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Medicina & Saúde

Campanha contra pólio e sarampo alcança 99% das crianças de Belém

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Dia D de mobilização da Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite e Sarampo.

 

Com 99% da meta alcançada, Belém encerra a Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite e o Sarampo. Das 79.307 crianças de 1 a 4 anos a serem vacinadas,  mais de 78.300 foram imunizadas na capital, superando os 95% de cobertura vacinal recomendados pelo Ministério da Saúde.

Para alcançar a meta, a Secretaria Municipal de Saúde (Sesma), por meio do Departamento de Vigilância em Saúde, investiu em estratégias e intensificou parcerias para alcançar o máximo de crianças. Shoppings, praças e escolas foram espaços para a campanha, que teve ainda o apoio do Rotary Club.

A Sesma ressalta que a vacinação contra a poliomielite e o sarampo continua na rotina das unidades de saúde, de 8h às 17h, seguindo o calendário nacional de imunização. Para o sarampo, a vacina tríplice viral, que imuniza também contra a rubéola e a caxumba, é administrada em duas doses para indivíduos de 12 meses a 29 anos e uma dose para adultos de 30 a 49 anos. O Ministério da Saúde não recomenda a vacinação de pessoas acima de 50 anos, pois já entraram em contato com o vírus em alguma fase da vida.

Na rotina, a vacina contra poliomielite está disponível para criança de 2 meses até 4 anos de idade. Primeiramente é aplicada em esquema de três doses injetáveis, com intervalos de 60 dias. Aos 15 meses e aos 4 anos, a criança faz o reforço da vacina na forma de gotinhas.

 

três dias do final da Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomelite e o Sarampo, dados preliminares do Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunização (SI-PNI) indicam que a média nacional de vacinação está em 94,7% para o sarampo e 93,6% para a poliomielite.

Foram aplicadas em todo o país mais de 22 milhões de doses das vacinas (11,2 milhões de cada vacina). Onze estados atingiram a meta do Ministério da Saúde de vacinar, pelo menos, 95% do público-alvo, para as duas vacinas. Mais de 4 mil (72%) municípios do país cumpriram a meta.

Cerca de 800 mil crianças ainda não tomaram as vacinas contra as duas doenças. Na faixa etária de 3 e 4 anos, a cobertura vacinal está acima da meta, com 96,95% e 95,44%, respectivamente. A maior preocupação é com faixa de um ano de idade, cuja cobertura ainda está em 85,45%.

Os estados do Mato Grosso do Sul, Alagoas, Ceará, Goiás, Paraíba, Maranhão, Sergipe, Espírito Santo, Santa Catarina, Pernambuco, Rondônia e Amapá já atingiram a meta de 95% das crianças vacinadas. O esforço dos profissionais de saúde e da população tem apresentado bons resultados em capitais como Recife (PE), Macapá (AP), Porto Velho (RO) e Vitória (ES), que superaram a meta da campanha. Manaus, que iniciou a vacinação antes devido ao surto de sarampo na região, também já vacinou 95% do público-alvo, com 103% de cobertura vacinal contra o sarampo, e de 95,23%, para a poliomielite.

A campanha de vacinação contra o sarampo e a pólio vai até a próxima sexta-feira (14).

Os gestores públicos têm até 15 dias para informar no SI-PNI quantas doses das vacinas foram aplicadas.

Crianças com idade entre 1 ano e menores de 5 são vacinadas no posto de saúde 

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Medicina & Saúde

Regional de Marabá realiza campanha de captação de sangue 

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Nesta semana, o Hospital Regional do Sudeste do Pará – Dr. Geraldo Veloso (HRSP), em Marabá, realizará a sua 34ª Campanha de Doação de Sangue. A ação será realizada até sexta-feira (14), no Hemopa Marabá, das 7h às 12h30. Na terça-feira (11), as coletas também acontecerem em um posto volante montado no HRSP, das 8h às 16h30. Nesta edição, a meta é coletar ao menos 120 bolsas de sangue.

Para ser um doador é preciso ter entre 16 e 69 anos, desde que a primeira doação ocorra, no máximo, até os 60 anos e que os menores de idade tenham autorização dos pais ou responsáveis; estar em boas condições de saúde, bem alimentado e não ter ingerido comida gordurosa nas quatro horas que antecedem a doação; pesar, pelo menos, 50 kg; ter dormido, no mínimo, seis horas nas últimas 24 horas;  e apresentar documento oficial com foto, como carteira de identidade, carteira de trabalho, certificado de reservista, carteira do conselho profissional ou carteira de habilitação.

Anualmente, o Hospital Regional de Marabá realiza três campanhas de doação de sangue, a fim de contribuir para repor o estoque de sangue do hemocentro local. A Unidade é uma das que mais demandam o Hemopa Marabá, devido ao atendimento a vítimas de acidentes de trânsito, ao volume de cirurgias de média e alta complexidades realizadas e ao atendimento prestado a recém-nascidos na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal.

Nesta edição, o Hospital conta com a parceria da Planet Comunicação, Shopping Pátio Marabá, Clínica de Visão e Cirurgia de Olhos (CVCO) e Fundação Centro de Hematologia e Hemoterapia do Pará – Hemopa Marabá.

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Medicina & Saúde

Pescado é apreendido em condições precárias no Lago de Tucuruí

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Uma tonelada e meia de pescados foi apreendida neste sábado (8) em mais uma mega operação de fiscalização no município de Tucuruí, sudeste paraense. O pescado era mantido em condições insalubres no porto do km 11 e em estabelecimentos residenciais e comerciais em Tucuruí. Além do pescado, foram apreendidos também cinco pássaros, balanças, basquetas e um freezer. Os peixes apreendidos que estavam em boas condições foram doados a comunidades carentes de Goianésia do Pará, Jacundá e Tucuruí.

A operação foi realizada pelo Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade (Ideflor-bio), em parceira com a Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), a Polícia Militar, Eletronorte, Justiça Federal e as secretarias municipais de meio ambiente de Tucuruí, Goianésia do Pará e Jacundá.

Um diferencial desta operação foi a autorização judicial de busca e apreensão conseguida junto à Justiça Federal pelo procurador autárquico do Ideflor-bio, Benilson Costa. “A Procuradoria Autárquica e Fundacional do Estado teve que ajuizar uma medida na Justiça Federal, pois essa era a única forma legal de garantir que as equipes de fiscalização pudessem entrar nos estabelecimentos, onde os pescados eram escondidos e ficavam fora das vistas das frequentes operações na região do Lago de Tucuruí”, conta o procurador.

O que mais chamou a atenção da equipe durante a fiscalização foram as precárias condições de armazenamento dos pescados. Os locais não possuíam estrutura adequada para acondicionar e conservar os peixes de forma higiênica. “Esse é um problema de saúde pública, inclusive, pois a carne dos peixes é altamente perecível e, nesse caso, elas eram destinadas ao consumo”, conta Jossandra Pinheiro, engenheira de pesca do Ideflor-bio.

Além das precárias condições de armazenamento do pescado, a região do Lago de Tucuruí encontra-se no período do Defeso, em que a pesca comercial é proibida por lei durante os meses de novembro e fevereiro. O Defeso visa preservar os peixes durante o seu período de reprodução, a fim de garantir a manutenção do estoque pesqueiro do lago.

Durante o Defeso, as operações de fiscalização no Lago de Tucuruí são realizadas com mais frequência, para coibir a pesca e a comercialização ilegal desses pescados. Entretanto, as últimas fiscalizações haviam sido realizadas principalmente no próprio lago e em feiras públicas. A mega operação deste sábado foi a primeira em que uma Unidade de Conservação estadual do Pará utilizou um mandado de busca e apreensão para garantir o desenvolvimento da fiscalização.

“Esse tipo de ação, com mandado judicial, assim como a presença dos oficiais da Justiça Federal, é muito importante, uma vez que a localidade é alvo constante de fiscalização ambiental, mas muitas vezes sem êxito, porque o pescado está em locais inacessíveis e em que não temos autorização para entrar. Com essa operação, quebramos essa barreira”, destaca Mariana Bogéa, gerente do Mosaico de Unidades de Conservação Lago de Tucuruí.

O Mosaico Lago de Tucuruí é um conjunto de Unidades de Conservação estaduais formado pela Área de Proteção Ambiental Lago de Tucuruí e pelas Reservas de Desenvolvimento Sustentável Alcobaça e Pucuruí-Ararão. As três UCs compreendem, juntas, cerca de 570 mil hectares, os quais abrangem os municípios de Tucuruí, Breu Branco, Goianésia do Pará, Jacundá, Nova Ipixuna e Itupiranga. A pesca no lago de Tucuruí é uma das principais atividades econômicas da região.

 

 

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“Revolução sexual” contra impotência faz 20 anos em 2018

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Médicos celebram disponibilidade de remédios para tratar disfunção

 

Por Gilberto Costa /Agência Brasil  

Brasília – O ano que se encerra neste mês guarda uma marca histórica, especialmente, para os homens. Em 2018, os comprimidos contra a disfunção erétil completaram 20 anos de venda em farmácias do Brasil e de outros países.

A descoberta, feita ao acaso pela ciência que investigava medicação para pressão alta, permitiu a milhões de homens reativar sua vida sexual. Especialistas ouvidos pela Agência Brasil consideram que a oferta desses gêneros de medicamentos impactou a sociedade. “Foi uma revolução sexual como a pílula [disponível a partir da década de 1960] causou na mulher”, avalia Carlos da Ros, chefe do Departamento de Sexualidade e Reprodução da Sociedade Brasileira de Urologia.

“Foi uma revolução sim”, concorda o também urologista Osei Akoamo Jr. “Trouxe de volta uma população que podia ter uma atividade sexual rotineira de qualidade”. Em sua opinião, a medicação permitiu a casais que sofriam com o problema a “felicidade do ponto de vista sexual”.

Além de mudar o comportamento, o advento da medicação contra a disfunção erétil estabeleceu para a ciência novos paradigmas, assinala Lucio Flavio Gonzaga Silva, cirurgião-urologista e professor aposentado da Universidade Federal do Ceará. Segundo ele, décadas antes da venda de medicamentos “a disfunção erétil era tratada como problema de fundo psicológico. A ciência não sabia como se processa a via metabólica da ereção”.

Princípio ativo

O urologista Carlos da Ros acompanhou de perto a evolução da pesquisa científica na área e participou de estudos de eficácia e tolerabilidade do fármaco citrato de sildenafila feitos no país e outras partes do mundo ainda em 1996.

O princípio ativo testado resultou dois anos depois no pioneiro Viagra (da empresa norte-americana Pfizer) e hoje, após a quebra de patente em meados dessa década, está disponível em medicamentos fabricados por mais de 20 laboratórios instalados no Brasil, conforme consulta à página de produtos regularizados no portal da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa.

Além do citrato de sildenafila, há no mercado outros medicamentos registrados pela Anvisa com princípios ativos diferentes e a mesma finalidade como os fármacos de tadalafila, vardenafila, e carbonato de lodenafila.

Segundo Carlos da Ros, os homens mudaram de atitude após a venda desses medicamentos. “O tabu era muito forte, uma coisa cultural. Era muito difícil os pacientes chegarem no consultório e dizer ‘estou impotente’. Esse tabu caiu por água baixo. Isso fez com que os homens ficassem mais tranquilos e logo depois do aperto de mão na consulta dissessem: ‘olha meu problema é sexual’”.

“Não tem que ter vergonha em absoluto”, testemunha o funcionário público aposentado Cruz de Almeida, 68 anos, que prefere ser identificado sem o prenome. “A tendência é conversar melhor cada dia. Até recentemente as pessoas costumavam esconder. Escondendo as coisas você não vai ter um tratamento adequado”, opina Almeida que toma 10 miligramas diárias de tadalafil.

O médico Lucio Flavio Gonzaga Silva calcula que por ano um milhão de homens passem a ter que consumir medicamentos contra a disfunção erétil. De acordo com nota do Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos no Estado de São Paulo, o Sindusfarma, entre novembro de 2017 e outubro de 2018, foram vendidos 68,32 milhões de comprimidos contra impotência sexual.

Conforme dados auditados pela consultoria IVQVIA, nesse período as vendas desses medicamentos somaram R$ 560 milhões. O valor equivale a uma participação de 0,91% no mercado total de remédios no país.

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