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Carta-bomba explode no banco ING em Amsterdã, sem deixar vítimas

(foto: Evert ELZINGA / ANP / AFP)

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O remetente das cartas exigia uma determinada quantia de moedas virtuais bitcoins

Uma carta-bomba explodiu nesta quinta-feira (13/2), sem causar vítimas, na sede do banco ING em Amsterdã, após duas explosões similares em outras duas empresas – informou a polícia, que acredita se tratar de uma tentativa de extorsão.
O artefato no ING foi encontrado um dia depois de outras duas cartas-bomba explodirem – também sem deixar vítimas – na agência do ABN AMRO Bank e no escritório da empresa japonesa Ricoh.
O remetente destas cartas exigia uma determinada quantia de moedas virtuais bitcoins, ameaçando enviar outras bombas em caso de não pagamento, relatou a polícia.
Nesta quinta pela manhã, outra carta-bomba foi encontrada em uma empresa americana de software, a Unisys, situada em Leusden (centro). Foi desativada por especialistas em artefatos explosivos do Ministério da Defesa (EOD).Continua depois da publicidade
A Polícia disse acreditar, “firmemente”, que as explosões estão ligadas a uma série de cartas já enviadas para outras empresas, hotéis e postos de gasolina em dezembro e janeiro passado, como prática de extorsão.

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Países repatriam cidadãos confinados em transatlântico por coronavírus

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(foto: Behrouz Mehri/AFP)

Um total de 355 casos foram registrados neste domingo no navio, 70 a mais do que na véspera

Países preocupados com o aumento rápido dos casos de novo coronavírus a bordo do transatlântico “Diamond Princess”, em quarentena perto de Yokohama, no Japão, decidiram neste fim de semana evacuar rapidamente seus cidadãos.

Um total de 355 casos foram registrados neste domingo no navio, 70 a mais do que na véspera. Mas nem todas as 3.711 pessoas a bordo foram submetidas aos testes que permitem estabelecer uma eventual infecção. “Até agora, examinamos 1.219 pessoas”, declarou o ministro da Saúde japonês, Katsunobu Kato, à rede nipônica NHK.

O fim da quarentena dos passageiros do Diamond Princess está previsto para o dia 19, mas os acontecimentos recentes poderão alterar este calendário.Continua depois da publicidade

Vários governos não esperaram e, ante a gravidade crescente da situação e as dúvidas envolvendo a eficácia das medidas tomadas, decidiram retirar seus cidadãos que aparentam estar bem de saúde e submetê-los à quarentena em seus respectivos países.

A retirada de americanos que estavam no transatlântico teve início na madrugada desta segunda-feira, horário local. Ônibus com passageiros se afastavam do navio Diamond Princess, embora não tenham deixado o porto imediatamente, observou um jornalista da AFP.

A passageira americana Sarah Arana confirmou que estava em um ônibus e que aguardava para embarcar em um dos voos fretados que seguirão para os Estados Unidos. Segundo ela, os passageiros que deixaram o navio passaram pelo controle de passaporte, mas não foram submetidos a exames de saúde antes de embarcarem nos ônibus, que seguirão em caravana.

Dois voos fretados devem levar os passageiros do navio para os Estados Unidos, onde parte deles permanecerá em quarentena de 14 dias em uma base militar da Califórnia, e os demais, no Texas.

O governo local de Hong Kong quer repatriar seus cidadãos (350) “o quanto antes”, e o Canadá deseja fazer o mesmo com os cerca de 250 canadenses a bordo.

O Diamond Princess realizava um cruzeiro com escalas na Ásia quando um passageiro que desembarcou em Hong Kong deu positivo para o novo coronavírus. Ao chegar à costa do Japão, o navio não recebeu autorização para atracar, e todos os passageiros foram colocados em quarentena. Os casos confirmados foram transferidos para hospitais japoneses especialmente equipados.

Além dos casos no navio, autoridades japonesas anunciaram que há 53 portadores do novo coronavírus em várias regiões do país. O principal foco de infecção fora da China é o transatlântico Diamond Princess. 

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MUNDO

França debate legalização de assistente sexual para pessoas com deficiência

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(foto: Hormoz/Série Ajutila/www.hormoz.fr/Divulgação )

Governo de Emmanuel Macron reabre o debate sobre a legalização da profissão de assistente sexual para pessoas com deficiência. Ativistas consultados pelo Correio defendem medida, mas admitem que o tema ainda é visto como tabu no país

O título do poema a seguir é Confidência: “Seus lábios sensuais / Vêm rapidamente /Ousar / Um beijo voluptuoso / Em meus versos pouco virtuosos”. O dono dos versos, o francês Marcel Nuss, 65 anos, convive por toda a vida com a amiotrofia espinhal. A doença degenerativa o levou à completa paralisia desde os 10 meses. Em setembro de 2013, o ensaísta e autor de Je veux faire l’amour (“Quero fazer amor”, pela tradução livre) fundou a Associação para a Promoção de Acompanhamento Sexual (Appas). Dois anos depois, a entidade começou a treinar assistentes sexuais e a colocá-las em contato com deficientes físicos. Perante a lei, o trabalho promovido por Nuss é ilegal. Para melhorar a vida de 12 milhões de franceses com deficiência, o governo do presidente Emmanuel Macron levantou o debate sobre a legalização da assistência sexual para essa parcela da população.
Continua depois da publicidade“Se o aconselhamento sexual for legalizado, seria uma coisa boa. Ainda não há um projeto de lei sobre o tema na Assembleia Nacional. Nenhum deputado, até o momento, quer divulgar tal projeto. Em 2015, o nosso advogado da Appas escreveu um rascunho, que foi apresentado ao parlamento, porém, sem resultado”, lamentou Marcel ao Correio. Ele admite que a assistência sexual equivale a uma prostituição “muito específica”. “Não importa. Profissionais do sexo assumem isso, sem vergonha. Apenas os opositores à prostituição se sentem incomodados”, acrescentou. Marcel é casado com Jilly, que trabalhou como assistente sexual entre 2012 e 2013. “Hoje, ela treina assistentes sexuais. O próximo curso ocorrerá em abril, perto de Montpellier (sul da França), onde moramos”, disse.
Aos 37 anos, moradora de Paris e paraplégica desde o nascimento,  Cindy Keita defende que as pessoas com deficiência não esperem os políticos decidirem sobre a questão. “A França não tem mente aberta o suficiente para compreender essa causa no momento”, admitiu à reportagem, por e-mail. “Sou muito dividida sobre o tema. Entendo que pessoas com deficiências têm suas necessidades sexuais. A maioria dos pedidos para a legalização vem de homens; isso coloca as mulheres no escuro, mesmo se concordarem em ser profissionais do sexo”, advertiu. Apesar de ressaltar que não precisa de assistência sexual, Cindy reconhece os obstáculos para relações íntimas. “Além de nem sempre serem adequados para isso, os leitos médicos são caros. Eu me adapto e isso não reduz minha libido”, assegura.
Para sensibilizar a sociedade francesa, Cindy aceitou posar para o diretor de fotografia francês Hormoz, 49. “Construímos a exposição Ajutila, em torno da representação da vida emocional e sexual de Cindy. Desde então, encontrei-me com outras pessoas com deficiência para o projeto ‘Minhas cadeiras, minhas leis’.  Busco desenvolver com elas histórias emocionais, sexuais e parentais por meio da fotografia”, explicou Hormoz ao Correio. Segundo ele, não é a primeira vez que um governo da França coloca o tema do acompanhamento sexual nos holofotes. “Não existe projeto de lei planejado até o momento, e a assistência sexual esbarra em resistências da classe política e da opinião pública. Da minha parte, obviamente, sou muito favorável. Todos têm o direito à sexualidade do modo que desejarem. Ao Estado não cabe legislar sobre sexualidade entre dois adultos que consentem”, opinou. O trabalho de Hormoz pode ser acessado em www.hormoz.fr.

Limbo

Arnaud De Broca, presidente do Collectif Handicaps, união de 48 associações de pessoas com deficiências e suas famílias, contou que o tema ressurgiu durante a Conferência Nacional sobre Deficiências, na última terça-feira, no Palácio do Eliseu. Na ocasião, Sophie Cluzel, ministra júnior para temas de deficiência, anunciou que entrou em contato com o Comitê de Ética Nacional sobre a questão dos assistentes sexuais. “Poucos anos atrás, o mesmo comitê se recusou a fornecer tal assistência. Até a presente data, não existe lei apresentada ao Parlamento, mas apenas um trabalho preparatório sobre temas éticos que isso possa representar. A adoção da lei não deve ocorrer a curto prazo: o  comitê precisa emitir sua opinião; consultas devem ser organizadas; e a lei ser escrita, debatida, votada e aplicada”, disse.
Continua depois da publicidadePara De Broca, as pessoas com deficiência nem sempre conhecem o próprio corpo e o prazer. “É uma questão de permitir-lhes que tenham contato com outras pessoas, além dos médicos e familiares. Muitas deficientes, impossibilitadas de se mover, não experimentam essa sensação de prazer. É responder ao que alguns chamam de reconhecimento de um direito sexual. A abstinência forçada devido à deficiência obviamente tem consequências no cotidiano dessas pessoas”, ressaltou. Ele entende que o reconhecimento da profissão de assistente sexual exigirá uma estrutura jurídica, a fim de evitar ser assimilada à prostituição. “O debate também levantará a questão de comparação com pessoas sem deficiência, que poderiam reivindicar os mesmos direitos”, disse.

Depoimentos

“A lei nos vê como cafetões”
“Sou casado, além de ex-divorciado. Tenho dois  filhos e um neto. Nunca utilizei a assistência sexual. Fundei a Associação para a Promoção de Acompanhamento Sexual (Appas).  A lei francesa considera que somos cafetões. Tenho 65 anos, escrevi vários livros e a autobiografia Apesar do bom senso, a qual permite entender minha jornada e meus compromissos com a militância. Nasci com a minha  deficiência. Não preciso de assistência sexual, mas entendendo muito bem as pessoas que dela necessitam. Minhas sensações sexuais são bem preservadas. Existem muito poucas deficiências que privam o prazer.”
Marcel Nuss, poeta, ensaísta e ativista a favor da assistência sexual a deficientes

Legislação e ética unidas

“O debate sobre assistência sexual exigirá a mudança da lei e dos textos aplicáveis. A questão não é somente ética, mas também legal. É necessário permitir o exercício desse direito, sem que isso represente dificuldades ou riscos legais para pessoas com deficiência. Possibilitar o uso de profissionais do sexo, sob ponto de vista ético, não fará sentido se não for algo legalizado. Atualmente, pessoas com deficiências que utilizam os serviços de assistente sexual podem ser condenadas, ainda que isso nunca tenha ocorrido, no meu conhecimento. Opositores a essa medida também temem que ela possa levar ao abuso e ao estupro de pessoas com deficiência, especialmente mulheres.”
Arnaud De Broca, presidente do Collectif Handicaps (união de 48 associações de pessoas com deficiência e suas famílias)

Como é em outros países

Holanda

  • É pioneira no oferecimento de assistência sexual a pessoas com deficiência, no início da década de 1980. A Associação para as Relações Alternativas (SAR) presta esse tipo de serviço desde 1982, a tarifas que variam de 85 a 100 euros por hora. No país, a assistência sexual é considerada parte do tratamento; em alguns casos, o Estado devolve o dinheiro pago por esses serviços pelo seguro social.

Dinamarca

  • A prostituição é descriminalizada no país, mas estão proibidas as atividades de cafetões e de bordéis. Profissionais do sexo precisam se registrar como trabalhadores independentes e pagar impostos, se receberem 50 mil euros ou mais por ano. O chamado “subsídio de invalidez” foi criado para permitir que pessoas com deficiência obtenham serviços de profissionais do sexo.

Bélgica

  • A assistência sexual não foi regulamentada no país, que convive com questões morais que igualam a prática à prostituição — a profissão não tem status de clandestinidade, mas cafetões e bordéis são proibidos. O Comitê Nacional de Ética da Bélgica emitiu um parecer em 2017, segundo o qual “a assistência sexual deve constituir uma oferta de serviço reconhecida pelas autoridades públicas por meio de estrutura reguladora”.

Alemanha

  • A prostituição é legal e regulamentada. Em 1995, foi criado um “serviço de contato corporal”. Em princípio, qualquer pessoa pode se tornar assistente sexual. Na maioria das vezes, massagens, carícias e penetração são proibidas.

Estados Unidos

  • Não existe uma lei que proíba o acompanhamento sexual, embora a prostituição seja considerada crime na maioria dos estados. Na Califórnia, onde a prostituição é ilegal, as profissionais do sexo têm o status de “substitutas sexuais” (como se fossem substitutos de parceiros). A atividade é reconhecida e um acompanhante sexual pode até ser oferecido a uma pessoa com deficiência pelo seu médico ou terapeuta.

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Inspiração para o cinemaLançado em 15 de fevereiro de 2013 no Brasil, o filme As sessões retrata a luta do escritor e poeta Mark O’Brien para perder a virgindade. A poliomielite contraída na infância o fez perder os movimentos do corpo e passar parte do dia em um aparelho chamado de “pulmão de aço”. Para conhecer o sexo, Mark começa a frequentar uma terapeuta sexual, que lhe indica os serviços de Cheryl, interpretada por Helen Hunt. O longa venceu o prêmio do público e do júri no Festival de Sundance.

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Dispara nos EUA prisão de brasileiros, que relatam fome e frio

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Fonte Metrópoles

Número de imigrantes do Brasil detidos na fronteira sul bate recorde, aumentando de 1.504, em 2018, para 17.893, em 2019

a semana passada, 53 brasileiros estavam na Casa do Migrante — centro católico que tem acolhido em Ciudad Juárez, a 4 quilômetros da fronteira com os EUA, quem tentou entrar em território americano. Eles são os primeiros alvos de uma medida adotada em janeiro pela Casa Branca: enviar brasileiros ilegais ao México. Até agora, este procedimento era reservado principalmente a centro-americanos, especialmente hondurenhos, salvadorenhos e guatemaltecos.

Angustiados e confusos, os brasileiros relataram ter sido maltratados na prisão americana, passaram frio, fome e se apertaram em celas superlotadas. O número de brasileiros detidos na fronteira sul dos EUA disparou de 1.504, no ano fiscal de 2018 (de 1.º de outubro de 2017 a 30 de setembro de 2018), para 17.893, no ano fiscal de 2019, quase 12 vezes mais – um recorde.

Os dados mais atuais, referentes aos primeiros meses do ano fiscal de 2020 (outubro, novembro e dezembro de 2019), mostram as prisões ainda em alta: foram 4.469 detenções no trimestre, três vezes mais que em todo o registro de 2018.

A maioria entra por El Paso, no Texas, cidade gêmea de Juárez, do lado mexicano. Segundo dados oficiais, existem hoje 28.316 brasileiros com ordem de deportação nos EUA, dos quais 983 já foram condenados. Há ainda 313 sob custódia do Serviço de Imigração e Alfândegas (ICE, na sigla em inglês) com ordem final de deportação autorizada.

Frio, fome e celas superlotadas são relatos comuns de imigrantes ilegais detidos nos EUA – não apenas brasileiros. No entanto, o governo americano defende a qualidade das prisões. O vice-presidente, Mike Pence, considerou exagerados na imprensa os relatos que comparavam os centros de acolhimento a “campos de concentração”.

Juliana é o nome fictício de uma jovem de Goiânia – a maioria dos brasileiros em Ciudad Juárez pediu para que a identidade não fosse revelada. Ela disse ter viajado 9 mil quilômetros com o filho de 14 anos, fugindo dos abusos de um ex-marido violento. Juliana não confia na polícia goiana.

Alega ter sido estuprada aos 13 anos por um policial que lhe desferiu 17 facadas. Ela mostra cicatrizes nos pés, nas mãos e na barriga, uma tão profunda que parece que seu torso foi partido ao meio. “Pensei em voltar (para o Brasil), mas é muito perigoso. Meu ex-marido me ameaçou. Estou desesperada e com medo”, disse.

Maus-tratos
Entre os brasileiros na Casa do Migrante, uma narrativa é comum: todos se queixaram de maus-tratos na semana que passaram trancafiados na prisão americana. Segundo Juliana, quem mais sofreu foram as crianças. Quando elas faziam barulho nas celas, diz a mulher, os agentes da Patrulha de Fronteira se irritavam e puniam todos, suspendendo a comida.

“Em celas para cinco pessoas, os agentes enfiavam mais de 20 presos”, diz Valmir Elias, mineiro de Carmo do Paranaíba – único que se identificou. “As crianças foram maltratadas, sofreram uma tortura psicológica que será difícil de apagar da memória. Elas estão traumatizadas. Havia meninos de 7 anos em celas superlotadas.”

Valmir viajou com o filho de 8 anos e diz que ficou quatro noites sem dormir. “Eu me senti um lixo, humilhado. Chorava o tempo todo e me perguntava por que estava naquele lugar, por que meu filho tinha de passar por isso. Ele não tem culpa.”

Apesar da angústia e do medo, a maioria não quer desistir do “sonho americano”. “Eu gostaria de pedir ao presidente (Bolsonaro) que não deixasse que nos tratassem assim. Não somos terroristas, somos trabalhadores. Ele (Bolsonaro) aceitou que nos deportassem para o México”, reclama Valmir.

Francisco – também um nome fictício – vendeu tudo o que tinha para pagar US$ 10 mil para um coiote que o levou com a mulher e a filha de 2 anos até El Paso. Ele diz que a família passou fome na prisão americana. “A comida era pouca e horrível. As celas eram geladas, por isso as crianças chegaram a Juárez doentes”, disse Francisco, também de Carmo do Paranaíba.

Deportados
Em janeiro, quando o governo americano passou a incluir os brasileiros no grupo de enviados ao México, o Itamaraty se manifestou dizendo que havia sido informado da nova orientação. Também ressaltou que o consulado na Cidade do México não havia recebido pedidos de auxílio e os brasileiros poderiam ficar regularmente no México “pelo tempo estabelecido pela lei mexicana”.

A via crúcis dos brasileiros começou quando o governo americano ampliou o Protocolo de Proteção a Migrantes (MPP, na sigla em inglês), programa adotado pelo presidente Donald Trump. O MPP estabelece que os imigrantes devem permanecer no México enquanto tramitam seus pedidos de asilo nos EUA – antes, eles aguardavam julgamento em território americano.

A medida faz parte do esforço do governo para diminuir o número de solicitações de asilo, no momento em que Trump disputa a reeleição e precisa mostrar resultados concretos no combate à imigração ilegal, sua grande bandeira de campanha.

O México, no entanto, não concordou em receber africanos, indianos ou asiáticos – apenas latino-americanos. A grande maioria vem de Guatemala, El Salvador e Honduras. Há duas semanas, quando anunciou a inclusão dos brasileiros no MPP, o secretário de Segurança Interna, Ken Cuccinelli, comemorou a decisão. “Incluir brasileiros (no programa) é um grande feito”, escreveu o secretário no Twitter.

Brasil. No Itamaraty, o assunto é tratado como “tabu”. Nos bastidores, diplomatas brasileiros dizem que estão em contato com autoridades mexicanas e americanas e garantem que houve mobilização interna para dar algum tipo de assistência consular aos brasileiros.

A diretriz do governo brasileiro, expressa na semana passada pelo chanceler Ernesto Araújo, é “não questionar as ações dos EUA”. Na semana passada, em Washington, ele evitou reclamar do tratamento dado aos brasileiros em encontro com o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo.DONALD TRUMPMÉXICOEUAFOMEJAIR BOLSONAROBRASILEIROSDEPORTADOSWhatsAppFacebookTwitterPinterestEmailVER COMENTÁRIOSRECOMENDADOS

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