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INTERNACIONAL

Brexit sem acordo pode abalar entrega de remédios na Europa

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Foto mostra vários remédios em suas cartelas originais em Bruxelas 09/08/2019 REUTERS/Yves Herman Foto: Reuters

Com a aproximação do prazo de 31 de outubro para o Reino Unido se separar da União Europeia, profissionais de saúde alertam que a escassez de alguns remédios pode se agravar na Europa no caso de uma desfiliação sem acordo.

Na semana passada, o lobby de alimentos e bebidas britânico avisou que o país sofrerá com a falta de alguns alimentos frescos se houver um Brexit caótico sem acordo. Empresas farmacêuticas expressaram temores semelhantes a respeito de medicamentos, e algumas providenciaram transporte aéreo para seus suprimentos se for necessário.

Mas o impacto sobre os suprimentos médicos também será sentido fora do Reino Unido. Cerca de 45 milhões de pacotes de remédios são enviados do território britânico para o resto do bloco a cada mês, um comércio de valor aproximado de 14,5 bilhões de dólares em 2016, de acordo com um relatório do Parlamento britânico.

Especialistas dizem que alguns transtornos serão inevitáveis se o Reino Unido deixar a UE sem um pacto. O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, tem dito que tirará a nação do bloco em 31 de outubro sem um acordo se a UE se recusar a negociar um novo pacote de separação.

Alguns remédios podem não ter a aprovação regulatória necessária para continuar sendo enviados do Reino Unido até essa ocasião. Cerca de um bilhão de pacotes vão em uma direção ou na outra a cada ano, mostram dados da indústria.

Controles alfandegários adicionais em portos e outras fronteiras entre o Reino Unido e a UE também podem atrapalhar os suprimentos de remédios e dos compostos químicos necessários para produzi-los, disseram agências reguladoras e representantes da indústria.

“Apesar da preparação intensiva da indústria para todas as situações, um Brexit sem acordo cria o risco de transtornos no suprimento de remédios” em toda a UE, disse à Reuters Andy Powrie-Smith, autoridade da Federação Europeia de Indústrias e Associações Farmacêuticas.

A Agência Europeia de Remédios (EMA, na sigla em inglês), a entidade reguladora de medicamentos da UE, disse que o bloco está bem preparado para o Brexit e já finalizou as autorizações de quase todos os 400 remédios sob sua supervisão que exigem liberações adicionais por causa da saída iminente do Reino Unido.

Mas ainda faltam autorizações para três medicamentos que precisam de licenças com abrangência em toda a UE, disse uma autoridade da EMA sem identificá-los.

Outros remédios essenciais também poderiam ser bloqueados por causa de obstáculos regulatórios em resultado do Brexit, apontam dados da EMA.

A agência é o único organismo que pode autorizar vendas de novos remédios para tratamento das doenças mais comuns e mais graves, como câncer, diabetes e gripe, nos 28 países da UE.

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Trump chega à França para participar da cúpula do G7

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Foto: Reprodução /Fonte: Agência Brasil

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, já está na França para participar da cúpula do G7, enquanto mantém uma disputa comercial com a China.

Trump, que se negou a assinar a declaração final da cúpula do G7 realizada há um ano no Canadá, manterá reuniões bilaterais com os governantes da França, Alemanha, Reino Unido, Canadá, Japão, Índia e Egito, entre outros líderes políticos.

O avião do presidente norte-americano pousou no Aeroporto de Merignac, em Bordéus, sudoeste da França, onde Trump tomou aeronave de menor porte para seguir até Biarritz, cidade litorânea do sudoeste francês, local da cúpula internacional.

Trump aumentou duas tarifas para a China depois que este país anunciou impostos no valor de US$ 75 bilhões em represália a outras medidas similares do governo norte-americano. Isso levou à queda nas bolsas internacionais e o Dow Jones a cair 2,37%.

Recentemente, Trump afirmou que gostaria de que Rússia voltasse a fazer parte do G7, grupo dos países mais desenvolvidos do mundo, formado por Estados Unidos, Alemanha, Japão, França, Reino Unido, Canadá e Itália.

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EUA querem saída de Maduro e Juan Guaidó diz que regime se contradiz

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Foto: Reprodução / Fonte: *Agência pública de televisão de Portugal

Após a confirmação de que conversações vem sendo mantidas com a Venezuela, os Estados Unidos esclarecem que o diálogo apenas visa à saída de Nicolás Maduro do poder e a convocações de eleições livres no país.

As declarações do Conselheiro de Segurança Nacional da Casa Branca foram reiteradas por Juan Guiadó, o auto-proclamado presidente Interino da Venezuela.

Na última terça-feira (20), o presidente Nicolás Maduro admitiu a existência de contatos entre membros de seu governo e altos funcionários de Washington, confirmando declarações dadas antes pelo presidente norte-americano, Donald Trump.

“Confirmo que há meses existem contatos de altos funcionários do governo dos EUA, de Trump, e do governo bolivariano que presido, sob minha autorização expressa direta, vários contatos, vários meios, para tentar regular esse conflito”, disse Maduro em discurso em rede nacional.

“Se um dia o presidente Trump quiser conversar seriamente e traçar um plano para regularizar e resolver esse conflito, estaremos sempre preparados para dialogar”, acrescentou o líder venezuelano.

 

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Trump cancela viagem à Dinamarca após recusa sobre a venda da Groenlândia

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A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump - AFP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, cancelou uma reunião com a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, prevista para dentro de duas semanas, pela falta de interesse de Copenhague em vender a Groenlândia, um território com abundantes recursos naturais.

A visita à Dinamarca do presidente americano foi simplesmente “cancelada”, informou à AFP uma fonte da Casa Branca após a publicação de várias mensagens de Trump no Twitter.

A Casa Real da Dinamarca, responsável pelo convite a Trump, expressou “surpresa” em uma mensagem divulgada pelo canal público DR.

Os políticos dinamarqueses manifestaram espanto com a decisão do presidente americano.

“A realidade transcende a ficção, este homem é imprevisível”, tuitou Martin Østergaard, líder da esquerda radical, que integra a maioria parlamentar.

“Sem nenhuma razão, Trump considera que uma parte (autônoma) de nosso país está à venda. Depois cancela de maneira insultante uma visita que todos estavam preparando. Há alguma parte dos Estados Unidos à venda? Alasca?”, reagiu indignado no Twitter o líder conservador Rasmus Jarlov.

“Por favor, mais respeito”, completou Jarlov.

“A Dinamarca é um país muito especial, mas baseado nos comentários da primeira-ministra Mette Frederiksen sobre o fato de não ter nenhum interesse em discutir a venda da Groenlândia, adiarei para outro momento nossa reunião prevista para dentro de duas semanas”, tuitou Trump.A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump – AFP

“A primeira-ministra foi capaz de poupar um grande volume de gastos e esforços tanto dos Estados Unidos quanto da Dinamarca ao ser tão direta. Agradeço a ela e espero reprogramar (a reunião) para algum momento no futuro”, escreveu o presidente a respeito da visita.

O anúncio foi feito às vésperas da viagem do presidente americano à França para participar na reunião de cúpula do G7 em Biarritz, de 24 a 26 de agosto.

Existe o temor de que Trump atue como um ‘estraga prazer’ na reunião, que deve abordar vários temas nos quais Washington tem divergências com seus aliados tradicionais.

– “Grande negócio” –

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