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Internacional

Brasil está refém das negociações entre China e EUA

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Foto: Reprodução
A trégua comercial de 90 dias entre EUA e China alivia a tensão no mundo, mas aumenta a tensão no Brasil. Segundo Monica de Bolle, diretora do Programa de Estudos Latino-americanos da John Hopkins University, “o Brasil está totalmente refém nestas negociações entre EUA e China. Nem mesmo na soja, que somos grandes produtores, temos influência na formação de preços. Se os chineses quiserem ser duros com o Brasil, ainda mais num momento em que o novo governo dá sinais de que quer maior alinhamento com os EUA, poderá substituir facilmente os fornecedores do produto”.
A reportagem do jornal O Globo destaca que “o país [o Brasil] deve fechar o ano com alta de 30% nas exportações de soja, com vendas de 80 milhões de toneladas. José Augusto de Castro, presidente da AEB [Associação de Comércio Exterior], avalia que o compromisso da China de comprar commodities dos EUA reverterá esse movimento, embora frise que o saldo da trégua é positivo, pois vinha afetando os preços dos principais produtos comercializados com a expectativa de demanda mais fraca.”

O presidente da AEB ainda pondera: “num primeiro momento, é uma notícia favorável para o comércio mundial, mas gera uma preocupação. A compra maciça de produtos agrícolas dos EUA atingirá o Brasil – afirma, acrescentando que a expectativa, ainda preliminar, é que as vendas de soja recuem para 70 milhões de toneladas no ano que vem.”

 

CHINA, RÚSSIA E ÍNDIA IMPULSIONAM COOPERAÇÃO TRILATERAL

Os líderes da China, Rússia e Índia fizeram um intercâmbio de opiniões sobre a cooperação entre seus países nas novas circunstâncias internacionais, durante reunião informal realizada na sexta-feira, 30 de outubro, em Buenos Aires, à margem da Cúpula do G20.

 O presidente chinês Xi Jinping, o presidente russo Vladimir Putin e o primeiro-ministro indiano Narendra Modi concordaram em fortalecer a coordenação, construir consensos e aumentar a cooperação entre seus países para promover juntos a paz, a estabilidade e o desenvolvimento do mundo.

Xi assinalou que a China, a Rússia e a Índia são importantes países de grande influência, e importantes parceiros de cooperação estratégica entre si.

Os três países têm grandes interesses comuns extensos e metas semelhantes de desenvolvimento, além de grande responsabilidade para com o futuro da região e do mundo como um todo, disse Xi.

O desenvolvimento comum e a cooperação estreita entre a China, a Rússia e a Índia nas atuais circunstâncias se tornaram uma força cada dia mais importante para a estabilidade e a certeza na transformação do panorama mundial, avaliou Xi.

Nos últimos 10 anos, disse Xi, os três países conduziram ativamente o diálogo e a cooperação trilaterais com o espírito de abertura, unidade, entendimento mútuo e confiança, e fizeram importantes progressos.

Ele pediu aos países que avancem ainda mais a cooperação trilateral diante dos novos desafios.

Xi sugeriu que os três países defendam um novo tipo de relações internacionais, continuem consolidando a confiança política mútua, estabeleçam parcerias e se empenhem para um ciclo virtuoso nas relações entre grandes potências e cooperação de ganhos recíprocos.

O presidente chinês também pediu que esses países fortaleçam a coordenação e a cooperação em importantes mecanismos multilaterais, como o Grupo dos 20, o BRICS e a Organização de Cooperação de Xangai.

China, Rússia e Índia devem avançar na liberalização e facilitação do comércio e dos investimentos, promover uma economia mundial aberta, tomar uma posição clara contra o protecionismo e o unilateralismo, e defender juntos o sistema de comércio multilateral, assim como os interesses comuns das economias emergentes e dos países em desenvolvimento, indicou.

Os três países, acrescentou, devem defender ativamente uma visão de segurança comum, abrangente, cooperativa e sustentável, fortalecer a cooperação antiterrorista regional e global, promover a solução política dos assuntos em destaque, e desempenhar uma atuação ainda maior na defesa da paz e segurança da região e do mundo.

Internacional

Morre aos 95 anos o marinheiro da icônica foto do beijo em NY

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 Greta Zimmer Friedman, a mulher da foto, morreu em 2016 aos 92 anos de idade(foto: Reprodução)

George Mendonsa sofreu um derrame no domingo depois de cair no asilo onde vivia em Middleton

Agência France-Presse

Washington, Estados Unidos – O marinheiro que beija uma enfermeira na Times Square enquanto as pessoas comemoravam o fim da Segunda Guerra Mundial nas ruas de Nova York, protagonista de uma foto icônica da época, morreu aos 95 anos, informou sua filha ao Providence Journal.
George Mendonsa sofreu um derrame no domingo depois de cair no asilo onde vivia em Middleton, Rhode Island, informou sua filha Sharon Molleur.
Na famosa imagem, uma das quatro de Alfred Eisenstadt para a revista Life, Mendonsa é visto curvando-se sobre a mulher para beijá-la.
Mendonsa, que esteve mobilizado no Pacífico durante a Segunda Guerra Mundial, estava de férias quando a fotografia foi tirada.
Durante muito tempo, ele garantiu que era o marinheiro da foto, mas isso só foi confirmado recentemente com o uso da tecnologia de reconhecimento facial.
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Greta Zimmer Friedman, a mulher da foto, morreu em 2016 aos 92 anos de idade.
Eisenstadt não pediu os nomes dos dois estranhos que capturou com sua câmera enquanto se beijavam.
Mais tarde, descreveu que  viu como o marinheiro correu pela rua e tomou nos braços a primeira jovem com quem cruzou.
“Corri na frente dele com a minha Leica olhando por cima do meu ombro, mas nenhuma das fotos possíveis me satisfazia”, escreveu em “Eisenstadt on Eisenstadt”.
“De repente, vi alguém agarrando algo branco. Me virei e cliquei no momento em que o marinheiro beijou a enfermeira. Se ela estivesse vestida de preto, nunca teria tirado a foto.”

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Internacional

Fim do Estado Islâmico está próximo, afirma coalizão

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Os extremistas estão agora cercados em um reduto de meio quilômetro quadrado na cidade de Baghuz, no leste da Síria

 AF Agência France-Presse

A vitória sobre o grupo Estado Islâmico (EI) na Síria será anunciada “em alguns dias”, afirmou neste sábado (16) um comandante da aliança curdo-árabe que luta contra os extremistas entrincheirados no último reduto de seu “califado”.

“Em um prazo muito curto, não mais do que alguns dias, anunciaremos oficialmente o fim da existência do EI”, declarou o comandante da força curdo-árabe, Yia Furat, em entrevista coletiva na base de Al-Omar.
Segundo este comandante das Forças Democráticas Sírias (FDS), os extremistas estão entrincheirados em “um bairro (cuja superfície) está estimada em 700 metros de comprimento e 700 metros de largura”, ou seja, meio quilômetro quadrado, na localidade de Baghuz, no leste do país.
O EI conquistou em 2014 amplas zonas e grandes cidades de Síria e Iraque, de uma superfície comparável a um país como o Reino Unido. Mas o seu autoproclamado “califado” ficou reduzido agora a algumas centenas de extremistas, cercados em seu último reduto da província de Deir Ezzor.
As FDS e a coalizão antiextremista liderada pelos Estados Unidos que as apoia reconheceram neste sábado que a presença de “muitos civis” freia o seu avanço.

‘Escudos humanos’

Há “muitos civis dentro” do reduto defendido pelos extremistas, havia indicado pouco antes à AFP um porta-voz das FDS, Adnan Afrin.
“Nos surpreendemos ao ver muitos civis emergindo dos túneis” cavados pelo EI, acrescentou.
“Não contávamos com tantos (…) por isso (a operação) vai mais devagar”, disse.
“Centenas de civis continuam fugindo e os que conseguiram escapar explicam que o EI os usa como escudos humanos”, explicou à AFP o coronel Sean Ryan, porta-voz da coalizão antiextremista, liderada por Washington. Os bombardeios foram “reduzidos para ajudar na proteção desses civis”, acrescentou.
Desde o lançamento, em dezembro, da ofensiva das FDS para eliminar o último reduto do “califado”, 40.000 pessoas fugiram da zona de combates.
Entre elas estão muitos membros das famílias dos extremistas, alguns deles franceses, alemães, russos, ucranianos e muitos iraquianos, constataram jornalistas da AFP.

Combatentes em túneis

“Há uma cisão entre os combatentes extremistas locais e estrangeiros no terreno. Os extremistas locais querem abandonar, enquanto os estrangeiros impedem qualquer rendição”, indicou Afrin à AFP.
“Iraquianos, turcos e europeus”, assim como egípcios e líbios, ainda estão presentes no setor, de acordo com este porta-voz das FDS.
Segundo o Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH), as FDS seguem rastreando os campos nos arredores de Baghuz “buscando combatentes do EI escondidos em túneis”.
As FDS têm que “desminar e se manter atentas aos combatentes do EI que poderiam se explodir ou atacar suas posições com carros ou motos cheios de explosivos”, segundo o coronel Ryan.
Cerca de 440 extremistas se renderam nestes dois últimos dias, de acordo com o OSDH, mas este número não pôde ser confirmado com as FDS.
Paralelamente a este anúncio, o vice-presidente americano, Mike Pence, prometeu que os Estados Unidos continuarão trabalhando contra “os remanescentes do EI” em longo prazo, apesar da retirada anunciada de 2.000 soldados americanos da Síria.
“Os Estados Unidos manterão uma forte presença na região” e “continuarão trabalhando com todos os seus aliados para perseguir os remanescentes do EI onde quer que estejam”, disse Pence na Conferência de Segurança de Munique.

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Airbus anuncia fim da produção do superjumbo A380

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