaro 1️⃣7️⃣

@jairbolsonaro

Senhor Fernando Haddad, obrigado pelas palavras! Realmente o Brasil merece o melhor.

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Eleições 2018

No Norte, Bolsonaro só não venceu no Pará e no Tocantins

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Presidente do TSE confirma eleição de Jair Bolsonaro à Presidência da República
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Por Agência Brasil  Brasília

Resultado da eleição por região

Norte 

Dos sete estados da Região Norte, Bolsonaro venceu em cinco. Fernando Haddad, do PT, teve mais votos que ele apenas no Pará, onde alcançou 54,81% dos votos, e no Tocantins, com 51,02%.

Nesta região, o estado que registrou a maior diferença de votos de Bolsonaro para Haddad foi o Acre, onde o presidente eleito ficou com 77,22% dos votos válidos. Na capital, Rio Branco, a distância foi ainda maior, com Bolsonaro atingindo 82,77% dos votos.

Quando se consideram as outras capitais da região Norte, Bolsonaro também ganhou em todas com margem significativa, mesmo nos estados em que Haddad venceu.

Nordeste

Na Região Nordeste, Haddad venceu em todos os estados com mais de 60% ou 70% dos votos válidos. O único estado nordestino em que Haddad não chegou a 60% dos votos foi Alagoas. E a vitória mais folgada foi no Piauí, onde 77,05% dos eleitores o escolheram.

Salvador foi a capital do Nordeste em que Haddad teve resultado mais favorável: 68,59% dos votos. Em três capitais nordestinas, porém, Haddad foi superado por Bolsonaro: Natal, João Pessoa e Maceió. Bolsonaro ganhou por 61,63%.

Centro-Oeste

Na região central do país, Bolsonaro ganhou nos três estados: Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás. No Distrito Federal, o candidato do PSL atingiu o maior índice de votos da região: 69,99%.

Entre as capitais do Centro-Oeste, Goiânia deu o maior percentual de votação a Bolsonaro: 74,2%, seguida por Campo Grande, com 71,27%.

Sudeste

Bolsonaro também foi vencedor em todos os estados do Sudeste. Em São Paulo, maior colégio eleitoral do país, Bolsonaro atingiu o maior percentual de votos da região mais rica do país: 67,97%, o que representa mais de 15,3 milhões de votos.

Considerando as capitais do Sudeste, o melhor desempenho de Bolsonaro foi no Riode Janeiro, onde ele ficou com 66,35% dos votos; seguido por Belo Horizonte (65,59%) e Vitória (63,19%). Na capital paulista, Bolsonaro teve 60,38% e Haddad, 39,62%.

Sul

Na Região Sul, Bolsonaro liderou com folga nos três estados – o melhor resultado foi em Santa Catarina, onde recebeu 75,92% dos votos válidos.

A capital do Sul em que ele mais captou votos foi Curitiba (76,54%). Em Florianópolis, o percentual favorável a Bolsonaro foi 64,86% dos votos e, em Porto Alegre, 56,85%.

Exterior

A média alta de votos também foi alcançada por Bolsonaro entre os eleitores que estão fora do país. Pouco mais de 71% dos 500.347 brasileiros que votaram em outros países escolheram Bolsonaro.

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Eleições 2018

OEA critica fake news e atos de violência nas eleições

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Chefe da Missão da OEA, Laura Chinchilla, apresenta avaliação sobre as eleições no Brasil. - Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
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 Observadores apresentaram avaliação preliminar da disputa eleitoral

 

Por Jonas Valente /Agência Brasil 

Brasília – A missão da Organização dos Estados Americanos (OEA) que acompanhou as eleições deste ano no Brasil apresentou uma avaliação preliminar do pleito. Os especialistas internacionais destacaram o papel das chamadas fake news (notícias falsas) e da violência na disputa e apresentaram recomendações sobre este e outros temas, como financiamento de campanha, participação de mulheres e indígenas e registro de candidaturas. O balanço e as propostas foram divulgados em entrevista coletiva hoje (29), em Brasília.

O grupo foi integrado por 30 especialistas de 17 nacionalidades e por seis pessoas que observaram a votação no exterior. A missão manteve reuniões com autoridades eleitorais e de governo, partidos políticos e candidatos, acadêmicos e organizações da sociedade civil, entre outros. O grupo propôs no documento final que o Conselho Consultivo do TSE sobre Internet e Eleições se torne uma instância permanente de debate sobre o fenômeno e seu impacto.

O grupo criticou o uso maciço de desinformação durante a campanha, especialmente por meio da plataforma WhatsApp. Na semana passada, a líder do grupo, Laura Chinchilla, classificou o fenômeno como algo “sem precedentes”. “A missão lamenta o uso irresponsável que vários setores políticos fizeram dessas ferramentas, que, quando empregada de forma positiva, podem contribuir ao intercâmbio de informação entre candidatos e eleitores e ajudar a autoridade eleitoral a aproximar a cidadania do processo eleitoral”, registrou o documento.

Se, no primeiro turno, o grupo já havia visto a desinformação como “uma constante” e uma preocupação, no segundo turno o balanço destaca uma intensificação deste fenômeno, indo para além do WhatsApp e aparecendo também em outras redes sociais. Mas este aplicativo, especificamente, trouxe desafios pela dinâmica de comunicação privada e mensagens criptografadas. “A natureza dessa ferramenta, um serviço criptografado de mensagens privadas, dificulta o já complexo combate à propagação de notícias falsas”, avaliou a missão.

Os especialistas reconheceram iniciativas de combate às notícias falsas, como as agências de checagem; as campanhas de esclarecimento do Tribunal Superior Eleitoral contra conteúdos enganosos, a exemplo de suposta fraude no sistema de votação; a cobertura pela mídia tradicional; e ações das próprias plataformas, como a derrubada pelo WhatsApp de centenas de milhares de contas por atuação com difusão massiva de mensagens (spam).

O texto defende o aprofundamento dessas medidas e campanhas de alfabetização midiática para os cidadãos, de modo a estimular que as pessoas não propaguem desinformação e chequem uma notícia antes de compartilhar. “A recomendação é ampliar esses esforços e promover uma atitude mais responsáveis de quem participa das contendas eleitorais”, destacou a líder da missão, Laura Chinchilla, na entrevista coletiva.

Violência

No documento divulgado, a missão manifestou preocupação com a polarização e agressividade na campanha. Citou, como exemplo, o atentado ao então candidato Jair Bolsonaro (PSL) no início de setembro, além de ataques sofridos por outros candidatos, jornalistas e simpatizantes políticos, seja por ameaças digitais ou por agressões físicas.

“A violência é totalmente inaceitável em contextos eleitorais e democráticos. Violência gera violência. A missão condena veementemente qualquer tipo de ataque violento e lamenta a ausência de um diálogo respeitoso, construtivo e propositivo por parte de todos os atores políticos durante o período de campanha”, pontuou o texto.

Urnas

Na votação de ontem, integrantes da missão visitaram 292 seções eleitorais em 121 locais de votação em 11 estados, além do Distrito Federal. Os integrantes afirmaram não terem visto problemas com as urnas. Em todos os casos, a zerésima (comprovação emitida no início da votação de que não havia votos computados na urna) estava correta.

“Nos mais de 20 anos em que está em operação, a urna tem sido submetida a testes de segurança, nos quais têm participado especialistas em tecnologia de organismos públicos, partidos políticos e instituições privadas”, colocou o documento. A missão destacou os vários testes realizados antes e durante o pleito, como a votação paralela para comparação dos resultados e do funcionamento das urnas.

Mas os representantes da OEA recomendaram ampliar a amostra do teste da votação paralela e “desenvolver os mecanismos legais necessários para garantir a presença dos técnicos dos partidos nas diferentes instâncias de fiscalização das urnas”. Outra sugestão é ampliar o diálogo entre autoridades e partidos para medidas que aumentem a confiança das legendas e da sociedade no sistema de votação.

Recomendações

O balanço da missão trouxe recomendações para outros temas. No caso do registro de candidaturas, foi criticado o fato de, no momento da votação, ainda haver concorrentes sem a situação jurídica definida. Os especialistas sugeriram rever os prazos previstos na legislação para que o controle jurídico e análise de condições de impedimento ocorram antes do registro das candidaturas e início da campanha.

Quanto ao modelo de financiamento, pela primeira vez sem doações de empresas e pessoas jurídicas, a missão elencou como propostas ter normas mais claras de como os recursos do fundo eleitoral serão distribuídos dentro dos partidos, além de rever o sistema de sanções para o caso de irregularidades na gestão dessas verbas, caracterizado como ineficaz por atores ouvidos.

O documento fez uma crítica à baixa participação das mulheres em cargos de representação, a menor dentre os países da região no caso do Parlamento. Apesar de a bancada feminina na Câmara dos Deputados ter crescido de 51 para 77, isso ainda corresponde a 16% dos representantes dessa Casa Legislativa. Como recomendação, a missão defende “estabelecer critérios claros que permitam fazer um uso mais equitativo dos recursos públicos e que promovam o acesso do maior número possível de mulheres aos cargos de escolha popular”. Outra recomendação é definir sanções para o caso de descumprimento da cota de financiamento para candidatas mulheres.

A preocupação com a subrepresentação também foi pontuada no caso de indígenas e afrodescendentes, tanto nas candidaturas quanto na composição das casas legislativas. O grupo aventa como possibilidade adotar medidas semelhantes às regras para mulheres, com a instituição de cotas e financiamento direcionado.

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