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Medicina & Saúde

Marabá vai vacinar 55 mil animais domésticos contra a raiva

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Foto: Reprodução

MARABÁ – Cerca de 55 mil animais domésticos devem ser vacinados contra a raiva em Marabá, no sudeste do Pará. Este ano, a campanha começou mais cedo para atender melhor os bairros distantes do centro da cidade. As ações na zona urbana vão até o dia 16 de outubro, em seguida as equipes devem iniciar as ações na zona rural.

As equipes iniciaram os trabalhos pelo núcleo São Félix, um dos bairros mais distantes do centro urbano de Marabá, onde geralmente a cobertura vacinal ficava comprometida. Outra novidade é que a campanha foi antecipada para o mês de setembro, evitando a realização durante o período chuvoso, o que segundo a Secretaria Municipal de Saúde, deve garantir maior produtividade das equipes de endemias.

Plantões

Ao todo, 102 pessoas estão trabalhando na campanha de vacinação, entre agentes de saúde e voluntários, que vão de casa em casa para aplicar as doses da vacina antirrábica e orientar a comunidade sobre a importância de imunizar os animais.

A Secretaria Municipal de Saúde de Marabá informou que caso os moradores não estejam em casa no momento da passagem das equipes de vacinação, a comunidade pode procurar o Centro de Controle de Zoonoses aos finais de semana, quando acontecem os plantões para vacinar cães e gatos contra a raiva animal.

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Medicina & Saúde

Monitorar as mutações do vírus da gripe envolve esforço internacional

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Foto: Reprodução /Fonte: Agência Brasil

A ocorrência de mutações no vírus influenza, causador da gripe, é uma possibilidade permanente. Por essa razão, é imprevisível quando ocorrerá uma nova pandemia da doença. A última ocorreu há exatos 10 anos, quando o H1N1, um subtipo do vírus influenza A, se disseminou em escala mundial, provocando o que ficou conhecido na época como a crise da “gripe suína”. Diante do risco de novas pandemias, o monitoramento é fundamental para identificar com eficácia e rapidez as variações virais que circulam nos países, sobretudo no inverno, quando a transmissão se intensifica.

Conforme explica a virologista Marilda Siqueira, pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), por meio do sequenciamento genético é feito o acompanhamento da evolução do vírus. O compartilhamento desses dados científicos permite a adoção de respostas rápidas para combater a circulação do vírus, como captar os primeiros casos precocemente e disponibilizar um atendimento eficiente. Foi esse acompanhamento que possibilitou também o rápido desenvolvimento da vacina no caso do H1N1, ajudando as populações mundiais a criarem resistência ao vírus que se alastrou a partir de junho de 2009. O imunizante ficou disponível em setembro, três meses após o início das transmissões.

Uma nova pandemia não deve ocorrer com o H1N1. Atualmente, no Brasil, apesar de ainda ocorrerem óbitos, eles estão dentro de um padrão esperado. No país, é alta a probabilidade de se ter contato no inverno com dois subtipos do vírus influenza A contra os quais as populações estão mais resistentes. Um deles é exatamente o H1N1 e o outro é o H3N2. A questão é que o vírus influenza tem um genoma segmentado, característica que, segundo Marilda, facilita as mutações.

“Se você troca um ou mais segmentos gênicos inteiros, vira outra coisa. E podemos ter novo vírus para o qual não temos anticorpo e nem vacinas eficazes. Em alguns lugares da Ásia, as pessoas estão atualmente contraindo de animais o H7N9, e a taxa de letalidade está em torno de 70%. Não foi observado contágio de homem para homem, então não há transmissão sustentada. Mas é uma preocupação enorme e o mundo inteiro está de olho para entender o que está acontecendo com esse vírus”, diz a virologista.

A partir do momento em que um vírus mutante se mostra transmissível de homem para homem, pode haver rápida disseminação entre uma população sem imunidade. Ao atingir grande número de indivíduos, torna-se uma epidemia enquanto estiver restrita a uma certa localidade. A pandemia se configura quando a epidemia se espalha por uma grande região geográfica, como um continente ou até mesmo o planeta.

Monitoramento

O acompanhamento internacional é feito por meio do Sistema Global de Vigilância e Resposta à Influenza da Organização Mundial da Saúde (OMS), que reúne diversas instituições. O Laboratório de Vírus Respiratório e do Sarampo da Fiocruz, chefiado por Marilda, é uma delas. O monitoramento também é importante para enfrentar as epidemias sazonais, que ocorrem sempre no inverno com mais ou menos intensidade conforme uma série de fatores. De acordo com Marilda, há quatro tipos de vírus influenza, sendo o A e o B os principais responsáveis pela gripe, o C e o D sem impacto relevante conhecido. O A é o que mais preocupa, por ser altamente mutável. O monitoramento das variações é uma das etapa da produção da vacina.

A produção da vacina da gripe sofre alterações constantemente. A OMS realiza reuniões em setembro para discutir o cenário do Hemisfério Sul do planeta e, em fevereiro, para o Hemisfério Norte. Nesses encontros, são analisados os resultados dos monitoramentos feitos pelas instituições que integram o sistema de vigilância. A próxima vacina deverá imunizar contra as principais variações virais que foram identificadas circulando no inverno que precede a reunião. “É sempre uma corrida contra o tempo, pois é curto o prazo para que a vacina esteja disponível antes do próximo inverno”, diz Marilda.

No Brasil, o Instituto Butantan, órgão vinculado à Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, é o responsável por produzir as vacinas segundo as diretrizes fixadas na reunião da OMS. O Ministério da Saúde recomenda o imunizante para idosos, crianças até 5 anos, mulheres que deram à luz recentemente, pessoas com doenças crônicas, detentos, funcionários do sistema prisional, indígenas, trabalhadores da saúde e professores. A vacina é ofertada gratuitamente para estes grupos nos postos do Sistema Único de Saúde (SUS). A última campanha teve início em 10 de abril. Desde o dia 3 de junho, as doses remanescentes estão disponíveis para toda a população.

Riscos

Segundo estudo dos centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos, entre 151 mil e 575 mil pessoas morreram devido à infecção pelo vírus H1N1. Os primeiros casos ocorreram no México. A principal hipótese dos cientistas é de que o novo vírus surgiu a partir de um rearranjo do genoma de outros dois vírus que infectaram porcos de forma simultânea.

“Normalmente essa troca de segmento gênico ocorre em alguma outra espécie animal. É comum ocorrer em porcos, porque muitas vezes eles recebem o vírus de humanos e podem receber também influenza aviária. Há países como a China, o Vietnã e o Camboja, por exemplo, que são caldeirões de produção de novos vírus influenza porque têm grandes mercados onde há porcos e aves convivendo juntos e próximos aos humanos. São ambientes que favorecem uma possível troca de segmentos do genoma”, explica Marilda.

As variações do vírus da gripe em circulação se propagam por secreções respiratórias que são liberadas em espirros e tosses. Para evitar a disseminação da doença, Marilda recomenda que pessoas com sintomas não frequentem lugares fechados. Ela também orienta medidas variadas como manter os ambientes arejados, abrir janelas de tempos em tempos e não levar as mãos à boca e ao nariz ao espirrar. É preferível dobrar o cotovelo, espirrar na articulação. Lavar as mãos também é muito importante.

“O vírus pode ficar presente e vivo nas superfícies, que pode ser um corrimão de uma escada, uma mesa, um braço de um sofá, uma maçaneta de porta. Ele permanece infeccioso por duas a quatro horas, dependendo das condições do ambiente. Imagine que você está em um shopping e ao descer uma escada rolante coloca a mão em uma parte do corrimão onde outra pessoa acabou de espirrar. E nós colocamos a mão no rosto constantemente. Então é preciso lavar as mãos com frequência”.

Maior pandemia

A maior pandemia de gripe de que se tem notícia ocorreu em 1918 e ficou conhecida como “gripe espanhola”. O número de vítimas foi muito superior ao ocorrido em 2009. Segundo a OMS, entre 20 e 40 milhões de mortes ocorreram em todo o mundo. A Europa foi o continente mais afetado. A virologista da Fiocruz acredita que dificilmente viveremos uma situação semelhante. “O risco não é totalmente descartado. Mas nessa magnitude é bem difícil. As condições socioeconômicas daquela época e também as condições médicas eram muito piores do que temos hoje em dia”, avalia Marilda.

Segundo ela, uma dificuldade na época foi a inexistência de antibióticos, que só foram criados na década de 1930. “Na pandemia, uma boa parcela das mortes não ocorre de pneumonia viral, mas de uma pneumonia bacteriana secundária que se aproveita da fragilidade do organismo. E, naquela época, não havia antibióticos para combater essas bactérias. Além disso, a Europa enfrentou essa situação saindo da Primeira Guerra Mundial com a produção de alimentos afetada, os serviços de saúde fragilizados”, diz.

A mutação que levou à “gripe espanhola” não surgiu na Espanha e sim nos Estados Unidos. A gripe se espalhou por soldados norte-americanos infectados que foram combater na Primeira Guerra Mundial. “Como os países estavam em combate, não se percebeu que muitas mortes estavam ocorrendo em decorrência de outra coisa. Foi só quando esse vírus chegou na Espanha, que não participou da guerra, que ficou claro que algo estranho estava ocorrendo. Ao notar um número incomum de mortes por doença respiratória, os espanhóis deram o alerta”.

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Mais de mil cirurgias são realizadas em cinco meses no Regional de Marabá

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Foto: Reprodução /Fonte: Agência Pará

Há cinco anos, o açougueiro Manoel Rodrigues, 63 anos, sofria de dores nas articulações devido à artrose. Com a indicação de tratamento cirúrgico, ele viajou 160 quilômetros para ser atendido no Hospital Regional do Sudeste do Pará – Dr. Geraldo Veloso, único da região a oferecer a cirurgia de artroplastia de quadril pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

A Unidade, que é referência para 22 municípios paraenses, atende a maioria das cirurgias de média e alta complexidades na região. De janeiro a maio, o HRSP realizou 1.188 cirurgias, 6,8% a mais que no mesmo período de 2018. Os procedimentos ortopédicos e de Cirurgia Geral correspondem a quase 50% dos atendimentos no centro cirúrgico do Hospital.

“Sou muito grato pelo atendimento. Antes das duas cirurgias que fiz no quadril ficava o dia inteiro a base de remédio. Era tanta dor que eu só conseguia andar de muletas. Hoje estou muito bem. Visto o que eu era, eu estou novo, e sonho com o dia em que conseguirei andar normalmente de novo”, contou seu Manoel Rodrigues.

Além das áreas de Ortopedia e Cirurgia Geral, o Hospital também realiza cirurgias nas seguintes especialidades: Buco-maxilo-facial, Cirurgia Pediátrica, Cirurgia Plástica, Cirurgia Vascular, Neurocirurgia, Obstetrícia de Alto Risco, Oftalmologia, Otorrinolaringologia e Urologia. Com o projeto de reforma e ampliação da Unidade, o Hospital deve aumentar em 60% a capacidade de atendimento em seu centro cirúrgico, passando da média atual de 235 procedimentos mensais para 376.

Segundo o diretor hospitalar do HRSP, Valdemir Girato, a oferta desses serviços no interior do Estado garante o atendimento de qualidade à população. “Antes do Hospital ser criado em 2006, os pacientes de média e alta complexidades eram encaminhados para os grandes centros de saúde de fora. Agora eles recebem atendimento especializado na própria região, o que é muito positivo para a recuperação deles, porque não precisam ficar longe dos familiares. Soma-se a isso a busca contínua do Hospital pela melhoria da qualidade do atendimento por meio de medidas de segurança nacionais e internacionais”, explica o gestor.

Dentre os protocolos adotados pela Unidade para garantir a segurança dos pacientes, destaca-se o Protocolo de Cirurgia Segura, que integra o Programa Nacional de Segurança do Paciente, do Ministério da Saúde, e prevê ações a serem executadas pelas equipes antes, durante a após os procedimentos cirúrgicos.

Sobre a Unidade

O Hospital Regional de Marabá tem 115 leitos, sendo 77 de Unidades de Internação e 38 de Unidades de Terapia Intensiva. Possui perfil cirúrgico e habilitação em Traumato-ortopedia pelo Ministério da Saúde, oferecendo atendimento gratuito nas especialidades de Cardiologia, Cirurgia Buco-maxilo-facial,Cirurgia Plástica Reparadora, Cirurgia Pediátrica, Cirurgia Geral, Cirurgia Vascular, Clínica Médica, Fisioterapia, Infectologia, Medicina Intensiva adulto, pediátrica e neonatal, Nutrição, Obstetrícia de Alto Risco, Oftalmologia, Otorrinolaringologia, Urologia, Neurocirurgia, Terapia Ocupacional, Traumato-ortopedia, Nefrologia e Anestesiologia.

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Hospital Regional de Marabá alerta sobre a doença mão-pé-boca

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Foto: Reprodução /Fonte: Agência Pará

Nos últimos meses, o Pará se viu diante do aumento do registro de casos da síndrome mão-pé-boca. Segundo a pediatra Mara Freitas, do Hospital Regional do Sudeste do Pará – Dr. Geraldo Veloso (HRSP), o tratamento é sintomático e requer repouso, hidratação e boa alimentação.

“A doença é causada pelo vírus Coxsackie e dura de cinco a dez dias. Começa com um quadro de febre alta, que pode ser acompanhada de mal-estar, falta de apetite, diarreia e vômito. Depois começam a aparecer lesões avermelhadas na boca, faringe e garganta, que evoluem para ulcerações do tipo afta e são extremamente dolorosas, e pequenas lesões bolhosas ao redor da boca, nas mãos e pés”, explica a médica.

Em geral, as crianças são o principal alvo do vírus, mas adultos também podem ser contaminados, embora seja mais raro. A transmissão se dá por via fecal-oral, a partir do contato direto com fezes, secreção, saliva, além de objetos e superfícies que tiveram contato com a gotícula ou secreção contaminada.

Por conta do alto risco de contágio, é importante que o paciente com a síndrome mão-pé-boca evite contato com outras pessoas, especialmente no período em que estiver com as lesões. Ressalta-se que o problema pode ser transmitido até quatro semanas depois que a pessoa apresenta melhora.

Como medidas de prevenção, é importante que todas as vezes em que o responsável pela criança for trocá-la ou levá-la ao banheiro, lave bem as mãos, e tenha cuidado com o descarte de fraldas e lenço umedecido, pois o vírus fica nesses materiais também. Além disso, recomenda-se higienizar com água sanitária o local onde a criança estiver brincando, além de itens compartilhados, como brinquedos.

Sintomas – Febre alta, aparecimento de manchas vermelhas na boca, amídalas e faringe e erupção de pequenas bolhas nas palmas das mãos e nas plantas dos pés.

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