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Cary Joji Fukunaga vai dirigir o próximo filme de James Bond

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O diretor americano Cary Fukunaga em Londres, em 13 de setembro de 2018 - AFP/Arquivos

O cineasta Cary Joji Fukunaga dirigirá o próximo filme do agente 007 e será o primeiro americano a comandar um longa-metragem da franquia James Bond, depois que o diretor britânico Danny Boyle abandonou o projeto no mês passado.

“Estamos satisfeitos de trabalhar com Cary. Sua versatilidade e inovação fazem dele uma excelente escolha para nossa próxima aventura de James Bond”, anunciaram no Twitter os produtores Michael G. Wilson, Barbara Broccoli e Daniel Craig, o ator que interpretou 007 nos últimos quatro filmes da saga.

As filmagens do 25º filme de 007, que ainda não tem título oficial, começarão em 4 de março nos estúdios Pinewood, perto de Londres. A estreia mundial está prevista para 14 de fevereiro de 2020.

O filme deveria chegar aos cinemas no fim de 2019, mas o projeto sofreu um atraso quando Danny Boyle — conhecido por produções como “Trainspotting” e “Quem Quer Ser um Milionário?” — anunciou sua saída do projeto por “diferenças criativas” com os produtores.

Fukunaga, 41 anos, diretor e roteirista nascido na Califórnia, é conhecido por ter dirigido a primeira temporada da série de TV “True Detective”, pela qual venceu um Emmy em 2014

Também escreveu e dirigiu o drama em espanhol “Sem Identidade” (2009), pelo qual foi premiado no Festival de Sundance. Este foi seu primeiro filme como diretor, depois de uma longa carreira como diretor de fotografia.

O americano, cujo pai nasceu em um campo de internação para japoneses-americanos durante a Segunda Guerra Mundial, também dirigiu “Beasts of No Nation” (2015), protagonizado pelo britânico Idris Elba, e “Jane Eyre” (2011), adaptalçao do romance de mesmo nome da escritora inglesa do século XIX Charlotte Brontë.

Fukunaga, produtor da série “Maniac”, com Emma Stone e Jonah Hill, que estreia na sexta-feira na plataforma de streaming Netflix, será o primeiro americano a dirigir um dos filmes da famosa franquia protagonizada pelo agente 007.

Boyle, 61 anos, vencedor do Oscar em 2008 por “Quem Quer Ser um Milionário?”, abandonou o projeto quase três meses após o anúncio de sua contratação para dirigir o “Bond 25”.

O cineasta britânico já havia iniciado o processo de escolha do elenco para encontrar o vilão e a “Bond girl” do novo filme, segundo a revista Variety.

Esta será a quinta vez que Daniel Craig, 50 anos, interpretará o espião, missão que já foi executada por Sean Connery, Roger Moore, George Lazenby, Timothy Dalton e Pierce Brosnan.

Craig afirmou em 2017 que este seria provavelmente seu último filme na pele do agente a serviço de Sua Majestade.

Fonte: Isto é

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A história por trás da lendária foto que John Lennon jamais viu publicada

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Neste 8 de dezembro (sábado passado) completam-se 38 anos da imagem mais inesquecível de Yoko Ono e do líder dos Beatles, tirada poucas horas antes de seu assassinato

CARLOS MEGÍA/EL PAÍS

Madrid , Espanha– Todo 8 de dezembro marca um novo aniversário do assassinato de John Lennon, ocorrido na noite de uma segunda-feira de 1980, na entrada do edifício nova-iorquino Dakota, onde ele residia, e depois foi atingido quatro vezes pelo revólver de Mark David Chapman. Sua morte é um dos acontecimentos seminais do século XX, sobre o qual mais se escreveu a respeito e se especulou, mas esse 8 de dezembro também representa o aniversário de uma história menos conhecida do grande público: a de sua lendária foto posando nu com Yoko Ono, que ele jamais chegou a ver –

Annie Leibovitz, a fotógrafa  mais bem paga do mundo, que trabalhou para revistas como Vogue e Vanity Fair, trabalhava para a Rolling Stone em 1980. A revista tinha lhe encomendado uma reportagem com o casal para ser a capa de sua nova edição, em função do lançamento do disco Double Fantasy. Apesar de no início a ideia fosse retratar o Beatle sozinho, Lennon pediu que Yoko posasse ao lado dele e Leibovitz foi com uma Polaroid a seu apartamento no edifício Dakota. “Eu tinha visto a capa na qual estavam se beijando. Fiquei muito comovido com esse beijo. Era muito mais do que uma simples foto de um beijo. Então, para a foto que queria tirar, imaginei-os juntos de alguma forma. E não foi difícil para mim imaginá-los sem roupa, porque tiravam sempre. Mas o que aconteceu foi que no último momento Yoko Ono não quis tirar a roupa. Então seguimos em frente com a foto e é uma imagem muito forte ver Yoko vestida junto a Lennon nu”, explicou a fotógrafa em uma conferência realizada durante o Festival de Cannes de 2013.

O casal cumprimentou Leibovitz pelo trabalho realizado e ficaram de se encontrar novamente para ver o resultado. “É assim, essa é nossa relação”, lembra que o intérprete de Imagine afirmou. Infelizmente a reunião não pode acontecer, já que horas depois Lennon foi assassinado. A imagem foi a capa do número especial de janeiro de 1981 da Rolling Stone em comemoração por sua morte, sem outros ‘adornos visuais’ além do título da revista. Em 2005, a Sociedade Americana de Editores de Revistas qualificou-a como a melhor capa dos últimos 40 anos. Muitos se referiram à imagem como uma profecia do terrível acontecimento que estava para acontecer, pela posição fetal de Lennon e a roupa preta (de luto) de Yoko. Uma imagem histórica que, assim como na música criada por Lennon, merece ser homenageada em todo 8 de dezembro.

Quando Lennon acreditou que era Jesus Cristo

J. ADOLFO IGLESIAS*/EL PAÍS

Há 50 anos, o músico parodiou o Santo Sudário durante viagem à Espanha

Almería (Espanha) -“Cristo você sabe que não é fácil, você sabe como pode ser difícil. Do jeito que as coisas estão indo, vão é me crucificar”, afirmava John Lennon em sua canção The Ballad of John and Yoko. Quase três anos antes, em 29 de julho de 1966, tinha começado sua “crucificação” pela imprensa dos Estados Unidos. A revista Datebook publicou uma chamativa manchete com a frase do Beatle: “Somos mais populares que Jesus”. A afirmação não era nova, fora tirada de um artigo mais extenso publicado em março na Inglaterra. John tinha declarado: “O Cristianismo vai acabar, vai diminuir e sumir. Hoje nós somos mais populares que Jesus. (…) Não sei o que vai acabar antes, se o rock and roll ou o cristianismo”.

O jovem músico metido a intelectual, diagnosticava à sua maneira a secularização da sociedade e o desinteresse dos jovens pela religião. Sua declaração passou despercebida na Inglaterra, mas nos Estados Unidos foi tomada como blasfêmia e causou grande polêmica logo antes da terceira turnê dos Beatles pelo país. Houve fogueiras públicas de discos dos Beatles em cidades do cinturão bíblico e os quatro músicos receberam ameaças de morte da Ku Klux Klan. A tensão dominou aqueles shows no mês de agosto e suas entrevistas coletivas deixaram de ser festivas e hilariantes para se transformar em autos inquisitoriais do roqueiro provocador, que teve de pedir desculpas. Ao final da turnê, os Beatles decidiram deixar os shows para sempre.

Sua comparação com Jesus estava lhe custando caro, mas poucas semanas depois, Lennon teria sua vingança em Almería, na Espanha. Ali chegou em 19 de setembro de 1966 para participar como ator no filme Como Ganhei a Guerra, produção pacifista de Richard Lester. Em sua bagagem infiltrou-se a polêmica. Não conseguiu escapar dela porque os jornalistas a recordavam em cada entrevista no set de filmagem. “Não sou um canalha (…) Não me lembrem mais disso”, respondia John à pergunta “Estava bêbado quando disse aquilo?”, feita por Diego Segura para a revista Fans.

Foi nesse contexto e no deserto almeriense que Lennon, com a chaga do orgulho aberta, pegou um pedaço de lona e começou a exorcizar seu tormento. Não queriam blasfêmia? Pois iam ter. John desenhou a si mesmo, com uma caricatura frontal, parodiando o Santo Sudário. O Beatle levava consigo esse retalho de menos de um metro de comprimento e deve tê-lo usado nas longas esperas entre as tomadas. Ao terminar a filmagem, deu-o de presente a Ron Lacey, um jovem ator britânico com quem compartilhou confidências e alguma tragada furtiva. “Adeus Ronnie”, escreveu em espanhol sobre o tecido. Anos depois, o ator (popular por seu papel de nazista com óculos lennonianos em Os Caçadores da Arca Perdida) deu o pedaço de lona a um companheiro de farra, que o guardou até hoje.

A paródia do Sudário desenhada por Lennon. O Beatle a deu de presente ao ator Rum Lacey.
A paródia do Sudário desenhada por Lennon. O Beatle a deu de presente ao ator Rum Lacey. J. ADOLFO IGLESIAS

A casa de leilões Cooper Owen assegura sua autenticidade. Tentou vendê-lo há dois anos, sem sucesso. Para a empresa de memorabilia musical mais importante do mundo, o santo sudário de John Lennon é uma inestimável peça de arte conceitual. Custa acreditar que seja verídico um pedaço de lona cáqui rabiscado com frases e traços confusos. Mas é.

Lennon se retratou como um Jesus de barba, óculos redondos e coroa de espinhos. Parecido com os bonecos que desenhava para zombar de seus professores na escola. Acrescentou a expressão Santo Batman, referência herética a seu personagem, junto ao anagrama do homem morcego, em um de seus inconfundíveis jogos de significados. Logo abaixo desenhou dois punhos com as inscrições amor e ódio. No lado do mal, John esboçou um calvário com três cruzes e um encapuzado da Ku Klux Klan. No lado oposto, outra cruz com a coroa e o nome de Elvis, que ele endeusava e que lhe abriu os olhos para o rock em 1956.

O Santo Sudário de Lennon não é só uma brincadeira raivosa de cuja ousadia o músico estava consciente. Expressa como um diário íntimo seu estado de ânimo mutável ao longo de seis semanas em uma terra que tantas vezes fez o papel de Galileia no cinema. Lennon lamentou o tratamento recebido, como voltaria a fazer no single de 1969. Em suas anotações, John mostrava nostalgia e dúvidas sobre sua a: Óculos, esposa, filho, amor, maconha e, ao lado, o desenho de um gato. O rastro de Jesus acompanhou John até o final da vida em músicas, declarações, atitude política e até em seu aspecto físico. Com a paródia do sudário feita em Almería, o músico vilipendiado se identificou com ele, e também com sua morte ao acrescentar uma frase de Gripweed, seu personagem, pronunciada diante da câmera enquanto morria na ficção: “Sabia que isto ia acontecer”. Anos depois, em dezembro de 1980, o mundo se deu conta disso e, sem necessidade de manto algum, elevou John Lennon ao altar como o primeiro messias do rock.

‘STRAWBERRY FIELDS FOREVER’,

UMA CANÇÃO ESSENCIAL

A lona é parte do quebra-cabeças arqueológico musical de Strawberry Fields Forever, a canção que John compôs há 50 anos e motivo de celebração em Almería, de 7 a 9 de outubro, com música, bate-papos e uma homenagem ao professor Juan Carrión. Esse retalho joga luz sobre a origem desta obra-prima. A frase “Ninguém vive em minha lua. Talvez esteja muito alta ou muito baixa, não me importo”, é uma variação da letra final da canção, em que John mudou a lua da paisagem almeriense por uma árvore. O músico levava a lona consigo e ia acrescentando ideias com os mesmos marcadores que usou para corrigir as folhas de Carrión, e mostrando, como na canção, sua dor, dúvidas e até ressentimentos. Finalmente, surge uma esperança quando John vai a Santa Isabel no dia de seu aniversário e evoca, em Almería, o Strawberry Field de sua infância. Mas nessa altura, não o registrou em seu paródico sudário.

J. Adolfo Iglesias é jornalista e autor do livro Juan and John (Círculo Rojo). adolfoiglesias1966@gmail.com

 

‘Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band’ vive: a mítica odisseia dos Beatles volta 50 anos depois

O álbum, considerado o melhor disco da música pop, ganha uma edição

The Beatles 'Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band'

George Harrison, Ringo Starr, John Lennon e Paul McCartney (da esq. para a dir.) em Londres, em maio de 1967. JOHN DOWNING GETTY IMAGES

FERNANDO NAVARRO
Redactor de EL PAÍS

Londres – A caminho do estúdio 2, no andar térreo do edifício, sucedem-se as fotos em preto e branco de astros da música pop: Pink Floyd, Adele, Oasis, Radiohead, Red Hot Chili Peppers, Amy Winehouse, The Killers… Todos aparecem em plena labuta, gravando alguns de seus sucessos. Entretanto, todos parecem simples artistas de passagem, como esses turistas que andam do lado de fora fazendo pose ao atravessar a faixa de pedestres mais famosa da cultura popular, embora as obras viárias já tenham alterado bastante a imagem de fundo. Não importa. Nada escapa ao eco do lugar, e a aura da história se impõe: Abbey Road é o lar dos Beatles, a casa sonora onde nasceu seu cancioneiro eterno, aí incluído Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band, o álbum que completa meio século de existência nesta quinta-feira e é apontado pela maioria da crítica musical como o melhor disco de todos os tempos.
No centro do estúdio, o grupo de jornalistas é recebido por Giles Martin, filho de George Martin, o célebre produtor da banda e também aspirante ao título dequinto beatle, junto com o empresário Brian Epstein. Esta altíssima sala de tijolos brancos e piso de madeira guarda também uma atmosfera especial, como uma ressonância íntima que, sob o efeito avermelhado de sua luz interior, permitisse vislumbrar, feito uma chama ilusória, John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr tocando seus instrumentos. “Ouvindo todas aquelas sessões, trabalhando tanto tempo no grande arquivo da gravação deste disco, só duas palavras permaneceram em minha mente, as duas que os definiam: eficiência e genialidade”, conta Martin, encarregado de remixar pela primeira vez este álbum em estéreo e com áudio 5.1 surround.
A propósito do aniversário, Martin, que antes participou da produção de The Beatles Anthology e colaborou em discos de McCartney, trabalhou também nos takes iniciais de 34 gravações inéditas que foram incluídas numa caixa de luxo, mas, depois de reconhecer que inicialmente não era partidário de alterar a gravação original em mono, destaca a importância do novo som. “As vozes soam mais centradas. O estéreo, escutando os instrumentos cada um no seu lugar, faz com que os Beatles soem mais ao vivo e eles são melhores quanto mais ao vivo”, observa.

Há 50 anos, Sgt. Pepper’s se transformou na grande odisseia do pop, um disco que mudou para sempre o panorama da música. O grupo tinha deixado de fazer turnês porque estava cansado da histeria coletiva. Motivados pela excelência conseguida em Pet Sounds pelos Beach Boys – especialmente pelo gênio de Brian Wilson – os rapazes de Liverpool se trancaram por quatro meses no estúdio da Abbey Road para fazer experimentos até conseguirem ampliar todos os limites sonoros possíveis. A ideia foi de McCartney, verdadeiro motor diante dos desvarios de Lennon com as drogas. E se livraram da pressão criando o personagem que dá título à obra. O sargento Pimenta e sua banda permitiam que eles tivessem mais liberdade criativa, sem pensar que eram os Beatles.

Depois de revisar todas as fitas originais, Martin destaca a fé neles mesmos. Ressalta que é uma qualidade que o disco transmite e relembra uma conversa que teve com seu pai, falecido em março do ano passado, quando estava envolvido no projeto de remixagem em estéreo: “Um dia perguntei a ele se acreditava que tinha sido bom na música. Fechou os olhos, pensou e disse: ‘Não, fui brilhante’. Aquilo não era arrogância. Não combinava com meu pai. Simplesmente todos foram brilhantes. Tinham essa virtude de ir atrás de algo e consegui-lo. Esse disco é o melhor exemplo de sua fé”.

Com seu ambiente carnavalesco e alegórico, Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band é um trabalho transbordante de nuances: os efeitos sonoros, como o vozerio longínquo que abrem o álbum ou os galos de Good Morning, Good Morning, e jogos de vozes, como o glorioso enfrentamento entre Lennon e McCartney na radiante Getting Better, convivem com uma instrumentação pletórica, cujo clímax chega com A Day in the Life fechando o disco com uma orquestra de 40 músicos suspendendo um mi maior até a estratosfera. É o que Martin, antes de colocar todo o álbum em estéreo, destaca como “som expansivo”, que, sob o efeito místico do estúdio onde foi concebido, sonha como se os Beatles rodeassem o ouvinte por todos os lados. “Ao final, parece que está mais perto de sua música”, sugere. Uma música que, meio século depois, continua soando humanamente imbatível.

57 PERSONAGENS PARA UMA CAPA MÍTICA

‘Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band’ vive: a mítica odisseia dos Beatles volta 50 anos depois
EL PAÍS

Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Bandrompeu várias convenções na música. Foi um dos primeiros álbuns de capa dupla, com as letras das músicas impressas, bolso interno decorado e capa desenhada por um artista famoso, Peter Blake.

Das 57 personalidades escolhidas pelos Beatles para a capa, hoje um mito, 18 eram atores e 15 escritores. Entre os primeiros, Marlon Brando, Fred Astaire, Marilyn Monroe e Tony Curtis; entre os segundos, Poe, Dylan Thomas, H. G. Wells, Oscar Wilde, Lewis Carroll e Joyce. Também aparecem Bob Dylan, Marx e Einstein. O quarteto aproveitou para colocar o jogador de futebol do Liverpool Albert Stubbins, mas nada comparado com o que fez George Harrison ao incluir quatro iogues indianos.

DANÇA, ARTE, POESIA E TEATRO EM LIVERPOOL

Liverpool, berço do quarteto legendário, se preparou para comemorar o cinquentenário do Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band com um festival de arte, dança, música, poesia e teatro em que participam numerosos artistas internacionais.

Sgt. Pepper at 50: Heading for Home empregou cada uma das 13 canções que compõem o álbum como trampolim criativo para desenvolver eventos beatlemaníacos que começam amanhã, 1º de junho, data dos 50 anos do lançamento do álbum no Reino Unido. Nos Estados Unidos, chegou às prateleiras no dia seguinte.

Os eventos acontecerão em diferentes lugares de Liverpool, como a Hope Street, a Tate Gallery, a St. George’s Hall e as duas catedrais.

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Celebridades

O império farmacêutico que gerou milhares de viciados em um analgésico

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Arthur Sackler, fundador do império farmacêutico Sackler e mecenas artístico.

Os Sacklers estão na origem de milhares de dependências, mas eles conseguiram lavar seu nome com o golpe do dinheiro

Martín Caparrós /El País

Eles venceram. Seu nome brilha nas fachadas mais prestigiadas do mundo: Sacker está esculpido, por incentivo da doações de milhões, em salas e institutos do Louvre, do Guggenheim, do Metropolitan, de Harvard, Columbia, Stanford, Oxford e dezenas de outros; se nada o alterar, eles existirão por séculos. Ou não.

Os primeiros Sackler foram três filhos de imigrantes poloneses que nasceram no Brooklyn entre 1914 e 1920, estudaram medicina e fundaram na década de 1950 uma pequena empresa farmacêutica, Purdue Pharma. O mais velho, Arthur, era um grande vendedor: suas técnicas de marketing mudaram a forma de comercializar medicamentos e encheram os cofres dos três irmãos. Mas seu maior sucesso começou em 1995, sete anos após a sua morte: foi então que os dois filhos, Raymond e Mortimer, lançaram a Oxy-Contin — que desde então já produziu mais de 30.000 milhões de euros (algo em torno de 120.000 milhões de reais).

O Oxy-Contin é uma invenção inteligente: uma pílula que libera lentamente um opiáceo conhecido, a oxicodona, muito eficaz como analgésico. O mecanismo permite que a droga atue por oito, dez, doze horas; sua difusão foi rápida e seus efeitos discutidos: muita literatura médica o acusa pela epidemia de dependência que voltou a sacudir os Estados Unidos nas últimas décadas. Porque o Oxy-Contin é usado para o tratamento prolongado e, como todas as drogas, você precisa de doses crescentes para produzir os mesmos efeitos. E porque há quem descobriu que, abrindo a cápsula e a moendo, era possível inalar ou injetar — e que doses massivas, liberadas de seu mecanismo de regulação, provocava uma tremenda viagem. Agora, um estudo do Instituto Nacional Americano sobre Abuso de Drogas diz que 10% dos usuários desses analgésicos se tornam viciados e metade deles migram para a heroína. Aprendemos a pensar que o tempo é uma flecha lançada para a frente, que o que ficou para trás ficou para trás — e na verdade volta muitas vezes. Há 30 anos, a heroína era uma epidemia; 15 anos atrás parecia superada; nos Estados unidos, agora, todos os dias mata 115 pessoas e 50 bebês nascem viciados.

A Purdue Pharma e a Sackler viram de lado. A empresa patrocina institutos, médicos e estudos que dizem que a culpa não é deles, mas dos consumidores. E, apesar da enxurrada de reclamações, ela nunca foi condenada, porque seus advogados sempre chegam a acordos por muito dinheiro antes do julgamento. Enquanto isso, seus donos continuam limpando seus nomes com o golpe dos milhões. Como dizia mais de cem anos atrás um diretor do Museu Metropolitan de Nova York — citado por um artigo excelente da The New Yorker — para pedir doações aos milionários de então: “Pensem que a glória pode ser sua se vocês seguirem nossos conselhos e converterem porcos em porcelana, grãos em cerâmica antiga, o rude dinheiro em mármore esculpido”.

Então se chamava beneficência ou, melhor, filantropia, agora se chama responsabilidade social. De “fazer o bem” ou “amar os homens” passamos a “assumir a responsabilidade”. Os nomes mudam e designam a mesma coisa: alguém que consegue se apropriar de grandes riquezas entrega um pouco para dourar sua imagem. Petroleiros que aquecem a atmosfera, financistas que empobreceram milhões, fabricantes de medicamentos que matam dentro da lei impõem seus nomes à cultura, à solidariedade, à ajuda humanitária.

É um sistema destes tempos: os muito ricos não controlam apenas os mercados; também controlam os trabalhos que buscam reparar os danos causados por esses mercados. Que alguém possua bilhões é monstruoso: que o use de decidir quem é ajudado é a cereja do bolo. É dinheiro que deveriam entregar em impostos para o Estado definir, de acordo com mecanismos democráticos, que vidas melhorar com eles, como. E, em vez disso, graças ao descrédito desses Estados e seus batalhões de advogados fiscais, o decidem Gates, Soros ou Sackler. E esperam, só faltava essa, que os agradeçamos.

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Paul McCartney confirma dois shows no Brasil em março de 2019

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Paul McCartney no Rio de Janeiro, em novembro de 2014. Foto: Fabio Motta/Estadão

São Paulo (26/3) e Curitiba (30/3) fazem parte da ‘The Freshen Up Tour’, que também vai passar por Argentina e Chile

Paul McCartney confirma agora sua volta ao Brasil em 2019: dia 26 de março, no Allianz Parque, em São Paulo, e dia 30 de março, no Estádio Couto Pereira, em Curitiba.

 Os shows fazem parte da The Freshen Up Tour, que também passa por Chile e Argentina.

Em São Paulo, os ingressos custam de R$ 200 (meia-entrada, cadeira superior) a R$ 890 (pista premium).

 Em Curitiba, as entradas vão de R$ 130 (meia, arquibancada) a R$ 850 (pista premium).

Haverá pré-venda exclusiva para fãs cadastrados no site internacional de Paul McCartney. Essa ação tem início às 10h do dia 4 de dezembro (terça-feira) e encerra às 20h do dia 5 de dezembro (quarta-feira). Os fãs receberão diretamente do site as instruções e código de acesso.

As vendas gerais serão realizadas pelo site www.ticketsforfun.com.br. Será possível comprar os ingressos nas bilheterias oficiais (Credicard Hall – sem taxa de conveniência e Estádio Couto Pereira) e nos pontos de venda.

A mais recente apresentação de McCartney em São Paulo foi em 2017 — o show vem reformulado, segundo a produção, também com músicas do novo disco, Egypt Station.

O artista retorna a Curitiba pela primeira vez desde 1993, quando fez uma apresentação na Pedreira Paulo Leminski em show que comemorava os 300 anos da cidade.

Nos últimos 15 anos, Paul McCartney se apresenta com a banda formada por: Paul “Wix” Wickens (teclados), Brian Ray (baixo / guitarra), Rusty Anderson (guitarra) e Abe Laboriel Jr (bateria).

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