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ENTREVISTA EBN/ Boulos defende desapropriação de prédios abandonados para casa popular

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Por Agência Brasil 

 

 Brasília- O candidato do PSOL à Presidência da República, Guilherme Boulos, defendeu hoje (28), em entrevista à Empresa Brasil de Comunicação (EBC), a desapropriação de prédios ociosos e abandonados para abrigar famílias sem moradia no país. Líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Boulos disse que, caso chegue ao Palácio do Planalto, sua primeira medida será fazer cumprir a Constituição e o Estatuto das Cidades.

“Vamos desapropriar imóveis ociosos. Não vamos desapropriar casa que ninguém mora. Vamos pegar especialmente imóveis nos centros das cidades. Vamos começar pelos prédios abandonados pelo Poder Público”, afirmou.

Confira a entrevista completa:

 

Boulos disse ainda que vai investir em creches em tempo integral, para zerar o déficit hoje existente no país, além de aumentar os recursos do Bolsa Família para algo em torno de R$ 50 bilhões. Também prometeu dobrar os recursos da saúde e criar o programa “Levanta Brasil”, com um investimento de R$ 180 bilhões na construção de escolas, hospitais, creches, moradia popular e saneamento, para geração de emprego e renda. “Vamos gerar 6 milhões de empregos”, afirmou.

Os recursos para esses programas, segundo o candidato, virão da taxação das grandes fortunas, da cobrança de Imposto de Renda dos mais ricos e do corte de privilégios nos setores público e privado.

Boulos foi o quarto candidato a participar da série de entrevistas promovida pela EBC, transmitidas ao vivo, às 17h30, pela TV Brasil, Rádio Nacional, Portal EBC e Agência Brasil

Participaram da entrevista a jornalista Roseann Kennedy, mediadora, Mara Bergamaschi, da Agência Brasil, Paulo Leite, da TV Brasil, e Priscilla Mazenotti, da Rádio Nacional.

Dividida em três blocos que somam 45 minutos, foi realizada ao vivo na sede da EBC, em Brasília. O objetivo da série de entrevistas é mostrar à população as propostas e ideias de todos os candidatos, enriquecendo o debate dos grandes temas nacionais.

A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) entrevista o candidato à Presidência da República pelo PSOL, Guilherme Boulos. Ele é o quarto a participar da série de entrevistas da EBC com presidenciáveis.
Empresa Brasil de Comunicação (EBC) entrevista o candidato à Presidência da República pelo PSOL, Guilherme Boulos. Ele é o quarto a participar da série de entrevistas da EBC com presidenciáveis – Marcello Casal Jr/Agência Brasil

A seguir, os principais temas da entrevista:

Comunicação pública

Boulos ressaltou a importância de valorizar a comunicação pública porque, segundo ele, garante democracia e diversidade. “Nós vamos fortalecer a comunicação pública”, disse.

Segurança

As medidas principais apresentadas pelo candidato são: prevenção e inteligência. “Nós não queremos construir mais presídios, mas mais escolas. Onde há mais oportunidades é onde se reduz a violência”, disse.

Sobre a desmilitarização da polícia, Boulos explicou que quer promover uma polícia com uma outra formação, como é na maior parte dos países, como na Europa, nos Estados Unidos e também na América Latina, que se paute pela cidadania. “Mas que sua primeira opção é a prevenção, não a repressão”.

Crise carcerária

Segundo Boulos, o sistema carcerário revela o fracasso da política do encarceramento em massa. “Nós nos tornamos a terceira maior população carcerária do mundo, nos últimos três anos. Temos de discutir outras formas que não seja só o regime fechado. Existem regime aberto, semi-aberto e outras formas”. Para ele, a regressão de pena é um debate que tem de ser feito, deve ser considerado caso a caso, “este regime de achar que colocar todo mundo em cadeia dá uma falsa sensação de segurança”.

Descriminalização das drogas

Para o candidato do PSOL, o conceito de droga e abuso deve ser tratado como tema de saúde pública. “O grande comando do crime organizado está ligado ao poder econômico e muitas vezes com ramificações com o poder político. Isso deve ser tratado com inteligência. Não é caso de polícia. É muito mais caso de SUS [Sistema Único de Saúde]”, disse Boulos. “A política antitabagista é um caso de sucesso, sem arma e sem violência.”

Descriminalização e legalização do aborto

Boulos disse que a ação que está no Supremo Tribunal Federal sobre o aborto foi colocada pelo seu partido. “A discussão é se vai ocorrer de maneira segura ou não. O que defendemos é que aborto seja tratado como assunto de saúde pública e que o SUS tenha condições de acolher. Precisamos integrar ao serviço público de saúde. Isso vai vir junto com o processo de prevenção de gravidez indesejada”, disse.

SUS

“O problema do Brasil é que o dinheiro está concentrado e não chega onde tem de chegar”, disse Boulos. Segundo ele, o problema do Brasil não é o “cobertor curto”. Ele propôs que os investimentos no SUS sejam dobrados em quatro anos. “Se a gente taxar grandes fortunas, se fizer essa reforma tributária, quem tem mais vai pagar mais. Nós vamos dobrar, mas não de qualquer jeito. Com dinheiro, nós vamos permitir que a pessoa chegue à UBS [Unidade Básica de Saúde] e faça seu atendimento”, disse. Ele também propôs investir em prevenção, reforçar as equipes de saúde da família, saneamento básico e atendimento primário. “As pessoas serão acompanhadas permanentemente”.

A respeito da interiorização de profissionais, Boulos disse que “não dá para a sociedade brasileira gastar fortunas para formar médicos e não terem responsabilidade”. “Temos de garantir um projeto de contrapartida social para que eles passem um período no SUS. O conceito é ter essa contrapartida”, defendeu.

Bolsa Família

O candidato afirmou que esteve em Alagoas e verificou que houve cortes injustos do programa. “O problema não é o Bolsa Família. Vamos ampliar e aumentar os valores, ocupando no orçamento um valor próximo a R$ 50 bilhões. A porta de saída é a geração de emprego e renda”, destacou.

Levanta Brasil

Será um grande programa de geração de emprego e renda, disse Boulos. “Nós temos um levantamento que com R$ 180 bilhões, teremos condições de levar adiante o projeto. Nós vamos fazer o ‘Levanta Brasil’, vamos gerar 6 milhões de empregos. Nosso foco de investimentos será fazer UBS, moradia popular e creche. O povo vai ganhar com serviços públicos de qualidade”, destacou.

Mais creches

O candidato diz que sua proposta é zerar o déficit de creches no país. “Vamos investir em creches. Será creche em tempo integral. Nós vamos federalizar o investimento para que o recurso chegue onde tem de chegar”,

Desapropriações

“Minha primeira medida é fazer a lei ser cumprida. Vamos desapropriar imóveis ociosos”, prometeu Boulos, destacando que serão desapropriados especialmente imóveis nos centros das cidades. “Vamos começar pelos prédios abandonados pelo Poder Público. Toda ocupação é resultado de um duplo abandono: de imóveis e famílias. Tem mais casa sem gente do que gente sem casa no Brasil”, disse.

Programas de pesquisa

Boulos propôs a valorização do ensino público, com a criação de 1 milhão de vagas nas universidades, “desde que se mexa em privilégios”. “Dá e sobra. Vai ter dinheiro para pesquisa e manutenção. Uma das canetas gostosas será assinar o fim do auxílio-moradia para quem tem casa – deputado, juiz”, completou.

Marielle Franco

Boulos disse que quer honrar a memória da vereadora assassinada Marielle Franco, levando adiante seus projetos, como o da creche em tempo integral. “Sou professor, dei aula em escola pública, sei o que é isso. Faltam papel higiênico e giz. Vamos pagar melhor professor, fazer reforma curricular, investir em tecnologia e wi-fi”.

Salário mínimo

Boulos disse que a meta é elevar o salário mínimo para R$ 3,8 mil. “Isso é uma meta. Não ocorrerá em 2019. O nosso horizonte é chegar ali, vamos retomar uma política de salário mínimo, pois ele perdeu o poder de compra, porque isso não é gasto, é investimento”, disse.

Reajuste do IRPF

Boulos propôs criar uma alíquota de 35% para os super-ricos e a supertaxação. “No Estado brasileiro, quem tem mais, paga menos, e quem tem menos, paga mais. O super-rico tem de pagar imposto. Nós estamos trabalhando com o conceito de renda de R$ 320 mil por ano e a fortuna está sendo discutida com os economistas que estão responsáveis pelo programa”.

Agronegócio

Boulos destacou que não pretende acabar com o agronegócio, mas que o motor no campo é a agricultura familiar. “Vamos fortalecer a agricultura familiar. Vamos dar crédito ao pequeno agricultor, estimular e permitir que ele chegue ao mercado sem depender de intermediários. Nós queremos um outro modelo de desenvolvimento”, disse, acrescentando que quer banir transgênicos e agrotóxicos.

Privatizações

Boulos disse que irá suspender todas as privatizações. “Em relação às já privatizadas, vamos ver caso a caso. Vamos fiscalizar e dependendo do caso será retomado para o Poder Público”, afirmou.

Considerações finais

Em sua fala final, Boulos voltou a ressaltar a importância de que a comunicação pública seja fortalecida e destacou a atuação da militância do PSOL.

Venezuelanos

Após a participação em entrevista à EBC, Guilherme Boulos conversou com jornalistas e tratou da imigração de venezuelanos para o Brasil. Segundo ele, “a situação de Roraima é uma situação humanitária muito grave”.

O candidato do PSOL disse que esteve em Boa Vista há dois meses e que a “imigração provocada pela crise econômica e também pela situação política muito grave no país. Esses imigrantes têm que ser acolhidos”, defendeu.

Boulos criticou reações violentas e de xenofobia contra os venezuelanos. “Eu fiquei chocado, muito triste, com as cenas que a gente viu em Pacaraima há poucos dias. Ver famílias inteiras, não importa a origem, a nacionalidade… São crianças, são mães, são pais que estavam lá porque foram forçados pela situação precária tendo seus pertences queimados e sendo ameaçados e escorraçados do lugar”, condenou.

* Colaboraram Ana Cristina Campos, Gilberto Costa e Luiza Damé

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Carne desbanca tomate do posto de vilão dos preços

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Foto: Reprodução / Fonte: As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A carne desbancou o tomate como o produto que mais subiu de preço nos supermercados do Estado de São Paulo no ano passado. Por vários anos, o tomate foi o vilão entre os itens com as maiores altas no varejo. Mas em 2019 foi o que mais caiu.

De janeiro a dezembro, o pernil suíno aumentou 52,15% e liderou a lista de alta, enquanto o tomate recuou 31,44% e encabeçou o ranking de baixa, segundo o Índice de Preços dos Supermercados (IPS), apurado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) para a Associação Paulista de Supermercados (Apas). Na média do ano de 2019, os preços dos produtos vendidos nos supermercados, não apenas os alimentos, mas também itens de limpeza doméstica e higiene pessoal, subiram 5,73%.

Entre as dez maiores altas registradas no ano passado, oito foram carnes e destas, sete bovinas e um corte suíno. A grande importação de proteína animal feita pela China por causa da peste suína africana que dizimou os plantéis do país asiático fez a cotação da arroba do boi gordo atingir o pico histórico no fim do ano passado.

Somado a isso, a desvalorização do real em relação ao dólar tornou as exportações mais rentáveis para os frigoríficos, que deram preferência para as vendas externas. O resultado bateu no bolso do consumidor que acabou tendo de desembolsar mais pela proteína animal.

Em 2019, as carnes bovinas como um todo subiram, em média, 30,15% e as carnes suínas, em geral, aumentaram 31,43%. Em seguida, vieram as aves, com avanço de 21,48% nos preços, e os ovos que ficaram 16,15% mais caros.

Thiago Berka, economista da Apas, traça um cenário mais otimista para as carnes neste início de ano. “A expectativa para a carne bovina é de queda de preço ao consumidor, entre 8% e 10%, por conta do recuo no valor da arroba do boi e nas exportações para a China”, prevê o economista.

Básicos.

Na vice-liderança do ranking das maiores altas de preços nos supermercados, apareceu outro alimento básico para o brasileiro: o feijão. O quilo do grão subiu 44%, em média, no ano passado. Outro vegetal que impulsionou a inflação foi o chuchu, com avanço de 31,88%.

Entre os dez produtos que registraram as maiores quedas de preço em 2019, sete são da categoria de Frutas, Verduras e Legumes (FVL), itens in natura que são tidos como básicos.

A pesquisa mostra que a comida foi a despesa que mais pesou no orçamento das famílias no ano passado nas compras de supermercado. Os preços dos alimentos subiram 6,75%, acima da inflação geral do setor, de 5,73%. Artigos de limpeza e de higiene pessoal subiram menos do que a comida e ficaram, em média, 2,47% e 4,60% mais caros, respectivamente, no mesmo período.

O impacto do alto custo da alimentação de itens básicos provocou estragos nas vendas do setor. De janeiro a novembro, o último dado disponível, os supermercados paulistas faturaram só 0,57% a mais do que em igual período de 2018, já descontada a inflação. Por conta desse resultado ruim, a expectativa de vendas para o ano fechado de 2019 – ainda não conhecida – caiu de 2,7% para 1,3%.

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Empresas oferecem vagas de trainee para todo o Brasil

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Lojas Americanas abrem oportunidades de trainee Foto: Reprodução

O início do ano é uma ótima oportunidade para quem está em busca de oportunidades de trainee. Quatro empresas estão com vagas abertas em todo o território nacional e são voltadas para vários cursos de graduação.

Uma dessas empresas é a DHL, que é líder mundial em logística, armazenagem e distribuição. O processo está aberto até o dia 24 de janeiro no site oficial e é para estudantes de todos os cursos de graduação com formação entre dezembro de 2015 e dezembro de 2019. O objetivo é formar gestores de operações logísticas para ocupar posições de liderança no país.

Atuante no setor de geração de energia, o processo seletivo de trainee da Eneva é voltado para estudantes de Engenharia Cartográfica, Engenharia Mecânica, Engenharia Civil, Engenharia Química, Engenharia de Automação, Engenharias Elétrica, Engenharia de Energia, Geofísica, Engenharia de Petróleo e Gás e Geologia. Os interessados devem ter se formado entre dezembro de 2017 e dezembro de 2019. As inscrições devem ser feitas pela internet e também vão até o dia 24 de janeiro.

Já as Lojas Americanas estão com inscrições online até o dia 2 de fevereiro para alunos com formação entre janeiro de 2016 e março de 2020. Os trainees passarão por um intenso período de aprendizado a fim de se tornar gerente dentro do grupo de lojas da empresa.

Quem também está com oportunidades abertas é a CGG, que é líder mundial em Geociência. Pelo site 99jobs.com é possível realizar a inscrição e as vagas são apenas para o Rio de Janeiro. O processo é para estudantes com Mestrado, Doutorado ou Pós-Doutorado nas áreas de Engenharia, Física, Geofísica, Matemática e outras disciplinas analíticas. Durante seis meses, os trainees poderão participar de treinamentos nos centros de processamento da CGG em Houston, no Texas (EUA).

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MUNDO

Negociações são retomadas na França após mais de um mês de greve

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governo francês recebe representantes dos sindicatos, nesta terça-feira (7/1), para uma nova rodada de negociações sobre uma polêmica reforma do sistema previdenciário que levou a uma das mais longas greves dos transporte em décadas na França.


Encarregado das negociações, o primeiro-ministro Edouard Philippe disse nesta terça estar “aberto a discutir várias questões”. Reiterou, porém, que não vai retirar o texto, como exigem vários sindicatos.


“Para chegar a um compromisso, todos precisam ceder um pouco”, disse Philippe à rádio RTL, quando a greve, que causou caos nos transportes, principalmente em Paris, entrou em seu segundo mês.


A reforma, uma das promessas mais ambiciosas do programa do presidente Emmanuel Macron, visa a eliminar os 42 regimes de aposentadoria existentes atualmente na França e substituí-lo por um universal, por pontos.


Também prevê atrasar em dois anos, de 62 para 64, a idade para poder se aposentar com pensão integral.

“Em todos os países da Europa, as pessoas trabalham um pouco mais, é a realidade demográfica”, afirmou Philippe.
Emmanuel Macron fez da reforma do sistema previdenciário um ponto-chave de sua campanha eleitoral de 2017, afirmando que um sistema universal baseado em pontos seria mais justo.
Nas últimas semanas, contudo, o governo já fez uma série de concessões para policiais e militares, bem como pilotos e controladores de tráfego aéreo, permitindo que continuem se aposentando mais cedo, ou mantendo seus benefícios separadamente por vários anos.

Desgaste? 

O sindicato moderado CFDT, com o qual o governo espera chegar a um acordo, resistiu à proposta do governo de estender a idade em que os franceses poderão se aposentar com pensão integral, pois a consideram “injusta” para aqueles que começaram a trabalhar muito cedo.
“A idade de ‘equilíbrio’ deve ser retirada do projeto de lei”, disse Laurent Berger, líder do CFDT.
Philippe apontou que, se os sindicatos encontrarem uma maneira melhor de reduzir o déficit do sistema previdenciário, “eu aceitarei”.

Já o sindicato de linha dura CGT, o mais poderoso na companhia ferroviária SNCF, continua a insistir em que o governo descarte a reforma por completo.
Enquanto o impasse continua, o apoio público à greve, que permaneceu alto durante o primeiro mês, começa a  arrefecer.
Uma pesquisa realizada pela empresa Harris Interactive na segunda-feira (6) mostrou que 60% dos franceses continuam apoiando a greve, o que significa uma queda de 9 pontos desde o início.
Os sindicatos CGT e FO convocaram um novo dia de paralisação nacional contra a reforma para esta quinta-feira (9).
No primeiro dia de mobilização no início de dezembro, mais de 800.000 pessoas foram às ruas em toda França para expressar sua rejeição ao texto.
Na linha de frente contra a reforma, a SNCF e a empresa de transporte público da região de Paris, a RATP, completam nesta terça 34 dias em greve.
Essa parada nos transportes já é a mais longa da história do país, superando a mobilização de 1986-1987, quando os trabalhadores da SNCF permaneceram em greve por 28 dias consecutivos.
A operadora informou que perdeu mais de 600 milhões de euros (US$ 670 milhões) em vendas de bilhetes desde a deflagração da greve, em 5 de dezembro.

De acordo com a Câmara de Comércio e Artesanato de Paris, as vendas no varejo na capital caíram entre 30% e 40%.

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