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Internacional

Brasil detecta míssil portátil com guerrilha da Colômbia

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Presidente da Colômbia, Iván Duque Márquez Foto: Reuters

A ameaça é leve, fácil de usar e eficiente – qualquer veículo aéreo que se desloque pelo espaço na distância entre 500 metros e 5,2 km, na altitude entre 10 metros e 3,5 mil metros, corre o risco de ser abatido bem depressa pelo míssil russo SA-24, o Igla-S, carregado com uma ogiva de 1,2 quilo de alto explosivo. A arma é portátil, para ser disparada por um homem só.

A Venezuela comprou 5 mil unidades desde 2010 e o país é de longe o maior usuário da América Latina. Agora, na hora da crise do regime de Nicolás Maduro, ameaçado por uma intervenção militar internacional, ele está repassando um número desconhecido de conjuntos de disparadores e de “agulhas” – como são chamados os mísseis finos e longos – para guerrilheiros do Exército de Libertação Nacional (ELN), da Colômbia, que se refugiam desde 2017 em 12 dos 23 Estados venezuelanos. A informação circula entre os serviços de inteligência de Brasil e EUA, a partir de fontes colombianas.

Autoridades da Defesa do regime de Maduro contestam a informação. Um dos líderes guerrilheiros, Israel Ramírez, disse, em vídeo gravado em Havana, que não há cooperação entre chavismo e ELN. Mas não é o que sustenta o general Luis Navarro, comandante colombiano, segundo o qual os rebeldes, “ou certo número deles”, receberam instrução de combate para uso do Igla-S.

A negativa da Venezuela é interpretada pelo analista Pedro Scarpa, ex-pesquisador do Centro de Estudos Estratégicos da Universidade Militar Bolivariana, como “um artifício para justificar um ataque contra uma aeronave estrangeira. Se lançado pelo ELN, descaracterizaria o envolvimento da tropa regular venezuelana – e permitiria criar dúvida quanto à obtenção, por um desvio de estoque”.

O conceito do míssil foi apresentado na Rússia em 1972, entrou em produção em 1981 e é adotado, em três versões, por cerca de 30 países – o Brasil, entre eles. Desenhado para ser apoiado no ombro, o sistema pesa pouco mais de 17 quilos.

Um visor digital lateral e mais dois sensores acoplados fazem a localização do alvo em aproximação. Sinais claros de cor, vibração e barras indicam a sequência para o disparo e, quase como em um videogame, a exatidão do enquadramento. É o suficiente. O preço varia segundo dispositivos opcionais, mas pode custar entre US$ 60 mil e US$ 90 mil.

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Internacional

Surto de sarampo nos EUA chega a Oklahoma e registra 41 casos novos

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Foto: Reprodução /Fonte: Agência Brasil

O pior surto de sarampo nos Estados Unidos (EUA) em 25 anos chegou a Oklahoma, disseram autoridades federais de saúde nessa segunda-feira (20), quando relataram 41 novos casos em todo o país> Esse número eleva para 880 o total de pessoas infectadas neste ano.

Os centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC) informaram que houve um aumento de 4,9% no número de casos de sarampo entre 10 e 17 de maio, parte de um surto que já atingiu 24 estados. A agência vem fornecendo atualizações semanais todas as segundas-feiras.

O CDC disse haver um caso confirmado em Oklahoma.

A maioria dos casos novos surgiu em Nova York, explicou o porta-voz do CDC, Jason McDonald, sendo 21 na cidade de Nova York e nove no condado de Rockland.

Especialistas em saúde dizem que o vírus se espalhou entre crianças em idade escolar, cujos pais se recusaram a vaciná-las. Uma parcela minoritária de pais norte-americanos, alguns pertencentes a comunidades judias ultraortodoxas de Nova York, cita temores de que a vacina cause autismo, apesar de estudos científicos desmentirem essa informação.

Embora o vírus tenha sido eliminado do país em 2000, o que significa que não está mais presente continuamente o ano todo, surtos ainda ocorrem devido a viajantes vindos de países onde o sarampo ainda é comum, explicaram os CDC.

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Internacional

Missão espacial chinesa desvenda segredos do lado oculto da Lua

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Foto: Reprodução /Fonte: Agência Brasil

A missão chinesa Chang’e-4 foi a primeira a chegar ao lado mais afastado da Lua, assim como a primeira a descobrir a presença de olivina. A sonda tem investigado a composição do manto lunar, de forma a explicar a evolução e formação da Lua. Com as recentes descobertas, especula-se que a origem da Lua esteja relacionada com a colisão da Terra com um corpo celeste.

A sonda Chang’e-4 pousou na cratera lunar Vón Kármán no dia 3 de janeiro, e instalou o rover Yutu-2 para explorar a Bacia do Polo-Sul-Aitken, a maior e mais velha cratera do lado oculto da Lua. O rover colecionou algumas amostras e as suas descobertas foram divulgadas no Jornal Nature, nessa quarta-feira (16).

As amostras revelaram vestígios de olivina, o que levou os investigadores a especular que o manto poderá conter olivina e piroxena em iguais quantidades, ao invés do domínio de um desses minerais. A olivina é um dos principais componentes do manto terrestre, o que poderá confirmar a teoria de que a Lua se formou com algum material que a Terra perdeu apos o choque com um corpo celeste. Os minerais encontrados são, por sua vez, distintos das amostras da superfície lunar.

Uma vez que as caraterísticas e composição do subsolo permanecem desconhecidas, esta descoberta é considerada importante.

De acordo com a hipótese mais aceite, quando a Terra sofreu o impacto da colisão com um corpo celeste, Theia, algum material terá se desprendido, aglomerando-se e formando a Lua. Os elementos mais leves ficaram na superfície, mas os minerais mais densos, como é o caso da olivina, caíram no manto lunar.

Desde então, a origem e estrutura da Lua têm sido temas de debate entre a comunidade científica. Dessa forma, a investigação chinesa poderá conduzir a um maior conhecimento acerca da evolução lunar e à confirmação da existência de um oceano de magma, teoria que ainda não foi confirmada.

A missão espacial faz ainda parte da ambição da China no espaço, iniciada nos anos 70.

O rover continuará a explorar o local e retirará mais material do solo, e, em 2020, a China planeia enviar a sonda Chang’e 5, com o objetivo de regressar à Terra com as amostras recolhidas na Lua.

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Internacional

Trump pede que banco central americano reduza taxas de juros

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Foto: Reprodução /Fonte: Agência Brasil

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, está pedindo novamente que o Federal Reserve, o banco central americano, reduza as taxas de juros. Desta vez, ele disse que a medida iria ajudar o país a vencer a guerra comercial com a China.

Nessa terça-feira (14), Trump publicou no Twitter que a China vai “provavelmente reduzir as taxas de juros” para compensar o fardo das tarifas adicionais dos EUA, anunciadas na segunda-feira. Ele acrescentou que se o Federal Reserve tomar uma medida parecida, eles com certeza vencerão.

Trump pediu diversas vezes que o banco central americano reduza as taxas de juros para estimular o crescimento e dar a seu governo uma posição de vantagem nas negociações com Pequim. A continuidade do atrito comercial entre os dois países tem aumentado as preocupações com as perspectivas da economia americana.

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