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COISAS DA POLÍTICA

Candidata dorme eleita e acorda na suplência

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Com mais de 180 mil votos, Edmilson Rodrigues (PSOL) foi o deputado federal mais votado no Estado do Pará

Da Redação/ com Franssinete Florenzano, do blog Uruatapera

Como já é fato folclórico em eleições para cargos proporcionais, ontem (segund-feira 8) teve candidata que dormiu eleita e amanheceu suplente. Trata-se da deputada federal Júlia Marinho, esposa do vice-governador e senador eleito Zequinha Marinho(PSC). Feitas as contas, por doze votos o mandato caiu no colo do deputado estadual Eduardo Costa(PTB), que em 2019 passará à Câmara Federal.

Uma surpresa foi o deputado federal Arnaldo Jordy (PPS), com um eleitorado sólido ao longo de muitos mandatos, e que não foi eleito. Da mesma forma, o senador Flexa Ribeiro (PSDB). Por sua vez, o vereador Dr. Daniel (PSDB), presidente da Câmara de Ananindeua, do qual poucos observadores políticos tinham ouvido falar, foi disparado o mais votado para a Alepa, onde a renovação foi de mais da metade de sua composição (53,65%). Dos 41, só 19 estão reeleitos. Também aumentou a chamada “bancada do batom”. Das três deputadas atuais, no ano que vem serão dez.

As abstenções se mantiveram no patamar das últimas eleições (19,95%), significando que mais de um milhão (exatos 1.096.978) de pessoas não votaram. Somados aos votos em branco (145.732) e nulos (426.403), é um baita eleitorado que agora pode definir o pleito.

Fica a imagem do Ibope arranhada pelos seguidos erros nas suas pesquisas eleitorais, e consolidada a credibilidade da Doxa, dirigida por Dornélio Silva, que mais uma vez foi o único instituto a acertar suas projeções numa eleição que evidenciou o poder das redes sociais. No Pará, blogs como “As Falas da Pólis”, “Ver-O-Fato”, “Hiroshi Bogéa”, “Blog do Branco”, “Espaço Aberto”, “Zé DudU, “João Carlos”, “Jeso Carneiro” e tantos outros – inclusive este, modéstia à parte – fizeram a diferença, socializando informações da maior importância, em cima do lance, como se diz no jargão esportivo.

O destaque realmente foi o deputado Edmilson Rodrigues (PSOL), que se reelegeu com a maior votação entre os 17, fruto da sua atuação impecável, combativa e sempre em defesa dos mais humildades e do Estado do Pará

Veja os deputados federais eleitos:

Airton Faleiro (PT)
Beto Faro (PT)
Cássio Andrade (PSB)
Celso Sabino (PSDB)
Cristiano Vale (PR)
Delegado Éder Mauro (PSD)
Edmilson Rodrigues (PSOL)
Elcione (MDB)
Hélio Leite (DEM)
Joaquim Passarinho (PSD)
Julia Marinho (PSC)
Júnior Ferrari (PSD)
Nilson Pinto (PSDB)
Olival Marques (DEM)
Paulo Bengtson (PTB)
Priante (MDB)
Vavá Martins (PRB)

 

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COISAS DA POLÍTICA

Hacker diz à PF que deu a site acesso a conversas de Moro e autoridades

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Foto: Reprodução / Fonte: Estadão Conteúdo

A investigadores da Operação Spoofing, Walter Delgatti Neto, o “Vermelho”, preso nesta terça-feira, 23, por suspeita de hackear centenas de autoridades, afirmou ter dado ao jornalista Glenn Greenwald acesso a informações capturadas do aplicativo Telegram.

A defesa do jornalista, fundador do site The Intercept Brasil, disse, em nota, que “não comenta assuntos relacionados à identidade de suas fontes anônimas”.

A Polícia Federal tem indícios de que os quatro suspeitos presos são os mesmos que acessaram conversas trocadas pelo Telegram de altas autoridades dos Três Poderes, entre elas o ministro da Justiça, Sérgio Moro; procuradores da Lava Jato; o ministro da Economia, Paulo Guedes; e a líder do governo Bolsonaro no Congresso, Joice Hasselmann (PSL-SP). As provas foram encontradas em perícias, buscas e apreensões e baseadas em depoimentos dos presos realizados nesta terça.

O The Intercept Brasil tem divulgado desde 9 de junho mensagens trocadas entre Moro e procuradores da Lava Jato, relativas ao período em que ele era juiz do caso em Curitiba. O site sustenta que recebeu o conteúdo de fonte anônima. A informação de que Walter “Vermelho” relatou ter contato com Greenwald foi confirmada ao Estado por duas altas fontes da operação. Segundo elas, o hacker disse conhecer o jornalista. A reportagem não conseguiu confirmar se presencialmente ou se eles teriam tido apenas contato virtual.

Os investigadores tratam o relato com cautela, uma vez que o hacker é apontado como estelionatário. Razão pela qual tudo o que ele informar será investigado, especialmente a partir da quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático do grupo, autorizada pelo juiz Vallisney Oliveira, da 10.ª Vara Federal de Brasília.

Essas informações poderão revelar com quem os suspeitos conversaram nos últimos meses e a origem do dinheiro atribuído a dois deles – o casal Gustavo Henrique Elias Santos e Suellen Priscila de Oliveira movimentou R$ 627 mil em dois períodos no ano passado e neste ano. Uma das linhas de investigação apura se eles venderam os dados e com qual motivação.

O casal e, ainda, Danilo Cristiano Marques, também foram presos. Todos os suspeitos são do interior de São Paulo. Do grupo, além de Walter “Vermelho”, Gustavo Santos confirmou que teve acesso às mensagens interceptadas de autoridades e outras pessoas a partir do computador de “Vermelho”.

O defensor de Gustavo Santos, Ariovaldo Moreira, disse que ele afirmou em depoimento que, ao tomar conhecimento das mensagens, alertou o colega de que ele poderia ter problemas. Segundo o advogado, seu cliente relatou também que “Vermelho” tinha interesse em vender os dados para o PT. Em nota, o partido criticou Moro e afirmou se tratar de “criminosa tentativa” de envolver a sigla no caso.

‘Fonte de confiança’. Em seu perfil no Twitter, Moro escreveu nesta quarta-feira, 24, que “pessoas com antecedentes criminais” são a “fonte de confiança daqueles que divulgaram as supostas mensagens obtidas por crime”. O ministro não citou nomes, mas, ao apontar “pessoas com antecedentes criminais”, se referiu ao grupo preso na Operação Spoofing. Walter “Vermelho”, que mora em Araraquara, interior paulista, acumula processos por estelionato, falsificação de documentos e furto.

O ministro também registrou que, ao autorizar a prisão dos suspeitos, o juiz informa que 5.616 ligações foram efetuadas pelo grupo com o mesmo modus operandi e suspeitas, portanto, de serem hackeamentos. “Meu terminal só recebeu três. Preocupante”, postou.

Nesta quarta, os diretores do The Intercept Brasil, Leandro Demori e Glenn Greenwald, rebateram, também no Twitter. “Está cada vez mais claro: Moro virou político em busca de um foro privilegiado”, disse Demori. “Nunca falamos sobre a fonte. Essa acusação de que esses supostos criminosos presos agora são nossa fonte fica por sua conta. Não surpreende vindo de quem não respeita o sistema acusatório e se acha acima do bem e do mal. Em um país sério, o investigado seria você”, escreveu Demori em resposta a Moro.

Greenwald afirmou na rede social que o ministro “está tentando cinicamente explorar essas prisões para lançar dúvidas sobre a autenticidade do material jornalístico”. “Mas a evidência que refuta sua tática é muito grande para que isso funcione para qualquer pessoa”, escreveu. Em nota, o The Intercept disse que a investigação “não muda o fato de que a Constituição garante o sigilo da fonte”.

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COISAS DA POLÍTICA

Carlos mantém ataques a Mourão após pedido de Bolsonaro por armísticio

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Carlos Bolsonaro e Hamilton Mourão (Sergio Lima/AFP/Antonio Milena/VEJA)

Filho do presidente criticou fato de vice ter dito que ‘declaração judicial não se comenta’ após ser questionado sobre a redução de pena de Lula

Brasília – Filho do presidente Jair Bolsonaro (PSL), o vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (PSC) manteve os ataques contra o vice-presidente Hamilton Mourão(PRTB) nas redes sociais mesmo depois de o general Otávio Rêgo Barros, porta-voz da Presidência da República, ter lido um comunicado em que o presidente pede para que se ponha um fim na discussão.

Apesar dessa manifestação do pai, Carlos Bolsonaro voltou à carga na noite desta terça-feira, 23, compartilhando duas reportagens com comentários do vice-presidente. Em uma, também de ontem, Mourão diz que “decisão do Judiciário não se comenta”, uma vez instado a se posicionar sobre a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que condenou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no caso do tríplex, mas reduziu a pena imposta ao petista.

“Vale lembrar que o STF sentiu a pressão da internet e ruas ao analisar estranho caso de liberdade de expressão. Decisão se cumpre, mas também se comenta. Qualquer outra interpretação mais uma vez demonstra a paixão camuflada”, escreveu o vereador sobre o assunto.

Essa segunda publicação teve anexada uma reprodução da segunda matéria, de janeiro, quando Mourão criticou a chamada “despetização” promovida pelo ministro Onyx Lorenzoni na Casa Civil. Na época, o vice manifestou preocupação que a demissão em massa de funcionários da pasta sem que outros fossem contratados imediatamente poderia provocar uma paralisia parcial dos serviços da Casa Civil.

 Se por um lado Jair Bolsonaro pediu o fim da briga entre o filho vereador e Mourão, por outro é verdade que o comunicado deixou claro que ele “sempre estará ao lado” de Carlos, apesar de ter “apreço” pelo vice-presidente. Da mesma forma, Bolsonaro não utilizou as redes sociais para falar sobre o assunto, como costuma fazer em temas em que possui posição mais enfática. A mensagem através do porta-voz, assim, acaba ganhando contornos mais simbólicos e burocráticos, sem representar uma oposição concreta do presidente às opiniões manifestadas pelo filho.

Aliás, filhos. Em entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) transferiu para Mourão a responsabilidade pela crise. “O que tem causado bastante ruído são as sucessivas declarações do vice-presidente de maneira contrária ao presidente da República”, afirmou. Eduardo também criticou o fato de o general ter curtido uma publicação da jornalista Rachel Sherezade, em tom crítico a Bolsonaro, nas redes sociais.

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Bolsonaro diz que metas para os 100 primeiros dias de governo foram 95% cumpridas

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Presidente afirmou que os 5% restantes estão em fase de execução e estão parcialmente executados. Balanço deve ser divulgado na próxima semana

Marcelo Ernesto/Correio Braziliense

companhado dos ministros da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, e o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, general Heleno, Bolsonaro disse que a viagem a Israel foi bastante proveitosa afirmou que o encontro que teve hoje com os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e Davi Alcolumbre (DEM-AP) e outras lideranças partidárias não teve como tema cargos, mas a importância dos projetos em tramitação no Congresso.Ainda sobre a marca de 100 dias de governo, Bolsonaro disse que praticamente tudo o que foi desenhado pelas pastas foi viabilizado. Apesar disso, ele não entrou em detalhes sobre temas e quais seriam essas metas. O anúncio dever ser feito na próxima semana.

Apesar disso, Bolsonaro anunciou modificação no pagamento do benefício do Bolsa Família. De acordo com ele, a partir do final deste ano os beneficiários do programa, iniciado na gestão petista, passarão a receber o 13º salário. “Os recursos vem do combate a fraude. Porque que existe muita fraude e é um trabalho cansativo (fiscalizar), mas está dando resultado”, afirmou.

Encontro com parlamentares 

Sobre a conversa com os parlamentares, nesta quinta-feira mais cedo, Bolsonaro disse que, diferentemente, do que foi repercutido, não houve nenhuma conversa sobre troca de apoio por cargos. Segundo ele, o que foi exposto foi a necessidade de que seja construída uma base forte para conseguir aprovar os projetos que seriam de “interesse do Brasil”.

Como exemplo, ele citou a reforma da Previdência. “Em nenhum momento nós tratamos aqui de cargos. Eles têm o perfeito entendimento de que querem colaborar, não com o governo, mas com o Brasil.

Pacote anticrime

O ministro da Justiça, Sérgio Moro, afirmou durante a conversa, transmitida ao vivo, que está em conversa com os parlamentares sobre o pacote anticrime encaminhado por ele à Câmara e tem notado que as propostas tem chances de tramitar com agilidade.

“Eu sinto boa receptividade, eu acredito que podemos aprová-lo em breve”, disse. Bolsonaro também se mostrou confiante e disse acreditar que a meta de endurecer as penas terá bom trânsito nas duas Casas e que deve ser aprovado sem grandes alterações.

Sobre Israel, Bolsonaro e general Heleno disseram que a viagem foi um sucesso. E que a expectativa é que da visita saiam parcerias, principalmente, na área de tecnologia e inovação.

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) afirmou nesta quinta-feira que na próxima, quando completa 100 dias de governo, os ministros vão apresentar um balanço das pastas e do que foi feito até então. Otimista, Bolsonaro disse que tudo que foi demandado foi cumprido. “Os ministros vão mostrar que 95% da meta vai ser atingida e os 5% restante parcialmente atingida”, afirmou. O presidente comentou o assunto em transmissão via redes sociais na noite de hoje.

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