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DIREITOS HUMANOS

Campanha combate violência contra a mulher

Victor Bentmiller de Lima Souza apresentou trabalho mostrando os avanços no combate à violência contra a mulher

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Programação abrange 16 dias de ativismo

Antecedendo a campanha “16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher”, que em 2018 traz o tema “Desconstruir mitos e preconceitos em torno da violência contra a mulher”,  os órgãos que integram a rede de proteção à mulher realizaram nesta quarta-feira, 14, na escola Gaudêncio Ramos, localizada no bairro do Paar, em Ananindeua, uma ação que apresentou à comunidade trabalhos desenvolvidos nas escolas públicas do município sobre o tema, e incluiu a prestação de serviços sociais e apresentações culturais.

O Tribunal de Justiça do Pará (TJPA), um dos parceiros da campanha, promoveu na ocasião a conscientização da comunidade e o apoio à causa, ao promover orientação e distribuir folhetos sobre a lei Maria da Penha e o combate à violência contra a mulher. Além disso, a equipe deu orientações à comunidade sobre as formas de violências que mulheres sofrem e maneiras de denunciá-las, além de conceitos como misoginia, machismo e feminismo.

A campanha “16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher” é uma mobilização mundial que busca debater, orientar, e mobilizar a sociedade a reconhecer e denunciar as formas de violência contra as mulheres. A campanha iniciará em 25 de novembro, dia Internacional da Não Violência contra a Mulher, e terminará em 10 de dezembro, data comemorativa da Declaração Universal dos Direitos Humanos

Os professores das escolas da Rede Pública do município de Ananindeua foram capacitados a discutir a temática do combate à violência contra a mulher em sala de aula durante o ano letivo e os alunos desenvolveram atividades escolares sobre o tema. Durante a ação na escola Gaudêncio Ramos, os estudantes apresentaram seus trabalhos à comunidade, como resultado dos debates.

Victor Bentmiller de Lima Souza,  de 14 anos, cursa o nono ano na Escola Estadual Paraense e apresentou junto a um grupo de alunos da escola uma linha do tempo que mostrava os avanços no combate à violência contra a mulher. “Avalio como algo realmente muito necessário. Precisamos focar muito nessa questão, porque a cada dia morrem mais e mais mulheres, então não podemos deixar isso acontecer porque somos todos brasileiros e seres humanos”, disse.

A pedagoga Riane Freitas, vinculada à Coordenadoria Estadual de Mulheres em situação de Violência Doméstica e Familiar (Cevid), participou da ação e exemplificou os mitos que a campanha 16 dias de ativismo pretende desconstruir em 2018. “Um dos mitos é que o álcool seria causador da violência doméstica, e isso não é correto, pois o álcool pode até impulsionar essa violência, mas a principal causa é o machismo. Se a causa da violência doméstica contra a mulher fosse o álcool, o homem agrediria outras pessoas também, mas ele agride somente a mulher. Vamos fazer essa desconstrução porque a violência acontece muitas vezes quando o autor está sob o efeito de álcool e a origem dessa violência está no machismo”, disse.

Riane avaliou a importância de trazer o debate sobre o combate violência doméstica e familiar ao ambiente escolar. “É fundamental debater o tema nas escolas, porque o TJPA e a Cevid entendem que não adianta somente punir, não adianta só esperar os processos acontecerem para tomarmos uma atitude, é preciso prevenir”.

Ela acrescentou que o TJPA tem buscado a prevenção, ao ir às escolas, orientar professores, e criar com isso uma cadeia de prevenção. “Vir a um bairro e ver toda a comunidade falando sobre essa temática, os jovens mostrando seus trabalhos, é sinal de que essa temática foi levantada na escola e isso é fundamental. Se um professor falar sobre violência contra a mulher com, por exemplo, 400 alunos por ano, se conseguir atingir 50 alunos é muita gente, pois esses alunos atingem suas famílias, então é um trabalho em cadeia, e é nessa perspectiva que trabalhamos com as escolas”, disse.

A Cevid continuará participando da campanha 16 dias de Ativismo pelo fim da Violência contra a Mulher com uma programação que será intensificada na semana Justiça pela Paz em Casa, com ações em escolas, canteiros de obra e voltadas aos servidores do TJPA. Uma ação no Fórum de Ananindeua no dia 28 de novembro, finalizará esse período.

Além disso, a programação contou com a emissão de documentos, orientação jurídica, cabeleireiro, vacinação, orientação nutricional e apresentações musicais.

Além do TJPA, os órgãos e entidades engajados na campanha 16 dias de ativismo são: Governo do Pará; Ceasa/PA; Coordenadoria de Integração de Políticas para Mulheres (CIPM), fundação Propaz; Conselho Estadual dos Direitos da mulher (CEDM); Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa); Secretaria de Estado de Eduação (Seduc); Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh); Polícia Civil do Estado do Pará; Defensoria Pública e Ministério Público do Estado do Pará.

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