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Brasil joga mal, perde chances e é derrotado pelo Peru

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Richarlison reage durante o jogo contra o Peru Foto: Kelvin Kuo-USA TODAY Sports / Reuters

Em um jogo no qual Tite só utilizou Neymar a partir dos 17 minutos do segundo tempo, a seleção brasileira decepcionou, no início da madrugada desta quarta-feira (no horário de Brasília), ao ser derrotada pelo Peru por 1 a 0, em Los Angeles, em seu segundo amistoso após a conquista do título da Copa América, no mês passado.

O time nacional vinha de um empate por 2 a 2 com a Colômbia, em Miami, também em solo norte-americano, e agora amargou um resultado ainda pior. Para completar, levou uma espécie de troco dos peruanos, derrotados por 3 a 1 na decisão do torneio continental, no Maracanã, e goleados por 5 a 0 pelos brasileiros na primeira fase da competição, em São Paulo.

E a derrota foi histórica para o Brasil, pois a seleção não era superada pelos peruanos em uma partida desde a Copa América Centenário de 2016, no revés que provocou a eliminação dos brasileiros do torneio e também a demissão do técnico Dunga, posteriormente substituído por Tite. No mais, o Brasil só perdeu para o rival em outras três ocasiões em todo o histórico de confrontos entre as seleções.

Essa foi também apenas a terceira derrota de Tite desde quando ele assumiu a seleção brasileira, em junho de 2016. A primeira ocorreu em 2017, quando a sua equipe foi superada por 1 a 0 pela Argentina, em amistoso na Austrália. E o outro único revés com ele à frente do time canarinho ocorreu nas quartas de final da Copa do Mundo de 2018, quando os brasileiros foram batidos por 2 a 1 pela Bélgica, na Rússia. Agora, em 43 partidas como comandante do Brasil, ele acumula 33 vitórias, sete empates e três derrotas.

O jogo

Sem Neymar entre os 11 titulares, depois de Tite ter deixado o atacante em campo durante todo o amistoso contra a Colômbia na última sexta-feira, em Miami, onde o astro atuou depois de três meses sem disputar uma partida, a seleção brasileira foi escalada com um trio ofensivo formado por David Neres, Firmino e Richarlison.

Com Neres pela esquerda, Richarlison pela direita e Firmino mais centralizado, o Brasil tinha um meio-campo apenas com Philippe Coutinho como um autêntico armador para municiar os homens de frente, enquanto os volantes Casemiro e Allan ficavam mais atrás na proteção da zaga. Desentrosada, essa formação sofria para engrenar e viu o Peru criar as primeiras melhores oportunidades ofensivas. Aos 13 minutos, o Brasil levou um susto inicial após Tapia cabecear por cima do gol de Ederson após cobrança de escanteio de Abram.

E a seleção brasileira só conseguiu produzir a sua primeira grande chance de marcar aos 19 minutos, quando Firmino recebeu bom passe pela direita e ajeitou para David Neres ficar na cara do gol e chegar a driblar o goleiro Gallese. Porém, na hora de completar para o gol vazio, o atacante do Ajax foi travado por Advíncula. Mesmo que incompleta, essa foi a primeira finalização brasileira no jogo.

Do outro lado, a seleção peruana voltaria a chegar ao ataque com perigo aos 22 minutos, quando a zaga brasileira afastou mal um cruzamento e a bola sobrou para Flores. O atacante finalizou e obrigou Ederson a espalmar para escanteio.

O conjunto brasileiro não ajudava, mas Richarlison quase abriu o placar aos 24 após tabelar com Firmino, levar sorte ao ver a bola passar entre as pernas de um defensor e chutar forte. A bola passou perto da trave direita de Gallese. E o goleiro só praticaria a sua primeira defesa no jogo aos 43 minutos, quando espalmou para fora uma nova finalização do mesmo Richarlison, que ainda voltaria a desperdiçar uma nova oportunidade de marcar nos acréscimos, aos 48.

Mesmo com a fraca atuação do Brasil no primeiro tempo, Tite resolveu mandar a seleção a campo para o segundo tempo sem alterações. Apesar disso, o time nacional criou duas ótimas chances de abrir o placar no início da etapa final. E de novo não soube aproveitá-las. Primeiro aos 4 minutos, quando Richarlison fez boa jogada e deu belo passe para Allan. O volante, na cara do gol, chutou para a bola bater em Gallese, rebater no brasileiro e sair para a linha de fundo.

E o goleiro peruano voltaria a aparecer com destaque aos 8, quando Firmino, em nova jogada em que atuou como um pivô na frente, ajeitou a bola após lançamento de Marquinhos para Coutinho, que soltou forte chute de fora da área. A finalização foi parada por Gallese, que até machucou o dedão da mão direita. E o mesmo Coutinho parou em nova intervenção do arqueiro em chute rasteiro cruzado.

Neymar entra

Como o gol não saía, Tite resolveu sacar dois jogadores de uma vez só, tirando Firmino e David Neres e promovendo as entradas de Neymar e Lucas Paquetá, aos 17 minutos. E pouco depois, em uma trauma que envolveu os dois jogadores e envolveu Coutinho, o meia do Milan finalizou por cima do gol, aos 19. E Richarlison, o mais efetivo brasileiro no ataque, fez o mesmo em outro arremate aos 20.

O time brasileiro continuava em uma noite infeliz e Tite resolveu colocar o time de vez no ataque ao sacar Coutinho e colocar Bruno Henrique, assim como tirou Richarlison e pôs Vinicius Junior, que fez neste duelo a sua estreia pela seleção principal do Brasil. Porém, quem acabou achando o caminho do gol foi o Peru, aos 39 minutos. Yotún cobrou falta pela direita, Ederson saiu mal de sua meta e Abram se antecipou para cabecear para as redes.

O Brasil, desorganizado e desentrosado, tentou buscar o empate no fim e Vinicius Junior apareceu com perigo por uma vez na frente, mas não conseguiu finalizar, enquanto Neymar reclamou da não marcação de um pênalti sobre ele, mas o Brasil não fez por merecer a igualdade no placar e acabou caindo diante do Peru em Los Angeles.

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FUTEBOL

Brasil bate Coreia do Sul, encerra jejum e alivia pressão sobre Tite

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Foto: Reprodução / Fonte: Notícias ao Minuto

Depois de acumular cinco jogos sem vitórias, em um jejum que começou após a conquista do título da Copa América, em julho, a seleção brasileira finalmente voltou a ganhar. Justamente no último amistoso de sua temporada, a equipe comandada por Tite derrotou a Coreia do Sul por 3 a 0, nesta terça-feira, em Abu Dabi, nos Emirados Árabes Unidos.

O triunfo era tido como fundamental para o treinador e o duelo com os sul-coreanos passou a ter um peso ainda maior depois que, na última sexta-feira, a equipe nacional foi superada pela rival Argentina por 1 a 0, em Riad, na Arábia Saudita. Depois daquele revés, o comandante começou a admitir que estava sob pressão no seu cargo, no qual agora volta a respirar aliviado ao fechar o ano de forma positiva.

Antes deste clássico com os argentinos, o Brasil já havia acumulado três empates (2 a 2 com a Colômbia e 1 a 1 com Senegal e Nigéria) e ainda foi batido pelo Peru por 1 a 0. A última vitória da seleção havia sido conquistada na decisão da Copa América, no dia 7 de julho, quando derrotou os peruanos por 3 a 1, no Maracanã.

E o triunfo em Abu Dabi também impediu que o Brasil superasse a sua maior sequência sem vencer com sua equipe principal desde 2013, que foi igualada com o revés sofrido diante da Argentina. Entre o final da passagem de Mano Menezes e o retorno de Felipão ao comando da equipe nacional, o time nacional acumulou empates com Colômbia, Itália e Rússia, além de derrotas para Argentina e Inglaterra, em uma série iniciada no fim de 2012 e completada no início do ano seguinte.

Do outro lado, a Coreia do Sul, comandada pelo português Paulo Bento, perdeu uma invencibilidade que já durava nove jogos, com cinco vitórias e quatro empates depois de ter sido superada pelo Catar por 1 a 0, em janeiro, nas quartas de final da Copa da Ásia.

BRASIL RESSURGE – Com cinco mudanças na escalação titular em relação ao time que começou o duelo com a Argentina na sexta-feira, a seleção brasileira finalmente conseguiu resgatar um pouco do seu bom futebol, que não foi visto nos cinco amistosos anteriores. Sem o lesionado Alex Sandro, fora por lesão muscular, além dos sacados Thiago Silva, Casemiro, Willian e Roberto Firmino, Tite mandou a sua equipe a campo no Estádio Mohammed Bin Zayed com Renan Lodi, Marquinhos, Fabinho, Philippe Coutinho e Richarlison como novidades na formação.

Destes nomes escalados no duelo que foi acompanhado por um público muito pequeno em Abu Dabi, destaque maior para Renan Lodi, que mostrou desenvoltura na lateral esquerda e deu dois passes que resultaram em gols brasileiros. O primeiro deles saiu já aos 8 minutos, quando o jogador do Atlético de Madrid trocou passes com Coutinho e cruzou para Lucas Paquetá, na pequena área, cabecear no canto direito do goleiro Jo Hyeon-Woo para abrir o placar.

Na seleção asiática, a principal esperança de gol era depositada no atacante Son Heung-Min, do Tottenham, que exigiu boa defesa de Alisson aos 14 minutos e depois levou perigo aos 21 em nova finalização forte.

Passados os dois sustos, o Brasil ampliou o placar aos 35 minutos. Philippe Coutinho, que vinha de um jejum de dez jogos sem marcar pela seleção, aproveitou bem uma falta frontal ao cobrá-la com categoria e acertar o ângulo direito de Jo Hyeon-Woo. A equipe nacional também não marcava um gol de falta desde 5 de setembro de 2014, quando Neymar garantiu, por meio de uma bola parada, o triunfo por 1 a 0 sobre a Colômbia em um amistoso nos Estados Unidos.

Curiosamente, o mesmo Coutinho quase fez um gol contra pouco depois, aos 41 minutos, em um lance no qual se atrapalhou e acabou dando sorte. Após finalização de Jung, Alisson deu rebote e a bola sobrou para o meio-campista do Brasil, que tentou tocar a bola para escanteio, mas viu a mesma bater no pé da trave e voltar nos seus pés antes de ele conseguir afastar o perigo.

Mesmo com a confortável vantagem de 2 a 0, Tite optou por ser conservador ao voltar para a etapa final com a mesma equipe. Mais preocupado com a necessidade de conquistar uma vitória do que com a oportunidade de testar jogadores convocados, ele só foi promover a primeira substituição aos 35 minutos, trocando Arthur por Douglas Luiz. Depois, ele tirou Paquetá, Gabriel Jesus e Lodi, substituídos respectivamente por Firmino, Rodrygo e Emerson, mas todos tiveram muito pouco tempo para mostrar serviço.

Bem antes destas substituições, o Brasil achou o caminho do terceiro gol aos 14 desta etapa final, quando Lodi mostrou visão de jogo ao fazer um passe rasteiro que atravessou quase toda a grande área e encontrou Danilo, que vinha de trás e acertou forte chute de fora da área para ampliar para 3 a 0. O goleiro sul-coreano ainda tocou na bola, mas não conseguiu impedir a entrada da mesma em sua meta.

A equipe asiática ainda teve Son voltando a dar trabalho a Alisson em uma finalização aos 29 minutos, mas ficou longe de ameaçar o domínio da seleção brasileira, que após fechar a sua temporada agora terá como próximos desafios as duas primeiras rodadas das Eliminatórias Sul-Americanas da Copa do Mundo de 2022, em março. A Conmebol ainda não divulgou a tabela do qualificatório para o Mundial.

FICHA TÉCNICA:

BRASIL 3 X 0 COREIA DO SUL

BRASIL – Alisson; Danilo, Marquinhos, Eder Militão e Renan Lodi; Fabinho, Arthur (Douglas Luiz) e Lucas Paquetá (Roberto Firmino); Philippe Coutinho, Gabriel Jesus e Richarlison. Técnico: Tite.

COREIA DO SUL – Jo Hyeon-Woo; Kim Moon-Hwan, Kim Young-Gwon, Kim Min-Jae e Kim Jin-Su; Lee Jae-Sung (Kwon Chang-Hoon), Jung Woo-Young e Ju Se-Jong; Hwang Hee-Chan (Na Sang-Ho), Son Heung-Min e Hwang Ui-Jo. Técnico: Paulo Bento.

GOLS – Lucas Paquetá, aos 8, e Philippe Coutinho, aos 35 minutos do primeiro tempo; Danilo, aos 14 do segundo.

ÁRBITRO – Ammar Al-Jeneibi (Fifa/Emirados Árabes Unidos).

CARTÕES AMARELOS – Hwang Hee-Chan (Coreia do Sul).

PUBLICO E RENDA – Não disponíveis.

LOCAL – Estádio Mohammed Bin Zayed, em Abu Dabi (Emirados Árabes Unidos).

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REMO

Após recusa de reajuste em 70%, zagueiro é descartado dos planos azulinos para 2020

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Foto: Crédito: Samara Miranda/ CR / Fonte: Roma News

O zagueiro Marcão não faz mais parte dos planos do leão para 2020. Em conversa com a diretoria do Clube do Remo, o jogador cobrou um valor maior do que o esperado para continuar no elenco e o clube não tem como acatar o pedido. 

“Marcão está descartado. Diferença muito grande entre o que propusemos (aumento de 70% do que ele ganhava em 2019) e o que ele pediu (aumento de 300%)” disse o presidente Fábio Bentes, em conversa com o Roma News.

Questionado sobre a possibilidade do jogador voltar atrás, Fábio disse que ele pode voltar a ser uma opção, mas o clube não vai ficar esperando. “No momento estamos definindo treinador. Junto com ele iremos definir mais um zagueiro. Se até lá ele mudar de ideia, pode ser uma opção. Mas não vamos mais ficar esperando uma resposta”.

Já descartado do elenco azulino, Marcão ainda não tem um próximo passo definido. Sobre a suspeita de estar negociando com um outro clube, o jogador negou, alegando que seu futuro ainda é incerto. 

“Não tem nada definido ainda. Meus representantes estão vendo qual será meu destino”, disse o zagueiro, sem chances de recuar a proposta.

A rescissão de contrato com Marcão deve ser anunciada em breve pelo Clube do Remo.

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FUTEBOL

Tiago Nunes e Corinthians se reúnem para planejamentos

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Foto: Reprodução / Fonte: *Folhapress

O técnico Tiago Nunes, que assinou contrato com o Corinthians até o fim da próxima temporada, visita o CT Joaquim Grava pela primeira vez nesta terça (19).

Segundo apurou o UOL Esporte, o ex-treinador do Athletico-PR se reuniu com a diretoria alvinegra, às 10h (de Brasília), para discutir reforços e “alinhar” o planejamento para 2020. O novo comandante, que só assume o time em janeiro, também deve conhecer os jogadores.

Tiago Nunes não confirmou se acompanhará o treinamento da equipe, pois a atividade comandada pelo técnico interino, Dyego Coelho, está marcada somente para o período da tarde, às 15h30 (de Brasília), no CT.

A diretoria corintiana aguardava o treinador para iniciar a busca por reforços. Apesar de alguns jogadores já deixarem o clube paulista com o aval de Tiago, ele ainda não posicionou os dirigentes sobre o perfil de reforços para 2020.

Além do CT Joaquim Grava, Tiago Nunes deve se reunir com o presidente, Andrés Sanchez, e com os diretores Jorge Kalil e Duílio Monteiro Alves no Parque São Jorge. A cúpula pretende avançar no planejamento, mas o treinador também deve se ocupar com gravações de vídeos e sessões de fotos para TV e site oficial do clube paulista.

Já o encontro com o interino, Dyego Coelho, não está confirmado. Mas é possível que os dois tenham o primeiro contato nesta terça. Coelho declarou que não prepara o time para Nunes na reta final do Campeonato Brasileiro, mas o interino tem “estilo de trabalho” semelhante ao do novo comandante do Corinthians. Os dois gostam de um sistema de jogo mais ofensivo, “linhas altas” e não são adeptos a retranca defensiva, como Fábio Carille, demitido no início deste mês.

Na segunda (18), o volante Guilherme Mantuan foi o primeiro jogador a encaminhar a sua saída com o aval de Tiago Nunes. O zagueiro João Victor também está de saída, para a Inter de Limeira, enquanto Fabrício Oya deve ser o próximo. O zagueiro Manoel, emprestado do Cruzeiro até o fim de 2019, também não permanece no clube paulista.

Em relação a reforços, os nomes devem começar a ser discutidos hoje. Thiago Neves, que externou mais uma vez o desejo de jogar no Corinthians, sequer teve seu nome comentado entre diretoria e Tiago Nunes em conversas por telefone e mensagens sobre o planejamento para 2020. O ex-técnico do Athletico foi anunciado oficialmente como novo treinador do Corinthians há 12 dias, mas decidiu tirar férias e assumir o time só em janeiro. Ele deve ficar em São Paulo até o fim desta semana.

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