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SAÚDE

Cartilha orienta pais sobre transporte correto de crianças em veículos

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Foto: Reprodução/Fonte: Agência Brasil

O Conselho Federal de Medicina (CFM), a Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet) e a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) lançam na próxima semana uma cartilha para ajudar pais e responsáveis a colocar crianças no carro de maneira correta, sem prejuízos à saúde.

Segundo a cartilha, crianças devem sempre que possível ser transportadas no banco traseiro dos veículos automotores e preferencialmente ocupar a posição central nesse banco. Caso o veículo não tenha cinto de três pontos na posição central do banco traseiro, o dispositivo de retenção infantil deverá ser instalado nas posições do banco de trás onde houver esse cinto. O airbag do passageiro deverá ser desativado quando o veículo transportar crianças no banco da frente.

“Esses equipamentos foram projetados para dar mais segurança aos usuários em casos de colisão ou de desaceleração repentina. Conforme mostram os números, eles têm sido fundamentais para salvar milhares de vidas ao longo destes anos”, diz o primeiro vice-presidente do CFM, Mauro Ribeiro.

A cartilha conta com orientações do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) e da Organização Mundial da Saúde (OMS). Segundo Antônio Meira Júnior, diretor da Abramet e um dos idealizadores do livreto, os médicos são profissionais fundamentais para recomendar a forma apropriada de conduzir uma criança em um veículo.

A cartilha completa pode ser consultada na internet.

*Matéria alterada para correção de informação no primeiro parágrafo. A cartilha será lançada na próxima semana

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SAÚDE

Com sintomas de menopausa aos 28 anos, ela melhorou saúde após perder 15 kg

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Fonte/Foto: UOL

Ansiosa com os preparativos do casamento e viciada em chocolate, Keyla Araujo, 31 anos, engordou e começou a sofrer com falta de disposição, desânimo, dores. Decidida a diminuir os 75 kg da balança para ter mais saúde, procurou ajuda profissional, começou a seguir um plano alimentar equilibrado e intensificou os exercícios. A seguir ela conta como conseguiu:

Arquivo pessoal
Imagem: Arquivo pessoal

“Em 2016, percebi que estava descontando a

“Em 2016, percebi que estava descontando a ansiedade devido aos preparativos do meu casamento na comida e acabei ganhando muito peso. Continuei engordando depois da cerimônia e comecei a me sentir mais cansada, irritada e com dores de cabeça e no corpo, sintomas comuns na menopausa. Tenho casos de diabetes na família e fiquei com medo de desenvolver a doença também. Em janeiro de 2017, depois de perder a maior parte das roupas e atingir 75 kg na balança, procurei ajuda de um médico.

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Fiz uma série de exames e descobri que, devido ao sobrepeso, estava com muitas alterações hormonais. O especialista e sua equipe montaram um plano alimentar bem personalizado, com foco na redução do peso e na melhora das alterações metabólicas, mas que também garantisse energia para a atividade física.

No início foi bem difícil manter uma boa alimentação, pois sou viciada em chocolates. Porém, decidi dar um “choque” no organismo e segui a dieta 100%, sem um deslize sequer por 16 dias. Foi a melhor coisa que eu fiz.

Na primeira semana senti muita dor de cabeça e mal humor pela falta dos doces. No entanto, meu corpo reagiu bem e logo passei a manter o controle de tudo o que ingeria, com muita consciência. No primeiro mês eliminei 4 kg com essa nova alimentação.

Eu já praticava musculação, mas conversei com um profissional de educação física para ter um treino focado em redução do percentual de gordura e aumento de massa muscular.

Por diversas vezes tive vontade de desistir, mas a cada número a menos na balança e a cada roupa que voltava a entrar no corpo eu me motivava a continuar

Arquivo pessoal

Passei a admirar mais a imagem que refletia no espelho e isso, sem dúvidas, foi bem motivador. Foram 15 kg perdidos em um ano e nove meses e ganho de saúde e autoestima.

Hoje, com 60 kg, continuo com acompanhamento médico e de sua equipe multidisciplinar, que fazem todo o planejamento da minha alimentação. Os exames também são refeitos até hoje para acompanhamento e manutenção da minha saúde.

Tenho a alimentação regrada, treino até seis vezes por semana e bebo bastante água (outro fator importante e que tive que aprender a mudar). Eu me sinto bem mais disposta. Meu foco não é mais “perder peso” e sim reduzir um pouco o percentual de gordura, sem pressa e sem neura. Nesse período perdi muita gordura e ganhei massa. Baixei de um percentual de 35% para 20% de gordura.

Posso dizer que sou mais feliz comigo mesma, satisfeita com minha saúde e animada com minhas evoluções.

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SAÚDE

China testa dispositivo que enviará a Marte em 2020

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Agência France-Presse

O aparelho, em forma de uma aranha gigante de quatro patas, desceu sobre uma base perto de Pequim em condições de gravidade semelhantes às do Planeta Vermelho

China realizou nesta quinta-feira (14/11) um teste com o equipamento de pouso que enviará em uma viagem de sete meses a Marte.
aparelho, em forma de uma aranha gigante de quatro patas, desceu sobre uma base perto de Pequim em condições de gravidade semelhantes às do Planeta Vermelho.
Sob o olhar atento da imprensa e de diplomatas estrangeiros, o dispositivo realizou com sucesso a manobra para se aproximar do solo.
“Este ensaio é um teste importante da missão a Marte”, disse o diretor da Administração Espacial Chinesa (CNSA), Zhang Kejian.
Ele disse ainda que o programa, em andamento desde 2016, está sendo desenvolvido “sem obstáculos”, embora a data da decolagem, programada para ser realizada na ilha tropical de Hainan (sul), ainda não esteja definida.

A viagem vai durar sete meses, e o pouso, apenas sete minutos, segundo o diretor do programa da missão a Marte, Zhang Rongqiao, e será “a fase mais delicada de toda missão”.Continua depois da publicidade
A sonda será lançada pelo foguete Marcha Longa 5 e transportará 13 tipos de equipamentos a bordo, incluindo seis veículos de exploração (rover), informou a CNSA.
“Os equipamentos serão usados para coletar dados sobre meio ambiente, morfologia, superfície, estrutura e atmosfera em Marte”, explicou Zhang Rongqiao.
Segunda potência econômica mundial, a China quer recuperar seu atraso em relação aos Estados Unidos em questões espaciais. Hoje, investe mais nesse setor do que Rússia e Japão (cerca de US$ 8,4 bilhões, segundo estimativa da OCDE em 2017).
Este ano, a China se tornou o primeiro país do mundo a conseguir colocar uma sonda na face oculta da Lua.
Em 2022, a gigante asiática espera colocar em órbita uma grande estação espacial que deve se tornar a única no mundo, após a retirada programada em 2024 da Estação Espacial Internacional (ISS). Desta última, participam Estados Unidos, Rússia, Japão e Canadá.

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SAÚDE

Brasileiros nascidos hoje terão dificuldade para respirar no futuro

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Foto: Reprodução / Fonte: Notícias ao Minuto

Uma criança nascida hoje no Brasil provavelmente terá dificuldade para respirar durante seu crescimento e sua vida. Também enfrentará mosquitos transmissores de doenças, como a dengue, e eventos extremos, como queimadas, secas e inundações, em maiores quantidades.

Esses são alguns dos problemas de saúde associados às mudanças climáticas apresentados na nova versão do relatório Lancet Countdown: Tracking Progress on Health and Climate Change (em tradução livre, “Acompanhando os Progressos em Saúde e Mudanças Climáticas”), lançado na noite desta quarta-feira (13).

Segundo o documento, a vida de todas as crianças nascidas a partir de agora será profundamente afetada pelas mudanças climáticas. 

No Brasil, a poluição do ar é um dos pontos que trará problemas para as crianças de hoje e de amanhã. Tal poluição conta com a presença do chamado material particulado, que é proveniente de queimadas (que apresentaram aumento significativo neste ano no país), queima de carvão para produção de energia e veículos de transporte.

Esse tipo de poluição está associado a peso baixo em recém-nascidos, menor função respiratória em crianças e maiores taxas de hospitalizações. Só em 2016, estima-se que a poluição do ar levou a 24 mil mortes prematuras no Brasil. 

Para se ter ideia do tamanho do problema, em uma hora de exposição ao trânsito de São Paulo, por exemplo, a população “fuma” cerca de cinco cigarros, como apontam as pesquisas feitas pela equipe de Paulo Saldiva, diretor do IEA (Instituto de Estudos Avançados), na USP, e um dos coautores do relatório Lancet. 

Para piorar, o monitoramento da poluição é deficitário no país. Levantamento deste ano da ONG Instituto Saúde e Sustentabilidade mostrou que só seis estados e o Distrito Federal fazem o monitoramento de poluição e divulgação dos resultados para a população. Mais de 90% das estações de monitoramento se concentram no Sudeste.

Outra preocupação quanto ao Brasil é o crescimento do uso de carvão. O documento mostra que o uso desse tipo de fonte de energia no país triplicou nos últimos 40 anos. Em contrapartida, é pequena a participação desse tipo de termelétrica na matriz energética nacional, com participação predominante de fontes renováveis, como hidrelétricas.

O futuro também será marcado por um aumento nas doenças transmitidas por mosquitos, segundo o relatório. A dengue, por exemplo, sofre forte influência de chuvas, temperatura – elementos relacionados às mudanças climáticas – e urbanização. Desde 1950, a capacidade de transmissão de dengue aumentou em 5% para o Aedes aegypti e em 11% para o Aedes albopictus. 

Mundialmente, 9 dos 10 anos mais propícios para a transmissão da dengue ocorreram do ano 2000 para cá, e atualmente metade da população mundial está em risco. Isso quer dizer que é mais fácil pegar dengue hoje, doença transmitida pelo mosquito que se espalha mais rapidamente pelo mundo. Em 2016, o Brasil teve 1,5 milhão de casos de dengue, três vezes mais do que em 2014. Segundo o documento, o custo da infecção para o SUS entre 2012 e 2013 foi de cerca de US$ 164 milhões (R$ 770 milhões). Ao mesmo tempo, o peso socioeconômico da dengue chegou a US$ 468 milhões (cerca de R$ 1,9 bilhão).

Não é somente a dengue que preocupa os autores do estudo. Desde os anos 1980, dobrou o número de dias mais propícios para a contaminação por vibrio, um dos microrganismos responsáveis por casos casos de diarreia, que pode ter impactos sérios em crianças. 

Também não faltarão eventos climáticos extremos. No Brasil, os incêndios florestais afetaram 1,6 milhão de pessoas desde 2001/2004. Até agosto, o Brasil teve seu maior número de queimadas desde 2010. 

Uma das recomendações do relatório do Lancet, inclusive, diz respeito às florestas brasileiras. O documento orienta que deve se reafirmar o compromisso com o desmatamento ilegal zero até 2030, aliado a reflorestamento e redução de queimadas.

As cidades brasileiras, com suas variabilidades climáticas extremas, servem como um grande e trágico laboratório para entender o papel das mudanças climáticas na saúde da população, diz o médico e pesquisador Paulo Saldiva.

Ele cita o exemplo de São Paulo. Em determinada fatia dos dias mais quentes e mais frios, a mortalidade aumenta em 50%, com mortes relacionadas principalmente a AVCs (acidente vascular cerebral), pneumonias e infartos. 

“A cidade tem uma zona de temperatura onde nada acontece, que varia de mais ou menos 17°C até 25°C, 26°C, mas os desvios aumentam a mortalidade”, afirma Saldiva. Há ainda as diferenças regionais, que também impactam nas formas de mortalidade. “Morre-se de calor na zona leste e de frio na zona sul”, diz o especialista do IEA. 

Mayara Floss, uma das autoras do relatório Lancet e médica residente de medicina de família e comunidade Grupo Hospitalar Conceição, diz que o cenário negativo apontado pelos dados deve servir de alerta para a tomada de ação, como a manutenção e aceleração dos compromissos climáticos tratados no Acordo de Paris. “Nós estamos na janela [temporal] em que é possível agir”, diz Floss.

O relatório também indica que o Brasil deveria reforçar a vigilância da qualidade do ar, inclusive com sistemas de envio de mensagens para quem estiver em regiões nas quais a exposição à poluição pode apresentar risco, aconselhando, por exemplo, em quais períodos a pessoa pode sair de casa e em quais se exercitar, diz Floss.

Segundo a pesquisadora, para tentar mudar a situação, o cidadão pode atuar com pressão política. Saldiva diz que colocar a saúde como um ponto central na discussão climática pode ajudar a combater a “ignorância organizada, fruto da própria ignorância e de interesses econômicos de grupos afetados por práticas sustentáveis”.

O especialista compara a situação com a indústria do cigarro. “Ela sabia perfeitamente que o produto dela fazia mal, mas nunca passou na cabeça dela parar. A autorregulação é impossível. O documento aperta uma tecla SAP para colocar ciência no assunto.”

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