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Brasil prepara aliança com EUA por liberdade religiosa

Foto: Reprodução / Fonte: *Folhapress

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A Aliança Internacional para Liberdade Religiosa será um dos principais assuntos do encontro do chanceler Ernesto Araújo com o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, nesta sexta-feira (13), em Washington.

Os Estados Unidos apostam na aliança como um dos pilares de sua política externa, e o Brasil deve ser um dos membros fundadores do órgão. A cooperação na ofensiva contra discriminação religiosa no mundo é considerada ponto chave da parceria estratégica entre os dois países. A iniciativa visa a defender todas as religiões, mas o tema foi abraçado especialmente por evangélicos e católicos mais atuantes.

– Estamos totalmente de acordo com o conceito e com o esforço de promover a liberdade religiosa para todas as religiões ao redor do mundo – disse à reportagem o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, que se reuniu nesta quarta-feira (11) com Sam Brownback, embaixador dos EUA para Liberdade Religiosa.

Os Estados Unidos realizaram sua segunda reunião sobre o tema em julho, com presença de Damares Alves, titular do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, e do pastor Sérgio Queiroz, secretário nacional de Proteção Global do ministério.

Em sua participação, Damares disse estar “particularmente apreensiva com a perseguição contra cristãos”, mas mencionou que o Brasil dará atenção especial às religiões de matriz africana.

Participaram do encontro delegações de 106 nações, com representantes de diversas religiões. Países com histórico de perseguição religiosa, como Irã, China e Arábia Saudita, não compareceram, embora outros que também registram altos níveis de restrição, segundo o Pew Research Center, como Israel, Emirados Árabes e Egito, estivessem presentes.

– As pessoas acham que lutar por liberdade religiosa é só luta pelos cristãos, mas isso não é verdade; tratamos de todas as religiões, as de matriz africana são perseguidas na América Latina, muçulmanos na Europa e, no Oriente Médio, o maior alvo são os cristãos. Mas é que, em números totais, a religião mais perseguida do mundo é a cristã – disse à reportagem o secretário Sérgio Queiroz.

Estudo conduzido pelo Pew Research Center e publicado em julho deste ano mostra que os cristãos são o grupo religioso perseguido no maior número de países (143), seguidos por muçulmanos (140), ambos representam as religiões com o maior número de fiéis.

Segundo Queiroz, os EUA são os grandes defensores da liberdade de discutir a fé em contexto político.

– Lá, existe uma resistência grande de setores religiosos, que querem levar a religião para a arena pública. O Brasil é um país laico, mas isso não significa que a religião deva ser retirada da esfera pública, que a fé não possa fazer parte do debate – diz.

A ONU comemorou em 22 de agosto o primeiro dia mundial das vítimas de atos de violência por causa de religião ou crença, celebração proposta pela Polônia, com apoio dos Estados Unidos e do Brasil.

Na ocasião, o diplomata Nestor Forster, atual encarregado de negócios na embaixada do Brasil em Washington, fez um discurso ressaltando a presença da liberdade religiosa na base das políticas públicas do governo Bolsonaro.

Ele afirmou que o chanceler brasileiro tem expressado preocupação com a perseguição dos cristãos brasileiros, tanto evangélicos quanto católicos. Em julho, na época da reunião ministerial, Ernesto publicou um texto em seu blog criticando supostos ataques da esquerda contra a religião.

– O projeto da esquerda em sua atual metamorfose pretende destruir a família, apagar a religião e controlar a linguagem ao ponto de reduzi-la ao balbucio de frases feitas – escreveu.

Países com governos alinhados a Trump, como a Colômbia e a Polônia, são grandes entusiastas da aliança encampada pelo secretário de Estado Mike Pompeo, que é evangélico. O apoio do Brasil reforçaria a proposta americana.

– A Colômbia vai sediar nesta primavera uma reunião para as Américas. Seria muito bem-vindo se o Brasil também se oferecesse para sediar uma reunião. O Brasil é uma voz importante e tem relacionamentos com países como o Irã – disse à reportagem Knox Thames, conselheiro especial do Departamento de Estado para Minorias Religiosas.

O tema da liberdade religiosa também tem sido usado pelos EUA como uma arma em sua guerra fria contra a China. Pompeo chegou a afirmar que a China era “a mancha do século” em relação a violência contra religião, citando a repressão do governo chinês à minoria muçulmana uigur, a cristãos e a budistas tibetanos.

A religião também entra na guerra comercial entre os dois países, sanções e embargos já foram aplicados contra empresas de tecnologia chinesas como Dahua e Hikvision por participarem no programa de vigilância de uigures.

O Irã também foi alvo. Milícias apoiadas pelo país, acusadas de violência contra cristãos e yazidis no Iraque, receberam sanções, assim como militares em Mianmar envolvidos nos ataques contra a minoria muçulmana rohingya.

– Na teoria, a aliança para liberdade religiosa é positiva. A preocupação é que a defesa da liberdade religiosa seja usada de forma seletiva, e seja fundamentalmente de países ocidentais defendendo comunidades cristãs ao redor do mundo, em vez de realmente liberdade religiosa – diz H.A. Hellyer, pesquisador sênior do Royal United Services Institute e do Carnegie Endowment for International Peace.

A aliança anunciada por Pompeo foi comemorada por lideranças evangélicas nos EUA. Em artigo, Tim Head, diretor da poderosa organização cristã Coalizão da Fé e da Liberdade, afirmou que o embaixador Brownback viaja pelo mundo para defender pessoas perseguidas por sua fé e, “simultaneamente, defender outros interesses americanos, como estabilidade de governo, desenvolvimento econômico e combate ao terrorismo”.

Os evangélicos são base de apoio importante de Donald Trump, que disputa a reeleição, e têm influenciado várias decisões de política externa, como a transferência da embaixada americana para Jerusalém.

 

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Três vendedores de frutas são presos no Quênia por usarem sacolas plásticas

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Fonte: Extra: Foto: Reprodução

Três ambulantes foram presos, nesta segunda-feira, no Quênia, por usarem sacolas plásticas ao venderem frutas na capital, Nairóbi.

O país proibiu o uso de plástico no comércio em 2017, com penas severas a quem for flagrado com este material. As sentenças podem variar entre prisão ou multas de até R$ 173,8 mil.

O trio vendia ameixas, maracujá e cana-de-açúcar no momento em que foi detido e encaminhado ao poder judiciário.

O caso repercutiu entre moradores do Quênia. Nas redes sociais, boa parte dos internautas reagiu com críticas à prisão de pequenos comerciantes. Alguns posts chamaram atenção que ainda há outras formas de plástico que continuam sendo permitidas.

“Você sabia que as salsichas do Farmer’s Choice, fraldas, sabem aquela caixa de saquinhos de chá Ketepa, os feijões e outros cereais nos supermercados disponíveis para a classe média são todos embrulhados de uma só vez usando sacos de polietileno? Esta é uma ‘luta de classes'”, afirmou um usuário do Twitter.

Segundo o governo, a lei que proíbe o uso das sacolas plásticas foi criada para buscar evitar ao máximo prejudicar o meio ambiente. De acordo com a ONU, cerca de 100 milhões de sacolas plásticas eram distribuídas por supermercados quenianos anualmente antes da medida.

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Na Síria, pai tenta distrair filha de bombardeios e vídeo viraliza

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Fonte: Extra Foto: Reprodução

IDLIB, Síria – O vídeo de um pai tentando distrair a filha de apenas 3 anos de idade durante um bombardeio na província síria de Idlib está emocionando vários internautas pelo mundo.

Nas imagens, a menina começa a rir, inocentemente, logo após um bombardeio, porque seu pai, Abdullah Mohammad, acalmou-a dizendo que as bombas soam como fogos de artifício e que, portanto, não havia nada a temer. No vídeo, que viralizou nas redes sociais e que internautas compararam ao filme “A vida é bela”, o pai pergunta para a filha se o barulho que eles podem ouvir é provocado por um jato ou uma bomba.

— Uma bomba. Quando vier a próxima vamos rir? — pede a menina.

Em seguida, é possível ouvir uma explosão, e a criança começa a gargalhar.

— Isso te faz rir? — pergunta o pai.

— Sim, é engraçado — responde a criança.

Nas redes, o israelense o professor Amir Tsarfati comentou: “A triste realidade das crianças de Idlib. O pai está ensinando sua filha a identificar os sons de jatos russos e sírios e adivinhar quando a explosão acontecerá”, disse no Twitter. “Como um pai, e neto de sobreviventes do Holocausto, isso me entristece.”

Outros compararam ao filme italiano dirigido por Roberto Benigni, em que um pai preso com o filho em um campo de concentração durante a Segunda Guerra Mundial faz com que o menino acredite que tudo faz parte de um jogo.

O vídeo veio à tona em um momento em que a província de Idlib, no Noroeste da Síria, tem sido palco de confrontos entre as forças do regime de Bashar al-Assad, apoiadas pela Rússia, e rebeldes sírios sustentados pela Turquia. Desde 1º de dezembro, cerca de 900 mil pessoas foram obrigadas a abandonar a região, de acordo com as Nações Unidas.

Nesta semana, as forças do governo sírio afirmaram ter consolidado o domínio sobre várias cidades no interior da província de Aleppo, com a reabertura do aeroporto internacional da cidade homônima. O aeroporto interrompeu seus voos comerciais em 2012, quando grupos da oposição assumiram o controle de bairros do leste da cidade.

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Número de mortes na China por coronavírus passa de 2 mil

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Disseminação do coronavírus na China — Foto: Wagner Magalhães/G1 Fonte: G1 Foto: Reprodução

Apenas a província de Hubei tem mais de 61,6 mil casos e 1,9 mil mortes. No país, são mais de 74,2 mil infecções.


Mais de 80% dos casos do novo coronavírus na China são leves, diz estudo

O total de mortes provocadas pelo novo coronavirus passa de 2 mil na China desde o começo da epidemia. O número foi alcançado nesta terça-feira (19) com o mais recente balanço sobre situação na província de Hubei, epicentro da doença. Mais 132 mortes na região foram confirmadas nas úlitmas 24 horas pelas autoridades de saúde.

Mais dados do coronavírus em Hubei:

  • Total de infectados: 61.682
  • Total de mortes: 1.921
  • 9,1 mil pacientes receberam alta do hospital nas últimas 24 h
  • 43.471 ainda estão em tratamento
  • 68.345 estão em observação médica

Mais cedo, o balanço nacional chinês havia apontado um total de 1.870 mortes na China e 72.528 casos. Com esses novos números de Hubei, o total de infecções no país fica em pelo menos 74,2 mil casos. Os dados das outras províncias ainda não foram contabilizados.

Imagem de microscópico mostra o novo coronavírus, responsável pela doença chamada Covid-19 — Foto: NIAID-RML/AP

Destaques sobre o coronavírus desta terça (18):

  • No Japão, o navio em quarentena registrou mais 88 casos confirmados da doença. O isolamento da embarcação está previsto para terminar na quarta (19).
  • Cientistas chineses publicaram um estudo, na segunda-feira (17), no qual mostraram que 80% dos casos de Covid-19 são leves.
  • O Salão do Automóvel de Pequim anunciou, também na segunda, que vai adiar o evento, marcado para o fim de abril, por causa do surto de coronavírus. O mercado chinês de automóveis é o maior do mundo.
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